FIL celebra 25 anos com homenagens à literatura e à cidade
Com o tema “X, Y, Z, Alpha, Beta – Gerações Literárias”, Feira segue de 30 de agosto a 5 de setembro, em Ribeirão Preto

A trajetória da Feira Internacional do Livro de Ribeirão Preto, sua relação com a cidade e a participação de pessoas e instituições dedicadas à literatura, à educação e à cultura marcaram a abertura de sua 25ª edição, realizada na noite deste sábado (29), no Theatro Pedro II.

A cerimônia integrou as comemorações dos 25 anos da FIL, dos 170 anos de Ribeirão Preto e dos 80 anos do Sesc e do Senac. A música também fez parte desse encontro: o público foi recebido no saguão do teatro pelo Coral da Unaerp, enquanto Guilherme Arantes, que completa 50 anos de carreira, participou da noite com um show comemorativo.
Com o tema “X, Y, Z, Alpha, Beta – Gerações Literárias”, a Feira acontece de 30 de agosto a 5 de setembro, com mais de 350 atividades em diferentes espaços da região central. A agenda contempla encontros com escritores, debates, apresentações musicais e teatrais, ações educativas e iniciativas voltadas à formação de leitores.
A memória das edições anteriores ganhou forma em um percurso cênico e audiovisual conduzido pelo ator Léo Santa Rosa e pela curadora da FIL, Adriana Silva, também presidente da Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto. A apresentação recuperou personagens, projetos e momentos relacionados à FIL e ao trabalho desenvolvido pela Fundação.

Ao retomar o lema “Ler o Mundo é Essencial”, Adriana relacionou a leitura à capacidade de compreender a realidade e participar da vida coletiva. “Ler o mundo é você trabalhar a sua própria capacidade de observar, de interpretar, de poder dialogar com as realidades que nos cercam”, afirmou.
Entre as iniciativas revisitadas esteve o projeto Combinando Palavras, que aproxima estudantes e professores dos autores cujas obras são trabalhadas previamente nas escolas, com relatos de autores do país. O audiovisual exibido também abordou a expansão das ações da Fundação para outros municípios e a revitalização de bibliotecas.
Ex-presidente da Fundação do Livro e Leitura e atual secretária municipal da Cidadania, Pessoa com Deficiência e Inclusão Social, Dulce Neves ressaltou a participação de diferentes pessoas e instituições na consolidação da Feira. “Isso mostra que o trabalho coletivo é capaz de fazer coisas extraordinárias”, afirmou no vídeo.
Histórias da cidade transformadas em livros

A escritora ribeirão-pretana e jornalista, Daniela Penha, foi homenageada pelo trabalho desenvolvido no projeto História do Dia, por meio do qual já registrou as experiências de mais de 500 pessoas. Em seu discurso, ela dividiu o reconhecimento com os personagens que lhe confiaram suas memórias, além de familiares, amigos, parceiros e leitores.
Daniela também recordou sua relação com a FIL, que acolheu o projeto quando ele ainda era, segundo ela, “um bloquinho e um desejo”. Ao falar sobre o lugar ocupado pela escrita em sua vida, declarou: “Hoje entendo que foi a vida me entregando um lembrete eterno. A literatura é renascer. Transformação. Vida pulsando em palavra. A escrita me salvou, me conduziu, me fez quem eu sou. Essa homenagem é também um chamamento para que nós cuidemos das histórias e das memórias da nossa gente, porque elas são um patrimônio delicado”.
Educação, convivência e acesso ao livro
Os 80 anos do Sesc e do Senac também foram lembrados durante a abertura. As duas instituições mantêm parceria com a Fundação do Livro e Leitura na realização da FIL e participam das atividades culturais e educativas desta edição. Representando o Senac, a superintendente de Operações, Lucila Mara Sbrana Sciotti, abordou o papel dos espaços de cultura e educação na convivência entre diferentes gerações e no acolhimento da juventude.
Ao tratar dos efeitos da tecnologia sobre a atenção e as relações sociais, Lucila destacou a permanência do livro como instrumento de formação e encontro. “O livro recupera a nossa atenção, recupera a nossa memória, a nossa história, a nossa alegria e a nossa convivência dentro da sociedade”, afirmou.
Patrono da 25ª FIL, o diretor regional do Sesc São Paulo, Luiz Galina, recebeu a homenagem em nome dos dirigentes, conselheiros e equipes da instituição. Ele lembrou que o Sesc está presente em Ribeirão Preto desde 1947 e situou o município na história de oito décadas da entidade.
Galina também mencionou o trabalho realizado por meio da editora, das bibliotecas mantidas nas unidades e das bibliotecas móveis, que levam acervos a diferentes territórios. “O Sesc está, desde o início da sua história, comprometido com a literatura, com o livro e com a arte”, declarou.
O acesso da população aos livros foi outro ponto abordado na solenidade. Ao declarar oficialmente aberta a 25ª FIL, o prefeito Ricardo Silva falou sobre o incentivo à leitura desde a primeira infância e destacou o investimento de cerca de R$ 1 milhão no Vale-Livro destinado aos estudantes das redes públicas. A iniciativa permitirá que os alunos escolham títulos durante a Feira. “A Prefeitura está investindo. Isso não é gasto, isso é investimento”, afirmou.
Música, livros e formação de leitores
Guilherme Arantes apresentou inicialmente duas músicas e retornou ao palco depois do ato oficial com o espetáculo que celebra seus 50 anos de carreira. Durante sua participação, o cantor e compositor falou sobre a relação com os livros e a influência dos pais em sua formação como leitor.
“Minha mãe era bibliotecária. Então, eu nasci nesse meio. Meu pai era de uma leitura muito vasta - era médico e me ensinou a ter esse amor pelos livros, pela literatura. Para mim, a honra de estar aqui é redobrada”, afirmou.
A presença de Guilherme Arantes aproximou a música de um dos eixos centrais da noite: a leitura como parte da formação pessoal e da transmissão de conhecimentos entre diferentes gerações, questão presente no tema escolhido para a Feira.






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It’s great to see an event celebrating 25 years of literature while also highlighting the connection between books and the city. Cultural events like this can make a community feel much more connected. I even enjoy that same sense of community when sharing simple games like golf hit game.