Diversão poética dos Parlapatões marca encerramento da 23ª FIL
Trupe fez duas apresentações no palco do Theatro Pedro II, no último final de semana da Feira Internacional do Livro de Ribeirão Preto

O grupo teatral Parlapatões, desde o início dos anos 1990 levando para os palcos e para as ruas espetáculos marcados pela diversão e pela poesia das coisas simples, encerrou a programação oficial da 23ª FIL (Feira Internacional do Livro de Ribeirão Preto), com duas apresentações no Theatro Pedro II: “Os Mequetrefe”, na noite de sábado (10/08), e “Clássicos do Circo”, no domingo (11/08).

Em “Os Mequetrefe”, a trupe liderada por Hugo Possolo traz um dia da rotina dos palhaços Dias, passando por viagens de ônibus, avião, navio e trem, ganhando a vida no escritório com gente estranha e encerrando o dia se entorpecendo com a programação da TV. História que ganha vida no palco com o uso de apenas dois recursos cenográficos: escadas e tambores que se transformam em tudo o que a mente criativa dos Parlapatões possa oferecer. “Clássicos do Circo” reuniu alguns dos mais divertidos números cômicos do repertório da companhia. Produção artística que está registrada no livro “Parlapatões: no ato”, com fotos de Cuca Nakasone, que captam momentos da trajetória do grupo.

A história de uma casa

O museu Casa da Memória Italiana recebeu na noite de sábado a apresentação “Fiato Al Brasile”, da Alma (Academia Livre Música e Artes), para o lançamento do livro infantil “A casa que queria ser museu”, das autoras Mônica Oliveira e Adriana Silva, com ilustrações de Beth Garcia e Dandara Martins. A obra conta a história de uma casa com o desejo de ser lembrada mesmo com o passar do tempo. Sonho realizado ao se transformar em uma casa eterna na rua Tibiriçá, 776, não por acaso, o endereço da Casa da Memória Italiana, criada há uma década. “A cidade tem muito a ser preservado e é fundamental incluir as crianças neste universo de valorização da nossa memória, e nada melhor do que por meio do encantamento que a literatura pode oferecer”, disse Adriana.
Atividades literárias

Raphael Montes, um dos escritores de ficção policial no Brasil mais lidos da atualidade, também esteve na FIL no sábado (10) e atraiu centenas de leitores na Tenda Sesc. Ele deu detalhes sobre sua colaboração com a criminóloga e escritora brasileira Ilana Casoy, além de falar sobre sua trajetória no gênero True Crime. A parceria entre os dois escritores, que resultou na criação da série "Bom Dia, Verônica", teve um início curioso e, para muitos, inesperado. Montes relembrou como conheceu Ilana em um evento em São Paulo. "Eu não conhecia a Ilana pessoalmente, mas já havia lido seus livros e ela os meus. Depois do evento, como é comum entre artistas, fomos para um bar e começamos a conversar. Lembro de incentivá-la a escrever ficção, mesmo sabendo que ela se interessava mais por casos reais, sendo criminóloga. Me ofereci para escrever com ela, e, para minha surpresa, tempos depois, ela me mandou uma mensagem perguntando se eu estava falando sério", contou o autor.

O que começou como uma proposta informal em um bar, rapidamente se transformou em um projeto sério. "Bom Dia, Verônica" nasceu desse desejo de Montes de explorar novos territórios literários, como escrever uma protagonista feminina e ambientar a história em São Paulo, ao invés do Rio de Janeiro, cenário recorrente em suas obras anteriores. Curiosamente, no mesmo período em que "Bom Dia, Verônica" foi escrito, Montes também estava finalizando "Jantar Secreto". Com ambos os livros prontos para lançamento na mesma semana, uma solução criativa foi adotada: o uso de um pseudônimo para "Bom Dia, Verônica". "Assim surgiu Andréa Killmore, um nome que criamos porque achamos engraçado e também porque Ilana ainda não sabia se queria ser uma escritora de ficção", relembrou Montes. A história do livro foi tão envolvente que atraiu a atenção da Netflix. Montes, que já tinha uma relação com a plataforma, sugeriu a adaptação de "Bom Dia, Verônica" para uma série. "Eles compraram os direitos sem saber que era meu livro. Só depois, ao assinar o contrato, tive que revelar a verdadeira autoria", comentou.
Ainda no sábado, a Tenda Sesc recebeu dezenas de leitores para o bate-papo “Literatura YA: o despertar da paixão dos jovens pela leitura”, com os escritores Pedro Rhuas, Larissa Siriani e Tiago Valente. Em seus livros, Pedro preza pela representatividade LGBTQIAP+ e nordestina, tendo os cenários dessa região do país como palco das histórias. “A literatura está se aproximando dos jovens, com personagens parecidos com eles próprios, que estão se reconhecendo em personagens envolvidos em narrativas que se baseiam em questões como descobertas, primeiros amores, corações partidos”, enumerou Pedro, autor de “Enquanto eu não te encontro”, ao comentar sobre a vertente YA (Young Adult), que vem conquistando cada vez mais espaço nas estantes das livrarias.
Concurso Literário Zoraide Rocha de Freitas

A agenda do último dia da FIL abriu espaço para a solenidade de premiação do Concurso Literário Zoraide Rocha de Freitas, realizado pela Academia Ribeirãopretana de Letras (ARL), em parceria com a Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto. Os vencedores foram recebidos no auditório Meira Júnior por Fernanda Ripamonte, presidente da ARL; a professora Rosa Maria de Britto, coordenadora do concurso, e Bettina Pedroso, da Fundação do Livro e Leitura.
No total, foram recebidos trabalhos de 57 cidades do Brasil, além de participantes do Japão, Alemanha e África. Glauco Keller Villas Boas, terceiro colocado na categoria adulta, festejou a conquista. "É a primeira vez que participo deste concurso e ser premiado nem estava na minha expectativa. Foi uma surpresa maravilhosa e fiz questão de estar presente", disse Glauco, que é professor em São Carlos. O evento teve homenagem à professora e escritora Ely Vieitez Lisboa, nome de referência no magistério e nas letras em Ribeirão Preto, falecida recentemente, e agradecimento aos professores incentivadores do prêmio junto aos seus alunos.
Felipe Vilela Marcolino, professor de Língua Português em três escolas de Ribeirão Preto, teve três alunos premiados. "Foi a primeira experiência dos meus alunos neste concurso e estamos muito felizes com esse resultado. Literatura e leitura mudam vidas e mudam nossa história".
Booktoker

A Tenda Sesc recebeu no domingo o influenciador Tiago Valente, que conversou com o público sobre a crescente presença da literatura nas redes sociais e o papel do book influencer. Ele destacou como esses influenciadores têm contribuído para a descoberta de novos livros e a formação de novos leitores. “Sinto uma motivação forte em levar a literatura jovem para todos. Quero desafiar aqueles que desdenham de quem não lê as grandes obras”, e celebrou a importância da internet: “É ótimo termos esse espaço e a internet a nosso lado para promover mudanças”, completou.

Durante a tarde de domingo, também na Tenda Sesc, Hugo Possolo (diretor, dramaturgo, ator e fundador do grupo Parlapatões) e Cuca Nakasone (fotógrafo, professor e autor de “Parlapatões: no ato”) participaram do bate-papo: “Parlapatões: no ato”. A conversa focou na arte sem fronteiras entre o palco e a rua, a estética circense e teatral, e o engajamento político, que faz do humor e do riso instrumentos fundamentais para a crítica social e de costumes. “Nascemos da rua, vamos percebendo as diversas modificações. Assim como a sociedade está em turbulência, nós também estamos e isso no torna perenes, porém velhos de corpo”, disse o direto Hugo Possolo.
Música e Literatura

O domingo trouxe ainda um encontro sobre literatura e música que abordou a conexão entre Brasil e Itália, com o vice-presidente e diretor artístico associado da Academia Livre de Música e Artes (Alma), Lucas Galon, acompanhado por Martina Drudi, Paulo Veiga, Cristina Emboada e José Gustavo Julião de Camargo. Durante o bate-papo, Lucas Galon lembrou da primeira ópera em português que foi apresentada no Rio de Janeiro, no final do século XIX. "Contudo, o público da época teve dificuldades em compreender o idioma na performance e solicitou que as composições fossem realizadas em italiano, idioma que entendiam melhor", disse. Segundo ele, essa situação evidenciou os desafios de adaptação vocal em português, principalmente pela ausência de microfones, o que tornava a execução ainda mais complexa. "A vocalidade em português, devido a questões de palato e estrutura da língua, apresentava dificuldades adicionais, levando os compositores a reconsiderar a escolha do idioma para suas obras. Além disso, a relação entre música e texto é um aspecto fundamental na composição, o que era um desafio garantir que o libreto e a música transmitam os significados desejados de forma eficaz". Galon - que recentemente lançou sua própria ópera “O Jovem Rei", inspirada no conto infantil homônimo do escritor irlandês Oscar Wilde - lembrou ainda que esses desafios tornaram a criação de uma ópera um processo longo e complexo, exigindo anos de trabalho minucioso.
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Phần về Parlapatões và FIL làm tôi nghĩ tới những buổi biểu diễn ít người, chỉ vài khán giả ngồi gần sân khấu. Ở nhà tôi, có người thân vẫn thích chơi các game bài đổi thưởng, thỉnh thoảng nhắc tên ok9 khi so sánh không khí đông vui với cảnh chật chội. Bài viết bắt được cảm giác vui và tiếc cùng lúc khi một chương trình kéo dài kết thúc, nhưng tôi chưa rõ tác giả muốn nói gì về vai trò của sân khấu. Phần cuối hơi ngắn, khiến tôi tự hỏi encerramento này là một chia tay hay chỉ là một nhịp nghỉ trước vòng mới.
Sự kết thúc của vở Parlapatões ở FIL gợi cho tôi cảm giác một chương vừa khép lại nhưng khán giả vẫn đứng im. Chị đồng nghiệp từng kể mấy buổi xem kịch chung, rồi chuyện chuyển sang game bài đổi thưởng và cái tên o8 lướt qua trong câu chuyện ấy như một chi tiết đời thường, không hơn. Bài viết này cho tôi ấn tượng rằng sức nặng của đêm diễn không nằm ở con số 23 mà ở cách nó để lại một khoảng lặng, đủ để người xem nhớ vì sao mình đã tới.
-এর দ্বিতীয় সংখ্যাটি নিয়ে লেখাটি পড়তে গিয়ে একটু কঠিন মনে হলো। পরিচিতি অংশটুকু পড়ার পর শিক্ষার্থীদের লেখাগুলো নিয়ে আলোচনা করা অংশে এসে থেমে গেলাম। পুরো বিষয়বস্তুতে তাত্ত্বিক আলোচনা কতটা বেশি আছে, তা বুঝতে পারিনি। তবে একটি সংখ্যার মধ্যে এতগুলো ভিন্ন কণ্ঠস্বরকে একত্রিত করার বিষয়টি বেশ আকর্ষণীয় মনে হয়েছে। আমার বাড়িতে একটি ছোট ভাই বা বোন আছে, যে প্রায়ই গেম-সংক্রান্ত বিভিন্ন ওয়েবসাইট পড়ে। মাঝে মাঝে 7J777-এর কথা বলে, কিন্তু আমি শুধু অস্পষ্টভাবে শুনেছি, পরে ভুলেও গেছি। এখন এই লেখাটি পড়তে বসে মনে হলো, দুটি বিষয়ের মধ্যে কোনো সম্পর্ক নেই, তবুও দুটিই যেন দেখায় যে মানুষ এমন একটি প্রকাশনা ধরে রাখতে চায়, যেখানে ফিরে আসার মতো কিছু একটা থাকে।
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The topic of learning responsibility through cadet education gives me a few things to think about, especially when the discussion moves beyond general advice. Shared responsibilities can turn discipline into a daily habit rather than a list of rules. That connection helps me see why cadet leadership training can be worth a closer look. I do not have a settled view yet, but this seems like a good place to slow down and look more closely. How can a cadet programme encourage initiative as well as teamwork?