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“Eu acredito na palavra como poder de transformação”, revelou Mel Duarte na 21ª FIL

Autora, que é poeta, slammer e produtora cultural, participou da terceira edição do Recortando Palavras, projeto que desenvolve a produção de fanzines com estudantes de escolas da rede pública

Recortando Palavras, com Mel Duarte

Uma cena para ficar na memória dos estudantes: mais de 1 mil alunos de 22 escolas de Ribeirão Preto e região lotaram o Theatro Pedro II, o terceiro maior teatro de ópera do país, na tarde da quarta-feira (24/8). A postos, os estudantes demonstraram-se ansiosos para a chegada da poeta, slammer e produtora cultural, Mel Duarte, que os inspirou nas produções de fanzines durante a realização do Recortando Palavras, projeto que faz parte da 21ª edição da FIL – Feira Internacional do Livro de Ribeirão Preto. A emoção da plateia foi sonora. A sensação descrita por muitos deles foi uma mistura de felicidade, encantamento e missão cumprida.



Recortando Palavras, com Mel Duarte

A grande maioria dos alunos não sabia o que era um fanzine antes de participar do projeto Recortando Palavras. Muitos nem tinham pisado no teatro, que é patrimônio histórico da cidade. Em sua terceira edição, o projeto é coordenado pelos fanzineiros Arnaldo Neto, Angelo Davanço e João Francisco Aguiar (o professor Jofra).


Os fanzines foram produzidos pelos alunos durante as aulas neste primeiro semestre, a partir das obras da escritora Mel Duarte, que tem como propósito em sua literatura, as palavras como ferramentas para a transformação social. “Tenho como propósito que a minha leitura chegue a mais pessoas. Hoje percebo que houve uma mudança muito grande - de literatura e de acessos aos conteúdos produzidos por mulheres negras. Com certeza, a internet fez este grande papel, pois há muitos lugares que eu ainda não pude chegar, mas sei que minhas palavras já chegaram graças à internet”, disse a autora.


Para Mel Duarte, o fanzine é um facilitador para que um trabalho autoral chegue mais longe. “Não é à toa que eu trabalho com as palavras em diversas plataformas e sei o quanto elas são flexíveis, assim como chegou em vocês hoje”.


Raquel Herrera, professora de Língua Portuguesa da E.E. Expedicionários Brasileiros, levou para o teatro 40 alunos do 7º ano. Para ela, a experiência foi maravilhosa. “Foi a primeira vez que tivemos essa vivência com fanzine. Os alunos brincaram conhecendo poemas e imagens. Eles saíram da rotina do caderno e da lousa. Passaram a conhecer mais um tipo de texto. Mais um tipo de expressão cultural”.


A estudante Eloah Helena de Siqueira, de 13 anos, já tinha visto um fanzine antes, mas afirmou que, com o projeto teve a oportunidade de colocar a mão na massa. “Conheci uma nova manifestação artística e aprendi uma outra forma de escrever, de recortar e produzir um fanzine. Achei o máximo ler as obras da Mel Duarte