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Painel sobre a obra de Mauricio de Sousa reuniu especialistas e sobrinho do desenhista

Realizado no formato virtual, encontro abordou diferentes pontos da produção do criador da Turma da Mônica, das cores dos personagens às adaptações tecnológicas



Um dos destaques da tarde do primeiro dia da 21ª Feira Internacional do Livro de Ribeirão Preto foi o painel que reuniu cinco especialistas para o debate “A Obra de Mauricio de Sousa”. Realizado apenas no formato virtual, o encontro teve a participação da ilustradora e escritora Monika Papescu, diretamente de Israel; Renato Azevedo, estudioso da obra de Sousa; Márcio Meyer, publicitário e cartunista; Tina Curtis, poeta e quadrinista; Nereide Santa Rosa, escritora, coordenadora da Academia Internacional de Literatura Brasileira e mediadora do painel; e Amauri Sousa, diretor do Instituto Maurício de Sousa e sobrinho do escritor.


Durante a conversa, os convidados destacaram a importância da história construída por Mauricio de Sousa para a literatura nacional, que atravessa gerações de leitores. Monika Papescu, que teve seu nome escolhido por conta de uma das personagens criadas por Maurício de Sousa, contou que “a Turma da Mônica fez parte da alfabetização em minha família, na minha geração e na geração dos meus filhos”.


As séries com referências na cultura pop, os contornos social, ambiental e ecológico presentes nas histórias da Turma da Mônica, as revistas clássicas dos anos 1980 e 1990 e a adequação ao mundo da tecnologia e à nova geração digital também foram pontos comentados.


Amauri Sousa adiantou que novas edições da Turma voltadas à cultura pop estão em estudo, assim como o relançamento dos clássicos. No viés tecnológico, Amauri lembrou que a banca virtual no site da empresa registrou forte crescimento de acessos durante a pandemia. “Vivemos novos tempos e estamos atentos a isso. No entanto, a assinatura de revistas físicas continuam porque também é forte o público para esse mercado”, comentou o gestor do Instituto Maurício de Sousa.


A inserção educacional, as revistas inclusivas, a diversidade de temáticas abordadas nas histórias, que vão de meio ambiente a refugiados e ao Estatuto do Idoso, os licenciamentos de produtos diversos e a transposição das criações para o cinema também foram assuntos destacados no painel.