Resultados da Busca
357 resultados encontrados com uma busca vazia
- Isabela Lisboa abre a programação de junho sobre a representatividade LGBTQIAP+
As manifestações de 1969, nos Estados Unidos, durante o mês de junho, marcaram os movimentos LGBTQIAP+ e o surgimento de diversos eventos em todo o mundo para comemorar o orgulho e a cultura dessa comunidade. Para levantar novos debates, a Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto promove neste mês de junho atividades com essa temática, durante a programação da 40tena Cultural. A primeira delas aconteceu no dia 2 de junho, com a jornalista e atriz, Isabela Lisboa que falou sobre o tema “Representatividade LGBTQIA+ nos livros, filmes e séries”. Isabela deu uma aula de cultura com várias indicações de livros e filmes e iniciou o bate-papo contextualizando a palavra “representatividade”, que para ela, é algo prático do seu dia a dia. “Existe uma função social importante da representatividade na cultura, em tornar visível o que a sociedade queria e quer deixar escondido dentro do armário”, comentou a jornalista. “Historicamente, a representatividade tem um poder individual e coletivo de identificação. Quando uma pessoa se vê em uma história, filme ou série, se sente mais fortalecida e no direito de exercer o direito à liberdade de ser quem é”, detalhou. Isabela compartilhou diversos acontecimentos históricos que contribuíram para a representatividade da comunidade LGBTQIAP+ na cultura, como o primeiro romance lésbico, publicado em 1928, “O Poço da Solidão”, de Radclyffe Hall. “Nessa obra, a personagem principal passa, do começo ao final da história, por um processo bastante doloroso de descoberta. Na década de 1920, isso ainda era algo muito sofrido, mas ela só se sente bem vendo pessoas iguais a ela”, explicou. A jornalista, que já atuou em nove curtas-metragens de ficção, entre eles, o “Apartamento”, de 2017, que tem mais de 2 milhões de visualizações no canal do YouTube, citou também algumas produções no audiovisual. Segundo ela, o primeiro beijo entre dois homens aconteceu em 1927, em um filme chamado “Asas”. Já entre duas mulheres, ocorreu quatro anos depois, em 1931, com o longa alemão “Senhoritas em Uniforme”. “Um filme que foi lançado em plena ascensão nazista e, obviamente, foi muito perseguido e censurado, com várias cópias queimadas. É um filme polêmico por duas coisas: mulheres se beijando e um romance entre professora e aluna”, comentou. Em 1999, surgiu a série que representa o universo gay “Queer as Folk”. Já em 2004, a série sobre o universo lésbico, “The L Word”, entrou no ar. “É curioso, porque a série, por ter um tempo de tela maior, permite que você se aprofunde um pouco mais na vida das personagens e no cotidiano, como o que elas fazem, além de serem lésbicas e gays”, ressaltou. Isabela destacou ainda que nos anos seguintes, as produções ganharam qualidade e quantidade de conteúdo cultural da comunidade LGBTQIAP+. “Conseguimos ver que, embora algumas problemáticas ainda apareçam, existe uma tentativa de acertar a partir dos anos 2000. Com isso, as histórias ganham mais profundidade”, afirmou. Para conferir na íntegra este bate-papo e saber de todas as dicas de Isabela Lisboa, o link está disponível no início do texto 👆🏻 e também em nosso canal do Youtube.
- Clube do Livro debate “Torto Arado”
Obra de Itamar Vieira Junior é um clássico contemporâneo da literatura brasileira, vencedora do prêmio Jabuti, na categoria melhor romance, em 2020 Mais um encontro do Clube do Livro, da Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto, aconteceu no dia 29/5, remotamente. Coordenado pela bibliotecária Gabriela Pedrão, o encontro debateu a obra de Itamar Vieira Junior, “Torto Arado”, vencedora de vários prêmios, entre os mais importantes deles, o prêmio Jabuti de 2020, na categoria de melhor romance. Gabriela Pedrão iniciou o encontro destacando que o livro, mesmo escrito em 2019, é um “clássico” da literatura nacional. “Ficamos curiosos e decidimos trazê-lo ao encontro desse ano, por ser de um escritor jovem e da literatura brasileira. Falamos da nossa cultura, principalmente por ele retratar a nossa realidade”, destacou. O enredo de “Torto Arado” acontece no interior do sertão baiano e retrata a história das irmãs - Bibiana e Belonísia – marcadas por um acidente de infância. As duas vivem em condições de trabalho escravo em uma fazenda no sertão da Chapada Diamantina. Com uma prosa melodiosa, o romance conta a história de vida e morte, de combate e redenção. Quem quiser conferir, na íntegra, o debate sobre o livro e as curiosidades de quem já leu a obra, o encontro está disponível no início do texto 👆🏻 e também em nosso canal do Youtube
- ‘O Guia do Mochileiro das Galáxias’ fecha o Mês do Orgulho Nerd da 40tena Cultural
Obra bem-humorada de ficção científica, escrita há quatro décadas pelo inglês Douglas Adams, foi o tema do bate-papo entre a jornalista Isabella Grocelli e a professora e sócia do blog ‘Garotas Geeks’, Flávia Gasi Considerada uma das principais obras do mundo nerd, a série de ficção científica “O Guia do Mochileiro das Galáxias”, criada em 1978, na Inglaterra, junto ao filme Star Wars, lançado um ano antes, estimulou a criação do “Dia do Orgulho Nerd”, comemorado todo dia 25 de maio. Como forma de celebrar a data, a Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto preparou um mês todo especial em seu projeto 40tena Cultural. Encerrando o mês, o “Defenda seu Best” debateu a franquia criada por Douglas Adams, que já rendeu programa de rádio, adaptações para os palcos, para a televisão, para os quadrinhos, além de cinco livros, lançados entre 1979 e 1992. A atividade, mediada pela jornalista e influencer geek Isabella Grocelli, apresentou a professora fundadora do Grupo JOI (Jogos Digitais e Imaginários) e sócia do blog “Garotas Geeks”, Flávia Gasi. Logo no início do bate-papo, Flávia fez uma revelação: a única pessoa nerd em casa era a sua mãe. “Ela que me apresentou literatura, ficção científica, Star Wars, eu jogava videogame com meu irmão mais novo e achei esquisito quando entrei nesse mundo e percebi que não era um mundo para mim, mulher”, disse. Sobre os livros, ela afirmou que a obra de Douglas Adams traz uma ótima coletânea de tudo o que é nerd. “Acho que o autor estava muito à frente de seu tempo, ele traz assuntos polêmicos e relaciona com a ficção científica, e profana tudo, nos entregando uma trilogia de cinco livros, engraçadíssima”, comentou. “O Guia do Mochileiro das Galáxias” foi apresentado para a professora na década de 1990, e ela não conseguia mensurar que aquela obra era, na verdade, de 20 anos atrás. Muito por conta da linguagem e as metáforas usadas por Adams, ainda estarem presentes poucos anos antes da virada do milênio. “Acho muito incrível como o autor consegue tirar de contexto certas particularidades culturais da humanidade, do momento em que ele está vivendo, e inserir para todos, como uma boa ficção científica faz”, destacou. Flávia e Isabella ainda debateram sobre o número 42, presente em diversas referências da cultura nerd, em filmes, séries e músicas. Essa “mitologia” do algoritmo surgiu na série “O Guia do Mochileiro das Galáxias”, em que uma civilização busca a resposta para tudo e, para isso, constrói um robô superinteligente e capaz de responder qualquer dúvida. Ao questionar o aparelho sobre qual o sentido da vida, o universo e outras coisas, ele solicita um prazo de milhares de anos para realizar os cálculos e descobrir a resposta que, ironicamente, é apenas 42. Não importa qual a pergunta, a resposta é 42. A professora explicou que os livros de Douglas Adams são indicados para qualquer pessoa que queira se inserir no mundo da ficção científica, uma vez que na obra estão presentes robôs, aliens e viagem no tempo. As pessoas que sabem o mínimo sobre esses assuntos já podem ler e, segundo Flávia, vai valer muito a pena. “Existem livros que são clássicos da ficção científica, mas com uma linguagem mais complicada, como ‘Neuromancer’. Mas ‘O Guia do Mochileiro das Galáxias’ é ótimo para qualquer leitor”, garantiu Flávia. Quem quiser conferir na íntegra este bate-papo, ele está disponível no início do texto 👆🏻 e também em nosso canal do Youtube.
- Último dia de oficina de charges e tirinhas trouxe Carlos Ruas
Atividade da programação da 40tena Cultural complementa a aula ministrada, no dia anterior, pelo chargista Thomas Larson, o Thomate A última etapa da oficina on-line “Processos de Criação de Charges e Tirinhas” contou com a participação do chargista Carlos Ruas, no dia (19/5). A atividade fez parte da programação do projeto 40tena Cultural. Carlos Ruas ficou conhecido pelas webcomis “Um Sábado Qualquer”, “Mundo Avesso” e “Cães e Gatos” – três universos distintos e criativos que compõem a sua obra. Durante a oficina, o chargista abordou um tema importante no processo de criação de charges, quadrinhos, tirinhas e qualquer outra profissão: a identidade. Para ele, “até empresas devem ter sua própria identidade, o que considera mais importante até, do que a marca”, disse. Para o processo de criação de identidade, ele citou dois desenhistas e roteiristas brasileiros que têm os traços marcantes e inconfundíveis: Maurício de Sousa e Ziraldo. No primeiro, segundo ele, é só olhar para os olhos marcantes de seus personagens para saber que estamos visualizando uma obra da Turma da Mônica. “O olho se tornou a parte mais valiosa da Mônica. Já nas artes de Ziraldo, os traços arredondados no rosto são marcas registradas. É muito importante você ter sua própria identidade, ser reconhecido através disso”, explicou Carlos Ruas. Mas como criar minha própria identidade? O chargista deixou uma dica valiosa para conseguir atingir e criar a própria característica de desenho: “tenha sempre um caderninho perto de você, as ideias não têm hora para chegar, então anote. Use suas próprias tragédias, faça uma limonada disso. Quebre as expectativas que as pessoas possam ter da sua obra. Pense como uma criança e quebre aquilo que é ensinado a nós diariamente. Se gosta de um personagem, imagine o dia a dia dele”, pontuou. Carlos Ruas nasceu em 1985, em Niterói (RJ) e, desde cedo, demonstrou interesse e talento para o desenho. É formado em desenho industrial e atua profissionalmente em quadrinhos desde 2010. Em 2012, recebeu o Troféu HQ Mix (o “Oscar” dos quadrinhos brasileiros) e em 2015, o livro “Êxodo: nos bastidores da bíblia” conquistou o 32° Troféu Angelo Agostini. O sucesso das tirinhas que abordavam as religiões com humor e irreverência possibilitou que, em 2011, o “Um Sábado Qualquer” fosse um dos blogs de quadrinhos mais acessados do país, conquistando um público diversificado e aberto à reflexão. Ruas participou do livro em homenagem a Mauricio de Sousa, “MSP novos 50”, e tem sete livros publicados: seu 4° livro, “A infância de Cristo”, arrecadou R$ 280 mil na plataforma Catarse, batendo o recorde de maior arrecadação nerd.
- Thomas Larson participa de oficina de charges e tirinhas
Projeto 40tena Cultural trouxe neste mês de maio oficinas com dois chargistas de renome no cenário cultural: Thomas Larson e Carlos Ruas Fãs de charges e tirinhas puderam participar de duas oficinas incluídas na programação do mês de maio da 40tena Cultural, projeto da Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto. A primeira aula da oficina on-line “Processos de Criação de Charges e Tirinhas” foi com o chargista Thomas Larson, no dia (18/5). Também conhecido como Thomate, Thomas Larson é de Ribeirão Preto e trabalha com animação, cartuns e ilustrações. Atualmente reside em São Paulo, onde trabalha como diretor de animação em longas metragens e séries. Trabalhou durante 12 anos no Jornal A Cidade, em Ribeirão Preto. Também dirigiu “Rái Sossaith”, curta metragem e série em animação publicada no YouTube, Canal Brasil e Comedy Central. Durante o encontro, o chargista disse que o formato de imprensa em que trabalhava está mudando, por conta do uso de novas tecnologias e a internet na produção de conteúdo. “A mudança não é apenas na mídia, mas na forma de divulgar nosso trabalho”, disse. As vagas da oficina foram limitadas e quem participou das duas oficinas teve direito a certificado.
- “A criança desenvolve o gosto pela leitura através do estímulo dos pais”, disse Adilson Terrivel
Quadrinista, Adilson Terrivel, participou de encontro online e ao vivo durante atividade do projeto 40tena Cultural O quadro fixo da 40tena Cultural, “Dicas de Leiturinhas”, trouxe no dia 12/5 o tema HQs para crianças, com a participação do diretor de arte e quadrinista, Adilson Terrivel, que se declarou um apaixonado pelas histórias em quadrinhos. O convidado do encontro disse que o perfil das histórias está mudando já há um tempo, uma vez que o principal acesso que existia era através das revistas nas bancas de jornais. “Agora os fãs de HQ estão indo para as livrarias. Com a pandemia, estamos caminhando para o virtual, pois não estamos mais conseguindo ir aos lugares e folhear os gibis”, alertou. A primeira dica do quadrinista para o público infantil foi buscar por histórias da Disney que podem ser encontradas em qualquer banca de jornal ou sebos. “Tanto a Disney quanto o Maurício de Sousa apresentam características que possam parecer datado, pois estão sempre antenados ao que acontece no mundo e se atualizam constantemente”, disse. Sobre a “Turma da Mônica”, criação de Maurício de Sousa, Adilson explicou que há uma grande distribuição das revistas, além de o roteiro sempre se manter atualizado com o que acontece no mundo. “O Maurício de Sousa, de uns tempos para cá, começou com iniciativas muito interessantes para a formação de um novo público”, contou. Uma dessas iniciativas mais interessantes, segundo Adilson, foi a criação da Turma da Mônica Jovem, em 2008, destinada para crianças mais velhas, de oito a 10 anos. Outra iniciativa de destaque, apontada por Adilson, foi a criação do selo Graphic MSP, que consiste na releitura dos personagens do Maurício de Sousa por outros artistas de quadrinhos do cenário nacional. “O primeiro foi Turma da Mônica Laços, que até virou filme. É uma história tocante, tem muita aventura, muito clima dos filmes da década de 1980, são bem emocionantes”, destacou. Ele ainda citou outros dois títulos do selo: “Chico Bento: Arvorada” e “Jeremias: Pele”. O quadrinista citou ainda Space Dumplins, de Craig Thompson, que conta as aventuras de uma menina que mora com os pais, no espaço. “É uma história para os pais lerem junto com a criança e também sozinhos. Afinal a criança desenvolve o gosto pela leitura pelo exemplo, seja através da leitura dos pais ou mesmo vendo-os lerem”, alertou o diretor. Veja as dicas de leitura de Adilson Terrivel: - Calvin e Haroldo, de Bill Watterson - Bone, de Jeff Smith - Dr. Slump, de Akira Toriyama - A invenção de Hugo Cabret, de Brian Selznick - Querida Liga da Justiça, de Michael Northrop e Gustavo Duarte - Marvel Action: Vingadores, de Jon Sommariva e Matthew K. Manning - Shazam e a Sociedade dos Monstros, de Jeff Smith - Coleção Histórica Marvel, Stan Lee, Jack Kirby, entre outros autores - Scott Pilgrim – Contra o Mundo, de Bryan Lee Malley e Érico Assis Quem quiser conferir, na íntegra, este bate-papo, ele está disponível no início do texto 👆🏻 e também em nosso canal do Youtube.
- Representatividade das mulheres nas Histórias em Quadrinhos foi tema abordado em encontro da 40tena
A programação do projeto 40tena Cultural trouxe para um bate-papo, no dia 6 de maio, a ilustradora e quadrinista Lila Cruz, autora de “Almanaque de autocuidado” e “Pequeno livro de felicidades”, e a artista Sirlanney, que transita entre as artes plásticas e a literatura, conhecida por sua personagem de quadrinhos “Magra de Ruim”. A mediação desse encontro super bacana foi de Rebeca Puig, ilustradora e roteirista. Na conversa, Lila Cruz resumiu sua vida artística: começou nos desenhos fazendo fanzines em casa - cerca de 900 produções. “Isso me deu conhecimento de produção gráfica. Foi aí que comecei a caminhar para a produção de livros. Em 2017, me aventurei fazendo capas de livros”, disse. A ilustradora comentou que nesse período deixou de pagar muitos aluguéis e contas pela falta de oportunidades. “Existe um mito que só fazemos ilustração. Mas a verdade é que vivemos chorando porque não temos trabalho e chorando porque estamos lotados de trabalhos”, brincou. Já a artista Sirlanney contou que entrou na faculdade de artes com a vontade de fazer quadrinhos. Mas, foi após participar dos eventos e produzir fanzines, que começou a produzir de fato suas HQs. Hoje, segundo ela, as mulheres estão trabalhando mais com os quadrinhos. “Mas, infelizmente, esse trabalho não tem onde ser exibido, a não ser pela internet”. Outro ponto apontado por Sirlanney foi de que as grandes empresas, para fecharem negócio com quadrinistas, cobram que os artistas tenham um público cada vez maior nas redes sociais. Isso, segundo ela, é opressor. Uma saída para ter o trabalho vendido, que não seja pelas redes sociais e engajamento com o público, são as feiras que abordam o tema. “Infelizmente, durante a pandemia, estes eventos não estão acontecendo. Com as feiras, nós vendíamos bem, havia muita procura pelo impresso e as vendas eram garantidas”, disse. Quanto a atuação das mulheres no mercado editorial, Sirlanney disse que as mulheres estão roubando a cena nos quadrinhos. Mesmo citando a criação da personagem Luluzinha, em 1935, pela Marjorie Henderson Buell, segundo a ilustradora, as mulheres como criadoras, até as décadas de 80 e 90, só apareciam em raras exceções. “Aqui no Brasil, por exemplo, só nos últimos seis ou sete anos começamos a sair do armário. Vamos comemorar que estamos tomando esse espaço que sempre deveria ter sido nosso e que nos possibilitou ampliar as narrativas das HQs”, disse prevendo que o futuro das mulheres nos quadrinhos é cada vez mais forte, se for criado por elas. “Vai nos fortalecer cada vez mais e, de certa forma, contribuir para mais igualdade entre homens e mulheres, não só na literatura, mas em tudo na vida. A igualdade de gênero ainda é uma luta. A arte é consequência e ferramenta para ela”, concluiu a artista. Lila Cruz é baiana, ilustradora e quadrinista. Faz quadrinhos desde 2010, tem dois livros publicados e trabalha no mercado editorial desde 2015. Atualmente, mora em São Paulo e tem sua própria loja virtual de produtos ilustrados. Sirlanney Nogueira nasceu no sertão do Ceará, publica textos e desenhos há mais de 15 anos. Artista plural, transita entre as artes plásticas e a literatura e ficou muito conhecida por sua personagem de quadrinhos “Magra de Ruim”. Rebeca Puig é roteirista de cinema, televisão e quadrinhos, atua na área há 9 anos. Criadora de um dos primeiros blogs feministas sobre cultura pop, o Collant Sem Decote. Autora publicada organizou mesas de discussão sobre diversidade e representação na CCXP durante 6 anos. Editora do site nebulla.co. Quem quiser conferir, na íntegra, este bate-papo, ele está disponível no início do texto 👆🏻 e também em nosso canal do Youtube.
- Programação de maio da 40tena Cultural aborda o universo das HQs
Abriram a programação os ilustradores Fido Nesti e Rodrigo Rosa, com mediação de de Ariovaldo Alves, bibliotecário do SESC Ribeirão Preto A Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto promoveu no dia 4 de maio, um bate-papo sobre "Literatura e HQs", com os ilustradores Fido Nesti e Rodrigo Rosa, mediado por Ariovaldo Alves, bibliotecário do SESC Ribeirão Preto. Filho de publicitário, Fido Nesti contou que sempre ganhou materiais para desenhar durante a infância e tornou-se fã, desde pequeno, de histórias em quadrinhos como "As Aventuras de Tintim" e "Asterix e Obelix". "Eu ganhava revistas estrangeiras, com referências europeias, que na época eram difíceis de se encontrar nas bancas. Desde muito cedo, eu já desenhava e fazia minhas próprias histórias em quadrinhos", revelou o ilustrador que trabalha com ilustração e quadrinhos há mais de 30 anos. Seus desenhos podem ser vistos no jornal Folha de S. Paulo e na revista New Yorker, assim como em capas e livros de várias editoras, incluindo a Companhia das Letras. Ilustrou "Os Lusíadas em Quadrinhos" (Peirópolis, 2006), "A Máquina de Goldberg" (Quadrinhos na Cia., 2012) e "1984" (Quadrinhos na Cia., 2020). Fido explicou que pessoas não consideram as revistas de HQ como uma categoria de literatura. Mas para ele, essas histórias têm características únicas e elementos tanto da literatura como de outras expressões culturais, como por exemplo, o cinema e artes plásticas. "Fico na dúvida em afirmar fielmente se é literatura, já que há muitos quadrinhos com mais textos do que figuras, que podem ser chamados de livros ilustrados. Mas, cada linguagem tem suas características próprias". Outra polêmica sobre os quadrinhos comentada pelo ilustrador é a ideia de que as histórias de HQ são ingênuas, destinadas apenas ao público infantil. Ele considera que este tipo de pensamento no Brasil não deveria acontecer mais, já que o gênero está consolidado para todos os públicos. "São nichos que foram se consolidando, com histórias autorais, adultas e, agora, existem para todos os gostos. Quem ainda tem esse preconceito é que ainda está bem desinformado". O ilustrador apontou como referência os quadrinhos da França, que se tornaram tradicionais na Europa e têm respeito do público. Rodrigo Rosa - cartunista, ilustrador, quadrinista e jornalista - também participou do bate-papo. Ele, que começou cedo na profissão, aos 14 anos, com tiras no jornal "Oi! Menino Deus I", é ex-integrante da Editoria de Arte do jornal Zero Hora e também ilustrador de livros infantis, cartunista e chargista colaborador de jornais e revistas nacionais. Possui mais de 20 prêmios em salões de humor no Brasil e no exterior. O cartunista também teve contato com o mundo da ilustração ainda menino e acredita que o desenho é a primeira forma de comunicação da criança com o mundo, antes mesmo dos aprendizados da escrita e da fala. A sua experiência vem de um processo, que ele considera muito natural, com a demonstração inicial de seu dom para desenhar, mas que com o tempo, foi aprimorado por meio de estudos e da relação com pessoas que contribuíram para sua carreira. "Na minha família tive muita influência do meu pai que foi por muito tempo artista publicitário e trabalhou em diversas agências. Eu o via trabalhando em casa e foi ele quem me deu as primeiras lições e técnicas de desenho", contou. Foi seu pai também que o propiciou a conhecer muitas pessoas do meio, como publicitários, cartunistas e artistas de referência. Rodrigo explicou que começou a ler muito em função dos quadrinhos. "O interesse pela leitura veio pelo fascínio da imagem junto com o texto". Ele se lembra de grandes autores e clássicos que conheceu através de histórias de quadrinhos, tal como Jorge Luís Borges, já que o quadrinista Hugo Prate fazia histórias inspiradas no autor. Quem quiser conferir, na íntegra, este bate-papo, ele está disponível no início do texto 👆🏻 e também em nosso canal do Youtube.
- Velhas e novas utopias foi tema central do primeiro dia do Revolução Poética
Evento online contou com a participação de convidados como o ecólogo Philip Fearnside, do jornalista Zuenir Ventura e de alunos do projeto Alma (Academia Livre de Artes e Música de Ribeirão Preto) que apresentaram o espetáculo “Conglomerados Utópicos, Distópicas Paisagens” A preservação da floresta Amazônica é um sonho? Chegaremos ao dia em que nosso maior bem ambiental estará à salvo da ganância destruidora, observada diariamente por olhares perplexos, seja no Brasil ou na comunidade internacional? Essas foram algumas das perguntas que o ecólogo Philip Fearnside respondeu no primeiro dia (25 de abril), abertura do projeto “Revolução Poética – Festival de Ideias”, promovido pela Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto. Abrindo a noite, foi exibido um filme do documentarista Leo Otero. Em “Pioneira Luta”, ele explora o tema de uma das utopias mais antigas da humanidade: a disputa pelo direito à terra, que remonta há milênios e gera guerras até hoje. “Neste vídeo-documentário trouxe um debate para os tempos atuais, com a saga dos povos indígenas que, há 521 anos sofrem um massacre na disputa por território e continuam resistindo e existindo. Mais que uma disputa pela terra, uma disputa física, cultural, espiritual e econômica e que vem em uma escalada muito violenta”, alertou Otero. “É preciso entender que a floresta fornece diferentes serviços essenciais a toda a população brasileira, como a água de outras partes do País, e que são recursos ameaçados em um futuro próximo”, disse o ecólogo norte-americano de 73 anos, 40 deles vivendo no Brasil, onde desenvolveu a maior parte de sua carreira de reconhecimento internacional, que inclui um prêmio Nobel da Paz, em 2007, junto a outros cientistas do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês). Mesmo com tantos desmandos praticados ano após ano contra a floresta Amazônica, Fearnside contina sendo um otimista. “Taxar a manutenção do meio ambiente como utópica é perigoso por transmitir a mensagem que manter ecossistemas naturais é inerentemente impossível, imaginando que ninguém faz nada para conter as perdas, já que vão ocorrer de qualquer forma. Claro que as ameaças são muitas, mas existem grandes áreas de floresta intacta na Amazônia e temos a opção de evitar os erros já cometidos por outros países, e também por outras regiões do Brasil, que já destruíram quase toda a vegetação natural”, avisou. Novas utopias Na sequência da noite, o projeto Alma (Academia Livre de Artes e Música de Ribeirão Preto) apresentou o espetáculo “Conglomerados Utópicos, Distópicas Paisagens”, com a participação de alunos de seu corpo experimental de dança. Em seguida, o jornalista e escritor Zuenir Ventura, autor de livros como “1968 – O ano que não terminou”, “Cidade Partida” e “Chico Mendes – Crime e castigo”, apresentou sua visão sobre o tema. Para ele, a própria utopia sempre foi algo irônico, já que o filósofo Thomas More, autor do livro “Utopia”, apresentava o cenário de uma sociedade em que todos seriam felizes e ricos. “Porém, o próprio criador desse paraíso utópico morreu infeliz, preso e executado na Torre de Londres”, disse Zuenir. Para o jornalista, o Brasil, de um jeito ou de outro, sempre experimentou um sentimento de utopia, seja olhando para a frente, como “o país do futuro”, ou para trás, com nostalgia dos idealizados “anos dourados”. “Estamos sempre esperando alcançar algo que nunca chega ou que já passou, mas na verdade, hoje, estamos em uma distopia como nunca vivemos, com um acúmulo de crises: de saúde, política, econômica, ética, social e ambiental”, enfatizou. Para acompanhar todas as atividades do primeiro dia do “Revolução Poética – Festival de Ideias”, acesso o vídeo acima.
- Último dia do Revolução Poética debateu a busca por sabedoria
Encontro trouxe o sociólogo e escritor Alfredo Pena-Vega, a geógrafa Maria Adélia de Souza, além dos números artísticos de Ni Brisant, Coletiva de Rua Sarau Disseminas e Leser MC As utopias precisam de uma carga poética para existir? A busca por sabedoria é o que move os pensamentos utópicos? Esses e outros temas foram debatidos no dia 27 de abril, terceiro e último dia do “Revolução Poética – Festival de Ideias”, promovido pela Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto. Abrindo a noite, Ni Brisant e a Coletiva de Rua Sarau Disseminas apresentaram “Vozes Bússolas: poesia como arte do risco” no palco do Instituto SEB. “O propósito da apresentação foi estimular reflexões, renovar dúvidas e propor a inauguração de horizontes dentro de cada pessoa”, disse Ni. O primeiro painel, “Necessidades poéticas do ser humano – utopia?”, trouxe o sociólogo e escritor francês Alfredo Pena-Vega, professor e pesquisador do Centre Edgar Morin (EHESS/CNRS), em Paris, que é colaborador do pensador francês Edgar Morin desde os anos 1990. Segundo Morin, o ser humano se alterna entre os estados prosaico e poético. Para ele, o prosaico é o que nos faz sobreviver, o que nos move em busca de nossas necessidades. Já o estado poético é quando as emoções afloram, externando a dimensão verdadeira da humanidade de cada um. A grande pergunta que fica é: como equilibrar estes dois estados em nossas vidas? “Com deslumbramento, curiosidade e sabedoria. É claro, isso não é suficiente, mas acredito profundamente na sabedoria. Concordo com Morin que a sabedoria se encontra na vontade de assumir os diálogos humanos. Algumas pessoas usam o termo sabedoria para aliviar sua consciência, às vezes é hipocrisia”, disse. E como encontrar espaço para a sabedoria, para o poético, em meio ao caos em que vivemos? “Não podemos falar de humanidade, da sabedoria, de uma necessidade poética quando seu país está se aproximando do abismo”, reconheceu o sociólogo francês. Globalização: entre utopias e distopias O músico e produtor cultural Leser MC também subiu ao palco do “Revolução Poética” e apresentou o espetáculo “Do lado de cá”. “O número foi pensado na questão da visão de territórios, uma visão periférica sobre a globalização, como a gente se expressa e comunica com o resto do mundo e se conecta a muitas outras realidades por meio da arte, que é uma ferramenta de sensibilização e de conscientização”, disse Leser. Logo em seguida, a professora e doutora em geografia Maria Adélia de Souza apresentou sua visão sobre o tema “Por uma outra globalização – entre utopias e distopias”, a partir do livro que empresta o nome ao painel, de autoria do geógrafo brasileiro Milton Santos. “Foi uma reflexão sobre como entendemos o processo de globalização e o mundo por ele produzido. Como propõe Milton Santos, um mundo como fábula, fabuloso e enganoso, um mundo como perversidade, criando aceleradamente distopias alimentadas pela submissão ao consumo, que está na ordem do dia do capitalismo contemporâneo. A globalização semeia utopias e distopias em todas as classes sociais, penalizando e constituindo perversidades sobre as classes mais pobres”. Para conferir, na íntegra, o terceiro dia do “Revolução Poética – Festival de Ideias” basta assistir ao vídeo.
- “Quero semear o poder de sonhar”, disse o escritor Alexandre Ribeiro
Segundo dia do evento trouxe o escritor Alexandre Ribeiro, a pesquisadora Manuela Salau Brasil e apresentações artísticas da De Lucca Circus e da dupla Tânia Alonso e Thais Foresto As utopias como forças capazes de romper as barreiras da desigualdade social, abrindo caminho para a realização de sonhos, para muitos, impossíveis. Estes foram alguns dos temas abordados pelo escritor Alexandre Ribeiro no segundo dia, 26 de abril, do projeto “Revolução Poética – Festival de Ideias”, promovido pela Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto. Abrindo a noite, a atriz e contadora, Tânia Alonso, contou a história do livro “Cidade das Mulheres”, de Cristina Pisano, trazendo assuntos históricos e contemporâneos sobre as violências e opressões que as mulheres podem sofrer socialmente. A apresentação foi acompanhada pela trilha sonora, ao vivo, da artista Thais Foresto (Floresthá). Mais do que a teoria, Alexandre Ribeiro, de 22 anos, conhece bem este caminho na prática. Como foi possível sair da realidade de uma favela brasileira e chegar até uma bolsa de estudos em uma faculdade alemã? “Utopias são realizadas através de muito amor, de oportunidades e de autoconhecimento”. Cria da Favela da Torre, em Diadema, na Grande São Paulo, Alexandre começou a trabalhar cedo, mas nunca deixou de lado o gosto pela leitura e pela escrita. Paralelo à rotina de limpeza em um hotel, produzia seus textos para vender nas ruas. Editava fanzines de poesia, vendia CDs de rappers nas ruas, consumia e produzia cultura da periferia. Em 2018, lançou o livro “Reservado”. No mesmo ano, ganhou uma bolsa para realizar um trabalho social pedagógico na Alemanha, onde vive e segue escrevendo seus textos. “Não me basta acreditar em minhas próprias utopias. Eu luto para que minha trajetória não seja uma exceção, mas também uma história inspiradora”, comentou. A maior das utopias Às 21h, foi a vez de De Lucca Circus fazer uma apresentação circense nomeada “Devaneios”, que, por si só, acaba proporcionando uma reflexão utópica: “o que é um palhaço, equilibrista e malabarista, senão um ser utópico por natureza, que passa parte de sua vida se equilibrando em um arame, brigando com a gravidade e buscando as melhores inspirações para fazer o público sorrir?”, questionou o ator e artista circense Lucas Santarosa. A economista e doutora em sociologia Manuela Salau Brasil, encerrou o segundo dia do evento e apresentou sua visão sobre o tema “A maior das utopias”, com base no pensamento do teórico alemão Ernst Bloch, que trabalha o conceito da utopia concreta. “Bloch admite que a utopia tem um caráter fantasioso, até mesmo ingênuo. Trata-se da utopia abstrata, que habita o plano da fantasia. Mas, além desta, existe a utopia concreta, que é própria da ação, movida pela esperança, pela imaginação, pelos sonhos e pela ação humana”, explicou Manuela, que trouxe como exemplo o campo da economia solidária, um movimento que já existe, que passou da fase da utopia abstrata, mas ainda não é algo acabado. “Ela está em movimento, em realização, algo que é próprio da utopia concreta, mas já tem resultados bem-sucedidos. O grande exercício é olhar esta utopia, fortalecer e vitalizar este movimento que, ao mesmo tempo, é prática e projeto em construção”. Todas as atividades do segundo dia do “Revolução Poética – Festival de Ideias”, podem ser assistidas através do vídeo.
- “Ser sustentável é usar nossos recursos naturais de forma responsável”, disse Eliane Potiguara
Atividade aconteceu de forma remota nas plataformas digitais da Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto no dia 20 de abril e abordou assuntos como diversidade, utopias e racismo No dia 20 de abril, a programação da 40tena Cultural contou com a presença da escritora Eliane Potiguara que participou do bate-papo “Utopias Sustentáveis: preservação ambiental”. O encontro foi mediado pela professora e bióloga Fernanda Brando. A escritora iniciou a conversa contextualizando as duas palavras utilizadas na atividade “utopia” e “sustentabilidade”: a primeira foi definida como algo que almeja para a humanidade. Já a palavra sustentabilidade, que, segundo a autora “não é um termo novo, pois a ouvia na década de 70”, é usada hoje para situar as questões de qualidade de vida. “Na época que comecei nos movimentos feministas, indígena e político, não existiam esses termos, tudo era direito humano”. Eliane Potiguara explicou que para ser sustentável é necessário usar os recursos naturais com responsabilidade. “Se está pingando água na pia, vamos fechar para não gastar água. Esse é o recurso mais importante do planeta. Se há lixo no entorno da casa, procure recolher. E assim vamos promovendo a sustentabilidade ao nosso redor”. Durante o encontro, a escritora fez uma relação da sustentabilidade das categorias, como o racismo e as questões da comunidade LGBTQIA+. “Nós, como pessoas conscientes dessa realidade, buscamos melhorias dessa sustentabilidade, principalmente nas escolas, com as crianças. Isso era uma utopia no passado, mas hoje já estamos trabalhando para acabar com ela”, alertou. A falta de direitos dos indígenas também foi tema da discussão que, segundo ela, assola a comunidade desde a colonização do país. “Ainda temos casos isolados de médicos, políticos e advogados sendo formados no nosso povo. Mas falo da maioria que não consegue atingir um status quo de autodeterminação”, contou a autora que se diz privilegiada por ser uma escritora com origem indígena e vivências de pobreza, assassinato e preconceito. Eliane Potiguara é escritora, poeta e professora. É da etnia Potiguara, brasileira, fundadora da 1ª organização de mulheres indígenas GRUMIN (Grupo Mulher-Educação Indígena), Formada em Letras (Português-Literatura) e Educação, é especializada em Educação Ambiental pela UFOP e embaixadora da Paz pelo Círculo de Embaixadores da França e Suíça. Em 2014, recebeu do governo brasileiro o Título de “Cavaleiro da Ordem ao Mérito Cultural e foi indicada, em 2005, ao Projeto Internacional "Mil Mulheres ao Prêmio Nobel da Paz". A atividade completa com a poeta e escritora Eliane Potiguara está disponível no canal do Youtube da Fundação.
- Gracyela Gitirana conta a história "Cozinhando com Utopim"
Nesta divertida história, aprendemos que, assim como a cozinha alimenta a barriga, a história alimenta a alma A semana da 40ntena Cultural foi dedicada à obra do escritor infantojuvenil, Ricardo Azevedo. A programação começou com a participação da atriz ribeirão-pretana, Gracyela Gitirana, que contou a história “Cozinhando com Utopim”, inspirada na obra do autor, no dia 13/4. A contação foi gravada no espaço cultural da Biblioteca Municipal Guilherme de Almeida. “O utopim é uma semente que aparece nessas histórias e é muito poderosa. Por isso, acredito que essas histórias nunca vão envelhecer”, disse Gracyela. Segundo ela, o conto tem o intuito de quebrar o paradigma do cotidiano. “Além de ter o olhar de vontade da mudança (e que é possível ser feliz), a história mostra que precisamos criar condições internas para que isso aconteça”. A história completa pode ser acessada no canal do Youtube da Fundação. Essa atividade foi uma realização da Prefeitura Municipal de Ribeirão Preto, Secretaria Municipal da Cultura e Turismo, Governo Federal, Lei Aldir Blanc e Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto.
- “A vida pela frente” foi tema de debate
Participantes do Clube do Livro da Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto se reuniram, no sábado do dia 17/4, para mais um encontro on-line com direito a debate, discussões e opiniões diversas sobre obras literárias de grande sucesso no mundo todo. Dessa vez, “A vida pela frente”, de Émile Ajar (pseudônimo de Romain Gary), foi o centro do debate. Vencedor do prêmio Goncourt, o livro “A vida pela frente” tornou-se um dos livros mais vendidos do século XX. Trata-se de um romance que tem quase 45 anos, mas com ideias e gestos universais. Segundo a mediadora, bibliotecária e coordenadora do Clube do Livro, Gabriela Pedrão, a obra foi uma sugestão dos participantes do grupo. “É um livro bastante sensível e delicado. É sobre a vida de uma sobrevivente de um campo de concentração nazista. É uma história leve na escrita, que a gente lê muito rapidamente", disse. “É um livro que mostra a conexão do amor. Uma criança com tanta bagagem de dor, que sofreu o abandono total, mas que criou uma conexão amorosa em cuidar de uma pessoa que também estava no seu limite total. É um livro que mostra o que é essencial, na busca pelo sentido da vida, e que traz personagens com tantos gestos de generosidade em meio à situações tão difíceis”, disse uma das participantes do encontro. O debate sobre a obra e o encontro completo do Cube do Livro pode ser acessado no canal do Youtube da Fundação.
- “Eu pegava livros que a escola indicava e lia para aprender a me expressar", disse Ricardo Azevedo
Encontro foi transmitido pela TV Câmara Ribeirão e pela plataforma da Fundação e contou com a participação ao vivo do escritor Estudantes tiveram uma atividade diferente na manhã do dia 14 de abril. O escritor infantojuvenil, Ricardo Azevedo, participou, em dois horários, de encontros online transmitidos pelas redes da Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto e pelo programa Escola na TV – desenvolvido pela Secretaria Municipal de Educação, em parceria com a Câmara Municipal de Ribeirão Preto. A atividade foi mediada pela professora Marinêz Ricardo. Logo no início do bate-papo, Ricardo Azevedo foi questionado sobre quando começou, de fato, a escrever livros e como conseguiu ter criatividade para criar diversos personagens. O escritor explicou que começou a escrever redações na 8ª série e isso fez com que tivesse um interesse por livros indicados pelas escolas. “Eu comecei a ler esses livros como alguém que queria começar a escrever. Comecei a ver como alguém que queria se expressar através das palavras. Isso muda tudo. A leitura amplia a nossa capacidade de expressão”, comentou o escritor. Ricardo revelou ainda não gostar do termo “inspiração”. Segundo ele, quando surge uma ideia, ela é anotada em seu caderno para que seja inserida em um personagem ou enredo no futuro. “Às vezes, tenho um sonho. Às vezes, estou andando na rua e vejo uma cena. Leio uma notícia. Essas coisas vão se acumulando durante meses e até anos, antes de eu dizer que tenho uma ideia suficiente para criar um texto”, explicou. O autor citou ainda que nem sempre é necessário ler poemas ou obras literárias antigas. “Eu trabalho com ficção e poesia. Renegar a ficção, é burrice. Existem livros didáticos que ensinam geografia, matemática e física. Mas se alguém da sala se apaixonar por uma colega, quem vai tratar do assunto? A geografia?”, brincou. O autor ainda acrescentou que este tipo de assunto é inserido na vida dos jovens e crianças através da literatura, citando a renomada obra “Romeu e Julieta”. Como dica para começar a escrever, o autor deixou um alerta: “quando a professora pedir para produzir uma redação sobre as férias, inventem e criem situações. O escritor inventa e mente, ele trabalha com a ficção, não com a verdade. Aprendam a inventar. Por mais que seja a ideia mais boba, escreva sobre ela e depois releia. E vá aperfeiçoando”, ensinou. A atividade foi uma realização da Prefeitura Municipal de Ribeirão Preto, Secretaria Municipal da Cultura e Turismo, Governo Federal, Lei Aldir Blanc e Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto. O bate-papo completo com o escritor Ricardo Azevedo está disponível no canal do Youtube da Fundação.

















