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Da palavra escrita ao rap: a força da expressão de quem lê

Estudantes do projeto Combinando Palavras demonstraram durante a FIL – Feira Internacional do Livro de Ribeirão Preto – que a literatura é uma ferramenta transformadora



Combinando Palavras com Ferréz (Foto: Gabi Nalon)

Vitor Henrique Barbosa, 18 anos, aluno da Escola Dr. Geraldo Correia de Carvalho, nunca tinha lido um livro antes de fazer parte do Projeto Combinando Palavras. O contato com a obra do autor Ferréz, a convite de seu professor, foi a senha definitiva para abrir portas ao caminho da leitura. Durante a 21ª FIL – Feira Internacional do Livro de Ribeirão Preto, o estudante subiu ao palco do Theatro Pedro II, no dia 24 de agosto (quarta-feira), e levou o que traduz como nova munição para sua vida: um livro nas mãos e a coragem para interpretar poemas dramatizados, junto com colegas de sua escola. “A educação é uma arma potente”, comenta o estudante que, depois da vivência no projeto, já leu outro livro de Jorge Amado e promete: quer ler mais obras de Ferréz - com quem teve identidade direta - e de outros autores.



Combinando Palavras com Ferréz (Foto: Gabi Nalon)

A munição que o estudante escolheu para este momento de encontro com o autor estudado, é a mesma que Ferréz utiliza em seu trabalho cotidiano: a palavra. Desde muito cedo, o universo da escrita foi se delineando para o escritor, apesar do sonho de seu pai ir em outra direção: queria que ele fosse datilógrafo. “Na década de 70, a última coisa que alguém pensaria em ser em Capão Redondo - de onde eu venho, era ser escritor”. Mas ele contrariou as estatísticas para se tornar um autor reconhecido. “Todos nós nascemos com um opcional. Muitos nasceram sem skates, sem violão e são verdadeiros talentos. Por isso fica meu recado: não abandonem o dom de vocês e escolham uma profissão que o coração manda”.