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- “Que a vida seja um processo de honra”
Último dia da 21ª Feira Internacional do Livro de Ribeirão Preto trouxe salões de ideias, espetáculo teatral infantil, oficinas, contações de histórias, shows musicais, palestra sobre as dificuldades enfrentadas pelos surdos no meio cultural, entre outras O último dia da 21º FIL – Feira Internacional do Livro de Ribeirão Preto (28/8) trouxe várias reflexões, desde as diversas formas de escrita até a filosofia na literatura, passando pelas dificuldades que os surdos enfrentam no meio cultural. As famílias também se divertiram durante o dia: foram diversas contações de histórias, oficinas e apresentações musicais e teatrais, entre outras. O Salão de Ideias do domingo foi aberto com um papo sobre intimidade da escrita com a autora paulista Aline Bei, conduzido pela jornalista Daniela Penha. O momento ideal da publicação de um livro, as conduções da narrativa, os novos formatos de texto e a escrita como necessidade de expressão através da literatura foram algumas das temáticas do encontro com a escritora do romance “O Peso do Pássaro Morto” e “Pequena Coreografia ao Adeus”, que é formada em Letras pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo e em Artes Cênicas. “Toda escrita precisa de uma musculatura e, para isso, precisamos descobrir coisas por nós mesmos. Ser escritor é fazer escolhas e sem ter certeza alguma - assim como a vida, pois tudo o que a gente faz existe risco”. Em função da timidez, Aline teve uma infância bastante solitária, com dificuldades em lidar com o mundo e com as outras crianças e pessoas. Como alternativa, sempre se colocou dentro do livro como um lugar de vida. “Era uma fuga de vida e uma forma de buscar ferramentas para estar presente. Eu era muito tímida e hoje eu não me sinto tão tímida assim, pelo menos mais íntima da minha própria timidez. Mas, conquistei ferramentas e modo de estar presente. A literatura que proporciona isso: descobrir que os lugares mais interessantes são os lugares de dentro”, disse. Com 34 anos, Aline contou que já realizou um sonho: o de ser lida. “Nós escrevemos para ser leitura de outras pessoas. Precisamos descobrir coisas por nós mesmos e é preciso investigar com privacidade, porque um livro não nasce na frente de todos que irão ler”. Provocações reflexivas Num dos mais concorridos encontros da FIL, a filósofa, poeta e psicanalista Viviane Mosé amplificou a temática da Filosofia e Literatura e, em meio a declamação de poemas, pontuou falas poéticas e contundentes sobre temas diversos, com total envolvimento do público na conversa. A partir da palavra como eixo do bate-papo, Mosé abordou questões que foram desde o constante e contínuo movimento da vida até a guerra da comunicação - vista por ela como a terceira guerra mundial -, passando pela importância do resgate do pensamento do corpo, extinto pelo pensamento da razão. “A palavra é muito importante para mim e meu tema é vida e amor. A palavra é a solução e o inferno da nossa vida. Nos salva ou nos destrói. Comecei a escrever por necessidade de existência e é importante inventarmos a nossa vida de maneira mais alegre, mais afirmativa, mais saborosa e mais feliz”, disse Viviane. Para a filósofa, a humanidade vive a crise da razão, que exclui quem faz arte, quem sente e quem se emociona. “Sentir e se emocionar demais é visto como coisa de gente desequilibrada, doente, delirante, confusa. E esse conceito tem nos feito perder o ritmo da vida. Há uma urgência que nos obriga a sermos maiores do que somos, mais amplos, menos mesquinhos e menos medíocres”, enfatizou Mosé. “É um milagre estar vivo e precisamos acordar e levantar com dignidade, priorizando a colaboração e a prática da benevolência. A vida precisa ser um processo de honra”, completou. Viviane Mosé ainda provocou a plateia colocando que, em princípio, a Filosofia e a Literatura se opõem. “A Lilosofia trabalha com conceito e conceito é um círculo fechado onde o que tem dentro não sai. A literatura é uma caixa aberta”, explicou. Para a pergunta sobre a verdade, ela respondeu que “a diversidade é o contrário da verdade”. Literatura, música e inclusão A apresentação “Viola Bruta”, com os músicos e violeiros Carlos Melo e Jonathan, abriu as atividades do Centro Cultural Palace neste domingo, com uma boa dose de moda de viola, homenageando a cultura do sertanejo no interior. Na sequência, uma discussão sobre o caminha a literatura do século XXI tomou a cena do local. “De forma coletiva, o futuro da literatura é a união entre a modernidade e os livros”, disse o filósofo, escritor, especialista em linguagem e aprendizagem, Antônio Fais. O estande Diversidade também trouxe uma vivência na manhã do domingo (28/8) com o encontro “Tem um surdo na esfera cultural e agora?”, e depoimento de vida da psicóloga surda, Raissa Siqueira Tostes, com interpretação em Libras de Isabela Brito. “Nós, surdos, também somos pessoas que gostam de frequentar espaços públicos, mas esbarramos em problemas: existem lugares que não há intérpretes para o surdo acompanhar ou quando tem, estão mal colocados”. Sobre a Feira Internacional do Livro de Ribeirão Preto A 21ª edição da Feira Internacional do Livro de Ribeirão Preto aconteceu de 20 a 28 de agosto de 2022 e trouxe como proposta de reflexão o tema “Do Caburaí ao Chuí: a força da Literatura Brasileira”. A proposição embasou todas as atividades e debates do evento. A feira consagrou-se como um dos maiores eventos culturais do país: 21 anos de história e 20 edições realizadas. Em 2020, a feira tornou-se internacional e em 2021 realizou sua 20ª edição, pela primeira vez, no formato on-line, devido à pandemia do Coronavírus. Realização: Ministério do Turismo, Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa, Prefeitura Municipal de Ribeirão Preto, Usina Alta Mogiana, GS Inima Ambient e Fundação do Livro e Leitura apresentam a 21ª Feira Internacional do Livro de Ribeirão Preto (FIL). Patrocínio Diamante: Usina Alta Mogiana e GS Inima Ambient. Patrocínio Ouro: GasBrasiliano e Savegnago. Patrocínio Prata: Passalacqua, Premier Pet, Pedra Agroindustrial, Ribeirãoshopping e Riberfoods, Usina Vertente,Tereos e Vittia. Patrocínio Bronze: Supermercados Gricki, MazaTarraf, Tracan, Santa Helena. Patrocínio: Madeiranit, Usina São Martinho, Tarraf. Instituição Cultural: SESC. Parceria Cultural: Fundação Dom Pedro II – Theatro Pedro II, Alma – Academia Livre de Música e Artes, Biblioteca Sinhá Junqueira, Centro Cultural Palace, Instituto do Livro, CUFA, A Fábrica, IPCCIC – Instituto Paulista de Cidades Criativas e Identidades Culturais, Teatro Municipal de Ribeirão Preto, AbaCare, Associação de Surdos, CAEERP, FADA, Fundação Panda, Ribdown, SOMAR. Apoio: ACIRP, Base Química , Cenourão, Combustran, DTEK, Durati Distribuidora, Lopes Material Rodante,Molyplast, Mialich supermercados, Santa Emília, Transmogiana,Tonin, Vantage – Geo Agro, ViaBrasil, Coderp, Transerp, Guarda Civil Municipal, Polícia Militar, Secretaria de Cultura e Turismo, Secretaria de Educação, Secretaria do Meio Ambiente, Secretaria de Infraestrutura. Apoio Cultural: Convention Bureau, Colégio Marista, Diretoria de Ensino – Região de Ribeirão Preto, ETEC – José Martimiano da Silva, Educandário, SESI, Barão de Mauá, Centro Universitário Moura Lacerda, Unaerp, NW3, Grupo Utam, Monreale Hotéis, Painew, Verbo Nostro Comunicação Planejada e Instituto Unimed.
- Ignácio de Loyola Brandão: “Ter um projeto pela frente me obriga estar vivo”
Aos 86 anos, escritor diz na 21ª FIL que vai realizar o primeiro sonho de sua vida: escrever um roteiro para o cinema Nunca é tarde para realizar sonhos. Aos 86 anos, Ignácio de Loyola Brandão é prova viva disso. No sábado, dia 27/8, durante a 21ª FIL – Feira Internacional do Livro de Ribeirão Preto, o escritor revelou que foi convidado a escrever um roteiro para o cinema. “Será uma adaptação do meu livro “Dentes ao Sol”. Com isso, vou realizar o primeiro sonho que tive na vida, que é o de escrever para o cinema”, disse. Além deste, outro livro de Loyola deve virar filme pelas mãos do diretor José Eduardo Belmonte (de Alemão). E o convite veio ao mesmo tempo em que o escritor descobriu uma diabetes, após apresentar problemas no olho direito. “O médico disse que quase tive um AVC e escapei da cegueira. Mas ao mesmo tempo tenho a oportunidade de realizar um sonho. Ter um projeto pela frente me obriga estar vivo”, disse Loyola na conversa mediada por atriz e pedagoga, Laura Abbad. Com o tema “O Brasil que mora em mim”, a conferência do escritor fez parte da Sessão Mapa Literário. “Meu primeiro Brasil foi Araraquara, onde descobri a leitura observando meu pai, expressando emoções a cada livro que lia. Aprendi a importância de sonhar, de fantasiar, pelas mãos de minhas professoras Lurdes e Ruth. Fui realizar meus sonhos paulistanos graças ao professor Ulisses, de matemática, que me permitiu sonhar. Meu Brasil são os meus professores”, relembrou. Acostumado a percorrer feiras literárias por todo o País, Loyola contou histórias sobre suas passagens de Norte a Sul. Histórias de transformações de vidas por meio da literatura e da educação. “Vivemos um momento angustiante, de repressão à cultura e à educação, mas cada evento, cada feira literária, como a que vocês realizam há anos em Ribeirão Preto, é um movimento de resistência em curso no País”, disse. Sobre a Feira Internacional do Livro de Ribeirão Preto A 21ª edição da Feira Internacional do Livro de Ribeirão Preto aconteceu de 20 a 28 de agosto de 2022 e trouxe como proposta de reflexão o tema “Do Caburaí ao Chuí: a força da Literatura Brasileira”. A proposição embasou todas as atividades e debates do evento. A feira consagrou-se como um dos maiores eventos culturais do país: 21 anos de história e 20 edições realizadas. Em 2020, a feira tornou-se internacional e em 2021 realizou sua 20ª edição, pela primeira vez, no formato on-line, devido à pandemia do Coronavírus. Realização: Ministério do Turismo, Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa, Prefeitura Municipal de Ribeirão Preto, Usina Alta Mogiana, GS Inima Ambient e Fundação do Livro e Leitura apresentam a 21ª Feira Internacional do Livro de Ribeirão Preto (FIL). Patrocínio Diamante: Usina Alta Mogiana e GS Inima Ambient. Patrocínio Ouro: GasBrasiliano e Savegnago. Patrocínio Prata: Passalacqua, Premier Pet, Pedra Agroindustrial, Ribeirãoshopping e Riberfoods, Usina Vertente,Tereos e Vittia. Patrocínio Bronze: Supermercados Gricki, MazaTarraf, Tracan, Santa Helena. Patrocínio: Madeiranit, Usina São Martinho, Tarraf. Instituição Cultural: SESC. Parceria Cultural: Fundação Dom Pedro II – Theatro Pedro II, Alma – Academia Livre de Música e Artes, Biblioteca Sinhá Junqueira, Centro Cultural Palace, Instituto do Livro, CUFA, A Fábrica, IPCCIC – Instituto Paulista de Cidades Criativas e Identidades Culturais, Teatro Municipal de Ribeirão Preto, AbaCare, Associação de Surdos, CAEERP, FADA, Fundação Panda, Ribdown, SOMAR. Apoio: ACIRP, Base Química , Cenourão, Combustran, DTEK, Durati Distribuidora, Lopes Material Rodante,Molyplast, Mialich supermercados, Santa Emília, Transmogiana,Tonin, Vantage – Geo Agro, ViaBrasil, Coderp, Transerp, Guarda Civil Municipal, Polícia Militar, Secretaria de Cultura e Turismo, Secretaria de Educação, Secretaria do Meio Ambiente, Secretaria de Infraestrutura. Apoio Cultural: Convention Bureau, Colégio Marista, Diretoria de Ensino – Região de Ribeirão Preto, ETEC – José Martimiano da Silva, Educandário, SESI, Barão de Mauá, Centro Universitário Moura Lacerda, Unaerp, NW3, Grupo Utam, Monreale Hotéis, Painew, Verbo Nostro Comunicação Planejada e Instituto Unimed.
- Mia Couto quer apagar o tempo que está na obra que o consagrou como romancista
Autor moçambicano falou sobre “Terra Sonâmbula” e pediu mais esperança para o Brasil durante sua fala na FIL – Feira Internacional do Livro de Ribeirão Preto Depois de estrear no meio literário com o livro Raiz de Orvalho, em 1983, o escritor moçambicano seguiu pelo caminho da poesia até 1992, quando escreveu seu primeiro romance, “Terra Sonâmbula”. “Vivíamos uma guerra civil de 16 anos em Moçambique - uma guerra que matou um milhão de pessoas, que matou colegas e amigos. Eu queria pensar em outras coisas, sabia que não conseguiria escrever enquanto não houvesse paz, mas eu não conseguia dormir. Os mortos que tive me batiam à porta. Eu precisava escrever sobre aquele momento. Mas hoje não consigo entrar novamente em “Terra Sonâmbula”. Não reli sequer um capítulo desde o seu lançamento. Eu sempre quis apagar aquele tempo que está no livro”, disse. Em conversa mediada pela educadora, socióloga e poeta Neide Almeida, no auditório Meira Júnior, no Theatro Pedro II, Mia Couto participou de forma on-line, direto de Moçambique, de um salão de ideias no sábado, 27/8, dentro da programação da 21ª FIL – Feira Internacional do Livro de Ribeirão Preto. Vencedor de prêmios literários como o Nacional de Ficção, da Associação dos Escritores Moçambicanos (1995), União Latina de Literaturas Românicas (2007), Prêmio Camões (2013), e Albert Bernard (2021), Mia Couto elencou os autores brasileiros que mais o influenciaram. “Meu pai, também poeta, foi quem me apresentou nomes como Manuel Bandeira, Carlos Drummond de Andrade. Depois conheci a obra de Guimarães Rosa, de Manoel de Barros e, principalmente Jorge Amado – eu preciso dizer”, reforçou. Sobre o escritor baiano, Mia faz uma referência especial. “Jorge Amado foi fundamental para nós, escritores africanos. Ao libertar a África que existe no Brasil, ele libertou também a nossa escrita”. Mesmo reconhecendo a força da literatura brasileira, Mia Couto fez questão de ressaltar, em suas palavras, outra potência do Brasil. “Curiosamente, conheci a produção cultural brasileira, primeiro pela música e depois pelos livros. Me lembro de meu pai ouvindo Dorival Caymmi e como aquilo me encantou. O Brasil tem músicas belíssimas. ‘O que é, O que é’, de Gonzaguinha, é um hino à esperança, assim como ‘Volta por cima’, de Vanzolini”, elencou. Esperança que, segundo ele, espera que o brasileiro continue a ter. “Hoje percebo que erramos muito, até um passado recente, em romantizar o Brasil e o brasileiro, acreditar em uma alegria nata do país, enquanto se estava gestando um lado obscuro que passamos a conhecer nos últimos anos. De onde vivo e observo, estou envolvido neste novo destino que o Brasil pode e tem que ter, se livrando do peso que carrega agora”, finalizou. Sobre a Feira Internacional do Livro de Ribeirão Preto A 21ª edição da Feira Internacional do Livro de Ribeirão Preto aconteceu de 20 a 28 de agosto de 2022 e trouxe como proposta de reflexão o tema “Do Caburaí ao Chuí: a força da Literatura Brasileira”. A proposição embasou todas as atividades e debates do evento. A feira consagrou-se como um dos maiores eventos culturais do país: 21 anos de história e 20 edições realizadas. Em 2020, a feira tornou-se internacional e em 2021 realizou sua 20ª edição, pela primeira vez, no formato on-line, devido à pandemia do Coronavírus. Realização: Ministério do Turismo, Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa, Prefeitura Municipal de Ribeirão Preto, Usina Alta Mogiana, GS Inima Ambient e Fundação do Livro e Leitura apresentam a 21ª Feira Internacional do Livro de Ribeirão Preto (FIL). Patrocínio Diamante: Usina Alta Mogiana e GS Inima Ambient. Patrocínio Ouro: GasBrasiliano e Savegnago. Patrocínio Prata: Passalacqua, Premier Pet, Pedra Agroindustrial, Ribeirãoshopping e Riberfoods, Usina Vertente,Tereos e Vittia. Patrocínio Bronze: Supermercados Gricki, MazaTarraf, Tracan, Santa Helena. Patrocínio: Madeiranit, Usina São Martinho, Tarraf. Instituição Cultural: SESC. Parceria Cultural: Fundação Dom Pedro II – Theatro Pedro II, Alma – Academia Livre de Música e Artes, Biblioteca Sinhá Junqueira, Centro Cultural Palace, Instituto do Livro, CUFA, A Fábrica, IPCCIC – Instituto Paulista de Cidades Criativas e Identidades Culturais, Teatro Municipal de Ribeirão Preto, AbaCare, Associação de Surdos, CAEERP, FADA, Fundação Panda, Ribdown, SOMAR. Apoio: ACIRP, Base Química , Cenourão, Combustran, DTEK, Durati Distribuidora, Lopes Material Rodante,Molyplast, Mialich supermercados, Santa Emília, Transmogiana,Tonin, Vantage – Geo Agro, ViaBrasil, Coderp, Transerp, Guarda Civil Municipal, Polícia Militar, Secretaria de Cultura e Turismo, Secretaria de Educação, Secretaria do Meio Ambiente, Secretaria de Infraestrutura. Apoio Cultural: Convention Bureau, Colégio Marista, Diretoria de Ensino – Região de Ribeirão Preto, ETEC – José Martimiano da Silva, Educandário, SESI, Barão de Mauá, Centro Universitário Moura Lacerda, Unaerp, NW3, Grupo Utam, Monreale Hotéis, Painew, Verbo Nostro Comunicação Planejada e Instituto Unimed.
- “Essa feira é resistência”, afirmou Ignácio de Loyola Brandão durante a FIL
Em conversa saborosa e descomplicada, o escritor membro da Academia Brasileira de Letras e o diretor regional do SESC, Danilo dos Santos Miranda, participaram do programa Fim de Expediente, transmitido em rede nacional pela rádio CBN diretamente da Feira Internacional do Livro A programação da 21ª Feira Internacional do Livro de Ribeirão Preto (FIL), na sexta-feira, 26/8, teve encerramento com uma atividade inusitada. Diretamente do palco da sala principal do Theatro Pedro II, o ator Dan Stulbach, o escritor José Godoy e o economista Teco Medina comandaram o “Fim de Expediente”, programa semanal da rádio CBN, que recebeu nesta edição especial o escritor Ignácio de Loyola Brandão e o diretor regional do SESC São Paulo, professor Danilo dos Santos Miranda. O característico clima descontraído do programa - potencializado pela presença e participação da plateia -, entrecortado pela abordagem de temas atuais e nem sempre leves, ganhou humor e poesia nas falas de Loyola e reflexões incisivas na participação de Danilo Santos de Miranda. “O Brasil é um país que necessita de mudanças e a gente espera que isso aconteça em algum momento. Ainda guardo um pouquinho de esperança de melhoria”, iniciou o diretor do SESC. “Me entristeço em ver que, após 41 anos, a cidade de São Paulo se transformou na história que inventei. Nesses anos, não se evitou o pior. Mas eu amo esse país e vou amá-lo até o fim da minha vida”, emendou Loyola, em referência ao seu livro “Não Verás País Nenhum”, que já vendeu 1 milhão de exemplares e retrata a distopia de um país sem árvores, sem animais, sem cor e com sérios problemas ambientais. Com a pauta cultural na roda, Danilo Santos de Miranda não economizou em suas considerações. “A questão cultural é fundamental para a qualidade de vida das pessoas. O viés do entretenimento é válido, mas não é o suficiente. Por isso, é tão importante favorecer a democratização do acesso à cultura, que não é apenas o mundo das artes, assim como educação não é apenas o mundo da escola. A cultura tem que ser aberta, democratizada na prática e acolhedora na programação e no espaço físico onde ocorre”, pontuou Danilo. O diretor do SESC-SP festejou o retorno dos eventos culturais presenciais após dois anos de suspensão e comentou outros temas, como o papel dos espaços culturais institucionais no suprimento da falta de espaços públicos, a política de recursos públicos para a cultura, destacando a necessidade de aperfeiçoamento da Lei Rouanet, mas não de sua extinção, e anunciou a ampliação da unidade do SESC em Ribeirão Preto. Em sua vez, Ignácio de Loyola Brandão abordou a questão celebrando FIL. “É preciso formar leitores e leitores que se formam indo à escola. Mas cadê a escola no Governo que vivemos? Essa feira é resistência; o Sesc é de uma resistência espantosa. São movimentos subterrâneos que estão acontecendo pelo Brasil e promovendo essa resistência. Estou muito feliz de estar aqui”, disse o escritor, afirmando que a literatura sempre o salvou. E falando em resistência, Loyola, que tem 86 anos, contou que não pode viver sem um projeto e que está feliz por realizar, agora, um sonho de juventude. “Sempre quis ser roteirista da Vera Cruz e nunca aconteceu. Agora, dois livros meus foram vendidos para o cinema e os diretores e roteiristas me convidaram para escrever os roteiros junto com eles. Meu futuro é um projeto”, finalizou o escritor. Para Danilo Santos de Miranda, “o tempo só nos melhora e ter perspectiva de futuro independe da idade”, resumiu o diretor do SESC, de quase 80 anos. Destaques do Dia Quem visitou a FIL na sexta-feira (26) encontrou arte e cultura por todos os cantos desde às 9h da manhã. A programação do dia atraiu a população que se dividiu entre oficinas, apresentações artísticas, debates e lançamentos de livros e outras atividades. Todas gratuitas. Em salão de ideias no auditório da Biblioteca Sinhá Junqueira, a jornalista e escritora Eliana Alves Cruz falou sobre seus livros que misturam história e contemporaneidade, sobre as formas modernas de escravidão e a urgência social de se olhar para essa questão. Ela relatou suas experiências como jornalista e mulher negra em espaços como o universo da indústria audiovisual, onde integra a equipe de roteiristas da Viacom International Studios, e no site UOL Esportes, área do jornalismo ainda muito frequentado por homens. “O viés de raça e de gênero nas áreas onde atuo é bastante presente. No audiovisual, que é uma indústria muito rica, lidamos com estereótipos cristalizados no imaginário popular e que são reproduzidos por essa indústria. E é preciso um jogo de estratégias para mudar isso e essa mudança é um caminho sem volta”, comentou Eliana, que atualmente participa de roteiros de filmes sobre a vida de Anderson Silva e de Marielle Franco. Na área esportiva, a jornalista trouxe ao debate a questão do sentimento de meritocracia desvinculado da consciência de privilégios. “O esforço e a dedicação de atletas de alto rendimento são muito grandes e quando a medalha chega, a tendência que ainda vemos é o atleta se sentir totalmente merecedor deste prêmio em função de seu trabalho, que é, de fato, louvável. Porém, é escandaloso que num país rico como o Brasil, muitos atletas passem por situações como treinar futebol descalço ou surfar em pedaço de isopor, por não terem condições financeiras para comprar seus equipamentos e viver somente da dedicação aos treinos. Isso é um horror, é dor, é sofrimento. Quem pode viver somente para treinar é, sim um privilegiado”, refletiu Eliana. Ela ainda abordou o racismo no ambiente literário, “É mais complicado para autores negros chegarem às grandes editoras. Se afirmar como mulher, como negro, é um posicionamento necessário, mas as pessoas mais maliciosas nos empurram para um gueto onde só se fala sobre isso. E há, também, a constante desconfiança de que o sucesso de um escritor preto ocorre porque está na moda. Isso é cruel, dolorido e cansativo”, finalizou a jornalista, que também esteve no projeto Combinando Palavras. No quintal da Biblioteca Sinhá Junqueira, as escritoras Adriana Silva, Sandra Rita Molina e Lilian Rodrigues de Oliveira Rosa, conversaram com o público da FIL sobre o livro “Sem pedir licença - a modernidade invade os cafezais paulistas”. Em artigos temáticos, as autoras colocam o resultado de suas pesquisas, que trataram contextualizar as mudanças e transformações sociais que a modernidade impôs a um sistema que vivia em torno da produção cafeeira, com todos os seus desdobramentos de relações entre as pessoas. “O processo da modernidade não pede benção a ninguém. Ele apenas chega, se instala e não há como deter. E os reflexos disso vão se espalhando nas novas formas de configuração econômica, social e cultural”, comentou a professora Lilian Rosa. Para a também professora Sandra Molina, a modernidade se mistura com tudo e mistura tudo. “Quando chega aos cafezais, a modernidade mostra que uma parcela da sociedade não terá acesso a ela e que o tempo pertence a quem pode tê-lo. Em Ribeirão Preto, por exemplo, a igreja de São Benedito deixou de existir para os negros. Por outro lado, há a fusão do campo com a cidade e a mistura da modernidade com as festas, com as gentes, com a cozinha, a reza, os imigrantes e os negros apartados de alguns eventos sociais. Tudo vai se misturando”, completou Sandra. Atividades com foco no resgate da leitura e dos diálogos para contribuir com o emocional do leitor mostraram a força das palavras, como as Sessões de Biblioterapia para 60+ e para Jovens, ambas comandadas pela escritora, biblioterapeuta e diretora de operações do Observatório do Livro, Tatiana Brechani. Segundo ela, cada pessoa é um texto e a atividade resgatou experiências de cada um, mediados e orientados pela poesia, o conto e pela crônica. “Nestas sessões sempre há descobertas e redescobertas. Muitos dos participantes, depois da experiência passam a escrever, publicam seus livros; outros fazem amigos, mas principalmente o que percebemos é o quanto é importante este espaço de escuta para eles”, destaca. Outra atividade, a Oficina Tato da Thata, oferecida na Tenda SESC, com a poeta Thata Alves abordou a importância do auto-carinho, especialmente para as mulheres e propôs uma reflexão sobre o tempo que as mulheres não reservam para si mesmas. Sobre a Feira Internacional do Livro de Ribeirão Preto A 21ª edição da Feira Internacional do Livro de Ribeirão Preto aconteceu de 20 a 28 de agosto de 2022 e trouxe como proposta de reflexão o tema “Do Caburaí ao Chuí: a força da Literatura Brasileira”. A proposição embasou todas as atividades e debates do evento. A feira consagrou-se como um dos maiores eventos culturais do país: 21 anos de história e 20 edições realizadas. Em 2020, a feira tornou-se internacional e em 2021 realizou sua 20ª edição, pela primeira vez, no formato on-line, devido à pandemia do Coronavírus. Realização: Ministério do Turismo, Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa, Prefeitura Municipal de Ribeirão Preto, Usina Alta Mogiana, GS Inima Ambient e Fundação do Livro e Leitura apresentam a 21ª Feira Internacional do Livro de Ribeirão Preto (FIL). Patrocínio Diamante: Usina Alta Mogiana e GS Inima Ambient. Patrocínio Ouro: GasBrasiliano e Savegnago. Patrocínio Prata: Passalacqua, Premier Pet, Pedra Agroindustrial, Ribeirãoshopping e Riberfoods, Usina Vertente,Tereos e Vittia. Patrocínio Bronze: Supermercados Gricki, MazaTarraf, Tracan, Santa Helena. Patrocínio: Madeiranit, Usina São Martinho, Tarraf. Instituição Cultural: SESC. Parceria Cultural: Fundação Dom Pedro II – Theatro Pedro II, Alma – Academia Livre de Música e Artes, Biblioteca Sinhá Junqueira, Centro Cultural Palace, Instituto do Livro, CUFA, A Fábrica, IPCCIC – Instituto Paulista de Cidades Criativas e Identidades Culturais, Teatro Municipal de Ribeirão Preto, AbaCare, Associação de Surdos, CAEERP, FADA, Fundação Panda, Ribdown, SOMAR. Apoio: ACIRP, Base Química , Cenourão, Combustran, DTEK, Durati Distribuidora, Lopes Material Rodante,Molyplast, Mialich supermercados, Santa Emília, Transmogiana,Tonin, Vantage – Geo Agro, ViaBrasil, Coderp, Transerp, Guarda Civil Municipal, Polícia Militar, Secretaria de Cultura e Turismo, Secretaria de Educação, Secretaria do Meio Ambiente, Secretaria de Infraestrutura. Apoio Cultural: Convention Bureau, Colégio Marista, Diretoria de Ensino – Região de Ribeirão Preto, ETEC – José Martimiano da Silva, Educandário, SESI, Barão de Mauá, Centro Universitário Moura Lacerda, Unaerp, NW3, Grupo Utam, Monreale Hotéis, Painew, Verbo Nostro Comunicação Planejada e Instituto Unimed.
- Nossas angústias expostas nas rimas do rap
MC Marcello Gugu fez sua releitura de Angústia, de Graciliano Ramos, na Sessão Vestibular da FIL, na Fábrica – Instituto SEB Pegue um clássico da literatura nacional, como “Angústia”, de Graciliano Ramos, e transforme em uma linguagem próxima da realidade atual e, em especial, das periferias. O desafio, nada fácil, foi encarado em 2019 pelo MC e educador social paulistano Marcello Gugu. Convidado pelo SESC, ele recriou, a seu modo, nove obras indicadas para o vestibular da Fuvest. “Angústia, em especial, foi marcante. Se você parar para pensar, a quebrada dos anos 90 era muito angustiante. O medo, a violência, faziam parte do nosso dia a dia. E o rap sempre foi muito de expor isso em suas letras. Você pega o “Sobrevivendo no Inferno”, dos Racionais, aquilo é angustiante do começo ao fim”, disse Gugu na sexta-feira, 26/8, durante sua participação na Sessão Vestibular, na Fábrica – Instituto SEB, dentro da programação da 21ª FIL – Feira Internacional do Livro de Ribeirão Preto. A conversa teve mediação dos professores Luiz Cláudio Jubilato e Sérgio Degrande, do produtor cultural Elieser Pereira e alunos do projeto Nau Vestibular. Observado por uma plateia formada por jovens estudantes do ensino médio, Gugu fez sua releitura do clássico de Graciliano, uma narrativa sufocante, que mistura drama pessoal e crítica social. “Refazer uma obra é recriar sentimentos, é trazer este texto para uma nova perspectiva e estimular a aproximação dos jovens ao texto original”, afirmou o MC. Realizada durante quatro dias dentro da programação da FIL, a Sessão Vestibular reuniu autores e convidados para debaterem obras indicadas aos principais vestibulares do País. Além de Marcello Gugu, a atividade trouxe Toni C, artista multimídia, publicitário, pesquisador, editor, escritor e roteirista, que debateu com alunos do ensino médio a obra dos Racionais MC's, Sobrevivendo no Inferno. De maneira on-line, o escritor Milton Hatoum respondeu perguntas do público sobre o seu livro “Dois Irmãos”. E o autor Bernardo Carvalho esteve junto ao público para falar sobre a obra “Nove Noites”. “A parceria com a Feira do Livro abriu possibilidade de falar dos livros, trazer os autores, transformando esta programação em uma alavanca voltada à educação. A Sessão Vestibular possibilita isso, aproximar os jovens dos autores, criando uma motivação para que eles busquem a educação, que é o único caminho para resolver todos os problemas do País”, avalia o professor Tadeu Terra, coordenador do Projeto Nau Vestibular, do Instituto SEB. Sobre a Feira Internacional do Livro de Ribeirão Preto A 21ª edição da Feira Internacional do Livro de Ribeirão Preto aconteceu de 20 a 28 de agosto de 2022 e trouxe como proposta de reflexão o tema “Do Caburaí ao Chuí: a força da Literatura Brasileira”. A proposição embasou todas as atividades e debates do evento. A feira consagrou-se como um dos maiores eventos culturais do país: 21 anos de história e 20 edições realizadas. Em 2020, a feira tornou-se internacional e em 2021 realizou sua 20ª edição, pela primeira vez, no formato on-line, devido à pandemia do Coronavírus. Realização: Ministério do Turismo, Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa, Prefeitura Municipal de Ribeirão Preto, Usina Alta Mogiana, GS Inima Ambient e Fundação do Livro e Leitura apresentam a 21ª Feira Internacional do Livro de Ribeirão Preto (FIL). Patrocínio Diamante: Usina Alta Mogiana e GS Inima Ambient. Patrocínio Ouro: GasBrasiliano e Savegnago. Patrocínio Prata: Passalacqua, Premier Pet, Pedra Agroindustrial, Ribeirãoshopping e Riberfoods, Usina Vertente,Tereos e Vittia. Patrocínio Bronze: Supermercados Gricki, MazaTarraf, Tracan, Santa Helena. Patrocínio: Madeiranit, Usina São Martinho, Tarraf. Instituição Cultural: SESC. Parceria Cultural: Fundação Dom Pedro II – Theatro Pedro II, Alma – Academia Livre de Música e Artes, Biblioteca Sinhá Junqueira, Centro Cultural Palace, Instituto do Livro, CUFA, A Fábrica, IPCCIC – Instituto Paulista de Cidades Criativas e Identidades Culturais, Teatro Municipal de Ribeirão Preto, AbaCare, Associação de Surdos, CAEERP, FADA, Fundação Panda, Ribdown, SOMAR. Apoio: ACIRP, Base Química , Cenourão, Combustran, DTEK, Durati Distribuidora, Lopes Material Rodante,Molyplast, Mialich supermercados, Santa Emília, Transmogiana,Tonin, Vantage – Geo Agro, ViaBrasil, Coderp, Transerp, Guarda Civil Municipal, Polícia Militar, Secretaria de Cultura e Turismo, Secretaria de Educação, Secretaria do Meio Ambiente, Secretaria de Infraestrutura. Apoio Cultural: Convention Bureau, Colégio Marista, Diretoria de Ensino – Região de Ribeirão Preto, ETEC – José Martimiano da Silva, Educandário, SESI, Barão de Mauá, Centro Universitário Moura Lacerda, Unaerp, NW3, Grupo Utam, Monreale Hotéis, Painew, Verbo Nostro Comunicação Planejada e Instituto Unimed.
- “A arte é livre”
Essas foram as primeiras palavras de Arnaldo Antunes dirigidas à plateia no Theatro Pedro II, em Ribeirão Preto (SP), em noite de poesia e música. O bate-papo musical encerrou a agenda de quinta-feira (25) da FIL. Um encontro de celebração da vida, da cultura brasileira, da alegria e da esperança Os pulsos do público da FIL pulsaram mais forte e ganharam uma recarga extra de fôlego e resistência no encontro entre Arnaldo Antunes e o público que lotou a sala principal do Theatro Pedro II na noite de quinta-feira (25), encerrando as atividades do dia na 21ª Feira Internacional do Livro de Ribeirão Preto (FIL). Inquieto, irreverente, inteligente, consciente, tímido e muito simpático, o poeta, cantor, compositor e escritor se revelou sem reservas à plateia presencial e on-line, numa noite de celebração ao talento, à genialidade e à criatividade do artista brasileiro que, de sua parte, celebrou com a cidade a realização da Feira Internacional do Livro. “Vamos ler, gente”, convocou o ex-Titã. O bate-papo musical com Antunes teve participação do violonista Chico Salem, mediação de Lucas Molina, gerente adjunto do SESC Ribeirão, e mais de uma hora de conversa sobre processos criativos, carreira de mais de 40 anos, envelhecimento, Brasil, pandemia, nova turnê, músicas poéticas e poesias musicais. “Meu trabalho acontece de forma mais fragmentada, com cortes, mudanças na ordem dos versos, uma coisa bem corpo a corpo com a linguagem. A canção tem essa coisa da espontaneidade e tenho momentos de me despejar, seja a partir da melodia ou dos versos”, contou o artista logo na primeira parte da conversa. A conversa seguiu por caminhos diversos. Para responder à pergunta a respeito de suas fontes inspiradoras, Arnaldo Antunes abriu ainda mais o sorriso para compartilhar seu leque valioso. “As referências são muitas. The Beatles, Led Zepellin, Bob Marley, Caetano, João Gilberto, Tom Zé, Erasmo Carlos, Noel Rosa, Lupicínio Rodrigues, festivais de música brasileira, Tropicália. Sou curioso e gosto de ouvir música étnica - da africana, da Tailândia, enfim, são vários experimentos”, revelou. Baú da hora fértil O diálogo fluente da atividade percorreu os caminhos do artista entre a música e a poesia. Arnaldo Antunes transita entre composições musicais e escrita de poemas de forma tranquila e sem regras fechadas sobre como cada produção vai chegar ao público. “Às vezes, o poema vira canção. Em outras, a canção vira poema. Em outras, vira poema visual e não escrito. É um diálogo frequente porque tem a palavra. Há canções inteiras que acabo não gravando e esses rascunhos vão ficando no arquivo, no baú da hora fértil esperando seu momento de aparição”, pontuou. Artista múltiplo, Antunes é ganhador de dois prêmios Jabuti, o mais importante da literatura brasileira, mas enfatizou que ter sua poesia estudada em livros didáticos, em salas de aulas, motivando as crianças a curtir poesia é o que considera como maior prêmio de todos. “Escrever, para mim, poema ou música, é muito prazeroso. Mesmo que seja uma experiência dolorosa quando falo de assuntos duros. Mas o prazer é tanto que transforma o sofrimento em riqueza. A arte é livre e pode comentar uma relação de amor, política, o universo, etc. Muitas vezes, a arte se junta com as necessidades do cidadão”, enfatizou o pluriartista, declamando na sequência o poema “A Boca Ôca”. Resistências Às vésperas de completar 62 anos, Arnaldo Antunes afirma que envelhecer não tem sido um fator de grandes alterações em seu processo criativo. “Continuo acreditando na mesma coisa e os impulsos que me movem são muito parecidos. O espírito de jovialidade é impulso sempre”, enfatizou. Um exemplo dessa postura é o álbum “Ao Vivo lá em casa”, gravado na casa de Antunes quando ele fez 50 anos. “Isso foi uma mistura de boas coincidências. Desde a minha mudança para esta casa, enxerguei um bom palco no terraço, até a oportunidade de fazer um show da turnê “Iê Iê Iê”, passando pelo meu aniversário. Foi uma comemoração reflexiva a respeito da passagem do tempo”. Dez anos mais tarde, a pandemia impediu repetir a dose para comemorar os 60 anos. Mas a produtividade do tempo de isolamento rendeu o documentário “Arnaldo 60”, gravado no SESC Pompéia, em São Paulo. “É muito importante o trabalho do SESC, cultivando todas as áreas culturais. Essa instituição é um oásis para nós. Nosso ministério da cultura informal”, disse o artista sobre uma das entidades parcerias da FIL. Outra produção deste período é o documentário Arnaldo, Sessenta, disponível na Globoplay. Desde março, Arnaldo Antunes roda o Brasil com a turnê de “Lágrimas no Mar”, seu novo projeto musical, em parceria com o pianista Victor Araújo. Ele contou que a canção título foi escrita como “uma forma de a gente desaguar”, referindo-se ao isolamento da pandemia. Nesse contexto, o compositor comentou outra música que fez parte do roteiro da noite, “O Real Resiste”. “Essa canção é uma resposta ao momento político que o Brasil atravessa. A escrevi imediatamente na noite do resultado das eleições de 2018, expressando minha perplexidade”, entregou. O bate-papo musical com Arnaldo Antunes foi aberto com a música “Pulso” e teve mais seis canções: “Socorro” (letra de Alice Ruiz), “A Casa é Sua”, “O Real Resiste”, “Lágrimas no Mar”, “Envelhecer” e “Põe fé que já é”. “Vamos terminar com uma música positiva para a gente confiar no futuro”, finalizou Antunes. Sobre a Feira Internacional do Livro de Ribeirão Preto A 21ª edição da Feira Internacional do Livro de Ribeirão Preto aconteceu de 20 a 28 de agosto de 2022 e trouxe como proposta de reflexão o tema “Do Caburaí ao Chuí: a força da Literatura Brasileira”. A proposição embasou todas as atividades e debates do evento. A feira consagrou-se como um dos maiores eventos culturais do país: 21 anos de história e 20 edições realizadas. Em 2020, a feira tornou-se internacional e em 2021 realizou sua 20ª edição, pela primeira vez, no formato on-line, devido à pandemia do Coronavírus. Realização: Ministério do Turismo, Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa, Prefeitura Municipal de Ribeirão Preto, Usina Alta Mogiana, GS Inima Ambient e Fundação do Livro e Leitura apresentam a 21ª Feira Internacional do Livro de Ribeirão Preto (FIL). Patrocínio Diamante: Usina Alta Mogiana e GS Inima Ambient. Patrocínio Ouro: GasBrasiliano e Savegnago. Patrocínio Prata: Passalacqua, Premier Pet, Pedra Agroindustrial, Ribeirãoshopping e Riberfoods, Usina Vertente,Tereos e Vittia. Patrocínio Bronze: Supermercados Gricki, MazaTarraf, Tracan, Santa Helena. Patrocínio: Madeiranit, Usina São Martinho, Tarraf. Instituição Cultural: SESC. Parceria Cultural: Fundação Dom Pedro II – Theatro Pedro II, Alma – Academia Livre de Música e Artes, Biblioteca Sinhá Junqueira, Centro Cultural Palace, Instituto do Livro, CUFA, A Fábrica, IPCCIC – Instituto Paulista de Cidades Criativas e Identidades Culturais, Teatro Municipal de Ribeirão Preto, AbaCare, Associação de Surdos, CAEERP, FADA, Fundação Panda, Ribdown, SOMAR. Apoio: ACIRP, Base Química , Cenourão, Combustran, DTEK, Durati Distribuidora, Lopes Material Rodante,Molyplast, Mialich supermercados, Santa Emília, Transmogiana,Tonin, Vantage – Geo Agro, ViaBrasil, Coderp, Transerp, Guarda Civil Municipal, Polícia Militar, Secretaria de Cultura e Turismo, Secretaria de Educação, Secretaria do Meio Ambiente, Secretaria de Infraestrutura. Apoio Cultural: Convention Bureau, Colégio Marista, Diretoria de Ensino – Região de Ribeirão Preto, ETEC – José Martimiano da Silva, Educandário, SESI, Barão de Mauá, Centro Universitário Moura Lacerda, Unaerp, NW3, Grupo Utam, Monreale Hotéis, Painew, Verbo Nostro Comunicação Planejada e Instituto Unimed.
- “A literatura diz coisas que não podem ser expressas de outra forma”
Afirmação é de Bernardo Carvalho, autor do livro “Nove Noites”, que nesta quinta-feira (25) esteve na Sessão Vestibular da FIL Bernardo Carvalho, autor do livro “Nove Noites”, participou na manhã do dia 25/08, do terceiro dia da Sessão Vestibular, na Fábrica - Instituto SEB, dentro da programação da 21ª Feira Internacional do Livro de Ribeirão Preto (FIL). A conversa teve mediação do professor Marcelo Muller e participação dos alunos do projeto Nau Vestibular. “Nove Noites” faz parte da lista de livros indicados para o vestibular da Fuvest este ano. “Muito se fala sobre a subjetividade do texto literário, mas ele existe para dizer coisas que não podem ser expressas de outra forma. A literatura funciona na linha da resistência, para contradizer os consensos. O meu livro é uma tentativa de alargar os sentidos da literatura”, afirmou o autor. No auditório do SESC, as aventuras de Geraldo Viramundo por Minas Gerais ocuparam o auditório da unidade para a oficina “O Grande Mentecapto: preparação para Leitura Dramática”, mediada pelo ator Leonardo Miggiorin. A voz e o corpo foram as ferramentas utilizadas na atividade baseada na obra clássica de Fernando Sabino. “É um texto que precisa de atenção porque muita gente ouviu falar, mas não conhece. A oficina é uma forma de promover e reverenciar esse autor tão importante”, comentou Miggiorin. Com jogos em grupo, a atividade foi centrada no processo de internalização do texto e serviu como preparação para a Leitura Dramática de Miggiorin no final da tarde. Publicado em 1979, o romance “O Grande Mentecapto” é título referencial da literatura brasileira. No Estande Diversidade, a ONG Cão Paixão reuniu amantes de animais e público interessado em geral para uma conversa sobre o projeto, criado em 2009, que treina cães para serem guias e participantes de atividades terapêuticas para pessoas com deficiências. “Especialmente para as crianças deficientes, a presença dos cães em seu dia a dia é muito importante e entendemos ser bastante significativo para a cidade de Ribeirão Preto ter um trabalho como esse, feito com amor e devoção”, pontuou Mércia Soares de Oliveira, presidente da ONG. Arte em intercâmbio de gerações “Gosto muito de escrever e essas pessoas me inspiram”. A fala é de Camila Cristina Pereira de Souza, 17, aluna do terceiro ano do ensino médio da Escola Estadual Otoniel Mota, que esteve presente no Sarau realizado pela Academia de Letras e Artes de Ribeirão Preto (Alarp), na tarde de quinta-feira (25) na FIL. No auditório do Centro Cultural Palace, artistas da literatura, música e artes visuais fizeram apresentações, leituras de poemas e conversa sobre a exposição de quadros instalada no saguão do prédio, com trabalhos produzidos exclusivamente para esta edição da Feira do Livro, em homenagem ao centenário da Semana de Arte Moderna de 1922. Conduzido pela escritora Eliane Ratier, o evento foi aberto por Ed Lemos, ao acordeão, e Jorge Carvalho, ao violão, executando peça do compositor húngaro Franz Liszt. Para Gilda Montans, presidente da Alarp, a atividade é de importância mútua. “Para nós, como artistas e instituição, este evento é uma oportunidade maravilhosa de apresentarmos as nossas artes. Para a FIL, é um diferencial ter na cidade um número tão expressivo de artistas que dão suporte para que, durante este evento, Ribeirão Preto seja transformada na capital nacional da cultura”, disse Gilda. “Somos uma Academia de gente muito ativa, muitos acadêmicos estão diretamente envolvidos com a FIL e agradecemos esta oportunidade”, emendou Eliane Ratier. Foi a primeira vez que a estudante Camila entrou no Centro Cultural Palace e a alegria estava transparente. “Estou encantada e emocionada com esse lugar e por poder ter a oportunidade de conhecer esses artistas e a arte que eles produzem, que é muito inspiradora”, disse a estudante. Seu colega de turma, Alex Yuri Nezzi de Oliveira, 18, também se demonstrou empolgado com o Sarau. “Gosto de buscar conhecimento com pessoas mais sábias. Quero aprender com elas. Tudo aqui me emocionou e me identifiquei com as palavras que ouvi de todos os artistas”, afirmou o jovem. A Alarp tem 40 anos de atividades ininterruptas e 50 acadêmicos de diferentes linguagens artísticas. Um pouco antes, o escritor, historiador e biógrafo Paulo Rezzutti recebeu o público no auditório Meira Júnior, no Theatro Pedro II, para uma conversa sobre história do Brasil, na Sessão 200 Anos. A partir dos temas “D. Pedro - a história não contada: o homem revelado por cartas e documentos” e “Dona Leopoldina - a história não contada: a mulher que arquitetou a Independência”, Rezzutti abordou assuntos diversos, como o papel da princesa Isabel para além da questão abolicionista, lembrando o financiamento que ela fez ao projeto de Santos Dumont e a forma como se colocou como esteio de ajuda ao Brasil após a morte de seu pai; e sobre o apagamento da figura de Dona Leopoldina na história nacional oficial. No mesmo auditório, o projeto Rima de Fera, realizado pelo Colégio Anglo, fez o lançamento do livro “Modernistas da Posterioridade”, produzido pelos alunos, também a partir da inspiração da Semana de Arte Moderna. Com presença de estudantes, pais e professores, a escola fez a premiação dos três alunos melhores classificados nas categorias poesia e crônica e prosa, e da aluna vencedora na categoria ilustração. Todos receberam kits escolares e vales para consumo na feira. Esta foi a sétima participação do colégio Anglo na FIL. Direitos e responsabilidades A violência contra a mulher foi o tema do debate realizado pelo Espaço Favela, no Estande CUFA. A advogada Larissa Brito, da ONG Vitória Régia e integrante da Comissão de Igualdade Racial da OAB-RP; a covereadora Silvia Diogo e a assistente social Taís Silva, da ONG Casa da Mulher, conversaram com o público sobre questões diversas, desde os avanços protetivos trazidos pela Lei Maria da Penha até às dificuldades de tornar esse dispositivo legal mais efetivo. “A agressão física é a mais vísivel e de fácil identificação. Mas há outros tipos de violências contra as mulheres, como a psicológica e a patrimonial, que não são facilmente percebidas e que exigem um pouco mais de atenção de quem está por perto, sejam amigos, familiares, vizinhos, professores, colegas de trabalho”, pontuou Larissa Brito, enfatizando a responsabilidade social que o tema exige. “A violência psicológica é tão ou mais séria e dolorosa que a física e se torna o principal fator que leva às mulheres a não buscarem ajuda para o que estão vivendo. Elas ficam com medo”, explicou Taís Silva, que também é Promotora Legal Popular (PLP) e trabalha com atendimento a mulheres em situação de violência e vulnerabilidade. “As mulheres que sofrem violência precisam ser encorajadas a fazer denúncia, a sociedade como um todo precisa assumir como sua essa questão e o poder público tem a obrigação de promover políticas de cuidado a essas pessoas”, completou Silvia Diogo. Ela ainda lembrou as falhas que ainda persistem no sistema Judiciário, desde o atendimento pela polícia até às decisões de juízes, passando pelo acesso das mulheres às redes de apoio e à baixa eficiência e eficácia dos órgãos públicos no tratamento da questão. Sobre a Feira Internacional do Livro de Ribeirão Preto A 21ª edição da Feira Internacional do Livro de Ribeirão Preto aconteceu de 20 a 28 de agosto de 2022 e trouxe como proposta de reflexão o tema “Do Caburaí ao Chuí: a força da Literatura Brasileira”. A proposição embasou todas as atividades e debates do evento. A feira consagrou-se como um dos maiores eventos culturais do país: 21 anos de história e 20 edições realizadas. Em 2020, a feira tornou-se internacional e em 2021 realizou sua 20ª edição, pela primeira vez, no formato on-line, devido à pandemia do Coronavírus. Realização: Ministério do Turismo, Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa, Prefeitura Municipal de Ribeirão Preto, Usina Alta Mogiana, GS Inima Ambient e Fundação do Livro e Leitura apresentam a 21ª Feira Internacional do Livro de Ribeirão Preto (FIL). Patrocínio Diamante: Usina Alta Mogiana e GS Inima Ambient. Patrocínio Ouro: GasBrasiliano e Savegnago. Patrocínio Prata: Passalacqua, Premier Pet, Pedra Agroindustrial, Ribeirãoshopping e Riberfoods, Usina Vertente,Tereos e Vittia. Patrocínio Bronze: Supermercados Gricki, MazaTarraf, Tracan, Santa Helena. Patrocínio: Madeiranit, Usina São Martinho, Tarraf. Instituição Cultural: SESC. Parceria Cultural: Fundação Dom Pedro II – Theatro Pedro II, Alma – Academia Livre de Música e Artes, Biblioteca Sinhá Junqueira, Centro Cultural Palace, Instituto do Livro, CUFA, A Fábrica, IPCCIC – Instituto Paulista de Cidades Criativas e Identidades Culturais, Teatro Municipal de Ribeirão Preto, AbaCare, Associação de Surdos, CAEERP, FADA, Fundação Panda, Ribdown, SOMAR. Apoio: ACIRP, Base Química , Cenourão, Combustran, DTEK, Durati Distribuidora, Lopes Material Rodante,Molyplast, Mialich supermercados, Santa Emília, Transmogiana,Tonin, Vantage – Geo Agro, ViaBrasil, Coderp, Transerp, Guarda Civil Municipal, Polícia Militar, Secretaria de Cultura e Turismo, Secretaria de Educação, Secretaria do Meio Ambiente, Secretaria de Infraestrutura. Apoio Cultural: Convention Bureau, Colégio Marista, Diretoria de Ensino – Região de Ribeirão Preto, ETEC – José Martimiano da Silva, Educandário, SESI, Barão de Mauá, Centro Universitário Moura Lacerda, Unaerp, NW3, Grupo Utam, Monreale Hotéis, Painew, Verbo Nostro Comunicação Planejada e Instituto Unimed.
- “Hoje descobri que minha obra é reconhecida”, disse Olivio Jekupé
O escritor indígena da tribo Guarani participou no dia 25/8 do projeto Combinando Palavras, atividade que faz parte da programação da 21ª Feira Internacional do Livro de Ribeirão Preto “Desde 1984 eu promovia meus livros e nunca vivenciei um dia como hoje”. Foi assim que, o escritor homenageado do Combinando Palavras - projeto que faz parte das atividades da 21ª Feira Internacional do Livro de Ribeirão Preto - resumiu sua participação ao lado dos mais de 1 mil alunos da rede pública de ensino, na quarta-feira, 25/8. No Theatro Pedro II, o terceiro maior teatro de ópera do País, Olivio Jekupé recebeu mais de 12 escolas de ensino fundamental e médio da cidade e região. A criatividade dos jovens em reinventar suas obras surpreendeu o autor que recebeu homenagens em forma de música, poemas, pinturas e vídeos. “Foi a primeira vez na minha história que eu não precisei falar ou me apresentar em um teatro. Os estudantes falaram por mim”, disse. Durante o primeiro semestre deste ano, os professores prepararam os alunos num longo processo com informações da vida e obra do escritor, além de inserir a cultura indígena em sala de aula. “Após esse aprendizado, veio a parte da criação e uma camisa foi criada com estampadas, algumas frases em tupi-guarani e uma poesia'', resumiu a professora de Língua Portuguesa, Marcela Arantes Soares, que acompanhou os alunos da E.E. Professor Alcides Corrêa. Segundo ela, os alunos abraçaram a ideia em compreender mais a questão dos estereótipos da vida do indígena e, assim, conheceram mais sua cultura. “Utilizamos documentários sobre a história dos indígenas no Brasil”. A professora Darília de Olieira Magalini, da escola Estadual Cândido Portinari, de Batatais, fez um alerta: o Combinando Palavras é necessário na vida dos alunos. “Os jovens de hoje em dia têm pouco costume de ler. Por isso, trazê-los eles aqui para conhecerem o autor gera muito mais interesse para a leitura”. Os artistas no palco Responsáveis por representações das obras de Olivio Jekupé no palco, os estudantes da E.E. Prof. João Augusto de Mello apresentaram sonetos, poemas e presentearam o escritor com obras feitas em sala de aula. “Para nossa pesquisa sobre o autor, entramos até em contato com ele, para mais informações. E foi muito legal”, disse João Vitor Carvalho, de 15 anos, aluno do primeiro ano do ensino médio. Olivio Jekupé concluiu sua passagem pela 5ª edição do Combinando Palavras, relembrando quando trocava suas palestras por comida. “Dei palestras durante 36 anos, divulgando o meu trabalho para ganhar alimentos para os meus filhos. Hoje, eu fiquei muito emocionado pela minha obra estar sendo conhecida no Brasil. Isso me deixa muito feliz”. O projeto Em sua 5ª edição, o projeto educativo faz parte das atividades da Feira Internacional do Livro de Ribeirão Preto. Nesta edição, os autores selecionados para o Combinando Palavras foram Cristiane Sobral, Ryane Leão, Olívio Jekupé, Eliana Alves Cruz, Férrez, Luiza Romão, Daniel Munduruku, Luiz Puntel e Eduardo Spohr. Uma das novidades do projeto foi a participação de alunos da Adevirp - Associação dos Deficientes Visuais de Ribeirão Preto. Desde 2017, em suas quatro edições, o projeto atendeu mais de 30 mil alunos, cerca de 300 professores de 220 escolas de 14 cidades da região de Ribeirão Preto e contou com 29 escritores, que foram lidos e estudados pelos participantes. Sobre a Feira Internacional do Livro de Ribeirão Preto A 21ª edição da Feira Internacional do Livro de Ribeirão Preto aconteceu de 20 a 28 de agosto de 2022 e trouxe como proposta de reflexão o tema “Do Caburaí ao Chuí: a força da Literatura Brasileira”. A proposição embasou todas as atividades e debates do evento. A feira consagrou-se como um dos maiores eventos culturais do país: 21 anos de história e 20 edições realizadas. Em 2020, a feira tornou-se internacional e em 2021 realizou sua 20ª edição, pela primeira vez, no formato on-line, devido à pandemia do Coronavírus. Realização: Ministério do Turismo, Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa, Prefeitura Municipal de Ribeirão Preto, Usina Alta Mogiana, GS Inima Ambient e Fundação do Livro e Leitura apresentam a 21ª Feira Internacional do Livro de Ribeirão Preto (FIL). Patrocínio Diamante: Usina Alta Mogiana e GS Inima Ambient. Patrocínio Ouro: GasBrasiliano e Savegnago. Patrocínio Prata: Passalacqua, Premier Pet, Pedra Agroindustrial, Ribeirãoshopping e Riberfoods, Usina Vertente,Tereos e Vittia. Patrocínio Bronze: Supermercados Gricki, MazaTarraf, Tracan, Santa Helena. Patrocínio: Madeiranit, Usina São Martinho, Tarraf. Instituição Cultural: SESC. Parceria Cultural: Fundação Dom Pedro II – Theatro Pedro II, Alma – Academia Livre de Música e Artes, Biblioteca Sinhá Junqueira, Centro Cultural Palace, Instituto do Livro, CUFA, A Fábrica, IPCCIC – Instituto Paulista de Cidades Criativas e Identidades Culturais, Teatro Municipal de Ribeirão Preto, AbaCare, Associação de Surdos, CAEERP, FADA, Fundação Panda, Ribdown, SOMAR. Apoio: ACIRP, Base Química , Cenourão, Combustran, DTEK, Durati Distribuidora, Lopes Material Rodante,Molyplast, Mialich supermercados, Santa Emília, Transmogiana,Tonin, Vantage – Geo Agro, ViaBrasil, Coderp, Transerp, Guarda Civil Municipal, Polícia Militar, Secretaria de Cultura e Turismo, Secretaria de Educação, Secretaria do Meio Ambiente, Secretaria de Infraestrutura. Apoio Cultural: Convention Bureau, Colégio Marista, Diretoria de Ensino – Região de Ribeirão Preto, ETEC – José Martimiano da Silva, Educandário, SESI, Barão de Mauá, Centro Universitário Moura Lacerda, Unaerp, NW3, Grupo Utam, Monreale Hotéis, Painew, Verbo Nostro Comunicação Planejada e Instituto Unimed.
- “Saiba escolher um bom livro para você ler”, disse Eduardo Spohr
Como parte das atividades da 21ª FIL – Feira Internacional do Livro, alunos de cinco escolas do SESI tiveram um encontro com o autor Eduardo Spohr no Teatro Sesi em Ribeirão Preto Cerca de 300 alunos de cinco escolas do Sesi de Ribeirão Preto, Sertãozinho e Jardinópolis viveram uma manhã diferente no dia 24 de agosto, no teatro do Sesi, em Ribeirão Preto. Pela primeira vez, os alunos – após estudarem a obra do autor Eduardo Spohr – tiveram um contato pra lá de especial com o escritor, um dos participantes do Combinando Palavras, programa de estímulo a leitura que faz parte das atividades da 21ª FIL – Feira Internacional do Livro de Ribeirão Preto. Eduardo Spohr é escritor, jornalista, blogueiro e participante do NerdCast, - podcast do site Jovem Nerd. É também autor do romance “A Batalha do Apocalipse” e da saga “Filhos do Éden”. Atualmente ajuda a gerenciar o selo editorial NerdBooks, voltado à literatura fantástica. É, ainda, professor da faculdade Hélio Alonso, no Rio de Janeiro, onde ministra o curso “Estrutura Literária – A Jornada do Herói no Cinema e na Literatura”. Durante a atividade, os alunos subiram no palco representando cada escola e entregaram para Eduardo Spohr jogos, games, poesias e pinturas, além de muitas perguntas sobre sua vida e obra – tudo estudado em sala de aula durante três meses do primeiro semestre. “Os estudantes tiveram a possibilidade de ter contato com o escritor ao vivo. Foi a oportunidade de perceber que é possível no Brasil seguir uma carreira como escritor”, declarou o professor do Sesi Planalto Verde Michel, Luís da Cruz Ramos Leandro. A literatura fantástica de Eduardo Spohr fala sobre arquétipos e eles são parte da personalidade de cada leitor. “E neste ponto a literatura fantástica, às vezes, é mais real do que a própria realidade, porque a gente consegue entender a nós mesmos. Já fomos heróis em alguma situação: vilões, mentores ou aprendizes em outra”, disse o escritor. E ainda deixou um recado aos estudantes: “vocês que leem vão ter uma visão diferenciada do mundo - vão exercitar a capacidade crítica, reflexiva e imaginária e se tornarão um ser humano mais aberto e com clareza de ideias”. Para o escritor, os momentos passados ali, ao lado dos alunos, foram inspiradores. “O trabalho do escritor é muito solitário e, enquanto você está escrevendo, não imagina que as pessoas vão ler. Encontrando tantas pessoas aqui eu vejo realmente que as pessoas estão lendo. Isso é muito emocionante”, disse Eduardo Spohr. A aluna do Sesi de Sertãozinho, Ana Clara Ventura Silva, de 16 anos, é fã de Eduardo Spohr. Para ela, os livros são envolventes e proporcionam uma nova vida e um novo olhar. “Estar aqui perto do autor hoje foi uma experiência incrível, você sente ali presente e isto vai ficar marcado”. Já Manuela Nunes, de 14 anos, aluna do Sesi Planalto Verde, declarou que nunca tinha conhecido nenhum autor tão de perto. “Ele é muito simpático. Foi uma experiência maravilhosa”. O diretor regional do Sesi, Eduardo Alves Filho, destacou que a parceria com a Fundação do Livro e Leitura através do projeto Combinando Palavras tem se mostrado a cada ano mais forte. “Neste momento de pós pandemia é fundamental que se desenvolva um crescente número de leitores no País”, declarou. O projeto Em sua 5ª edição, o projeto educativo faz parte das atividades da Feira Internacional do Livro de Ribeirão Preto. Nesta edição, os autores selecionados para o Combinando Palavras foram Cristiane Sobral, Ryane Leão, Olívio Jekupé, Eliana Alves Cruz, Férrez, Luiza Romão, Daniel Munduruku, Luiz Puntel e Eduardo Spohr. Uma das novidades do projeto foi a participação de alunos da Adevirp - Associação dos Deficientes Visuais de Ribeirão Preto. Desde 2017, em suas quatro edições, o projeto atendeu mais de 30 mil alunos, cerca de 300 professores de 220 escolas de 14 cidades da região de Ribeirão Preto e contou com 29 escritores, que foram lidos e estudados pelos participantes. Sobre a Feira Internacional do Livro de Ribeirão Preto A 21ª edição da Feira Internacional do Livro de Ribeirão Preto aconteceu de 20 a 28 de agosto de 2022 e trouxe como proposta de reflexão o tema “Do Caburaí ao Chuí: a força da Literatura Brasileira”. A proposição embasou todas as atividades e debates do evento. A feira consagrou-se como um dos maiores eventos culturais do país: 21 anos de história e 20 edições realizadas. Em 2020, a feira tornou-se internacional e em 2021 realizou sua 20ª edição, pela primeira vez, no formato on-line, devido à pandemia do Coronavírus. Realização: Ministério do Turismo, Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa, Prefeitura Municipal de Ribeirão Preto, Usina Alta Mogiana, GS Inima Ambient e Fundação do Livro e Leitura apresentam a 21ª Feira Internacional do Livro de Ribeirão Preto (FIL). Patrocínio Diamante: Usina Alta Mogiana e GS Inima Ambient. Patrocínio Ouro: GasBrasiliano e Savegnago. Patrocínio Prata: Passalacqua, Premier Pet, Pedra Agroindustrial, Ribeirãoshopping e Riberfoods, Usina Vertente,Tereos e Vittia. Patrocínio Bronze: Supermercados Gricki, MazaTarraf, Tracan, Santa Helena. Patrocínio: Madeiranit, Usina São Martinho, Tarraf. Instituição Cultural: SESC. Parceria Cultural: Fundação Dom Pedro II – Theatro Pedro II, Alma – Academia Livre de Música e Artes, Biblioteca Sinhá Junqueira, Centro Cultural Palace, Instituto do Livro, CUFA, A Fábrica, IPCCIC – Instituto Paulista de Cidades Criativas e Identidades Culturais, Teatro Municipal de Ribeirão Preto, AbaCare, Associação de Surdos, CAEERP, FADA, Fundação Panda, Ribdown, SOMAR. Apoio: ACIRP, Base Química , Cenourão, Combustran, DTEK, Durati Distribuidora, Lopes Material Rodante,Molyplast, Mialich supermercados, Santa Emília, Transmogiana,Tonin, Vantage – Geo Agro, ViaBrasil, Coderp, Transerp, Guarda Civil Municipal, Polícia Militar, Secretaria de Cultura e Turismo, Secretaria de Educação, Secretaria do Meio Ambiente, Secretaria de Infraestrutura. Apoio Cultural: Convention Bureau, Colégio Marista, Diretoria de Ensino – Região de Ribeirão Preto, ETEC – José Martimiano da Silva, Educandário, SESI, Barão de Mauá, Centro Universitário Moura Lacerda, Unaerp, NW3, Grupo Utam, Monreale Hotéis, Painew, Verbo Nostro Comunicação Planejada e Instituto Unimed.
- Luiz Puntel recebe homenagens de alunos
Atividade fez parte da programação da 21ª FIL – Feira Internacional do Livro dentro do projeto Combinando Palavras Em um clima bastante descontraído, com sorrisos no rosto e muita alegria, cerca de 500 crianças e adolescentes receberam no Teatro Municipal, no dia 26/8, o escritor Luiz Puntel, um dos participantes do Combinando Palavras, projeto que faz parte das atividades da 21ª FIL. Luiz Puntel, nasceu em Guaxupé (MG), em 2 de abril de 1949, é um escritor brasileiro conhecido pelos livros que escreveu para a série Vaga-Lume. É formado em Letras, com especialização em francês, e leciona cursos de Comunicação Verbal. Seu livro “O Grito do Hip Hop” foi indicado ao Prêmio Jabuti de Literatura Juvenil em 2005. Após conhecimento e estudo da obra de Puntel, alunos do 5º e 9º ano da Fundação Educandário "Coronel Quito Junqueira" e do Colégio Camillo de Mattos apresentaram ao autor no palco do teatro o que entenderam de sua obra, Através de adaptações de teatro, dança, poemas, pinturas e muitos mimos para o autor homenageado. “Ter a oportunidade de trabalhar a obra do professor Puntel foi uma oportunidade inexplicável, pois ele tem uma obra maravilhosa, disse o aluno do 8º ano, Alexandre da Silva. A professora Madelaine Pires Guarda explicou que, desde o início, os alunos se apaixonaram pela obra o “Açúcar Amargo” e com isso veio a ideia de produzir uma dramatização. “É uma obra triste, que fala da vida dos trabalhadores rurais. Com isso, tentamos trazer um pouco de alegria e transformamos a obra em Açúcar Caramelizado: criamos um pouco, apimentamos o teatro e todos gostaram muito”. Segundo a professora, aluno precisa entender que lendo ele vai escrever bem. “É nisso que ajudamos o aluno: com esta apresentação dentro do Combinado Palavras, temos a certeza que em sua próxima leitura, ele vai conseguir se apaixonar pela obra. Queremos que eles leiam com prazer”. Para Vera Lúcia Bego Lavanhini, diretora do Colégio Camilo de Mattos, o Combinando Palavras comprova ao aluno como a leitura é rica e como ela pode acrescentar coisas boas na vida de cada um. “A leitura melhora o vocabulário, a interpretação, a visão de mundo. Eles conseguem perceber através das obras a riqueza de nosso cotidiano. Além disso, conta com a possiblidade de conhecer o autor. Eu fico super emocionada de ver como estes alunos são maravilhosos e como são capazes”. O sentimento de um autor “Conheci um autor quando estava no colegial. Quando eu entrei aqui neste teatro eu fui ovacionado por todos. Participar do Combinando Palavras, neste encontro, já valeu a pena. Como diria Fernando Pessoa, ‘tudo vale a pena, se a alma não é pequena’”, disse o autor Luiz Puntel. O projeto Em sua 5ª edição, o projeto educativo fez parte das atividades da Feira Internacional do Livro de Ribeirão Preto. Nesta edição, os autores selecionados para o Combinando Palavras foram Cristiane Sobral, Ryane Leão, Olívio Jekupé, Eliana Alves Cruz, Férrez, Luiza Romão, Daniel Munduruku, Luiz Puntel e Eduardo Spohr. Uma das novidades do projeto foi a participação de alunos da Adevirp - Associação dos Deficientes Visuais de Ribeirão Preto. Desde 2017, em suas quatro edições, o projeto atendeu mais de 30 mil alunos, cerca de 300 professores de 220 escolas de 14 cidades da região de Ribeirão Preto e contou com 29 escritores, que foram lidos e estudados pelos participantes. Sobre a Feira Internacional do Livro de Ribeirão Preto A 21ª edição da Feira Internacional do Livro de Ribeirão Preto aconteceu de 20 a 28 de agosto de 2022 e trouxe como proposta de reflexão o tema “Do Caburaí ao Chuí: a força da Literatura Brasileira”. A proposição embasou todas as atividades e debates do evento. A feira consagrou-se como um dos maiores eventos culturais do país: 21 anos de história e 20 edições realizadas. Em 2020, a feira tornou-se internacional e em 2021 realizou sua 20ª edição, pela primeira vez, no formato on-line, devido à pandemia do Coronavírus. Realização: Ministério do Turismo, Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa, Prefeitura Municipal de Ribeirão Preto, Usina Alta Mogiana, GS Inima Ambient e Fundação do Livro e Leitura apresentam a 21ª Feira Internacional do Livro de Ribeirão Preto (FIL). Patrocínio Diamante: Usina Alta Mogiana e GS Inima Ambient. Patrocínio Ouro: GasBrasiliano e Savegnago. Patrocínio Prata: Passalacqua, Premier Pet, Pedra Agroindustrial, Ribeirãoshopping e Riberfoods, Usina Vertente,Tereos e Vittia. Patrocínio Bronze: Supermercados Gricki, MazaTarraf, Tracan, Santa Helena. Patrocínio: Madeiranit, Usina São Martinho, Tarraf. Instituição Cultural: SESC. Parceria Cultural: Fundação Dom Pedro II – Theatro Pedro II, Alma – Academia Livre de Música e Artes, Biblioteca Sinhá Junqueira, Centro Cultural Palace, Instituto do Livro, CUFA, A Fábrica, IPCCIC – Instituto Paulista de Cidades Criativas e Identidades Culturais, Teatro Municipal de Ribeirão Preto, AbaCare, Associação de Surdos, CAEERP, FADA, Fundação Panda, Ribdown, SOMAR. Apoio: ACIRP, Base Química , Cenourão, Combustran, DTEK, Durati Distribuidora, Lopes Material Rodante,Molyplast, Mialich supermercados, Santa Emília, Transmogiana,Tonin, Vantage – Geo Agro, ViaBrasil, Coderp, Transerp, Guarda Civil Municipal, Polícia Militar, Secretaria de Cultura e Turismo, Secretaria de Educação, Secretaria do Meio Ambiente, Secretaria de Infraestrutura. Apoio Cultural: Convention Bureau, Colégio Marista, Diretoria de Ensino – Região de Ribeirão Preto, ETEC – José Martimiano da Silva, Educandário, SESI, Barão de Mauá, Centro Universitário Moura Lacerda, Unaerp, NW3, Grupo Utam, Monreale Hotéis, Painew, Verbo Nostro Comunicação Planejada e Instituto Unimed.
- “Eu acredito na palavra como poder de transformação”, revelou Mel Duarte na 21ª FIL
Autora, que é poeta, slammer e produtora cultural, participou da terceira edição do Recortando Palavras, projeto que desenvolve a produção de fanzines com estudantes de escolas da rede pública Uma cena para ficar na memória dos estudantes: mais de 1 mil alunos de 22 escolas de Ribeirão Preto e região lotaram o Theatro Pedro II, o terceiro maior teatro de ópera do país, na tarde da quarta-feira (24/8). A postos, os estudantes demonstraram-se ansiosos para a chegada da poeta, slammer e produtora cultural, Mel Duarte, que os inspirou nas produções de fanzines durante a realização do Recortando Palavras, projeto que faz parte da 21ª edição da FIL – Feira Internacional do Livro de Ribeirão Preto. A emoção da plateia foi sonora. A sensação descrita por muitos deles foi uma mistura de felicidade, encantamento e missão cumprida. A grande maioria dos alunos não sabia o que era um fanzine antes de participar do projeto Recortando Palavras. Muitos nem tinham pisado no teatro, que é patrimônio histórico da cidade. Em sua terceira edição, o projeto é coordenado pelos fanzineiros Arnaldo Neto, Angelo Davanço e João Francisco Aguiar (o professor Jofra). Os fanzines foram produzidos pelos alunos durante as aulas neste primeiro semestre, a partir das obras da escritora Mel Duarte, que tem como propósito em sua literatura, as palavras como ferramentas para a transformação social. “Tenho como propósito que a minha leitura chegue a mais pessoas. Hoje percebo que houve uma mudança muito grande - de literatura e de acessos aos conteúdos produzidos por mulheres negras. Com certeza, a internet fez este grande papel, pois há muitos lugares que eu ainda não pude chegar, mas sei que minhas palavras já chegaram graças à internet”, disse a autora. Para Mel Duarte, o fanzine é um facilitador para que um trabalho autoral chegue mais longe. “Não é à toa que eu trabalho com as palavras em diversas plataformas e sei o quanto elas são flexíveis, assim como chegou em vocês hoje”. Raquel Herrera, professora de Língua Portuguesa da E.E. Expedicionários Brasileiros, levou para o teatro 40 alunos do 7º ano. Para ela, a experiência foi maravilhosa. “Foi a primeira vez que tivemos essa vivência com fanzine. Os alunos brincaram conhecendo poemas e imagens. Eles saíram da rotina do caderno e da lousa. Passaram a conhecer mais um tipo de texto. Mais um tipo de expressão cultural”. A estudante Eloah Helena de Siqueira, de 13 anos, já tinha visto um fanzine antes, mas afirmou que, com o projeto teve a oportunidade de colocar a mão na massa. “Conheci uma nova manifestação artística e aprendi uma outra forma de escrever, de recortar e produzir um fanzine. Achei o máximo ler as obras da Mel Duarte. Me tornei fã da autora. Já li dois livros dela”, disse. O jornalista e fanzineiro Angelo Davanço é um dos coordenadores do Recortando Palavras e explicou que os fanzines chegaram nos anos 30 nos Estados Unidos das Américas, mas ganharam força nos anos 90, com o xerox. “Foi o que permitiu a reprodução e divulgação de todas as formas de expressões culturais”, explicou. Mas os fanzines nem sempre estiveram nas escolas. Na década de 50, eles entravam pelas portas dos fundos. “Era uma manifestação cultural dos jovens. E não era bem-vindo como é hoje”, concluiu o fanzineiro João Francisco Aguiar. O Recortando Palavras estabelece o diálogo entre os quadrinhos, fanzines, literatura e a educação, além de incentivar o desenvolvimento criativo dos alunos participantes e desenvolver novas formas de didáticas e multidisciplinares para o ensino. Sobre a Feira Internacional do Livro de Ribeirão Preto A 21ª edição da Feira Internacional do Livro de Ribeirão Preto aconteceu de 20 a 28 de agosto de 2022 e trouxe como proposta de reflexão o tema “Do Caburaí ao Chuí: a força da Literatura Brasileira”. A proposição embasou todas as atividades e debates do evento. A feira consagrou-se como um dos maiores eventos culturais do país: 21 anos de história e 20 edições realizadas. Em 2020, a feira tornou-se internacional e em 2021 realizou sua 20ª edição, pela primeira vez, no formato on-line, devido à pandemia do Coronavírus. Realização: Ministério do Turismo, Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa, Prefeitura Municipal de Ribeirão Preto, Usina Alta Mogiana, GS Inima Ambient e Fundação do Livro e Leitura apresentam a 21ª Feira Internacional do Livro de Ribeirão Preto (FIL). Patrocínio Diamante: Usina Alta Mogiana e GS Inima Ambient. Patrocínio Ouro: GasBrasiliano e Savegnago. Patrocínio Prata: Passalacqua, Premier Pet, Pedra Agroindustrial, Ribeirãoshopping e Riberfoods, Usina Vertente,Tereos e Vittia. Patrocínio Bronze: Supermercados Gricki, MazaTarraf, Tracan, Santa Helena. Patrocínio: Madeiranit, Usina São Martinho, Tarraf. Instituição Cultural: SESC. Parceria Cultural: Fundação Dom Pedro II – Theatro Pedro II, Alma – Academia Livre de Música e Artes, Biblioteca Sinhá Junqueira, Centro Cultural Palace, Instituto do Livro, CUFA, A Fábrica, IPCCIC – Instituto Paulista de Cidades Criativas e Identidades Culturais, Teatro Municipal de Ribeirão Preto, AbaCare, Associação de Surdos, CAEERP, FADA, Fundação Panda, Ribdown, SOMAR. Apoio: ACIRP, Base Química , Cenourão, Combustran, DTEK, Durati Distribuidora, Lopes Material Rodante,Molyplast, Mialich supermercados, Santa Emília, Transmogiana,Tonin, Vantage – Geo Agro, ViaBrasil, Coderp, Transerp, Guarda Civil Municipal, Polícia Militar, Secretaria de Cultura e Turismo, Secretaria de Educação, Secretaria do Meio Ambiente, Secretaria de Infraestrutura. Apoio Cultural: Convention Bureau, Colégio Marista, Diretoria de Ensino – Região de Ribeirão Preto, ETEC – José Martimiano da Silva, Educandário, SESI, Barão de Mauá, Centro Universitário Moura Lacerda, Unaerp, NW3, Grupo Utam, Monreale Hotéis, Painew, Verbo Nostro Comunicação Planejada e Instituto Unimed.
- Da palavra escrita ao rap: a força da expressão de quem lê
Estudantes do projeto Combinando Palavras demonstraram durante a FIL – Feira Internacional do Livro de Ribeirão Preto – que a literatura é uma ferramenta transformadora Vitor Henrique Barbosa, 18 anos, aluno da Escola Dr. Geraldo Correia de Carvalho, nunca tinha lido um livro antes de fazer parte do Projeto Combinando Palavras. O contato com a obra do autor Ferréz, a convite de seu professor, foi a senha definitiva para abrir portas ao caminho da leitura. Durante a 21ª FIL – Feira Internacional do Livro de Ribeirão Preto, o estudante subiu ao palco do Theatro Pedro II, no dia 24 de agosto (quarta-feira), e levou o que traduz como nova munição para sua vida: um livro nas mãos e a coragem para interpretar poemas dramatizados, junto com colegas de sua escola. “A educação é uma arma potente”, comenta o estudante que, depois da vivência no projeto, já leu outro livro de Jorge Amado e promete: quer ler mais obras de Ferréz - com quem teve identidade direta - e de outros autores. A munição que o estudante escolheu para este momento de encontro com o autor estudado, é a mesma que Ferréz utiliza em seu trabalho cotidiano: a palavra. Desde muito cedo, o universo da escrita foi se delineando para o escritor, apesar do sonho de seu pai ir em outra direção: queria que ele fosse datilógrafo. “Na década de 70, a última coisa que alguém pensaria em ser em Capão Redondo - de onde eu venho, era ser escritor”. Mas ele contrariou as estatísticas para se tornar um autor reconhecido. “Todos nós nascemos com um opcional. Muitos nasceram sem skates, sem violão e são verdadeiros talentos. Por isso fica meu recado: não abandonem o dom de vocês e escolham uma profissão que o coração manda”. A aluna Raiane Cristina Costa Nazario, 16 anos, da Escola Estadual João Palma Guião, de Ribeirão Preto, entendeu bem o recado e soube usar a sua voz para homenagear o escritor. Ela trouxe para o palco do Pedro II uma dose extra de determinação para interpretar um poema de Ferréz. “Foi bem gratificante. Costumava frequentar saraus na escola, porque sempre gostei, mas sou tímida. Acabei me revelando aqui. Hoje me sinto representada”. Da palavra, passando pelas artes visuais, foi o rap que estremeceu as paredes e o chão da Theatro Pedro II, com as palmas e batidas da plateia, orquestrada por Férrez. Em toda a apresentação do Combinando Palavras, os alunos deram um show de criatividade e arte - nos quadros, caricaturas, vídeos e outras formas de expressão. A professora Daiana Guiraldeli, da Escola Edgard Cajado, diz que o Combinando Palavras é transformador porque representa uma forma de acesso aos alunos. “Alguns nunca tinha vindo a um teatro”, afirma. Ela conta que o engajamento dos estudantes aconteceu em todas as fases do projeto e constatou que, com a experiência, eles leram mais e tiveram vontade de ficar na escola. Para estudantes da Escola Galdino de Castro, de Cajuru, a grande motivação foi a possibilidade do encontro com o autor. É o que revela a professora de Língua Portuguesa, Poliana Aparecida Dias. Para esse encontro, os estudantes usaram o melhor de suas percepções na criação de poemas, caricaturas, podcasts e outras formas de expressão. E capricharam. “Para mim foi catártico, porque eu nunca recebi homenagens. Sempre via meus amigos recebendo [então eu fiquei até assim: - caramba! É assim que o cara se sente]. Me senti muito bem. Tem muito desenho para mim, muito quadro, muita coisa para eu levar, fora as demonstrações de alegrias e os mergulhos na minha obra. Fiquei muito impressionado”, revelou Ferréz durante o encontro. O autor disse que a Feira Internacional do Livro representa uma mudança de paradigma. “Os alunos estão estudando uma cultura que tem a ver com eles: a literatura marginal e periférica. E estão tendo acesso a escritores. Assim, eles se sentem mais próximos da arte”, concluiu. O projeto Em sua 5ª edição, o projeto educativo faz parte das atividades da Feira Internacional do Livro de Ribeirão Preto. Nesta edição, os autores selecionados para o Combinando Palavras foram Cristiane Sobral, Ryane Leão, Olívio Jekupé, Eliana Alves Cruz, Férrez, Luiza Romão, Daniel Munduruku, Luiz Puntel e Eduardo Spohr. Uma das novidades do projeto foi a participação de alunos da Adevirp - Associação dos Deficientes Visuais de Ribeirão Preto. Desde 2017, em suas quatro edições, o projeto atendeu mais de 30 mil alunos, cerca de 300 professores de 220 escolas de 14 cidades da região de Ribeirão Preto e contou com 29 escritores, que foram lidos e estudados pelos participantes. Sobre a Feira Internacional do Livro de Ribeirão Preto A 21ª edição da Feira Internacional do Livro de Ribeirão Preto aconteceu de 20 a 28 de agosto de 2022 e trouxe como proposta de reflexão o tema “Do Caburaí ao Chuí: a força da Literatura Brasileira”. A proposição embasou todas as atividades e debates do evento. A feira consagrou-se como um dos maiores eventos culturais do país: 21 anos de história e 20 edições realizadas. Em 2020, a feira tornou-se internacional e em 2021 realizou sua 20ª edição, pela primeira vez, no formato on-line, devido à pandemia do Coronavírus. Realização: Ministério do Turismo, Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa, Prefeitura Municipal de Ribeirão Preto, Usina Alta Mogiana, GS Inima Ambient e Fundação do Livro e Leitura apresentam a 21ª Feira Internacional do Livro de Ribeirão Preto (FIL). Patrocínio Diamante: Usina Alta Mogiana e GS Inima Ambient. Patrocínio Ouro: GasBrasiliano e Savegnago. Patrocínio Prata: Passalacqua, Premier Pet, Pedra Agroindustrial, Ribeirãoshopping e Riberfoods, Usina Vertente,Tereos e Vittia. Patrocínio Bronze: Supermercados Gricki, MazaTarraf, Tracan, Santa Helena. Patrocínio: Madeiranit, Usina São Martinho, Tarraf. Instituição Cultural: SESC. Parceria Cultural: Fundação Dom Pedro II – Theatro Pedro II, Alma – Academia Livre de Música e Artes, Biblioteca Sinhá Junqueira, Centro Cultural Palace, Instituto do Livro, CUFA, A Fábrica, IPCCIC – Instituto Paulista de Cidades Criativas e Identidades Culturais, Teatro Municipal de Ribeirão Preto, AbaCare, Associação de Surdos, CAEERP, FADA, Fundação Panda, Ribdown, SOMAR. Apoio: ACIRP, Base Química , Cenourão, Combustran, DTEK, Durati Distribuidora, Lopes Material Rodante,Molyplast, Mialich supermercados, Santa Emília, Transmogiana,Tonin, Vantage – Geo Agro, ViaBrasil, Coderp, Transerp, Guarda Civil Municipal, Polícia Militar, Secretaria de Cultura e Turismo, Secretaria de Educação, Secretaria do Meio Ambiente, Secretaria de Infraestrutura. Apoio Cultural: Convention Bureau, Colégio Marista, Diretoria de Ensino – Região de Ribeirão Preto, ETEC – José Martimiano da Silva, Educandário, SESI, Barão de Mauá, Centro Universitário Moura Lacerda, Unaerp, NW3, Grupo Utam, Monreale Hotéis, Painew, Verbo Nostro Comunicação Planejada e Instituto Unimed.
- “O Combinando Palavras me mostrou um novo jeito de ver a minha obra”, disse Luiza Romão
A poeta e escritora conversou com alunos da ETEC Ribeirão Preto e assistiu a diversas interpretações de seu livro “Sangria”, na quarta-feira (24), durante a 21ª FIL – Feira Internacional do Livro O Teatro Municipal de Ribeirão Preto recebeu no dia 24/8, a escritora ribeirãopretana Luiza Romão para uma conversa com jovens estudantes da ETEC José Martimiano da Silva, em mais uma sessão do projeto Combinando Palavras na 21ª Feira Internacional do Livro de Ribeirão Preto (FIL). A escritora, atriz e poeta acompanhou as diversas leituras e interpretações realizadas pelos alunos sobre seu livro “Sangria”, que ganhou novas “visões” através da música, teatro, poemas, quadros e, até mesmo, comidas. “Para trazer a questão tratada por Luzia em seu livro usamos o vermelho para a produção de alimentos”, explicou Erika Moura, professora dos cursos de Gastronomia e Nutrição, e orientadora educacional da ETEC, que participa do projeto pela terceira vez. Luiza Romão ficou impressionada em ver como os jovens traduziram sua obra para diversas outras artes. “Transformaram a literatura até em artes culinárias. Estou encantada com esse trabalho e em ver que, de alguma forma, meu livro movimentou essa criatividade, junto com os professores”, comentou a escritora. O professor de história da instituição, Rodrigo Mateus Silva, revelou que o projeto foi inserido na grade curricular e possibilita aos estudantes enxergar a literatura em outros desdobramentos artísticos. “Todo o trabalho de leitura e interpretação do texto de Luiza Romão foi apresentado em diversas outras áreas da arte, ampliando o universo do estudante”, destacou o professor e coordenador do curso de ensino médio da ETEC. A aluna de Automação Industrial, Evelyn Rizzato, 17, contou que, ao conhecer a obra de Luiza Romão, pôde ter uma nova interpretação do descobrimento do Brasil. “Neste livro, a Luiza trouxe uma nova interpretação da chegada dos portugueses, que ninguém tinha pensado. E foi uma experiência que abriu os olhos da gente para muitas outras coisas”, disse a estudante. Rebeca Mesquita, 17, estudante de Administração, enfatizou o processo criativo das interpretações artísticas. “Exigiu muito de nós o processo de ler, interpretar e sentir o que a autora passou ao escrever as suas obras. Essa releitura que fizemos foi libertadora e, ao mesmo tempo, mexeu em alguns gatilhos que possuíamos”, afirmou Rebeca. Visitando a FIL desde a primeira edição, Luiza Romão revelou estar emocionada de, agora, ser uma das escritoras homenageadas do Combinando Palavras. “Os escritores produzem suas obras esperando que alguém leia e esse projeto fez muito mais do que isso. Esses estudantes foram além da leitura e me mostraram um novo jeito de ver a minha obra. Só tenho que agradecer por essa manhã. Vou voltar muito energizada”, concluiu a escritora. O projeto Em sua 5ª edição, o projeto educativo faz parte das atividades da Feira Internacional do Livro de Ribeirão Preto. Nesta edição, os autores selecionados para o Combinando Palavras foram Cristiane Sobral, Ryane Leão, Olívio Jekupé, Eliana Alves Cruz, Férrez, Luiza Romão, Daniel Munduruku, Luiz Puntel e Eduardo Spohr. Uma das novidades do projeto foi a participação de alunos da Adevirp - Associação dos Deficientes Visuais de Ribeirão Preto. Desde 2017, em suas quatro edições, o projeto atendeu mais de 30 mil alunos, cerca de 300 professores de 220 escolas de 14 cidades da região de Ribeirão Preto e contou com 29 escritores, que foram lidos e estudados pelos participantes. Sobre a Feira Internacional do Livro de Ribeirão Preto A 21ª edição da Feira Internacional do Livro de Ribeirão Preto aconteceu de 20 a 28 de agosto de 2022 e trouxe como proposta de reflexão o tema “Do Caburaí ao Chuí: a força da Literatura Brasileira”. A proposição embasou todas as atividades e debates do evento. A feira consagrou-se como um dos maiores eventos culturais do país: 21 anos de história e 20 edições realizadas. Em 2020, a feira tornou-se internacional e em 2021 realizou sua 20ª edição, pela primeira vez, no formato on-line, devido à pandemia do Coronavírus. Realização: Ministério do Turismo, Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa, Prefeitura Municipal de Ribeirão Preto, Usina Alta Mogiana, GS Inima Ambient e Fundação do Livro e Leitura apresentam a 21ª Feira Internacional do Livro de Ribeirão Preto (FIL). Patrocínio Diamante: Usina Alta Mogiana e GS Inima Ambient. Patrocínio Ouro: GasBrasiliano e Savegnago. Patrocínio Prata: Passalacqua, Premier Pet, Pedra Agroindustrial, Ribeirãoshopping e Riberfoods, Usina Vertente,Tereos e Vittia. Patrocínio Bronze: Supermercados Gricki, MazaTarraf, Tracan, Santa Helena. Patrocínio: Madeiranit, Usina São Martinho, Tarraf. Instituição Cultural: SESC. Parceria Cultural: Fundação Dom Pedro II – Theatro Pedro II, Alma – Academia Livre de Música e Artes, Biblioteca Sinhá Junqueira, Centro Cultural Palace, Instituto do Livro, CUFA, A Fábrica, IPCCIC – Instituto Paulista de Cidades Criativas e Identidades Culturais, Teatro Municipal de Ribeirão Preto, AbaCare, Associação de Surdos, CAEERP, FADA, Fundação Panda, Ribdown, SOMAR. Apoio: ACIRP, Base Química , Cenourão, Combustran, DTEK, Durati Distribuidora, Lopes Material Rodante,Molyplast, Mialich supermercados, Santa Emília, Transmogiana,Tonin, Vantage – Geo Agro, ViaBrasil, Coderp, Transerp, Guarda Civil Municipal, Polícia Militar, Secretaria de Cultura e Turismo, Secretaria de Educação, Secretaria do Meio Ambiente, Secretaria de Infraestrutura. Apoio Cultural: Convention Bureau, Colégio Marista, Diretoria de Ensino – Região de Ribeirão Preto, ETEC – José Martimiano da Silva, Educandário, SESI, Barão de Mauá, Centro Universitário Moura Lacerda, Unaerp, NW3, Grupo Utam, Monreale Hotéis, Painew, Verbo Nostro Comunicação Planejada e Instituto Unimed.
- Milton Hatoum: “Sempre sonhei com a leitura dos meus livros pelos jovens”
Autor de “Dois Irmãos”, obra indicada para o vestibular da Fuvest, participou da Sessão Vestibular da FIL, na Fábrica – Instituto SEB O escritor Milton Hatoum participou, na quarta-feira (24/08), do segundo dia da Sessão Vestibular, na Fábrica – Instituto SEB, dentro da programação da 21ª FIL - Feira Internacional do Livro de Ribeirão Preto. Falando on-line, Hatoum debateu com o público sobre sua obra “Dois Irmãos”, indicada para o próximo vestibular da Fuvest. A conversa foi mediada pelos professores Luiz Cláudio Jubilato e Felipe Vilela Marcolino, e alunos do projeto Nau Vestibular. “O livro tem sido indicado em várias listas do vestibular e para mim é uma grande honra e a realização de um desejo pessoal, pois sempre sonhei com a leitura dos meus livros pelos jovens”, disse Hatoum, que refletiu sobre a prática de muitas escolas em fazer resumos das obras para os vestibulandos: “É impossível um resumo de três páginas traduzir toda a narrativa de um livro de 200 páginas. É difícil ler sete, oito livros para o vestibular? Não sei, mas ler este volume em um ano acho bastante razoável. O que falta é as escolas e bibliotecas investirem no livro, disponibilizarem aos seus leitores”. A Sessão Vestibular terá mais dois encontros. Na quinta-feira (25), Bernardo Carvalho fala sobre sua obra “Nove Noites”. Na sexta-feira (26), Marcello Gugu aborda a obra “Angústia”, de Graciliano Ramos. Os eventos ocorrem das 9h30 às 11h, na rua Mariana Junqueira, 33, com entrada gratuita. Fascinante e melhor que novela Levar a história do Brasil para dentro das casas e estimular o interesse das pessoas por ela é a grande motivação de pesquisa e escrita de Mary Del Priore, historiadora e escritora, convidada da FIL para a Sessão 200 Anos. Na tarde desta quarta-feira (24), em conversa direta e descontraída com o público, Del Priore falou sobre o processo de produção da sua série de livros “História da Gente Brasileira”, em que faz um mergulho na história brasileira a partir de informações que sempre foram colocadas em segundo plano pela narrativa oficial, como os hábitos e a vida cotidiana do povo. “A história tem essa riqueza de abrirmos portas e descobrirmos pessoas com vidas como as nossas. E a história do Brasil é um romance fascinante, cheia de personagens que tratam e falam de tudo. É muito melhor que qualquer novela. Vale a pena conhecer”, pontuou Mary Del Priore. Entre as várias curiosidades trazidas pela historiadora estão fatos como o letramento dos escravos no século 19, o contingente importante de negros estudando na Universidade de Coimbra também no final do século 19, a solidão e o sofrimento da imperatriz Leopoldina como mulher, a fundação da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) por um afro-mestiço, o papel e a influência da Inglaterra na história nacional e a feminização das universidades e de alguns setores profissionais na segunda metade do século 20. Do outro lado da feira, no Estande da Prefeitura, alunos da EMEF Professora Elisa Duboc apresentaram e explicaram seus experimentos científicos de eletrostática, de transformação de energia química em energia elétrica utilizando ácido de frutas e outros estudos, todos resultados do Projeto de Recuperação Paralela, realizado pela escola. Interdisciplinar, a iniciativa tem o objetivo de estimular a escrita e a leitura dos alunos a partir de vivências práticas na área de ciências. Logo depois, a Semana de Arte Moderna de 1922 voltou à agenda do dia na FIL, com a participação da professora Maria Eugênia Boaventura trazendo ao público um panorama geral do que foi, quais as motivações, os principais articuladores e os reflexos da Semana de 22 na sociedade brasileira. “Foi um projeto de um grupo de intelectuais paulistas atrelados a uma elite que queria transformar São Paulo no Estado que ele é hoje, descentralizando a produção cultural do Rio de Janeiro, onde as coisas ocorriam de forma isolada”, explicou a professora que pesquisa o Modernismo na Unicamp e é autora do livro “22 por 22: A Semana de Arte Moderna vista pelos seus contemporâneos”. No trabalho, Maria Eugênia aborda tanto o lado favorável e os apoiadores do evento como seus críticos e opositores. Ela também comentou a natureza da linguagem artística, o projeto estético e a estratégia dos modernistas de fazer da Semana de 22 uma festa para anunciar o movimento que viria em seguida, em diferentes linguagens culturais. A professora ainda lembrou que a clássica imagem dos modernistas na escadaria de um hotel em São Paulo foi tirada dois anos depois, porque não houve registro fotográfico do evento. Entre os destaques da noite, a música, a literatura e a educação estiveram no eixo da programação. O Duo de Acordeons formado por Gilda Montans, Meire Genaro fez uma apresentação musical e literária com a participação da escritora Eliane Ratier no espaço Ambient de Leitura. No repertório, músicas de Villa-Lobos e poemas de Mário de Andrade. No auditório Meira Júnior, foi realizada uma homenagem à escritora educação desta edição, Magda Soares, na presença do educador português José Pacheco com mediação de Marlene de Cássia Trivellato Ferreira e Marília Ferrante Marques Scorzoni. A Orquestra Sinfônica de Ribeirão Preto encerrou a programação com um espetáculo comemorativo aos 100 anos de sua trajetória na cidade, com regência do maestro Reginaldo Nascimento. A 21ª Feira Internacional do Livro de Ribeirão Preto segue até domingo (28) e a programação completa pode ser acompanhada pelo endereço https://www.fundacaodolivroeleiturarp.com/. Sobre a Feira Internacional do Livro de Ribeirão Preto A 21ª edição da Feira Internacional do Livro de Ribeirão Preto aconteceu de 20 a 28 de agosto de 2022 e trouxe como proposta de reflexão o tema “Do Caburaí ao Chuí: a força da Literatura Brasileira”. A proposição embasou todas as atividades e debates do evento. A feira consagrou-se como um dos maiores eventos culturais do país: 21 anos de história e 20 edições realizadas. Em 2020, a feira tornou-se internacional e em 2021 realizou sua 20ª edição, pela primeira vez, no formato on-line, devido à pandemia do Coronavírus. Realização: Ministério do Turismo, Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa, Prefeitura Municipal de Ribeirão Preto, Usina Alta Mogiana, GS Inima Ambient e Fundação do Livro e Leitura apresentam a 21ª Feira Internacional do Livro de Ribeirão Preto (FIL). Patrocínio Diamante: Usina Alta Mogiana e GS Inima Ambient. Patrocínio Ouro: GasBrasiliano e Savegnago. Patrocínio Prata: Passalacqua, Premier Pet, Pedra Agroindustrial, Ribeirãoshopping e Riberfoods, Usina Vertente,Tereos e Vittia. Patrocínio Bronze: Supermercados Gricki, MazaTarraf, Tracan, Santa Helena. Patrocínio: Madeiranit, Usina São Martinho, Tarraf. Instituição Cultural: SESC. Parceria Cultural: Fundação Dom Pedro II – Theatro Pedro II, Alma – Academia Livre de Música e Artes, Biblioteca Sinhá Junqueira, Centro Cultural Palace, Instituto do Livro, CUFA, A Fábrica, IPCCIC – Instituto Paulista de Cidades Criativas e Identidades Culturais, Teatro Municipal de Ribeirão Preto, AbaCare, Associação de Surdos, CAEERP, FADA, Fundação Panda, Ribdown, SOMAR. Apoio: ACIRP, Base Química , Cenourão, Combustran, DTEK, Durati Distribuidora, Lopes Material Rodante,Molyplast, Mialich supermercados, Santa Emília, Transmogiana,Tonin, Vantage – Geo Agro, ViaBrasil, Coderp, Transerp, Guarda Civil Municipal, Polícia Militar, Secretaria de Cultura e Turismo, Secretaria de Educação, Secretaria do Meio Ambiente, Secretaria de Infraestrutura. Apoio Cultural: Convention Bureau, Colégio Marista, Diretoria de Ensino – Região de Ribeirão Preto, ETEC – José Martimiano da Silva, Educandário, SESI, Barão de Mauá, Centro Universitário Moura Lacerda, Unaerp, NW3, Grupo Utam, Monreale Hotéis, Painew, Verbo Nostro Comunicação Planejada e Instituto Unimed.
- Sem espadas ou super poderes, mas com muita literatura
Em contação de histórias emocionada conduzida por Giselda Perê, crianças e adultos aprenderam que heroínas são construídas por lutas diárias da vida. O dia na Feira Internacional do Livro também teve lançamento de livro, palestra, debates e batalha de poemas É preciso saber guerrear com espada para ser heroína? Usando essa pergunta como mote, a atriz e mestre em Arte e Educação Giselda Perê conduziu com encantamento o público presente à contação de histórias “Heroínas Negras”, uma das atividades da terça-feira, dia 23/8, durante a 21ª Feira Internacional do Livro de Ribeirão Preto (FIL). Com fala fluída e rimada, e usando sua própria história pessoal como alegoria, Giselda entregou às crianças e adultos a reflexão sobre como, sem espadas ou super poderes, as guerras da vida revelam forças escondidas e mulheres heroínas. Enquanto algumas heroínas negras eram descobertas na Tenda Sesc, o jornalista Ângelo Davanço, o doutor em Educação Arnaldo Martinez de Bacco Junior e o editor Murilo Pinheiro participaram, no quintal da Biblioteca Sinhá Junqueira, da sessão de autógrafos do livro “Ribeirão Preto para Crianças”. A publicação, com textos de Davanço e ilustrações de Arnaldo Junior, apresenta a história da cidade de forma colorida, divertida e cheia de referências lúdicas para ilustrar, por exemplo, porque a rua Visconde do Rio Branco era chamada de ‘a rua do sapo’. “Em tempos tão tecnológicos, as crianças conhecem mais outras cidades do mundo do que a sua própria”, comentou Ângelo Davanço. “É comum as crianças conhecerem apenas o bairro onde moram e um shopping. Como professor, essa preocupação me acompanha há algum tempo e, nesse sentido, esse projeto proposto pela revista Revide é muito bacana”, emendou Arnaldo Junior. O fato de ter foco no público infantil não limita o alcance do livro. A estudante Isabela Pereira da Silva, de 30 anos, foi uma das que quis autógrafo em seu exemplar. “É um livro bonito, alegre e historicamente muito interessante. Eu adorei”. O vendedor Vilmar de Almeida Gomes, 60, levou quatro unidades para casa. Duas para as netas, uma para a bisneta e outra para ele. “A criança que vive em mim não entende muito sobre todas as coisas e, por isso, segue lendo”, disse, feliz. Existência e Resistência Num encontro bastante concorrido, a poeta e professora goiana Ryane Leão conversou com o público que lotou o auditório da Biblioteca Sinhá Junqueira sobre sua trajetória literária e seus desafios pessoais, e sobre questões como solidão, reconstruções e como habitar a dor. “A melhor forma de habitarmos as nossas tantas e diversas dores é acreditar que podemos”, enfatizou Ryane. A escritora também comentou o perfil colonial que ainda contorna a sociedade brasileira e como, nesse contexto, a resistência não adormeceu. “As insurgências sempre existiram. Existir e resistir é contínuo. A palavra não nos abandona. A gente que, às vezes, abandona as palavras”, sublinhou. Pela manhã, Ryane Leão participou do projeto Combinando Palavras, que reuniu mais de 1 mil estudantes adolescentes na sala principal do Theatro Pedro II. E a palavra também deu o tom na Batalha da Art, atividade realizada no espaço Ambient de Leitura, na Esplanada do Theatro Pedro II. Com muita rima e poemas de crítica social e sentimentos diversos, oito jovens participaram da batalha, em duas fases, com confrontos eliminatórios, de semifinal e final. Realizado pela Central Única das Favelas (CUFA-RP), o evento envolveu a plateia de todas as idades e deu o recado da periferia com alegria e responsabilidade. Na Sessão 200 anos, o pesquisador e escritor gaúcho, Rodrigo Trespach, autor da obra “1824”, debateu a imigração alemã no Brasil. “A chegada dos imigrantes de língua alemã ao Brasil, a formação das primeiras colônias, no século XIX, e todas as dificuldades que os alemães sofreram no passado foram abordadas nesta obra”, disse o autor, destacando que muitas comemorações no Brasil são de influência alemã, como o Natal e a Páscoa. “O contexto e a simbologia dos ovos de Páscoa, assim como a do Papai Noel, são provenientes dos alemães”. Rodrigo Trespach, que também é historiador, destacou a importância da oralidade e de ouvir as histórias. “As pessoas que vivem nas cidades têm histórias. Infelizmente, hoje vivemos a época do individualismo, com poucas memórias afetivas e recordações. E como ficará isso?”, questionou o autor. Sobre a Feira Internacional do Livro de Ribeirão Preto A 21ª edição da Feira Internacional do Livro de Ribeirão Preto aconteceu de 20 a 28 de agosto de 2022 e trouxe como proposta de reflexão o tema “Do Caburaí ao Chuí: a força da Literatura Brasileira”. A proposição embasou todas as atividades e debates do evento. A feira consagrou-se como um dos maiores eventos culturais do país: 21 anos de história e 20 edições realizadas. Em 2020, a feira tornou-se internacional e em 2021 realizou sua 20ª edição, pela primeira vez, no formato on-line, devido à pandemia do Coronavírus. Realização: Ministério do Turismo, Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa, Prefeitura Municipal de Ribeirão Preto, Usina Alta Mogiana, GS Inima Ambient e Fundação do Livro e Leitura apresentam a 21ª Feira Internacional do Livro de Ribeirão Preto (FIL). Patrocínio Diamante: Usina Alta Mogiana e GS Inima Ambient. Patrocínio Ouro: GasBrasiliano e Savegnago. Patrocínio Prata: Passalacqua, Premier Pet, Pedra Agroindustrial, Ribeirãoshopping e Riberfoods, Usina Vertente,Tereos e Vittia. Patrocínio Bronze: Supermercados Gricki, MazaTarraf, Tracan, Santa Helena. Patrocínio: Madeiranit, Usina São Martinho, Tarraf. Instituição Cultural: SESC. Parceria Cultural: Fundação Dom Pedro II – Theatro Pedro II, Alma – Academia Livre de Música e Artes, Biblioteca Sinhá Junqueira, Centro Cultural Palace, Instituto do Livro, CUFA, A Fábrica, IPCCIC – Instituto Paulista de Cidades Criativas e Identidades Culturais, Teatro Municipal de Ribeirão Preto, AbaCare, Associação de Surdos, CAEERP, FADA, Fundação Panda, Ribdown, SOMAR. Apoio: ACIRP, Base Química , Cenourão, Combustran, DTEK, Durati Distribuidora, Lopes Material Rodante,Molyplast, Mialich supermercados, Santa Emília, Transmogiana,Tonin, Vantage – Geo Agro, ViaBrasil, Coderp, Transerp, Guarda Civil Municipal, Polícia Militar, Secretaria de Cultura e Turismo, Secretaria de Educação, Secretaria do Meio Ambiente, Secretaria de Infraestrutura. Apoio Cultural: Convention Bureau, Colégio Marista, Diretoria de Ensino – Região de Ribeirão Preto, ETEC – José Martimiano da Silva, Educandário, SESI, Barão de Mauá, Centro Universitário Moura Lacerda, Unaerp, NW3, Grupo Utam, Monreale Hotéis, Painew, Verbo Nostro Comunicação Planejada e Instituto Unimed.

















