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“Que a vida seja um processo de honra”

Último dia da 21ª Feira Internacional do Livro de Ribeirão Preto trouxe salões de ideias, espetáculo teatral infantil, oficinas, contações de histórias, shows musicais, palestra sobre as dificuldades enfrentadas pelos surdos no meio cultural, entre outras



Aline Bei na FIL

O último dia da 21º FIL – Feira Internacional do Livro de Ribeirão Preto (28/8) trouxe várias reflexões, desde as diversas formas de escrita até a filosofia na literatura, passando pelas dificuldades que os surdos enfrentam no meio cultural. As famílias também se divertiram durante o dia: foram diversas contações de histórias, oficinas e apresentações musicais e teatrais, entre outras.


Aline Bei na FIL

O Salão de Ideias do domingo foi aberto com um papo sobre intimidade da escrita com a autora paulista Aline Bei, conduzido pela jornalista Daniela Penha. O momento ideal da publicação de um livro, as conduções da narrativa, os novos formatos de texto e a escrita como necessidade de expressão através da literatura foram algumas das temáticas do encontro com a escritora do romance “O Peso do Pássaro Morto” e “Pequena Coreografia ao Adeus”, que é formada em Letras pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo e em Artes Cênicas. “Toda escrita precisa de uma musculatura e, para isso, precisamos descobrir coisas por nós mesmos. Ser escritor é fazer escolhas e sem ter certeza alguma - assim como a vida, pois tudo o que a gente faz existe risco”.


Em função da timidez, Aline teve uma infância bastante solitária, com dificuldades em lidar com o mundo e com as outras crianças e pessoas. Como alternativa, sempre se colocou dentro do livro como um lugar de vida. “Era uma fuga de vida e uma forma de buscar ferramentas para estar presente. Eu era muito tímida e hoje eu não me sinto tão tímida assim, pelo menos mais íntima da minha própria timidez. Mas, conquistei ferramentas e modo de estar presente. A literatura que proporciona isso: descobrir que os lugares mais interessantes são os lugares de dentro”, disse.


Com 34 anos, Aline contou que já realizou um sonho: o de ser lida. “Nós escrevemos para ser leitura de outras pessoas. Precisamos descobrir coisas por nós mesmos e é preciso investigar com privacidade, porque um livro não nasce na frente de todos que irão ler”.


Provocações reflexivas


Num dos mais concorridos encontros da FIL, a filósofa, poeta e psicanalista Viviane Mosé amplificou a temática da Filosofia e Literatura e, em meio a declamação de poemas, pontuou falas poéticas e contundentes sobre temas diversos, com total envolvimento do público na conversa.