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Sem espadas ou super poderes, mas com muita literatura

Em contação de histórias emocionada conduzida por Giselda Perê, crianças e adultos aprenderam que heroínas são construídas por lutas diárias da vida. O dia na Feira Internacional do Livro também teve lançamento de livro, palestra, debates e batalha de poemas



Giselda Perê com Heroínas Negras

É preciso saber guerrear com espada para ser heroína? Usando essa pergunta como mote, a atriz e mestre em Arte e Educação Giselda Perê conduziu com encantamento o público presente à contação de histórias “Heroínas Negras”, uma das atividades da terça-feira, dia 23/8, durante a 21ª Feira Internacional do Livro de Ribeirão Preto (FIL). Com fala fluída e rimada, e usando sua própria história pessoal como alegoria, Giselda entregou às crianças e adultos a reflexão sobre como, sem espadas ou super poderes, as guerras da vida revelam forças escondidas e mulheres heroínas.



Murilo Pinheiro, Arnaldo Martinez de Bacco Junior e Ângelo Davanço

Enquanto algumas heroínas negras eram descobertas na Tenda Sesc, o jornalista Ângelo Davanço, o doutor em Educação Arnaldo Martinez de Bacco Junior e o editor Murilo Pinheiro participaram, no quintal da Biblioteca Sinhá Junqueira, da sessão de autógrafos do livro “Ribeirão Preto para Crianças”. A publicação, com textos de Davanço e ilustrações de Arnaldo Junior, apresenta a história da cidade de forma colorida, divertida e cheia de referências lúdicas para ilustrar, por exemplo, porque a rua Visconde do Rio Branco era chamada de ‘a rua do sapo’. “Em tempos tão tecnológicos, as crianças conhecem mais outras cidades do mundo do que a sua própria”, comentou Ângelo Davanço. “É comum as crianças conhecerem apenas o bairro onde moram e um shopping. Como professor, essa preocupação me acompanha há algum tempo e, nesse sentido, esse projeto proposto pela revista Revide é muito bacana”, emendou Arnaldo Junior.


O fato de ter foco no público infantil não limita o alcance do livro. A estudante Isabela Pereira da Silva, de 30 anos, foi uma das que quis autógrafo em seu exemplar. “É um livro bonito, alegre e historicamente muito interessante. Eu adorei”. O vendedor Vilmar de Almeida Gomes, 60, l