top of page

Resultados da Busca

357 resultados encontrados com uma busca vazia

  • Diversão poética dos Parlapatões marca encerramento da 23ª FIL

    Trupe fez duas apresentações no palco do Theatro Pedro II, no último final de semana da Feira Internacional do Livro de Ribeirão Preto O grupo teatral Parlapatões, desde o início dos anos 1990 levando para os palcos e para as ruas espetáculos marcados pela diversão e pela poesia das coisas simples, encerrou a programação oficial da 23ª FIL (Feira Internacional do Livro de Ribeirão Preto), com duas apresentações no Theatro Pedro II: “Os Mequetrefe”, na noite de sábado (10/08), e “Clássicos do Circo”, no domingo (11/08). Em “Os Mequetrefe”, a trupe liderada por Hugo Possolo traz um dia da rotina dos palhaços Dias, passando por viagens de ônibus, avião, navio e trem, ganhando a vida no escritório com gente estranha e encerrando o dia se entorpecendo com a programação da TV. História que ganha vida no palco com o uso de apenas dois recursos cenográficos: escadas e tambores que se transformam em tudo o que a mente criativa dos Parlapatões possa oferecer. “Clássicos do Circo” reuniu alguns dos mais divertidos números cômicos do repertório da companhia. Produção artística que está registrada no livro “Parlapatões: no ato”, com fotos de Cuca Nakasone, que captam momentos da trajetória do grupo. A história de uma casa O museu Casa da Memória Italiana recebeu na noite de sábado a apresentação “Fiato Al Brasile”, da Alma (Academia Livre Música e Artes), para o lançamento do livro infantil “A casa que queria ser museu” , das autoras Mônica Oliveira e Adriana Silva, com ilustrações de Beth Garcia e Dandara Martins. A obra conta a história de uma casa com o desejo de ser lembrada mesmo com o passar do tempo. Sonho realizado ao se transformar em uma casa eterna na rua Tibiriçá, 776, não por acaso, o endereço da Casa da Memória Italiana, criada há uma década. “A cidade tem muito a ser preservado e é fundamental incluir as crianças neste universo de valorização da nossa memória, e nada melhor do que por meio do encantamento que a literatura pode oferecer”, disse Adriana.   Atividades literárias Raphael Montes, um dos escritores de ficção policial no Brasil mais lidos da atualidade, também esteve na FIL no sábado (10) e atraiu centenas de leitores na Tenda Sesc. Ele deu detalhes sobre sua colaboração com a criminóloga e escritora brasileira Ilana Casoy, além de falar sobre sua trajetória no gênero True Crime. A parceria entre os dois escritores, que resultou na criação da série "Bom Dia, Verônica", teve um início curioso e, para muitos, inesperado. Montes relembrou como conheceu Ilana em um evento em São Paulo. "Eu não conhecia a Ilana pessoalmente, mas já havia lido seus livros e ela os meus. Depois do evento, como é comum entre artistas, fomos para um bar e começamos a conversar. Lembro de incentivá-la a escrever ficção, mesmo sabendo que ela se interessava mais por casos reais, sendo criminóloga. Me ofereci para escrever com ela, e, para minha surpresa, tempos depois, ela me mandou uma mensagem perguntando se eu estava falando sério", contou o autor.   O que começou como uma proposta informal em um bar, rapidamente se transformou em um projeto sério. "Bom Dia, Verônica" nasceu desse desejo de Montes de explorar novos territórios literários, como escrever uma protagonista feminina e ambientar a história em São Paulo, ao invés do Rio de Janeiro, cenário recorrente em suas obras anteriores. Curiosamente, no mesmo período em que "Bom Dia, Verônica" foi escrito, Montes também estava finalizando "Jantar Secreto". Com ambos os livros prontos para lançamento na mesma semana, uma solução criativa foi adotada: o uso de um pseudônimo para "Bom Dia, Verônica". "Assim surgiu Andréa Killmore, um nome que criamos porque achamos engraçado e também porque Ilana ainda não sabia se queria ser uma escritora de ficção", relembrou Montes. A história do livro foi tão envolvente que atraiu a atenção da Netflix. Montes, que já tinha uma relação com a plataforma, sugeriu a adaptação de "Bom Dia, Verônica" para uma série. "Eles compraram os direitos sem saber que era meu livro. Só depois, ao assinar o contrato, tive que revelar a verdadeira autoria", comentou.   Ainda no sábado, a Tenda Sesc recebeu dezenas de leitores para o bate-papo “Literatura YA: o despertar da paixão dos jovens pela leitura”, com os escritores Pedro Rhuas, Larissa Siriani e Tiago Valente. Em seus livros, Pedro preza pela representatividade LGBTQIAP+ e nordestina, tendo os cenários dessa região do país como palco das histórias. “A literatura está se aproximando dos jovens, com personagens parecidos com eles próprios, que estão se reconhecendo em personagens envolvidos em narrativas que se baseiam em questões como descobertas, primeiros amores, corações partidos”, enumerou Pedro, autor de “Enquanto eu não te encontro”, ao comentar sobre a vertente YA (Young Adult), que vem conquistando cada vez mais espaço nas estantes das livrarias.   Concurso Literário Zoraide Rocha de Freitas A agenda do último dia da FIL abriu espaço para a solenidade de premiação do Concurso Literário Zoraide Rocha de Freitas, realizado pela Academia Ribeirãopretana de Letras (ARL), em parceria com a Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto. Os vencedores foram recebidos no auditório Meira Júnior por Fernanda Ripamonte, presidente da ARL; a professora Rosa Maria de Britto, coordenadora do concurso, e Bettina Pedroso, da Fundação do Livro e Leitura.   No total, foram recebidos trabalhos de 57 cidades do Brasil, além de participantes do Japão, Alemanha e África. Glauco Keller Villas Boas, terceiro colocado na categoria adulta, festejou a conquista. "É a primeira vez que participo deste concurso e ser premiado nem estava na minha expectativa. Foi uma surpresa maravilhosa e fiz questão de estar presente", disse Glauco, que é professor em São Carlos. O evento teve homenagem à professora e escritora Ely Vieitez Lisboa, nome de referência no magistério e nas letras em Ribeirão Preto, falecida recentemente, e agradecimento aos professores incentivadores do prêmio junto aos seus alunos.   Felipe Vilela Marcolino, professor de Língua Português em três escolas de Ribeirão Preto, teve três alunos premiados. "Foi a primeira experiência dos meus alunos neste concurso e estamos muito felizes com esse resultado. Literatura e leitura mudam vidas e mudam nossa história".   Booktoker A Tenda Sesc recebeu no domingo o influenciador Tiago Valente, que conversou com o público sobre a crescente presença da literatura nas redes sociais e o papel do book influencer . Ele destacou como esses influenciadores têm contribuído para a descoberta de novos livros e a formação de novos leitores. “Sinto uma motivação forte em levar a literatura jovem para todos. Quero desafiar aqueles que desdenham de quem não lê as grandes obras”, e celebrou a importância da internet: “É ótimo termos esse espaço e a internet a nosso lado para promover mudanças”, completou. Durante a tarde de domingo, também na Tenda Sesc, Hugo Possolo (diretor, dramaturgo, ator e fundador do grupo Parlapatões) e Cuca Nakasone (fotógrafo, professor e autor de “Parlapatões: no ato”) participaram do bate-papo: “Parlapatões: no ato”. A conversa focou na arte sem fronteiras entre o palco e a rua, a estética circense e teatral, e o engajamento político, que faz do humor e do riso instrumentos fundamentais para a crítica social e de costumes. “Nascemos da rua, vamos percebendo as diversas modificações. Assim como a sociedade está em turbulência, nós também estamos e isso no torna perenes, porém velhos de corpo”, disse o direto Hugo Possolo.   Música e Literatura O domingo trouxe ainda um encontro sobre literatura e música que abordou a conexão entre Brasil e Itália, com o vice-presidente e diretor artístico associado da Academia Livre de Música e Artes (Alma), Lucas Galon, acompanhado por Martina Drudi, Paulo Veiga, Cristina Emboada e José Gustavo Julião de Camargo. Durante o bate-papo, Lucas Galon lembrou da primeira ópera em português que foi apresentada no Rio de Janeiro, no final do século XIX. "Contudo, o público da época teve dificuldades em compreender o idioma na performance e solicitou que as composições fossem realizadas em italiano, idioma que entendiam melhor", disse. Segundo ele, essa situação evidenciou os desafios de adaptação vocal em português, principalmente pela ausência de microfones, o que tornava a execução ainda mais complexa. "A vocalidade em português, devido a questões de palato e estrutura da língua, apresentava dificuldades adicionais, levando os compositores a reconsiderar a escolha do idioma para suas obras. Além disso, a relação entre música e texto é um aspecto fundamental na composição, o que era um desafio garantir que o libreto e a música transmitam os significados desejados de forma eficaz". Galon - que recentemente lançou sua própria ópera “O Jovem Rei", inspirada no conto infantil homônimo do escritor irlandês Oscar Wilde - lembrou ainda que esses desafios tornaram a criação de uma ópera um processo longo e complexo, exigindo anos de trabalho minucioso.   Mais informações: www.fundacaodolivroeleiturarp.com Instagram : @fundacaolivrorp Facebook : @fundacaodolivroeleiturarp YouTube : /FeiraDoLivroRibeirao Twitter : @FundacaoLivroRP

  • Livro de Jeferson Tenório ganha releituras artísticas no Combinando Palavras

    No palco do Theatro Pedro II, estudantes de escolas de Ribeirão Preto, Cravinhos, São Simão e Santa Rosa de Viterbo apresentaram suas interpretações para “O Avesso da Pele”, principal título do escritor gaúcho   O racismo, seu viés estrutural, seu impacto na vida da população preta e a conivência policial pautaram os trabalhos ora poéticos, ora contundentes, realizados por alunos de escolas de Ensino Médio de Ribeirão Preto, São Simão, Santa Rosa de Viterbo e Cravinhos, para o projeto Combinando Palavras, braço educativo da FIL (Feira Internacional do Livro de Ribeirão Preto), que neste ano realiza sua 23ª edição. No palco do Theatro Pedro II, os estudantes entregaram releituras do livro “O Avesso da Pele” , principal título do escritor gaúcho Jeferson Tenório, que serviu de base para o desenvolvimento dos trabalhos. Os trabalhos reuniram vídeos, quadros, desenhos, caricaturas, declamação, teatro, dança, escultura, capoeira, intervenção artística e até livro produzidos pelos alunos. Todo esse material será enviado a Jeferson Tenório, que não pode estar presente em função de um problema de saúde. A apresentação foi transmitida de forma on-line para que o escritor pudesse acompanhar e receber as perguntas dos estudantes, que serão posteriormente respondidas por ele. Laura Beattriz Teixeira Casarini, 17 anos, aluna do terceiro ano do Ensino Médio na Escola Estadual Professor Fernando Campos Rosa, em Cravinhos, participou pela segunda vez do Combinando Palavras e destacou a importância do projeto para ela e seus colegas. “É uma iniciativa maravilhosa porque abre nosso conhecimento. Adorei o assunto que abordamos neste ano porque é muito importante falar de racismo, contribuir com a conscientização das pessoas sobre isso e termos esperança em dias melhores”, disse Laura, que se despede do Combinando Palavras, mas pretende continuar presente na FIL. “Se me abrirem alguma porta na feira, estou dentro. O que derem na minha mão, eu faço”, avisou a estudante que também é presidente do Grêmio Estudantil da escola e autora de 900 poemas e seis livros. Ela pretende estudar Direito. Aluno da Escola Estadual Professora Nair Guilhermina Pinheiro Nogueira, de Ribeirão Preto, Felipe Gabriel Santos de Assis, 16, também estava empolgado. “Analisamos a história que o livro quer contar e escolhemos fazer um pequeno teatro expondo um pouco da vida do autor e das pessoas negras, inserindo algumas de nossas experiências pessoais como pessoas pretas. Foi incrível e quero participar mais vezes”, enfatizou Felipe. Para Murilo Henrique da Costa, 17, aluno da Escola Estadual Conde Francisco Matarazzo, em Santa Rosa de Viterbo, que participou pela segunda vez do Combinando Palavras e integrou o grupo que levou para o palco uma apresentação de slam  (poesia falada), a oportunidade foi emocionante. “Além de lermos o livro, fizemos muitas pesquisas para compor nosso trabalho e soubemos de coisas que não tínhamos noção que existia. Foi um choque de realidade pra gente. Participar de tudo isso é um momento que vou guardar para sempre na minha vida”, disse Murilo. Orientadores O Combinando Palavras sempre é encerrado durante a FIL, mas o trabalho começa em abril, com a distribuição dos autores selecionados entre as escolas agendadas e a capacitação dos professores que orientam o desenvolvimento do projeto. Nesta sétima edição, o projeto destacou a obra de 11 autores nacionais e realizou 17 encontros deles com estudante do Ensino Médio de escolas públicas. Estreando na orientação dos seus alunos, Adenilson Botini, professor de Língua Portuguesa na Escola Estadual Parque dos Servidores, em Ribeirão Preto, tinha apenas uma fala: “com certeza quero participar outras vezes”. Para Botini, “a experiência de orientar os alunos, as descobertas junto com eles por meio do livro e o momento da apresentação, é única. É o que faz a gente continuar sendo professor”.   Lidiane Silva, professora de Redação na Escola Estadual Cônego Barros, comemorou estar presente em mais um Combinando Palavras. “Temos a sorte de participar desde a primeira edição e é sempre muito prazeroso. Além da literatura, a atividade possui cunho terapêutico porque sempre os alunos exploram lugares escondidos em suas emoções”, pontuou a professora. O livro “O Avesso da Pele”  foi vencedor do Prêmio Jabuti em 2021 na categoria romance literário e teve os direitos vendidos para diversos países.   O projeto Neste ano, os 11 autores brasileiros que participaram do Combinando Palavras foram: Janaína Tokitaka (autora infantojuvenil homenageada pela FIL), Fernando Anitelli, Antônio Xerxenesky, Jeferson Tenório, Júlio Emílio Braz, Natasha Felix, Márcia Kambeba, Luiz Puntel, Ana Luiza Gentil, Camila Deus Dará e Antonio Prata. O bate-papo com os escritores aconteceram no  Theatro Pedro II, Teatro Municipal, Teatro do Sesi e anfiteatro do Colégio Cervantes, em Ribeirão Preto; Anfiteatro Municipal de Luiz Antônio; Teatro do Sesi, em Franca e Theatro Carlos Gomes, em São Simão. Por: Regina Oliveira

  • Autores locais ganham destaque na Feira Internacional do Livro de Ribeirão Preto

    Neste ano, o espaço ‘Autores da Casa’ conta com a presença de aproximadamente 200 escritores, expondo mais de 300 títulos diferentes A Feira Internacional do Livro de Ribeirão Preto oferece a cada edição um espaço exclusivo dedicado aos autores locais. Intitulado “ Autores da Casa” , o espaço localizado no saguão do Centro Cultural Palace proporciona uma oportunidade única para escritores da cidade e da região exporem e venderem seus livros, promoverem lançamentos e interagirem diretamente com o público. “O espaço é voltado a pessoas que estão começando a escrever e não têm coragem de publicar. Quando chegam lá e veem que há, por exemplo, um professor lançando livro, um amigo, uma tia e até uma criança, como tivemos no início da feira, eles passam a acreditar no sonho de se tornar escritor”, comenta Juliana Judice, integrante do Núcleo de Programação da Fundação do Livro e Leitura, responsável pela iniciativa. A criança em questão é a autora mirim Chiara Belle, de apenas 11 anos, que no primeiro final de semana da Feira lançou no espaço “ Autores da Casa”  o seu primeiro livro, “As Guerreiras de Maho” , fruto de sua paixão pela leitura, sob qualquer sentimento.  “Quando estou triste, gosto de ler histórias engraçadas, que me deixam feliz, mas também gosto de histórias que me fazem sentir como o mundo pode ser diferente”, comenta. Para os aspirantes a escritores, a jovem autora aconselha: “Escreva o que te faz feliz e não se preocupe com o que os outros pensam. Se você se sentir bem com o que escreveu, siga o que o seu coração mandar”. O livro narra a história de Maya, Agatha, Emily e Iris, garotas comuns que atravessam um portal mágico e vão parar em Maho, um reino sem heróis. Elas sofrem eventos traumáticos e, com isso, seus poderes inesperadamente despertam. Outra autora ribeirão-pretana Laísa de La Corte, que atualmente investe na carreira literária voltada para o público infantojuvenil, também participou do espaço e relançou o seu primeiro livro “Um presente mais que especial”, publicado pela Patuá Editora. O lançamento aconteceu no ano passado, durante a Flip, em Paraty. A história remete à própria vivência de Laísa com seu cachorro. “É a história da minha infância, do meu primeiro cachorro, o Bud e, quando entrei na faculdade de Pedagogia comecei a pensar: como que a Pedagogia podia entrar dentro da literatura, para ser um livro infantil com uma reflexão”, explica. Para ela, publicar o primeiro livro é muito gratificante. “Tive uma rede de apoio de amigos e familiares que foi muito importante para conseguir publicar. Quando ele foi selecionado pela editora fiquei muito feliz”, expressa. Para Laísa, o espaço “Autores da Casa” é uma oportunidade para novos autores. “Foi fantástico estar aqui e alcançar pessoas que não conseguiram ir para São Paulo no lançamento e poder participar, pela primeira vez, com o meu primeiro livro”, destaca. O autor infantil André Luís Oliveira relembra sua estreia na FIL, em 2010, justamente no espaço dedicado aos escritores locais. “Naquele momento, sem editoras, encontrei na Feira do Livro uma vitrine essencial para divulgar o meu trabalho”, afirma. Hoje, com mais de 30 livros lançados por algumas das maiores editoras do país, André segue marcando presença no evento. “Eu fico feliz, é uma coisa que me alegra, até como educador, ver esse fomento, a formação de leitores, as atividades paralelas que são oferecidas para as crianças. A Feira em si me entusiasma muito como leitor e, como autor, a gente fica ainda mais engajado”, comenta. Espaço de encontros Neste ano, o espaço Autores da Casa conta com a participação de aproximadamente 200 escritores, expondo mais de 300 títulos diferentes. A interação proporcionada pelo projeto é um dos principais atrativos, segundo Juliana Judice. “O espaço traz uma intimidade com o público, diferente do contato com autores que estão em conferências e salões de ideias. É um encontro, um contato direto com quem passa por lá”, diz. O espaço também facilita a participação na Feira Internacional do Livro de Ribeirão Preto, permitindo que qualquer autor com livro publicado possa expô-lo no local e, se desejar, programar o lançamento de sua obra. “É uma forma de participar da FIL sem precisar de grandes esforços. Basta ter o livro publicado e expô-lo no local. O ‘Autores da Casa’ também possibilita ao autor programar o seu lançamento no espaço”, explica Juliana. Para aqueles que desejam participar do espaço "Autores da Casa" na próxima edição da FIL, em 2025, o contato pode ser feito entre fevereiro e junho do próximo ano, por meio do e-mail juliana@fundacaodolivroeleitura.com.br . O mesmo contato também pode ser utilizado para agendamento de lançamentos, palestras e bate-papos fora do período de realização da Feira.

  • Júlio Emílio Braz relembra o início da carreira de escritor em concurso de redação

    Autor infantojuvenil esteva na FIL na sexta-feira (9/8) e participou de duas sessões do projeto Combinando Palavras, em São Simão e Ribeirão Preto O escritor Júlio Emílio Braz, quatro décadas de carreira e mais de 200 livros lançados, relembrou seu início na literatura em encontro com estudantes da Fundação Educandário na tarde de sexta-feira (9/8), no Teatro Municipal de Ribeirão Preto. Antes, pela manhã, ele participou de outra sessão do projeto Combinando Palavras realizada com alunos da rede estadual de ensino no Theatro Carlos Gomes, em São Simão, durante a 23ª FIL (Feira Internacional do Livro de Ribeirão Preto). “O primeiro texto que escrevi e que pode ser considerado literário foi aos 12 anos, em um concurso de redação promovido pela Rede Ferroviária Federal. Na escola, eu era aquele aluno que não saía da sala da diretora, que todo dia levava bilhetinho para a mãe, então percebi que escrevendo poderia limpar minha barra”, comentou o autor de livros como “ Na cor da pele”,   “Infância roubada”  e “Um encontro com a liberdade”. A obra de Braz tem um forte cunho social e foi esse enfoque que os alunos do Educandário mostraram no palco do Teatro Municipal. Leituras dramáticas, esquetes teatrais e números de dança sinalizaram temas como racismo, trabalho infantil e falta de acesso à educação. “Foi muito interessante trabalhar a obra ‘ Na cor da pele’  e transformá-la em uma peça. Nos fez refletir bastante e conseguimos levantar muitos pontos sobre o preconceito para esta apresentação. Eu estava nervosa no início, de estar diante de tanta gente, mas depois me senti aliviada por saber que dei conta”, disse a estudante Maria Luiza Soares da Costa, 13 anos, do 7º ano do Colégio Camillo de Mattos (Educandário). “Essa reflexão que os leitores fazem da obra é o mais importante. Muitos me perguntam qual a mensagem dos meus livros e eu digo que não levo mensagens. Minha história termina quando aparecem as três letrinhas de Fim no livro. Aí começa a história do leitor. Ele é quem vai encontrar o sentido da obra”, finalizou Júlio Emílio Braz. Por: Angelo Davanço

  • Filosofia, jornalismo e literatura movimentaram a sexta-feira (9) na 23ª FIL

    Oficinas, circo, discotecagem, contação de histórias, sarau, atividades educativas e palestras também rechearam a programação do dia Uma das mais importantes referências da Filosofia no Brasil contemporâneo, Marcia Tiburi esteve nesta sexta-feira (9) na 23ª FIL (Feira Internacional do Livro de Ribeirão Preto), em um encontro que lotou o auditório Meira Junior, no subsolo do Theatro Pedro II. Convidada para a Sessão Filosofia, Tiburi quebrou o protocolo da dinâmica da atividade e transformou sua palestra em uma conversa fluida e direta com o público, sobre várias temáticas. De curiosidades a diversas questões atuais da sociedade, a filósofa falou sobre fascismo, machismo, feminismo, afetos, escrita de livros que ficam somente para ela, violência no mundo atual, arte e até sobre sua passagem pela política, em 2014, experiência que rendeu ameaças e sofrimentos diversos. “Como não tenho vocação para ser infeliz, sofro, mas me compenso – com um sorvete por exemplo”, brincou. Ela também comentou o contraponto entre sua preferência por rotinas mais tranquilas e cidadania. “Gosto mesmo é de ficar olhando obras de arte, em conversas que não querem dizer nada. Mas, não dá, porque tenho um compromisso com o mundo em que vivo. É uma ética. Então, leio Filosofia Política não por gosto, mas pelo dever”, enfatizou. A sexta-feira na FIL teve também a presença do escritor Antonio Prata no Salão de Ideias e do jornalista Rodrigo Bocardi em bate-papo (Theatro Pedro II). A conversa com Prata foi centrada no ler e escrever e vice-versa. O cronista enfatizou que, sem leitura, não há escrita, e que a escrita melhora e se aprimora com a leitura. “Ler e escrever é o segredo de ouro para quem quer se tornar escritor profissional”, disse. O incentivo à leitura junto a crianças e adolescentes foi outro ponto destacado. “Não podemos cair na armadilha de dizer à criança ‘leia porque é nutritivo como espinafre’, porque o celular é o filé mignon. Precisamos mostrar a elas que, dentro do livro, existem coisas tão ou mais legais e interessantes que no celular. Além do que, uma não precisa, necessariamente, excluir a outra”, complementou Prata.   Jornalismo na FIL O jornalismo e suas mudanças na forma de abordagem das notícias balizaram o bate-papo de Rodrigo Bocardi com a plateia. Âncora do telejornal diário há 12 anos e quase 30 de profissão, o jornalista falou sobre o impacto que as redes sociais e a inteligência artificial têm imposto à imprensa de modo geral e, especialmente, ao jeito de fazer telejornalismo. “Hoje, temos o público construindo o jornal junto com a gente, em um movimento de interatividade que é fascinante”, ressaltou. Bocardi destacou que o novo desafio da comunicação jornalística é encontrar formas de ser, constantemente, diferente e relevante. “Vivemos um tempo onde todo mundo tem voz, em função das redes sociais, e surpreender está na ordem do dia. Por isso, procuro me colocar sempre como mediador entre o que está acontecendo e quem está assistindo, muitas vezes me impactando junto com o telespectador”.   Viagem no tempo O encerramento do dia retomou o tema central da feira com a apresentação de “Canções que inspiraram Camões” , espetáculo de música renascentista com o grupo Música Antiga, da Universidade Federal Fluminense (UFF). O evento levou uma atmosfera diferente à sala principal do Theatro Pedro II, com os musicistas executando repertório de canções inspiradas em versos do poeta português Luís de Camões e uso de alguns instrumentos medievais. Esta atividade contou com a parceria do Consulado Geral de Portugal e do Instituto de Cooperação da Língua, vinculado ao Ministério dos negócios Estrangeiros.   A agenda da sexta-feira na FIL, que começou com roda de meditação, contação de história,  roda de literatura africana e apresentação o projeto Combinando Palavras, teve ainda mais de 40 atividades ao longo do dia, com a literatura apresentada ao público de diferentes formas e em variados formatos. A 23ª Feira Internacional do Livro de Ribeirão Preto termina neste domingo (11/8), e a programação deste último dia pode ser conferida no endereço eletrônico www.fundacaodolivroeleiturarp.com .

  • “Não é sempre que acontecem coisas interessantes, como hoje”, disse Antonio Prata

    Escritor e roteirista  conversou com cerca de 900 alunos durante o projeto Combinando Palavras nesta sexta-feira (9/8), durante a programação da 23ª FIL, na sala principal do Theatro Pedro II   Cerca de 900 alunos de 12 escolas estaduais das cidades de Ribeirão Preto, Santa Rosa de Viterbo, Batatais, São Simão e Cássia dos Coqueiros lotaram o Theatro Pedro II, nesta sexta-feira (9/8), para conhecerem, de perto, o autor e roteirista Antonio Prata. A atividade encerrou com chave de ouro o último dia do Combinando Palavras - projeto que une escritores e estudantes na programação da 23ª FIL (Feira Internacional do Livro de Ribeirão Preto). Antonio Prata, nasceu em São Paulo em 1977, é autor de 15 livros e roteirista na Rede Globo. Para ele, foi emocionante estar em um evento literário, com cerca de 900 adolescentes reunidos, falando sobre sua obra. “Isso é uma coisa rara de acontecer, com esse volume de carinho. Esses eventos deixam a gente com tanta esperança no futuro, pois são adolescentes engajados com literatura, com teatro, pintura e com as artes em si, além de meninas com um discurso super feminista”, disse o cronista do jornal Folha de S. Paulo. No palco Durante o evento, os alunos apresentaram releituras das obras de Antonio Prata. Maria Julia Valente, de 15 anos, estudante da E.E. Alberto Santos Dumont, foi uma delas. Ela fez uma caricatura do autor. “Pesquisei sobre ele para fazer o desenho. O que mais me deixou nervosa foi nunca ter desenhado para outras pessoas, sempre para mim”, lembrando do momento em que a professora a incentivou a participar do projeto. “Fiquei mais nervosa ainda. Mas, deu certo. E agora eu não quero saber quem me critica, o que importa é que o Antonio Prata gostou do meu quadro”, brincou. A aluna do E.E. Alberto Santos Dumont Vitória Caroline Manuel, de 15 anos, também subiu ao palco e apresentou a música “Hackearam-me”, de Marília Mendonça e Tierry. “Gosto muito dessa música e achei que era uma música legal para cantar para ele. Quando o pessoal começou a cantar e a colocar a luz no celular, eu queria chorar no meio da música, mas mantive o foco. Foi emocionante”. A professora de Língua Portuguesa, Seleira Silveira Lopes, veterana no projeto Combinando Palavras, acredita no impacto positivo da iniciativa em sala de aula, pois integra a Literatura ao desenvolvimento de habilidades artísticas dos alunos. “Hoje foi muito emocionante. Quando todos aplaudiram a Vitória, chorei de alegria. Foi maravilhoso vê-la feliz. O mesmo aconteceu com Maria Julia, uma estudante tímida que, por meio do Combinando Palavras, teve seu trabalho reconhecido. A experiência no teatro será inesquecível para eles. Esse projeto é realmente transformador”, afirmou. Neste ano, o Combinando Palavras realiza 17 encontros entre os alunos e 11 autores brasileiros: Janaína Tokitaka (autora infantojuvenil homenageada pela FIL), Fernando Anitelli, Antônio Xerxenesky, Jeferson Tenório, Júlio Emílio Braz, Natasha Felix, Márcia Kambeba, Luiz Puntel, Ana Luiza Gentil, Camila Deus Dará e Antonio Prata. O bate-papo com os escritores estão agendados para o Theatro Pedro II, Teatro Municipal, Teatro do Sesi e anfiteatro do Colégio Cervantes, em Ribeirão Preto; Anfiteatro Municipal de Luiz Antônio; Teatro do Sesi, em Franca e Theatro Carlos Gomes, em São Simão. Preparação Os encontros entre escritores e estudantes durante a FIL são a última etapa do processo de realização do Combinando Palavras, que começou no primeiro semestre com as atividades de formação junto aos professores das escolas participantes do projeto. Durante três meses, os educadores conheceram mais de perto a proposta e a metodologia da ação e tiveram acesso ao site Livro Vivo, plataforma que funciona como um canal extracurricular pedagógico, disponibilizando informações sobre os autores, vídeos, frases e fragmentos das obras escolhidas e outras ferramentas para o desenvolvimento do processo em sala de aula. O objetivo da formação é capacitar os docentes como guias dos alunos na jornada literária proposta pelo Combinando Palavras. O projeto tem o apoio da Diretoria Regional de Ensino - Região de Ribeirão Preto, Secretaria Municipal da Educação de Ribeirão Preto, Luiz Antônio e São Simão, Fundação Educandário Cel. Quito Junqueira, Adevirp, Marista Escola Social Irmão Rui, Etec José Martimiano da Silva, Rede Escolar Sesi-SP e Colégio Cervantes, Sumarezinho. Até o próximo domingo (11), a 23ª Feira Internacional do Livro de Ribeirão Preto continua oferecendo extensa programação gratuita para públicos de todas as idades. A agenda integral está disponível no endereço eletrônico www.fundacaodolivroeleiturarp.com .

  • “Nenhum Prêmio Jabuti chega aos pés do Combinando Palavras”, disse Marcia Kambeba na 23ª FIL

    Escritora conversou com mais de 250 alunos da ETEC José Martimiano da Silva, na última quinta-feira (8/8), no Teatro Municipal de Ribeirão Preto, durante apresentação do projeto de estímulo à leitura da Feira Internacional do Livro de Ribeirão Preto Durante sua passagem por Ribeirão Preto e Franca através do Combinando Palavras - projeto que une escritores e estudantes na programação da 23ª FIL (Feira Internacional do Livro de Ribeirão Preto), a escritora infantojuvenil Marcia Kambeba trouxe, de forma envolvente e quase despretensiosa, a riqueza da literatura indígena para os alunos do Sesi e da ETEC José Martimiano da Silva. No palco do Teatro Municipal, em Ribeirão Preto, na última quinta-feira (9/8), a escritora emocionou a todos com um ritual de abertura, onde apresentou instrumentos musicais de sua cultura e preparou o público para o que viria a seguir: uma apresentação vibrante, recheada de música, teatro e até alguns quitutes - todos inspirados em suas obras. Além de poeta, Márcia Kambeba é fotógrafa e escreve sobre questões ambientais e a luta das mulheres indígenas. Nasceu em Belém do Solimões e faz parte da etnia Omágua/Kambeba. Influenciada por sua avó, professora e poeta, começou a escrever poesia aos 14 anos. Formada em Geografia pela UEA, fez mestrado na UFAM, pesquisando a identidade de sua etnia. Suas obras abordam a violência contra os povos indígenas e a vida na cidade, e destaca a importância de sua ancestralidade e a conexão com a floresta. “Me faltam palavras para descrever o 'Combinando Palavras'," disse Marcia Kambeba ao entrar no palco e contemplar as produções dos alunos da ETEC. "É emocionante ver a dimensão do impacto que nosso trabalho, como escritores indígenas, tem alcançado. Esta poética não só reforça o reconhecimento e a valorização dos povos originários, mas também atua na conscientização sobre a questão ambiental," comentou a escritora. “Não há Jabuti que pague o que o Combinando Palavras faz por nós,” suspirou emocionada, destacando a importância do projeto em levar a literatura indígena para as mãos dos jovens e impactar suas vidas de maneira significativa. “Um dos meninos me disse que, ao ler meu livro, refletiu sobre sua própria negritude e a responsabilidade que tem com seu povo. Ele não é indígena, mas minha vivência o tocou profundamente: isso me fez chorar. O Combinando Palavras é único. Em mais de dez anos de escrita, nunca vi nada parecido,” completou. A autora destacou ainda a importância de sua obra ter percorrido diversas áreas durante o Combinando Palavras - desde a gastronomia até a robótica. “Eles exploraram a poesia e encontraram onde ela pode ser inserida, mostrando que minha poética vai além da literatura - desde a arte visual, música, robótica, engenharia, até a gastronomia. Minha literatura se conecta com várias disciplinas, incluindo a matemática,” explicou Marcia. Entre os alunos Erika Bronze Moura, professora dos cursos de Gastronomia e Nutrição e orientadora educacional da ETEC, acompanhou os alunos durante o Combinando Palavras. Ela explicou que os estudantes tiveram contato com a obra da escritora em sala de aula e se inspiraram na cultura indígena para criar pratos. "Foi uma experiência gratificante para os alunos, pois puderam aprofundar suas pesquisas sobre a cultura e os hábitos alimentares da região norte do Brasil. A partir daí, eles desenvolveram e testaram receitas," comentou. Para a professora, o projeto Combinando Palavras é sempre um desafio, pois a escola técnica se inspira em diferentes obras a cada ano, criando pratos para que os escritores possam perceber o alcance de seus livros. “Os alunos acabam descobrindo o prazer pela leitura e pelo estudo, além de terem esse contato direto com autores brasileiros”. Ruan Martos de Almeida, aluno de nutrição de 16 anos, destacou a forma apaixonada com que Marcia Kambeba apresenta sua cultura e seu povo em cada poema. “Acredito que todo aluno deveria ter essa oportunidade, mas infelizmente nem todos têm a chance ou o interesse em participar. Aqueles que têm e não aproveitam, estão desperdiçando uma oportunidade incrível de conhecer pessoas extraordinárias como ela, de conversar e apresentar. É uma experiência indescritível”. Donovan Parreira de Jesus do Nascimento, também com 16 anos e aluno do curso de design de interiores da ETEC, contou que conheceu a obra de Kambeba através do Combinando Palavras. “Como uma pessoa negra, me identifiquei com os poemas dela, especialmente em relação à questão da ausência de representatividade em certos espaços, como na política, onde tivemos apenas um presidente negro, que ainda é embranquecido pela sociedade. Essa representatividade é essencial,” descreveu. O projeto Neste ano, o Combinando Palavras realizou 17 encontros entre os alunos e 11 autores brasileiros: Janaína Tokitaka (autora infantojuvenil homenageada pela FIL), Fernando Anitelli, Antônio Xerxenesky, Jeferson Tenório, Júlio Emílio Braz, Natasha Felix, Márcia Kambeba, Luiz Puntel, Ana Luiza Gentil, Camila Deus Dará e Antonio Prata. O bate-papo com os escritores estão agendados para o Theatro Pedro II, Teatro Municipal, Teatro do Sesi e anfiteatro do Colégio Cervantes, em Ribeirão Preto; Anfiteatro Municipal de Luiz Antônio; Teatro do Sesi, em Franca e Theatro Carlos Gomes, em São Simão. Por: Gabriel Todaro

  • ‘Os jovens gostam de ler, eles precisam de oportunidades para isso’, diz a autora Camila Deus Dará

    Romancista comemora dez anos do lançamento da trilogia “Ninho de Fogo” e na quinta (8/8), conversou com estudantes do projeto Combinando Palavras, no Theatro Pedro II A sala principal do Theatro Pedro II ficou lotada na tarde de quinta-feira (8/8) para o encontro entre alunos de escolas estaduais de Ribeirão Preto, Santa Rosa de Viterbo e Batatais, com a romancista Camila Deus Dará, autora da trilogia “Ninho de Fogo”,  que está completando uma década do primeiro lançamento. A atividade fez parte da programação do projeto Combinando Palavras na 23ª FIL (Feira Internacional do Livro de Ribeirão Preto). “São momentos assim, de encontro com os leitores, que nos motivam ainda mais a escrever. É impressionante ver a participação dos jovens em torno do Combinando Palavras. Muito se fala que as pessoas, especialmente a juventude, não gostam de ler, mas percebemos aqui que sim, os jovens gostam de ler. Eles precisam de oportunidades para isso”, comentou a autora, que nasceu e viveu em Batatais até os 18 anos e começou a escrever em diários, até saltar para blogs, e-books e os livros físicos. “Adoraria ver a adaptação dos meus livros para o cinema, é o sonho de todo autor”, respondeu Camila ao ser perguntada se suas histórias renderiam bons filmes. Parte do desejo da autora foi realizado por alunos da E. E. Cândido Portinari, de Batatais, que apresentaram um storyboard  para a obra “Quero minha chave de volta”, com direito a destaque fictício no catálogo da Netflix e tudo. A obra de Camila Deus Dará ainda ganhou vida no palco do Pedro II por meio de declamações, jograis, desenhos, colagens e dança. Uma oportunidade para jovens cheios de sonhos idealizarem uma vida repleta de arte pela frente. “Eu nunca tinha subido em um palco antes, ainda mais diante de tanta gente, pois sempre fiz números de dança em apresentações da escola. Estava nervosa no começo, mas foi uma experiência muito boa, algo que eu quero fazer mais vezes”, disse Sofia Alarcon Coelho, 14 anos, da E. E. Vicente Teodoro de Souza. O projeto   Neste ano, o Combinando Palavras realiza 17 encontros entre os alunos e 11 autores brasileiros: Janaína Tokitaka (autora infantojuvenil homenageada pela FIL), Fernando Anitelli, Antônio Xerxenesky, Jeferson Tenório, Júlio Emílio Braz, Natasha Felix, Márcia Kambeba, Luiz Puntel, Ana Luiza Gentil, Camila Deus Dará e Antonio Prata. O bate-papo com os escritores estão agendados para o Theatro Pedro II, Teatro Municipal, Teatro do Sesi e anfiteatro do Colégio Cervantes, em Ribeirão Preto; Anfiteatro Municipal de Luiz Antônio; Teatro do Sesi, em Franca e Theatro Carlos Gomes, em São Simão.  O último encontro acontece nesta sexta-feira com o autor Antonio Prata, na sala principal do Theatro Pedro II. Durante as atividades, destinadas exclusivamente ao público escolar previamente agendado, os estudantes apresentam suas percepções a respeito das obras lidas e têm a oportunidade de mostrar os trabalhos que desenvolveram a partir da temática do livro trabalhado, além de conversar com os autores sobre suas histórias, personagens, ambientes, construção do texto, inspirações e outras questões literárias. “O maior traço de sucesso do Combinando Palavras é esse encontro entre estudante e autor, com a apresentação das manifestações artísticas produzidas a partir dos livros lidos, que revelam a profundidade do projeto”, comenta Adriana Silva, vice-presidente da Fundação do Livro e Leitura e curadora da FIL. Por: Angelo Davanço

  • ‘Vivemos uma crise de palavras e de repertório’, aponta Ilan Brenman em conferência com Clóvis de Barros Filho

    Escritor e filósofo participaram da 23ª FIL na  conferência ‘Filosofia ao pé do ouvido: uma conversa sobre felicidade, ética, amizade e liberdade’, nesta quinta-feira (8/8) Ao longo da história, nos acostumamos a observar imagens de filósofos como figuras sérias e introspectivas, sem espaço para as amenidades mundanas. Mas será possível filosofar se divertindo? A conferência do escritor Ilan Brenman e do filósofo Clóvis de Barros Filho, nesta quinta-feira (8/08) à noite, no Theatro Pedro II, provou que sim. Com histórias de vida e reflexões bem-humoradas, a dupla levou ao palco os debates reunidos no livro “Filosofia ao pé do ouvido: Felicidade, ética, amizade e outros temas”, que surgiu a partir das conversas públicas que tiveram via virtual durante a pandemia. “No Brasil, hoje em dia, todo mundo fala sobre qualquer assunto, e foi isso o que fizemos em nossos diálogos, abertos ao público, para tratar sobre ética, justiça, liberdade e amizade. Aliás, a gente já era amigo antes do livro, mas agora, a cada evento que participamos por causa do livro, a amizade cresce ainda mais. O Ilan, esse escritor consagrado, reconhecido internacionalmente. Eu, uma espécie de camelô de discursos filosóficos, sempre pronto para comentar qualquer tema”, disse Clóvis.   Ao comentar (e imitar) as conversas que ouve entre os jovens de hoje, Ilan relembrou de um aplicativo para celulares que tem como única função enviar a expressão YO para alguém. “É a realização da profecia de George Orwell em “1984”, o controle por meio da redução de repertório das pessoas. Hoje, vivemos uma crise de palavras, de linguagem, de repertório. Nós precisamos de mais metáforas, de mais criatividade, por isso, eu peço: ofereçam um banho de linguagem, um banho de narrativas às crianças. Abram livros, leiam livros, por favor!”, pediu o escritor. Em outro momento, Clóvis de Barros Filho abordou a supervalorização que damos ao futuro, em detrimento da vida presente. “Nós nunca estamos prontos. O que vale é o que vai acontecer depois que eu me formar, depois que eu começar a trabalhar, depois que eu for nomeado CEO. Com isso, nos habituamos a desvalorizar a vida onde a vida está, que é hoje. Por isso sou contra as escolas que traduzem o desempenho dos alunos na frase ‘passar de ano’. Vamos aprender a viver o ano, a desfrutar o ano”, provocou o filósofo, que ainda lembrou da infância em Ribeirão Preto e referências como a rua Barão do Amazonas, onde nasceu - “em cima da Lanchonete Mau Mau”, e a Sorveteria do Geraldo. “O Clóvis me levou para conhecer hoje à tarde. O sorvete de Málaga do Geraldo, nossa...”, suspirou Ilan antes de partirem para a concorrida sessão de autógrafos na Feira Internacional do Livro.   Sustentabilidade Ainda na quinta-feira, no estande da Prefeitura, na entrada central da Praça XV de Novembro, crianças e adultos se divertiram e aprenderam em duas oficinas educativas realizadas pelo Instituto Estre, em parceria com a Secretaria Municipal do Meio Ambiente. Na primeira, os participantes receberam orientações de como construir composteiras caseiras, com direito a levar para casa as caixinhas modelo, com terra e minhocas, para implementarem o manejo sustentável do lixo orgânico doméstico.   Em seguida, a oficina de placas sustentáveis uniu ludicidade e criatividade na produção de placas indicativas e sinalizadoras feitas com madeira, estêncil, canetas coloridas e sisal. Para arrematar, o público recebeu sacolas de tecido reutilizado para o transporte da produção. As duas atividades contaram também com parceria do Instituto Tecendo afetos, de Curitiba, que esteve pela primeira vez na FIL. “Muito gratificante a experiência na feira, levando ao público informações sobre a importância da reciclagem e de separar o lixo de forma adequada. Especialmente o contato com as crianças foi maravilhoso, plantando neles a semente da sustentabilidade”, disse Sueli Herman, fundadora e diretora da Tecendo Afetos, entidade que atende mulheres em situação de vulnerabilidade social e econômica em Curitiba.   Técnicas de escrita No auditório Pedro Paulo da Silva, no Centro Cultural Palace, os adolescentes participaram de uma conversa sobre escrita, criação literária e artes visuais. A escritora Eda Carvalho alertou sobre o uso inadequado do gerundismo na fala e na escrita. “Ouçam mais, leiam mais, pois isso faz a diferença lá na frente”, disse, destacando a importância de se atentar à linguagem.  O também autor Edson Malta enfatizou a relevância da literatura brasileira na preparação para a redação em vestibulares, alertando sobre os riscos do uso excessivo de estrangeirismos. “É fundamental ler livros em nossa língua: a redação é a parte do ENEM – e a que mais pesa na nota final. Então, ter uma base sólida em literatura brasileira é essencial', comentou. O público também pôde apreciar a exposição dos trabalhos da fotógrafa Ana Martinez e dos robôs falantes criados pelo artista plástico Giovane Malta. A FIl segue até o próximo domingo (11) com atividades para todas as idades. A programação completa está disponível no endereço eletrônico www.fundacaodolivroeleiturarp.com . O evento tem organização e realização do evento é da Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto.

  • ‘É revolucionário o protagonismo da criança’, diz Janaina Tokitaka sobre o Combinando Palavras

    A escritora infantojuvenil esteve no Teatro Municipal com mais de 600 alunos da rede municipal de Ribeirão Preto, em dois períodos desta terça-feira (6/8) Depois da “Contação de História: As Belas Histórias de Tokitaka”, com o Grupo G.U.T.E. (Grupo Ututau de Teatro Experimental), a autora infantojuvenil homenageada na 23ª FIL – Feira Internacional do Livro de Ribeirão Preto, Janaina Tokitaka, viveu mais um momento de grande proximidade com seus leitores em duas sessões do projeto Combinando Palavras, realizadas às 8h30 e 14h30 desta terça-feira (6/8), no Teatro Municipal, reunindo mais de 600 alunos da rede municipal de ensino. Para a autora, todos aqueles que produzem literatura deveriam experimentar a emoção que é participar do projeto. Ela ainda destacou o papel do Combinando Palavras em dar espaço para as crianças. “Eu acho revolucionário esse protagonismo da criança, de subir ao palco, de estar do lado do autor, de fazer perguntas, de contar o ponto de vista delas de alguma história”, afirmou. “É um espaço exemplar que deveria ser seguido por outras feiras literárias do Brasil. São experiências que os alunos vão levar para a vida, vão entrar na formação do imaginário deles e mostrar que também podem ser autores”, completou. Um dos livros de Janaina, “Princesas Guerreiras”,  foi várias vezes elogiado pelas crianças, que se identificaram, se empoderaram e se realizaram com a mensagem do livro: de que elas podem fazer tudo o que quiserem. “Eu queria isso, que todas as crianças pudessem se ver nas minhas histórias e sentir que elas podem”, comentou a escritora, que ainda revelou que uma criança de quatro anos, durante as férias escolares, chegou até ela e disse que tinha gostado de um livro de sua autoria em que dizia que sim, é permitido fazer. “As crianças escutam que elas ‘não podem’ o tempo inteiro, já que terá alguém que vai dizer que não pode, meus livros vão falar que ‘podem’ e eles serão meus guias”, disse a autora. Sim, elas podem O trabalho de Janaina Tokitaka impactou a vida de uma estudante que já tinha a paixão pela leitura. Isabella Morena Martins, 12 anos, do 7º ano da EMEF Vereador José Delibo, escreve desde os oito anos e desenha desde mais cedo ainda. Com diversas histórias já escritas, ela agora pretende reuni-las e publicar seu primeiro livro. “Atualmente, eu tenho uma história que estou trabalhando com um amigo meu e se passa no mundo dos desenhos animados. Meus professores já tinham me estimulado e, depois de conhecer e conversar com a Janaina, tive um incentivo a mais para publicar meu livro”, disse Isabella. Segundo ela, subir ao palco do Teatro Municipal a fez ter mais esperança e coragem de voltar um dia para apresentar seu livro publicado. “Tem muitas crianças que não leem, e com essa oportunidade elas podem se aprofundar mais na imaginação e podem até se inspirar nessas histórias e se perguntar: ‘por que não posso fazer também?’”, indagou. Já a leitora Julya Emanuelly da Silva Paulista, 12 anos, do 6º ano da EMEF Elisa Duboc Garcia, contou que pretende começar a escrever depois do contato com a autora no Combinando Palavras. “Ela é uma inspiração, eu tenho um diário e escrevo nele todos os dias. Nunca pensei em levar para frente. Mas, agora, tive um empurrão para começar”. A estudante contou que sempre teve o sonho de ser atriz e visitar o teatro pela primeira vez também a incentivou a trilhar seu caminho nas artes. “Quando subi fiquei com vergonha, mas depois pensei que não deveria ficar assim, já que conhecia todo mundo da plateia. Nós somos todos iguais. Se essa for minha profissão, vou ter que enfrentar isso. Então foi o meu primeiro passo”, afirmou. A professora de língua portuguesa, Camila Sabatin Branchine, explicou que muitos alunos ficaram curiosos em conhecer o Teatro Municipal e destacou essa oportunidade que o Combinando Palavras oferece aos estudantes da rede municipal de ensino. “É a oportunidade de ver o autor, de ver essa realidade e de mostrar para eles que isso não é distante do que eles vivem; de pegar um livro, ler e saber que o escritor é uma pessoa como a Janaina, que tinha sonhos e chegou aonde está hoje”, comentou a professora. Por: Gabriel Todaro

  • Final da competição regional Slam 016 movimenta o sétimo dia da 23ª FIL

    Evento contou com a slammer Roberta Estrela D’Alva no comando da batalha e premiou os três primeiros colocados na disputa. Durante o dia, os visitantes da feira participaram de oficinas, bate-papo, mesas redondas, debates, Salão de Ideias, rodas de conversa, Sessão Filosofia e diversas outras atividades A arte das ruas ocupou a sala principal do Theatro Pedro II na noite desta quarta-feira, 7 de agosto, para o encerramento do campeonato regional Slam 016 , uma das inovações trazidas pela 23ª FIL (Feira Internacional do Livro de Ribeirão Preto). O grupo formado por 12 slammers , representando sete Slam’s  (grupos de poesia falada), passou por etapas classificatórias realizadas desde abril em Ribeirão Preto e cidades da macrorregião. A apresentação de poemas autorais construídos a partir de temáticas diversas foi comandada pela poeta e slammer  Roberta Estrela D’Alva, pioneira do movimento da poesia falada no Brasil e principal nome feminino na cena nacional do slam . A competição premiou os três primeiros colocados após duas rodadas de apresentações. Na abertura, o slammer Beto Souza, do Coletivo Abayomi, declamou poema de sua autoria.   A slammer  Dani Paina foi a vencedora e levou para casa o prêmio triplo, com três vales para consumo na cervejaria Invicta, no valor total de R$ 300, um curso de italiano durante um ano e serviços de estética. Realizado em parceria com Instituto Abayomi de Direitos Humanos - Coletivo Abayomi, a final do campeonato contou com a participação dos Slam’s  Travessia, Desafeto, Vida Louca, Da Paz, Orienta, Da Cana e Das Minas.   Durante a tarde, dois encontros atraíram o público. No Salão de Ideias, o escritor gaúcho Antônio Xerxenesky conversou com o público da FIL no auditório da Biblioteca Sinhá Junqueira (BSJ). Em pauta, sua produção literária e o nazismo, assunto abordado em seu livro “Uma tristeza infinita” . “Estou há quatro anos sem escrever, mas é normal esse tempo e uma hora vai sair. Mesmo se eu lançar outro livro daqui 10 anos”, disse o escritor sobre a possibilidade de alguma nova obra para os próximos meses. Xerxenesky comentou que poucos escritores vivem de publicações anuais e que existe um ponto positivo quando a vida do autor não é dependente disso: “é que não ficamos presos ao calendário das editoras”. Para quem deseja inrgressar no meio literário ele trouxe recomendações importantes. “Não dá para ter a falsa ilusão de que a literatura vai se tornar relevante daqui a 20 ou 30 anos, embora o mundo tenha mudado muito. Quando comecei no mercado editorial, tinha meia dúzia de literatura nacional. Hoje, vocês conseguem ter eventos pelo país todo. E mudou o rosto branco de classe média do leitor para a pluralidade que somos”, completou. Na Sessão Filosofia, o centro da conversa com o filósofo e professor Renato Janine Ribeiro foi a Democracia e seus desdobramentos a partir do que a Filosofia ensina sobre essa ideia. “Os questionamentos que a Filosofia nos traz permitem que as pessoas contestem e impulsionem mudanças”, disse Janine Ribeiro, ressaltando que “quem questiona sobre o tempo, sobre o poder, já está filosofando”. Atual presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), o palestrante foi mais um que levou a questão da educação para o afeto e para o amor ao centro do debate. “Vivemos um tempo em que não se educa para o compromisso das relações amorosas e temos diante de nós um grande pacote do afeto com o qual a gente ainda não sabe lidar a medida correta”, finalizou.   Literatura e saúde mental Na Tenda Sesc, a jornalista Daniela Arbex e a advogada e escritora Raquel Gouveia Passos, abordaram diferentes aspectos da loucura, com recorte pontual na saúde mental feminina. A ligação de transtornos mentais a realidades de rejeição e estigma estiveram no eixo da conversa, que tratou da questão dos hospícios no Brasil e como os conceitos de insanidade foram construídos para justificar a clausura e o silêncio de pessoas socialmente indesejadas. “Há uma banalização da experiência da loucura, que reduz quem enfrenta essa vivência de forma medicamentosa”, disse Raquel Gouveia. Daniela Arbex, pesquisadora da história e dos procedimentos do Hospital Colônia de Barbacena - uma das sete instituições psiquiátricas instaladas na cidade mineira, que passou a ser chamada de a cidade dos loucos, é autora do livro “Holocausto Brasileiro” . Ela   abordou como o machismo levou ao silenciamento de muitas mulheres colocadas em hospícios para esconder gravidezes geradas por estupros. Juntas, as palestrantes também falaram sobre a conivência da ciência ética com a indústria da loucura. “Há pessoas que não têm como elaborar suas perdas porque precisam apenas sobreviver. Há infâncias atravessadas pela violência, numa produção contínua de sofrimento. As mulheres vivem com medo de andarem sozinhas nas ruas. Tudo isso afeta a saúde mental. Vivemos numa sociedade que produz ausência de saúde mental”, enfatizou Raquel Gouveia, autora do livro “Na Mira do Fuzil: a saúde mental das mulheres negras em questão”.   Na programação da quarta-feira ainda teve o show CRUA , projeto solo da cantora e compositora ribeirão-pretana Jacque Falcheti, no Espaço Ambient de Leitura. Em formato minimalista, com violão e voz, a artista apresentou trabalho consistente que condensa dois anos do projeto no Brasil e no exterior. Paralelamente, Jacque lançou livro homônimo ao show e abriu a exposição “ Diário de Produção - 2 anos CRUA ”.   A 23ª Feira Internacional do Livro de Ribeirão Preto continua até domingo (11/08), e a programação completa está disponível no endereço eletrônico  www.fundacaodolivroeleiturarp.com . O evento tem organização e realização do evento é da Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto.

  • Antônio Xerxenesky fala sobre saúde mental durante o Combinando Palavras

    Encontro com o escritor, realizado na manhã desta quarta-feira (7/8) no palco principal do Theatro Pedro II, reuniu mais de 900 alunos da rede estadual de ensino No terceiro dia de apresentações do Combinando Palavras, projeto que une escritores e estudantes na programação da 23ª FIL (Feira Internacional do Livro de Ribeirão Preto), o autor Antônio Xerxenesky esteve presente para um encontro com mais de 900 alunos da rede estadual de ensino de Ribeirão Preto e região. Durante a manhã, um dos temas mais discutidos com a plateia foi a saúde mental, que ganhou destaque nos trabalhos apresentados. O premiado livro "Uma tristeza infinita" , de Xerxenesky, foi reinterpretado por várias modalidades artísticas, através da música, do teatro, de poemas e de pinturas, gerando intensos diálogos reflexivos em sala de aula. “Escolher o Antônio Xerxenesky para trabalhar com obras mais densas e uma linguagem próxima dos alunos foi, sem dúvida, a melhor opção”, comentou Renato Agnaldo de Souza Alario, professor de Língua Portuguesa da E.E. Professora Eugênia Vilhena de Morais. A professora de Língua Portuguesa da E.E. Alfredo Meneghetti Neto, Ana Carolina Carvalho Pilleri, contou que os alunos se envolveram profundamente com o tema abordado e demonstraram curiosidade sobre a entonação do autor em seu livro. “A saúde mental é um assunto que trabalhamos diariamente em sala de aula, seja ao lidar com a ansiedade de apresentar um trabalho diante dos colegas, seja ao discutir outros transtornos, como o autismo. Queria ouvir dos alunos o que eles sabem e vivenciam sobre isso e acabei descobrindo coisas que desconhecia”, disse. A professora comentou que, com o trabalho em sala de aula, teve relatos de alunos que tentaram suicídio. “A partir desse ponto, você começa a perceber que há alunos ao seu redor que estão enfrentando situações muito difíceis e, nem sempre, temos ideia do que se passa com eles”, relatou a professora. Gabriela Diniz Cardoso, 17 anos, é aluna do 3º ano da E.E. Alfredo Meneghetti e leu pela primeira vez uma obra de Antônio Xerxenesky. “Acho o Combinando Palavras incrível. Venho de uma cidade do interior onde não tínhamos nada parecido. É importante poder entrar em um teatro, expressar nossa arte e ainda conhecer o Antônio. Foi uma experiência indescritível,” concluiu Gabriela. Tema em alta Xerxenesky ressaltou a importância de discutir saúde mental em qualquer contexto, seja através do Combinando Palavras, que introduz esse tema nas salas de aula ou do cinema, com o filme " Divertida-Mente 2 " – um sucesso de bilheteria que aborda a mente de uma adolescente. “Na minha época, saúde mental não era um tema discutido; não se falava sobre isso em sala de aula. Era um segredo muito bem guardado. Quanto mais se debate esse assunto, mais todos têm a ganhar. É excelente ver que os professores estão fazendo um grande esforço de mediação”, declarou o escritor aos alunos. Ao sair do palco, Antônio Xerxenesky respirou fundo, tomou alguns goles de água e declarou: “todo escritor sempre reclama que no Brasil não há leitores. Vendo esse teatro cheio, eu discordo”. Mas, segundo ele, o que realmente falta é o escritor se engajar no trabalho, participando de eventos literários para manter contato direto com o público. “Esse processo já está mudando o perfil dos leitores. Quando comecei, o público era majoritariamente branco e de classe média. Hoje, graças aos esforços de projetos como o Combinando Palavras, espalhados pelo país, estamos vendo uma diversidade de leitores muito maior,” afirmou o escritor. Antônio Xerxenesky é escritor, tradutor, professor e editor. Nasceu em 1984, em Porto Alegre. É doutor em Teoria Literária e Literatura Comparada pela Universidade de São Paulo (USP). Escreveu “As perguntas” (2017), “F” (2014) e “Areia nos dentes” (2008). Seu romance “Uma tristeza infinita” (2021) é vencedor do Prêmio São Paulo.  Sua obra ficcional foi traduzida para o francês, o italiano, o espanhol e o árabe. O projeto Neste ano, o Combinando Palavras realiza 17 encontros entre os alunos e 11 autores brasileiros: Janaína Tokitaka (autora infantojuvenil homenageada pela FIL), Fernando Anitelli, Antônio Xerxenesky, Jeferson Tenório, Júlio Emílio Braz, Natasha Felix, Márcia Kambeba, Luiz Puntel, Ana Luiza Gentil, Camila Deus Dará e Antonio Prata. O bate-papo com os escritores estão agendados para o Theatro Pedro II, Teatro Municipal, Teatro do Sesi e anfiteatro do Colégio Cervantes, em Ribeirão Preto; Anfiteatro Municipal de Luiz Antônio; Teatro do Sesi, em Franca e Theatro Carlos Gomes, em São Simão. Preparação Os encontros entre escritores e estudantes durante a FIL são a última etapa do processo de realização do Combinando Palavras, que começou no primeiro semestre com as atividades de formação junto aos professores das escolas participantes do projeto. Durante três meses, os educadores conheceram mais de perto a proposta e a metodologia da ação e tiveram acesso ao site Livro Vivo, plataforma que funciona como um canal extracurricular pedagógico, disponibilizando informações sobre os autores, vídeos, frases e fragmentos das obras escolhidas e outras ferramentas para o desenvolvimento do processo em sala de aula. O objetivo da formação é capacitar os docentes como guias dos alunos na jornada literária proposta pelo Combinando Palavras. “A escolha dos autores trabalhados é feita por meio de um processo coletivo, que prioriza o diálogo com a produção dos professores em sala de aula. As temáticas abordadas são definidas a partir do desejo dos educadores e, exatamente por isso, este projeto tem se fortalecido a cada ano, sustentado por uma grande e importante rede de parceiros”, salienta Adriana Silva, curadora da FIL e vice-presidente da Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto. O projeto tem o apoio da Diretoria Regional de Ensino - Região de Ribeirão Preto, Secretaria Municipal da Educação de Ribeirão Preto, Luiz Antônio e São Simão, Fundação Educandário Cel. Quito Junqueira, Adevirp, Marista Escola Social Irmão Rui, Etec José Martimiano da Silva, Rede Escolar Sesi-SP e Colégio Cervantes, Sumarezinho e o patrocínio da Usina Alta Mogiana. “Sem dúvida, essas parcerias não só nos ajudam a viabilizar o Combinando Palavras, como são diferenciais para o sucesso crescente deste projeto. Sem o entendimento, o encantamento e o comprometimento de todos esses agentes da Educação, a proposta não se sustentaria. Somos imensamente gratos a todos”, destaca Dulce Neves, presidente da Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto. 23ª FIL   Até o próximo domingo (11), a 23ª Feira Internacional do Livro de Ribeirão Preto continua oferecendo extensa programação gratuita para públicos de todas as idades. A agenda integral está disponível no endereço eletrônico www.fundacaodolivroeleiturarp.com . Por: Gabriel Todaro

  • “É surpreendente ver como o poema chega nas pessoas”, revela Natasha Felix

    A escritora esteve nesta segunda-feira (5/08), no Theatro Pedro II, com mais de 700 estudantes de 11 escolas da rede estadual de ensino de Ribeirão Preto e região, na abertura da 7ª edição do projeto ‘Combinando Palavras’, durante a 23ª FIL A escritora santista Natasha Felix abriu nesta segunda-feira (5/08) a 7ª edição do projeto Combinando Palavras, evento que reúne escritores e estudantes durante a programação da 23ª FIL - Feira Internacional do Livro de Ribeirão Preto. Participaram do encontro com a escritora, mais de 700 alunos de 11 escolas da rede estadual de ensino de Ribeirão Preto e região. Os estudantes apresentaram diversas releituras das obras da escritora, entre elas, "Use o alicate agora". Após todo o circuito de exibições, o sorriso e a alegria de Natasha Felix eram evidentes. "Saio desnorteada, no bom sentido: é surpreendente ver como o poema chega nas pessoas", comentou. Ela destacou a importância da produção por trás das apresentações, desde as escolas até os professores e alunos, que foram receptivos com sua obra. "Nós, por meio da leitura, expandimos o vocabulário e pensamos sobre o direito da existência de forma criativa e experimental. E hoje eles experimentaram tudo isso aqui, no palco deste teatro", afirmou. Natasha Felix explicou que suas produções artísticas são pensadas na formação de público-leitor e em como o texto pode se desdobrar na música, no audiovisual, na dança ou no teatro. "É muito interessante como sua produção sai do seu controle, porque quem faz tem um certo controle do que escreve, mas quando vai para o público-leitor isso escapa, e é lindo quando isso acontece, porque eles não são só leitores, eles são artistas. o Combinando Palavras é uma formação de artistas", comentou. Nascida em uma família materna de professores e de uma parte paterna com muitas mulheres que desejavam que os filhos fossem alfabetizados, mas morreram analfabetos, Natasha Felix sempre valorizou o trabalho realizado pelos professores em sala de aula. "Eu só sou a poeta que sou hoje e a que quero ser no futuro por conta dos professores que passaram em minha vida. As minhas professoras da adolescência me fizeram voltar para a escrita. Ver esses profissionais incentivando e pensando aos alunos pela arte, oxigenando a sala de aula, foi muito forte para mim", completou a escritora. Voz para os artistas Uma das estudantes a se apresentar para Natasha Felix foi Manuela Santos Ramos da Silva, de 16 anos, do 2º ano do ensino médio da E.E. Cônego Barros. Ela, que há alguns anos tinha dificuldade em se interessar por poemas, revelou que conhecer a autora mudou sua perspectiva. "Agora, conhecendo a Natasha, tive a oportunidade de ver o poema com outros olhares e me surpreendeu a forma com que ela consegue fazer algumas comparações e representar a mulher", contou a estudante. A professora de língua portuguesa, redação e leitura de Manuela, Joyce Mara de Oliveira, relembrou que ao ser apresentada à lista de escritores do Combinando Palavras, escolheu Natasha Felix imediatamente. "Por ser uma poeta, uma mulher negra, nos interessou trazer a diversidade para a escola, para os alunos se sentirem representados. Isso levou ao maior engajamento deles", afirmou a professora. Plantando sementes literárias em seus alunos, Joyce destaca o papel do professor no processo do Combinando Palavras, projeto do qual participa desde 2017. "Adoro levar literatura para os meus alunos, vê-los engajados e trazê-los para o teatro, ver eles encontrando os autores e vivendo momentos inesquecíveis aqui", concluiu.   Até o próximo domingo (11), a 23ª Feira Internacional do Livro de Ribeirão Preto continua oferecendo extensa programação gratuita para públicos de todas as idades. A agenda integral está disponível no endereço eletrônico www.fundacaodolivroeleiturarp.com . Por: Gabriel Todaro

  • Alunos da Adevirp apresentam peça teatral baseada na obra de Ana Luiza Gentil

    Durante a programação do Combinando Palavras da 23ªFIL (Feira Internacional do Livro de Ribeirão Preto), a escritora Ana Luiza Gentil assistiu à peça de teatro inspirada em seu livro, “A casa que voa”, interpretada por alunos da Adevirp. O encontro aconteceu nesta quarta-feira (7/8), no Teatro Municipal de Ribeirão Preto, a partir das 10h   Ana Luiza Gentil, uma das autoras do Combinando Palavras, projeto que reúne escritores e estudantes durante a programação da 23ª FIL (Feira Internacional do Livro de Ribeirão Preto) esteve nesta quarta-feira, 7 de agosto, no Teatro Municipal, para conferir uma apresentação teatral do seu livro “A casa que voa”,  protagonizada por alunos da Adevirp (Associação dos Deficientes Visuais de Ribeirão Preto). O elenco contou com 10 participantes, todos com deficiência visual, que representaram os personagens da obra. Juntos, interpretaram as falas da obra escolhida . A peça contou com   audiodescrição das cenas com locução de colaboradores da Adevirp. A atriz, diretora e contadora de histórias, Tânia Alonso, foi quem fez a direção e trabalhou com os alunos na preparação da peça. “Trabalhar com eles, com movimentação cênica, objetos cenográficos, me abriu outra visão. Conviver com pessoas, percebê-las de forma geral, faz com que a gente enxergue a vida de várias maneiras diferentes. Além de enxergar as dificuldades pelas quais eles vivem. E nós, como sociedade, temos a obrigação de abrir essas portas. Abrir essas janelas, preparar as nossas cidades pra atender às demandas desse público”, disse a atriz.   Gleice Priscila dos Santos, 30 anos, uma das atrizes, descreveu o momento como maravilhoso, porque pôde transformar e dar cores às palavras. "Quando você tem o contato com a leitura, já brinca com a sua imaginação e quando você coloca isso e transforma o sentimento para o corpo, a fala, através de descrições: é algo mágico", descreveu. Para a escritora Ana Luiza Gentil, foi uma experiência completamente diferente. “Embora eu também trabalhe com teatro e escrevo dramaturgias, sei das dificuldades para se adaptar um texto narrativo para o teatro. Eu estava muito ansiosa para ver a criação. Para Ana Luiza, que também é professora e conheceu o trabalho da entidade, foi uma alegria, ver a participação dos alunos neste projeto. “Eles foram incríveis e poder ver o texto do livro descrito através de falas e imagens foi muito gratificante. Agradeço também à Fundação do Livro e Leitura por esta oportunidade que, com certeza, abriu meus olhos e acolheu meu coração”, declarou. Ana Luiza Gentil é formada em Letras e Pedagogia, com especialização em Língua portuguesa e Literaturas Brasileira e Portuguesa.  Já escreveu “ A casa que voa”, “Os grilos e as estrelas”, “Colhendo memórias”,  além de peças de teatro, uma delas “A rixa das Bruxas”,  com apresentação na Alemanha e Holanda. Neste ano, o Combinando Palavras realiza 17 encontros entre os alunos e 11 autores brasileiros: Janaína Tokitaka (autora infantojuvenil homenageada pela FIL), Fernando Anitelli, Antônio Xerxenesky, Jeferson Tenório, Júlio Emílio Braz, Natasha Felix, Márcia Kambeba, Luiz Puntel, Ana Luiza Gentil, Camila Deus Dará e Antonio Prata. O bate-papo com os escritores estão agendados para o Theatro Pedro II, Teatro Municipal, Teatro do Sesi e anfiteatro do Colégio Cervantes, em Ribeirão Preto; Anfiteatro Municipal de Luiz Antônio; Teatro do Sesi, em Franca e Theatro Carlos Gomes, em São Simão. Durante as atividades, destinadas exclusivamente ao público escolar previamente agendado, os estudantes apresentam suas percepções a respeito das obras lidas e têm a oportunidade de mostrar os trabalhos que desenvolveram a partir da temática do livro trabalhado, além de conversar com os autores sobre suas histórias, personagens, ambientes, construção do texto, inspirações e outras questões literárias. “O maior traço de sucesso do Combinando Palavras é esse encontro entre estudante e autor, com a apresentação das manifestações artísticas produzidas a partir dos livros lidos, que revelam a profundidade do projeto”, comenta Adriana Silva, vice-presidente da Fundação do Livro e Leitura e curadora da FIL. 23ª FIL Até o próximo domingo (11), a 23ª Feira Internacional do Livro de Ribeirão Preto continua oferecendo extensa programação gratuita para públicos de todas as idades. A agenda integral está disponível no endereço eletrônico www.fundacaodolivroeleiturarp.com . Por: Valter Jossi

  • “O Teatro Mágico” lota Theatro Pedro II durante o sexto dia da FIL

    Com música, poesia, teatro e circo, show do grupo “O Teatro Mágico” bate recorde de público na 23ª FIL. A escritora Geni Nuñez na Sessão Filosofia, oficinas e espetáculos infantis foram outros eventos concorridos na festa literária de Ribeirão Preto nesta terça-feira (6/8) “Por que é que não se junta tudo numa coisa só?”, perguntou Fernando Anitelli, líder do grupo “O Teatro Mágico”, abrindo com a canção “O tudo é uma coisa só” - clássico da banda -, durante a noite que encheu de alegria e encantamento a sala principal do Theatro Pedro II nesta terça-feira (6/8) na 23ª FIL - Feira Internacional do Livro de Ribeirão Preto. Por mais de duas horas, o artista conduziu a plateia numa viagem mágica pela música, poesia, teatro, circo e ao cancioneiro popular, com participação da cantora Nô Stopa, com quem Anitelli divide composições e arranjos ao longo da carreira, Andrea Barbour (performance e números aéreos) e Mateus Bonassa (Palhaço Toicinho). O grupo entregou um espetáculo vibrante, afetuoso, colorido em sons e figurinos e totalmente interativo, com a participação da plateia do começo ao fim, sob a regência de Fernando Anitelli nas ligações entre música, partilha de histórias da banda, brincadeiras com o público e teatralidade lúdica. No repertório, mistura de sucessos como “Camarada D'Água”, “O anjo mais velho”, “Pena” e "Zaluzejo”, às novas composições “Camalear”, “Nosso pequeno castelo” e “É Ela” que estão no álbum “Histórias para Cantar”, álbum solo de Fernando Anitelli, lançado no final de 2023 em comemoração aos 20 anos de carreira. O público lotou também a Tenda Sesc - na Esplanada do teatro -, onde o show foi transmitido por telão. Ao final do show Fernando Anitelli recomendou ao público que todos incentivem seus filhos a fazerem arte. “Eu tive todo apoio do meu pai e da minha mãe na minha vida. Então, se seu filho estiver se envolvendo com o lado artístico: confia, acredita, impulsiona”, disse.   Descolonizando afetos A programação do dia trouxe também a escritora Geni Nuñez que esteve no auditório Meira Junior na Sessão Filosofia. Na conversa em torno de suas pesquisas para o livro “Descolonizando Afetos: experimentações sobre outras formas de amar” , Geni disse ter se emocionado com sua experiência na FIL, “lembrando e honrando a desobediência dos guaranis aos jesuítas”. A fala refere-se ao regramento que os religiosos portugueses insistiram em impor aos indígenas no processo de catequização colonial, mas que foram refutados pela tribo. “O sonho da monocultura é o de que haja também monocultura de fé e de afetos. Essa colonização não acabou”, enfatizou a escritora em defesa da descolonização em diferentes esferas humanas. Também poeta, Geni Nuñez leu três de seus poemas, respondeu perguntas da plateia e destacou a importância de o Brasil repensar o relacionamento com seus povos originários. “O caminho não é trocar modelos, mas, sim, repensar o modelo vigente no Brasil em relação aos indígenas. O sonho de dominação é do branco. Nossas lutas visam libertar as prisões que a próprias normas vivem. A demarcação de terras indígenas, por exemplo, não têm caráter de dominação, mas de redução de danos”, sublinhou Geni Núñez, que pertence à etnia Guarani, é doutora em Psicologia Social e ativista dos direitos indígenas.   Outras possibilidades de literatura Nem só de atrações literárias é composta a programação da FIL. A todo momento, em diversos espaços, há uma oficina sendo realizada e chamando a atenção do público. Foi assim na tarde de terça-feira (6) no Espaço Favela CUFA, instalado no coreto da Praça XV de Novembro, onde o produtor cultural e mestre de cerimônias Cael comandou a oficina Presença de Palco: Destravando o corpo e as ideias . “Faço um trabalho mais descontraído, sugerindo às pessoas para alongarem e distensionarem o corpo e a mente. Isso vale para tudo na vida e devemos praticar sempre antes de sair de casa, para nos preparar para o que o dia vai nos oferecer”, comentou Cael. No Estande Senac, um grupo de 20 jovens do projeto RASC (Rede de Assistência Social Cristã) ouvia atentamente as explicações sobre como cultivar uma horta caseira. “Uma atividade simples, que democratiza o acesso aos alimentos e nos coloca em contato com a natureza. Vou experimentar fazer em casa”, disse a professora do RASC, Lara Abonísio. No Espaço Ambient de Leitura, na Esplanada do Theatro Pedro II, muita música, humor e acrobacias alinhavaram o espetáculo circense Navegantes , com a Rué La Cia, que divertiu o público em duas sessões. “Saí do trabalho e resolvi parar para ver a apresentação. Foi surpreendente encontrar esta opção na praça porque é muito importante termos este contato com a arte”, disse a comerciária Rosemeire Dunque Gonçalves, que se divertia ao lado das filhas Luiza, 3 anos, e Sofia, de seis.   Se o público fica feliz em encontrar artistas logo ali, ao alcance do olhar, para quem faz arte este contato também é especial. “É incrível poder apresentar nosso trabalho assim, tão próximo do público. Esse contato é o nosso presente. Aqui colocamos em prática tudo aquilo que a gente ama e acredita. Sem dúvida, é o momento mais precioso do artista”, disse a atriz e contadora de histórias Fer Soto, que conduziu a contação de histórias Pirombeta, contos de esperteza , no Espaço Usina do Saber.   Música e Literatura Na tenda Sesc, também na Esplanada, o bate-papo musical com as jornalistas e escritoras Chris Fuscaldo e Kamille Viola atraiu quem gosta de conhecer histórias sobre artistas e suas obras. Nesse encontro, Gilberto Gil e Jorge Ben Jor foram os destaques, a partir dos livros das convidadas. Kamille é autora de “África Brasil: um dia Jorge Ben voou para toda a gente ver” , em que aborda o disco “África Brasil” , de 1976, considerado marco na carreira de Benjor; enquanto Fuscaldo escreveu “Refazenda: o interior floresce na abertura da fase ‘Re’ de Gilberto Gil” . O título remete à Refazenda, Refavela e Realce, etapas que são centrais na história artística do compositor baiano. A 23ª Feira Internacional do Livro de Ribeirão Preto segue até domingo (11/08). A programação reserva inúmeras atividades para crianças, jovens, adultos e idosos. A organização e realização do evento é da Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto e é possível conferir a agenda completa no endereço eletrônico www.fundacaodolivroeleiturarp.com .

botao_fixo.png
logo.png
  • Instagram
  • Facebook
  • Preto Ícone LinkedIn
  • Twitter
  • YouTube

Rua Professor Mariano Siqueira, 81

Jardim América - Ribeirão Preto SP

Fale conosco

Telefone: (16) 3900-0284 | 3911-1050

WhatsApp: (16) 98201-2389

contato@fundacaodolivroeleitura.com.br

Horário de Funcionamento

De segunda a sexta, das 9h às 18h

*Consulte nossos horários especiais de funcionamento durante a Feira Internacional do Livro e demais eventos.

Receba nossa News e fique por dentro de todos nossos eventos e notícias

Obrigado pelo envio!

bottom of page