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“Comunicação é encontrar-se com o outro”, pontuou Milton Jung em conferência na 24ª FIL

  • pauta15
  • 23 de ago. de 2025
  • 4 min de leitura

Em encontro dinâmico no Theatro Pedro II, o jornalista e a fonoaudióloga Leny Kyrillos falaram sobre ética, cidadania, liderança, IA e desafios das mudanças na comunicação jornalística e importância da escuta no processo comunicativo


Marcos Felipe, Leny Kyrillos e Milton Jung na 24ª FIL (Foto: Alessandra Rotolo)
Marcos Felipe, Leny Kyrillos e Milton Jung na 24ª FIL (Foto: Alessandra Rotolo)

A 24ª FIL (Feira Internacional do Livro de Ribeirão Preto), recebeu na noite de quinta-feira (21), o jornalista Milton Jung, âncora da rádio CBN; e Leny Kyrillos, fonoaudióloga especialista em voz e colunista da CBN; para uma conversa dinâmica e informativa sobre a comunicação em diferentes recortes. Com mediação do jornalista Marcos Felipe, os convidados falaram sobre ética, cidadania, comunicação empresarial e intergeracional, novos desafios da linguagem jornalística, o papel da escuta ativa, projeções sobre as mudanças que a IA (Inteligência Artificial) traz às diversas formas de comunicação, e sobre o livro como principal plataforma de desenvolvimento humano.


Com 41 anos de carreira, Milton Jung destacou as mudanças contínuas que tem vivenciado na forma de levar a comunicação às pessoas e, também, na forma como as pessoas recebem a comunicação. “Especialmente com a chegada da internet, experimentamos muitas mudanças na prática diária do jornalismo”, comentou Jung. Leny - que está há 25 anos na rádio CBN -, destacou as adaptações que os profissionais de rádio e televisão precisaram empenhar em nome de uma comunicação mais assertiva e mais efetiva. “Os jornalistas de rádio e tevê tiveram que se reinventar em relação às mudanças na linguagem utilizada por esses veículos ao longo do tempo. Especialmente porque a linguagem escrita é muito diferente da linguagem oral”, ressaltou a fonoaudióloga.


Comunicação e liderança


Conferência Milton Joung e Leny (Foto: Alessandra Rotolo)
Conferência Milton Joung e Leny (Foto: Alessandra Rotolo)

Além de ancorar o Jornal da CBN há 14 anos, Milton Jung também é apresentador do programa Mundo Corporativo, na mesma emissora, em que recebe gestores empresariais para falar de negócios, inovação, liderança e cultura organizacional. Essa experiência revelou ao jornalista tanto a evolução no vocabulário corporativo como o declínio do modelo comando-controle de liderança, com tudo passando pela importância da comunicação. Para Leny Kyrillos, que é coautora com Jung da edição ampliada do livro “Escute, Expresse e Fale!”, as competências de comunicação tornaram-se essenciais para as relações humanas e são fundamentais no mundo executivo. 


“O modelo comando-controle não é mais sustentável, especialmente após a pandemia, principalmente em função da saúde mental. De lá pra cá, as relações de trabalho passaram a exigir posturas e tratamentos mais humanizados e lideranças mais acolhedoras. E sem uma comunicação afinada, isso não é possível”, pontuou Kyrillos. “Pesquisas mostram que o Brasil é o país mais ansioso do mundo e é urgente o olhar mais atento para a humanização nas relações de trabalho”, completou a colunista da CBN.


Outro recorte abordado pelos conferencistas foi o desafio que envolve a comunicação intergeracional. “Comunicação é a ação de tornar comum, e a forma de fazer isso na diversidade geracional é um desafio para os líderes e gestores organizacionais”, destacou Leny Kyrillos. Para ela, a diversidade traz resultados muito positivos e torna as relações de trabalho mais interessante com a valorização de pessoas mais velhas nas empresas e corporações, junto com os jovens que nasceram com a internet. “Porém, especialmente para liderar a geração Z, os gestores precisam ter muita coerência entre o que falam e o que fazem, além de solidez na forma de se posicionar. Tudo isso é comunicação”, enfatizou.


Erros na comunicação


Na visão do jornalista Milton Jung, é grande o campo de melhorias a serem buscadas nos processos de comunicação e a escuta ativa é a espinha dorsal nisso. “A todo instante temos que buscar formas mais acessíveis de chegar às pessoas. É um movimento contínuo. Nesse cenário, um erro muito comum é a falta da escuta ativa, tanto na comunicação profissional, como na corporativa e nas relações humanas de modo geral. A dificuldade e a falta de habilidade para escutar o outro geram falhas importantes na comunicação. Por outro lado, ter a escuta ativa afiada amplia os espaços de liberdade”, reforçou o apresentador do Jornal da CBN.


Leny Kyrillos chamou ainda a atenção do público para o fato de que a escuta ativa representa mais de 50% de acerto para uma boa comunicação. “Em comunicação não existe o óbvio, o pressuposto de que o outro nos entendeu corretamente. Para ser efetiva, a comunicação precisa ser simples, direta e afetiva, compondo a ação de mostrar ao outro nosso desejo de encurtar as distâncias”, disse Leny. “É preciso abrir a escuta para entender. Sem isso, se perde a chance de crescer”, emendou Milton Jung.


Livros, IA e futuro do jornalismo


Conferência Milton Joung e Leny (Foto: Alessandra Rotolo)
Conferência Milton Joung e Leny (Foto: Alessandra Rotolo)

O último tópico abordado na conferência foi a revolução trazida pela IA (Inteligência Artificial) ao universo da comunicação jornalística. Para Milton e Leny, há mais pontos positivos que negativos nesse processo e não é preciso temer a novidade. “Temos que mudar a ideia do isso menos aquilo na relação entre IA e humanos porque não são excludentes. Vamos aprender a fazer coisas e a melhorar nossa comunicação porque a IA é uma ferramenta que, essencialmente, exige boa capacidade de fazer perguntas”, refletiu Jung. “A IA não vai nos substituir. A substituição será entre os humanos que dominam essa ferramenta e os que não dominam”, acrescentou Keny Kyrillos.


Os conferencistas encerraram sua participação na 24ª FIL destacando a importância da consciência sobre os sinais emitidos pela comunicação em todas as relações humanas. “A comunicação está presente em todos os momentos e situações da vida e é importante saber se comunicar bem, sem esquecer as subjetividades envolvidas nesse processo”, alertou a fonoaudióloga Leny. Milton Jung se despediu lembrando que “o limite da nossa linguagem nos limita no mundo. A atividade contou com apoio do Grupo EP, do Sesc e rádio CBN Ribeirão Preto.


A programação completa da FIL 2025 está disponível no site da Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto: www.fundacaodolivroeleiturarp.com. A realização da FIL conta com a parceria da Prefeitura Municipal por meio das Secretarias de Governo, Casa Civil, Educação, Cultura e Turismo, Infraestrutura, Meio Ambiente, Esportes, Fiscalização Geral e Saerp; do Ministério da Cultura e Governo do Estado de São Paulo por meio da Secretaria Estadual da Cultura, Economia e Indústrias Criativas, Sesc e Senac.


 
 
 

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