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- "Defenda seu Best” teve a participação de Mayra Sigwalt
Atividade defendeu a obra “Ideias para adiar o fim do mundo”, de Ailton Krenak O quadro fixo da programação da 40tena Cultural, “Defenda seu Best”, do mês de abril, contou com a participação da roteirista, co-criadora e curadora do Turista Literário, Mayra Sigwalt. Neste encontro, a obra defendida foi “Ideias para adiar o fim do mundo”, de Ailton Krenak. A obra “Ideias para adiar o fim do mundo” é considerada uma parábola sobre os tempos atuais, feita por Ailton Krenak. No livro, o líder indígena critica a ideia de humanidade como algo separado da natureza, uma “humanidade que não reconhece que aquele rio que está em coma é também o nosso avô”. A premissa estaria na origem do desastre socioambiental atual, o chamado Antropoceno. Desse modo, a resistência indígena acontece pela não aceitação da ideia de que somos todos iguais. A atividade completa com a roteirista, co-criadora e curadora do Turista Literário, Mayra Sigwalt, está disponível no canal do Youtube da Fundação.
- “Nós, escritores indígenas, compartilhamos pontos e interligamos pontes”, disse Márcia Kambeba
Escritora participou da atividade da 40tena Cultural no dia 6 de abril e apresentou diversas obras da literatura indígena para o público infantil A escritora e poeta Márcia Kambeba comandou a atividade, que fez parte da programação da 40tena Cultural, “Dicas de Leiturinhas: Literatura Indígena para Crianças”, no dia a 6/4. O encontro foi transmitido ao vivo pelas plataformas digitais da Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto e teve dicas de obras, canto, poesia e contação de histórias indígenas para crianças. No início do encontro, a escritora fez uma súplica às forças ancestrais, um pedido de cuidados às pessoas e famílias que sofrem com o vírus da doença Covid-19. Segundo ela, a literatura indígena traz o autoconhecimento da população. “Nós, escritores indígenas, compartilhamos o que sabemos com a população não-indígena, compartilhando pontos e interligando pontes. Tanto no Brasil, quanto fora dele”. O primeiro livro indicado por Márcia Kambeba é de sua autoria: “O lugar do saber ancestral”. “Nesse livro eu falo de cultura, ancestralidade, território e muito da natureza. As crianças adoram poemas que falam da água, da terra e das árvores”, comentou. Ela revelou ter um filho autista e que é a base de sua inspiração em diversas obras. “Faço poemas para que as crianças também produzam. Elas têm capacidade para isso”. Outra obra citada pela escritora foi “Kumiça Jenó: narrativas poéticas dos seres da floresta”, que ela fez em parceria com o filho. “A capa e as ilustrações do livro foram de autoria dele. E muitos dos contos nasceram dessa parceria”. Confira a lista completa dos livros indicados pela autora: - “Meu vô Apolinário: um mergulho no rio da (minha) memória”, de Daniel Munduruku - “Curumim”, de Tiago Hakiy - “A oncinha Lili”, de Cristino Wapichana e Águeda Horn - “Um curumim, uma canoa”, de Yaguarê Yamã - “Noite e dia na aldeia”, de Bruno Nunes e Tiago Hakiy - “Tainãly, uma menina Maraguá”, de Lia Minápoty A atividade completa com a poeta e escritora Márcia Kambeba está disponível no canal do Youtube da Fundação.
- Vanessa Moreno e Salomão Soares apresentam o show "Chão de Flutuar"
O projeto 40tena Cultural apresentou, no dia 31/3/21, um show especial, de voz e piano, com muita brasilidade e nuances rítmicas, espontaneidade e improvisação. Os convidados do dia foram Vanessa Moreno (cantora e compositora) e Salomão Soares (pianista) que apresentaram o show “Chão de Flutuar”, transmitido pelas redes sociais da Fundação. Músicas como “Canção do Amanhecer”, de Edu Lobo e Vinicius de Moraes; “Correnteza”, de Tom Jobim e Luiz Bonfá; “Boca de Leão”, de Filó Machado; “Ninho de Vespa”, de Dori Caymmi, são algumas melodias que ganharam novas interpretações no show da dupla. Outras canções, que fazem parte do disco, também fizeram parte do repertório, como “Conversando no Bar”, de Milton Nascimento e Fernando Brant; “Quebradeira de coco”, de Roque Ferreira; “Sanfona”, de Egberto Gismonti; “Pedro Brasil”, de Djavan; “Via Crucis”, de Guinga e Edu Kneip; “Xi, de Pirituba a Santo André”, Rafael Alterio e Kleber Albuquerque; “Sanfona Sentida”, de Dominguinhos e Anastácia e “Fica Mal com Deus”, de Geraldo Vandré. Segundo a cantora Vanessa Moreno, o show trouxe clássicos da música brasileira. “Preparamos tudo com muito carinho, com várias canções do nosso disco ‘Chão de Flutuar’ e também algumas novidades que tocamos ao longo do último ano”, disse. “Esperamos que as pessoas se divirtam assim como nos divertimos tocando juntos. É sempre uma alegria poder criar esse formato de duo, em que há bastante espaço para a criação e a experimentação das sonoridades”, comentou o pianista Salomão Soares. O projeto foi realizado com o apoio do Governo do Estado de São Paulo, Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo, ProAc, Governo Federal e a Lei Aldir Blanc. O show completo está disponível no canal do Youtube da Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto.
- “Sobre os ossos dos mortos” foi a obra debatida pelo Clube do Livro
No dia 20/03, o Clube do Livro da Fundação entrou em cena mais uma vez. O debate on-line, coordenado pela bibliotecária Gabriela Pedrão, teve a obra de Olga Tokarczuk, “Sobre os ossos dos mortos”, como assunto principal do encontro. “Sobre os ossos dos mortos” conta a história de uma professora de inglês aposentada, de uma remota região da Polônia, que costuma se dedicar ao estudo da astrologia, à poesia de William Blake, a manutenção de casas para alugar e a sabotar armadilhas para caças de animais silvestres, como forma de impedir a caça. A singularidade da personagem principal é amplificada por sua preferência pela companhia dos animais aos humanos e pela crença na sabedoria através do estudo dos astros. O livro é classificado como “subversivo e macabro”, além de discutir temas como o mundo natural e civilização. Partindo de uma história de crime e investigação convencional para uma espécie de suspense existencial. A autora, Olga Tokarczuk, é vencedora do Prêmio Nobel de Literatura, de 2019. O bate-papo completo está disponível no canal do Youtube da Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto.
- “Contos Sagrados” foi tema do encontro do Núcleo de Contadores de Histórias
Seguindo a proposta de uma coordenação diferente para cada encontro do Núcleo de Contadores de Histórias, no mês março, a atividade contou com participação do contador, ator e professor, Diego Ulacco e Camila Genaro. O tema do encontro on-line foi “Contos Sagrados” e aconteceu no dia 13/03 (sábado). Natural de Santo André (SP), Diego Ulacco mora atualmente na cidade litorânea do Guarujá e, foi através da amizade da esposa com a atriz Míriam Fontana que passou a frequentar o encontro on-line do Núcleo de Contadores de Histórias da Fundação. “Gostaria muito de, um dia, sentar presencialmente com o grupo e escutar suas histórias. Mas, por enquanto, estou achando ótimo estes encontros à distância, pois tive a oportunidade de conhecer várias pessoas e isso enriquece muito”, disse. O encontro está disponível no canal do Youtube da Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto.
- Aline Arango conta a história de “Ponciá Vicêncio”
A programação do mês de março, aqui na Fundação, começou no sábado (06/03), com a contação da história “Ponciá Vicêncio”, de Conceição Evaristo (autora homenageada da 20ª FIL), com a atriz e contadora de histórias Aline Arango. Aline Arango falou sobre os caminhos e andanças de Ponciá Vicêncio, o personagem principal da história. “No livro, a autora Conceição Evaristo descreve os caminhos, as andanças, as marcas, os sonhos e os desencantos da personagem Ponciá, estruturando uma relação entre o passado e presente”, disse a atriz, que deixou a atividade mais lúdica e imaginária. A contadora revelou ainda que a história de Conceição Evaristo é profunda, pois incentiva as mulheres a correrem atrás dos sonhos, assim como Ponciá fez no livro. “Quando a personagem quis mudar de vida, não pensou duas vezes. Foi para a cidade tentar uma vida nova e melhor. Contar essa história vai cativar o público, como me cativou na leitura”. Para conferir a contação de história completa, a atividade está disponível no canal do Youtube da Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto.
- Clube do Livro discute “O Deserto dos Tártaros”
A programação do mês de fevereiro foi concluída no dia 27/2, com mais uma edição do Clube do Livro. Os participantes discutiram a obra do escritor italiano Dino Buzzati, “O Deserto dos Tártaros”. O romance “O Deserto dos Tártaros”, publicado originalmente em 1940, é considerado uma obra-prima do autor Dino Buzzati e uma das melhores obras do século XX. “É uma história introspectiva, que combina muito com o que estamos vivendo hoje em dia. E ele já estava nos nossos livros selecionados desde o ano passado”, comentou Gabriela Pedrão durante o encontro. Segundo a curadora do Clube do Livro, o autor destaca o processo da espera e faz um debate sobre o real entendimento dos desejos e sonhos na vida. “É uma obra importante por vivermos em um momento de introspecção”, alertou Gabriela. O encontro é coordenado pela bibliotecária, Gabriela Pedrão, e acontece mensalmente de forma remota. A participação é gratuita. O bate-papo completo está disponível no canal do Youtube da Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto.
- História do Sarau do Binho foi tema de encontro da 40tena cultural
Em um bate-papo regado a muitas histórias, recordações, poesia e literatura, a cantora e compositora Kamila Andrade mediou o encontro com o idealizador do Sarau do Binho, que existe há 18 anos e é considerado um dos maiores de São Paulo Mais um encontro cheio de histórias e lembranças aconteceu nas redes da Fundação, através do projeto 40tena Cultural, no dia 10 de fevereiro. Os protagonistas da noite foram Kamila Andrade - MC, arte educadora, cantora e compositora e Robinson de Oliveira Padia, o Binho – criador e idealizador do Sarau do Binho, que existe há 18 anos na zona sul de São Paulo, na região do Campo Limpo. “Tudo começou com a Noite da Vela, em 1995, quando tínhamos um bar e neste encontro tocávamos vinil. No intervalo da troca dos discos, o público recitava poesia. Isso foi o embrião do Sarau do Binho que, na época, ainda nem se chamava sarau”, lembrou Binho sendo questionado por Kamila Andrade se ele se considera o pai dos saraus na região. “Nos tornamos poetas com o tempo. O espaço foi um laboratório onde um foi aprendendo com o outro, a cada encontro, sempre incentivando os participantes que por ali passavam”, completou. O Sarau do Binho existe há 18 anos na zona sul da capital e promove a articulação e o intercâmbio de informações relacionadas às várias manifestações culturais da região de Campo Limpo. É um encontro que reúne pessoas ligadas a várias linguagens culturais, como poetas, artistas plásticos, músicos, cineastas, fotógrafos, atores e outros. “Hoje, temos formas diferentes de fazer a poesia através dos saraus e dos slams”, destacou Binho. “O conteúdo é o mesmo, porém as vias são diferentes”, emendou Kamila Andrade. Binho lembrou ainda de como o sarau foi ganhando força e peso. “Inicialmente, a proposta era para quem estava interessado em poesia. Com o tempo, o sarau foi se formando, foi um crescimento orgânico”. Outro projeto de Binho, uma biblioteca itinerária, também foi abordado durante o encontro on-line. Segundo Binho, após assistir a um show em 2004, ele pensou: “no dia do meu aniversário gostaria que não morresse ninguém. Era um sonho. Foi aí que tive a ideia de iniciar um projeto que estimulasse as pessoas e, então, passamos a distribuir livros na data do meu aniversário. O projeto “Não matarás nenhum brasileiro” é uma ação de distribuição de livros que incentiva o gosto pela leitura. “Um dia que não morre ninguém é uma forma de fazer um pedido mesmo. E todo ano, no dia do meu aniversário eu faço algum evento ligado à distribuição de livros. Para conhecer mais as histórias do Sarau do Binho, o bate-papo completo está disponível no canal do Youtube da Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto.
- Poliana Savegnago conta a história “O beijo da palavrinha”, de Mia Couto
Uma programação para toda a família: foi assim a atividade de sábado, dia 13/02, com a contadora de histórias, atriz, educadora, brincante e pesquisadora da Cultura Tradicional da Infância, Poliana Savegnago, que trouxe “O beijo da palavrinha”, de Mia Couto. No livro “O beijo da palavrinha”, Mia Couto conduz o leitor ao interior de sua Moçambique, a um lugar onde vivia uma menina que nunca vira o mar. E para enfatizar a distância da localidade do litoral, o autor afirma: “viviam numa aldeia tão interior que acreditavam que o rio que ali passava não tinha nem fim nem foz”. Poliana Savegnago disse que, por gostar do autor, foi fácil escolher a obra de literatura infantil. “É um livro que utilizo muito para criar o hábito e afeição por literatura nas crianças. É uma obra que traz muitos estímulos visuais e auditivos para o público infantil”. O encontro também está disponível no canal do Youtube da Fundação do Liv/ro e Leitura de Ribeirão Preto.
- “As palavras no Slam são cheias de passado e carregam histórias”, disse Betto Souza
Atividade, realizada no dia 02 de fevereiro, trouxe um bate papo sobre o Slam da Cana, projeto que aborda a história dos cortadores de cana desde 2018 e contou com a participação dos organizadores, Betto Souza e Natália Marques Emaye, além de campeões de edições passadas Na terça-feira, dia 02/02, foi a vez dos “slammers” Natália Marques Emaye e Betto Souza contarem a história do projeto Slam da Cana durante a atividade ao vivo nas redes sociais da Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto, através do 40ntena Cultural. O Slam da Cana é um campeonato de poesias autorais que acontece em Ribeirão Preto desde 2018 e é uma iniciativa poética, que visa a divulgação e propagação da palavra como objeto transformador. A atividade contou ainda com quatro ex-participantes e campeões de edições passadas do projeto: Kamila Andrade, Ton, Matheus Amaral e Lua MC. O nome slam surgiu através dos norte-americanos e chegou ao Brasil em 2018, tomando conta das comunidades e regiões periféricas das grandes cidades. “O slam vem ganhado destaque e atraindo cada vez mais pessoas apaixonadas pela literatura falada”, disse Betto Souza que também é um dos fundadores do Slam da Cana. Segundo ele, as palavras no Slam são cheias de passado e carregam histórias dos participantes e que as batalhas, geralmente, acontecem em locais públicos. “As únicas regras que temos é que as obras devem ser autorais e a poesia deve ter, no máximo, três minutos”, explicou. Outro ponto revelado durante o bate-papo é que para acontecer um slam é necessário ter, no mínimo, cinco poetas, para que seja possível dividir entre a primeira fase, a segunda e a final. “É impressionante o quanto esse espaço é aberto para a manifestação plural. E o quanto ele tem essa ligação ancestral da oralidade”. Kamila Andrade, que é slammer e foi campeã em uma das edições, também esteve no encontro comentando sua experiência em ser jurada do Slam da Cana. “Não quero nunca mais ter aquela plaquinha na minha mão. Foi muito difícil escolher um vencedor porque toda poesia é boa”. Ela também explicou a importância da entonação de voz para os poetas durante a competição, exemplificando experiências que ela mesma teve quando participou de outros slams em São Paulo. “Um simples ‘credo’, pode ter diferentes entendimentos apenas pela entonação. Fui participar de um Slam na capital e a plateia gritou credo para um dos participantes: pensei que ele tinha ido bem, mas na verdade, eles estavam criticando”, lembrou Kamila. O poeta Matheus Amaral, que também foi vencedor de uma das edições do projeto, esteve no bate-papo ao vivo e contou que a primeira vez que recitou um poema foi durante o Slam da Cana. “Depois disso comecei a fazer zines. Na final, um dos prêmios foi uma edição do Zine do Betto. Isso me motivou a investir neste tipo de obra”, comentou. Para ele, a participação no Slam da Cana o ajudou a evoluir como pessoa. “É uma busca da ancestralidade que perdemos no processo e o slam nos trouxe isso novamente. A voz é uma arte. E a arte é muito mais acessível para as pessoas”, disse. Lua MC também compartilhou sua experiência em ter participado da 2ª edição virtual do Slam da Cana no ano passado, que teve o tema ‘A Quebrada Resiste e os Reflexos da Pandemia’. “Cada um vive sua realidade dentro da sua casa e mente. Acredito que esse tema foi muito bem direcionado, pois nos fez refletir como isso atingiu a nossa vida”. O último convidado da noite foi Ton, também vencedor e jurado de outras edições do Slam da Cana. Ele lembrou que a participação em projetos como o slam e saraus auxiliam na construção da oralidade dos participantes. O bate-papo completo está disponível no canal do Youtube da Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto.
- Clube do Livro discute obra de Muriel Barbery
Primeiro encontro on-line de 2021 aconteceu no sábado (30/01) pela plataforma de reuniões ZOOM O tradicional encontro do Clube do Livro teve sua primeira edição de 2021 no sábado, dia 30/01. A atividade reuniu cerca de 15 participantes que discutiram a obra da romancista, Muriel Barbery: “A elegância do ouriço”. Mediada pela bibliotecária Gabriela Pedrão, o evento on-line aconteceu na plataforma de reuniões ZOOM, com participação gratuita e aberta. Gabriela Pedrão explica que o próprio grupo decidiu a escolha pelo livro de Muriel Barbery - que foi um grande sucesso na França durante seu período de lançamento, em 2006. “A obra é um retrato do cotidiano, em que ela conta a história por diversos pontos de vista”. Para a coordenadora do grupo, a discussão do livro foi importante justamente por ter lados da mesma história contados por pessoas normais. Segundo ela, os participantes se identificaram com essa proposta. “Gosto muito dessas visões de famílias, de pontos de vistas diversos”, revela Gabriela. O Clube do Livro, edição de janeiro, também está disponível no canal do Youtube da Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto.
- Fundação lança Web programa “Conexões Literárias"
Em formato 100% digital, programa debate mensalmente temas importantes na literatura e vai ao ar na plataforma da Fundação, bem como em todas as redes sociais. A apresentação é da produtora cultural Ana Luz A Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto lançou recentemente mais um projeto cultural com o objetivo de propiciar entretenimento e informação sobre o universo da literatura. O programa “Conexões Literárias” é apresentado pela produtora cultural Ana Luz e disponibilizado mensalmente pela plataforma e redes sociais da instituição. A segunda edição do programa foi exibida na sexta-feira (29/01) e discutiu o tema “Mercado Editorial”, que trouxe depoimentos de Victor Rodrigues (poeta, educador e produtor cultural) e Ni Brisant (poeta e editor da Selin Trovoar). Os convidados do programa deste mês debateram financiamento coletivo, mercado editorial independente, grandes e pequenas editoras, além da crise do novo Coronavírus que resultou na migração de boa parte dos livros impressos para o digital. “O programa sempre irá trazer para o debate assuntos e notícias do mundo literário e cultural, além do que está acontecendo no Brasil e no mundo. Os temas sempre serão vinculados à nossa grade da programação mensal de atividades”, alerta a apresentadora Ana Luz, que também é produtora cultural. A curadora da FIL e vice-presidente da Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto, Adriana Silva, explica que o projeto Conexões Literárias tem a função de fazer ligações entre as pessoas e os assuntos. “A linguagem digital, já há um ano, tem sido nossa estratégia para seguirmos em frente, formando nosso público e difundindo a literatura. Ainda que voltemos a nos encontrar - e voltaremos – vamos precisar fazer conexões literárias”, explica. Segundo ela, com o tempo e ganhando cada vez mais ritmo, o programa irá diminuir os intervalos de cada edição e tem a proposta de se tornar uma referência em jornalismo digital sobre literatura. Primeira edição Em dezembro foi ao ar o primeiro programa do “Conexões Literárias” com o tema: “FIL e as Feiras Literárias em 2020”. Esta edição do programa contou com a participação da curadora da FIL - Feira Internacional do Livro, Adriana Silva, da presidente da Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto, Dulce Neves, e da superintendente da Fundação, Viviane Mendonça. O programas completos estão também disponíveis no canal do Youtube da Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto.
- Encontro com Adriano Fromer e Daniel Lameira abordou bastidores da Editora Aleph
Encontro on-line com os escritores abordou, durante um bate-papo descontraído e bem humorado, a história, o surgimento e algumas curiosidades da Aleph, considerada uma das maiores editoras de ficção científica do país Na quarta-feira (27/01), aconteceu mais uma atividade da 40tena Cultural, programação online da Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão e Leitura de Ribeirão Preto. A transmissão foi exibida nas redes sociais e plataforma oficial da entidade. Dessa vez, o papo foi sobre “Uma velha utopia: Editora Aleph”, que reuniu Daniel Lameira, cofundador e publisher da Antofágica e editor da Aleph, e o CEO da Editora Aleph, Adriano Fromer - os responsáveis pela condução de uma conversa bem humorada e descontraída sobre o passado, o presente e o futuro da editora. Adriano Fromer iniciou a conversa com um resumo de como foi o início do trabalho da editora e lembrou de sua primeira recordação, ainda criança: a Aleph começou como uma escola de informática com computadores da época, com o nome de Urânia. “Lembro de ir lá e ver um pessoal circulando e também em trabalhar etiquetando cartas. Eram de 4 a 5 mil cartas”, relatou. Mas a ficção científica só entrou mesmo na vida do empresário nos anos 90, quando o escritor começou a publicar títulos desse gênero literário, por incentivo de seu pai. “Antes só tínhamos livros de informática”. Foi em 2000 que Adriano Fromer assumiu, de fato, a editora. Após trabalhar em áreas de marketing, produção e edição de vídeo, o empresário decidiu investir no negócio da família. O primeiro livro editado era sobre turismo e ensinava os brasileiros a viajarem para o exterior. “Eu tinha acabado de voltar ao Brasil. Durante um ano, vivi na Austrália, Inglaterra e Itália. Isso me ajudou na hora de editar. Foi quando minha mãe me convidou para trabalhar na Aleph”. A ficção cientifica veio tempos depois. Inserido nesse universo pelo pai, um grande fã do estilo, o empresário revelou que a editora investiu nas publicações após receber um feeling do mercado editorial. Foi nessa época que alguns grandes títulos do estilo, Neuromancer e Laranja Mecânica, não estavam mais sendo publicados por outras editoras. “Comecei a ficar espantado como esses livros não estavam no radar de nenhuma editora”, mostrou Adriano Fromer. Daniel Lameira também recordou de um momento considerado como uma mudança de ares da editora: o lançamento da edição de luxo do livro ‘Laranja Mecânica’, de Anthony Burgess. Foi neste momento que a editora, segundo Lameira, passou a ser referência na área. “Temos um DNA inovador, de fazer aquilo que não estão fazendo. Então, chamei um designer - que não fazia capas de livros - para fazer a capa dessa edição de luxo”, revelou Fromer. “Foi quando passamos a tratar o livro não só como um objeto de leitura, mas também como algo colecionável. Hoje, a prática se tornou algo comum, mas fomos pioneiros”, comentou o empresário. Segundo ele, existia um mantra na época que dizia que ficção cientifica não vendia e, talvez por isso, muitas obras foram excluídas do radar das editoras. “A ficção científica ser algo legal é muito recente. É uma literatura de vanguarda e de gente bem-informada. Antes era coisa de nerd, não havia jornalistas e influenciadores que liam esse estilo. Hoje, o cenário mudou bastante”, concluiu. O bate-papo completo está disponível no canal do Youtube da Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto.
- Poeta Alexandre Ribeiro aborda obra de Mia Couto no quadro "Defenda seu Best" da Fundação
Autor abriu o projeto, que faz parte agenda da 40 tena cultural da instituição, no dia 21 de janeiro, com mediação de Priscila Prado Durante transmissão ao vivo pelo Instagram e site da Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto, o poeta Alexandre Ribeiro participou da primeira edição de 2021 do “Defenda seu Best”, atividade fixa da 40tena Cultural da instituição. “E se Obama fosse africano”, de Mia Couto – escritor homenageado pela 20ª FIL (Feira Internacional do Livro) neste ano - foi a obra escolhida pelo autor. O encontro foi mediado pela produtora cultural da Fundação, Priscila Prado. A relação do poeta com o escritor Mia Couto vai além dos livros: a mãe de sua companheira foi militante do movimento da Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO), ao lado do autor. “Eles cresceram juntos. Minha sogra cresceu com Mia Couto: foram amigos de infância, de militância e de prisões”, revelou Alexandre Ribeiro, lembrando que, ao conhecer os pais da namorada foi apresentado a um dos melhores amigos da família, e se surpreendeu pois era um dos maiores escritores da contemporaneidade. Alexandre Ribeiro é natural de Diadema, já trabalhou com Emicida, foi colunista do Itaú Cultural e publicou seu primeiro romance, “Reservado”, em 2019. Durante o bate-papo, Priscila Prado confessou que ela e o poeta contam com uma escola muito forte de hip-hop. “Esse estilo leva uma bagagem de referências enorme. Se não tivermos o mínimo de conhecimento, dificilmente conseguiremos compreender uma música do Racionais”, disse a produtora. Sobre o trecho preferido do livro “E se Obama fosse africano”, Alexandre Ribeiro citou um conceito criado por Mia Couto logo nas primeiras páginas que trata do idioma do caos. “Quando somos crianças passamos por um momento da vida em que não sabemos falar nenhum idioma, apenas o ‘idioma do caos’. É nesse momento que todos os sons que nos envolvem acabam se transformando em nosso idioma. Isso significa que você pode entender tudo e não entender nada”, explicou. O escritor citou ainda trechos de Mia Couto em que ele traz à tona problemáticas políticas através da manipulação de leis dos candidatos. “Mia Couto questiona como Obama iria surgir onde uma democracia não é funcional. Então, nossa reflexão tem de ser: e se Obama fosse africano, sul-americano ou uma mulher, negra e favelada no Brasil. Ele conseguiria chegar onde chegou?”, questionou o poeta. O bate-papo completo está disponível no canal do Youtube da Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto: https://www.youtube.com/watch?v=lVN9DXS1iMs 40tena Cultural A Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto é a principal responsável pela realização da Feira Internacional do Livro, a segunda maior feira a céu aberto do país. Em decorrência da pandemia do novo Coronavírus, as atividades de sua primeira edição internacional tiveram de ser adiadas para agosto de 2021. Com isso, a Fundação propiciou no ano passado diversos encontros em plataformas digitais para manter sua intensa agenda de atividades culturais e lançou a “40tena Cultural”. O projeto também teve como proposta incentivar as pessoas a ficarem em casa durante o período de isolamento social. Semanalmente são divulgadas atividades que abrangem desde transmissões ao vivo com artistas e convidados, até contação de histórias, shows, dicas de leituras e debates literários. O cardápio de eventos é bem diversificado e usa tecnologias diferentes, mas todas com acesso fácil. Para a diretoria da Fundação do Livro e Leitura, em todo este tempo de quarentena, a principal busca foi focada na continuidade das atividades promovidas, de maneira a assegurar os valores do DNA da instituição. A 40tena Cultural continua neste ano de 2021 e visa possibilitar à toda equipe da instituição continuar seu trabalho em home-office numa operação estruturada dentro dos protocolos da OMS (Organização Mundial de Saúde) e das autoridades brasileiras, em nível federal, estadual e municipal. Como acessar a agenda cultural A 40tena Cultural está sendo divulgada semanalmente nas redes sociais da Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto. Para participar, basta acessar os endereços online da instituição. Instagram (@fundacaolivrorp) Facebook (facebook.com/FundacaodoLivroeLeituraRP) Linkedin (fundacaolivrorp), Twitter (@FundacaoLivroRP) Youtube (FeiraDoLivroRibeirao) Site www.fundacaodolivroeleiturarp.com
- "Não temos nem dois anos de existência e estamos com 14 livros lançados", disse Rafael Drummond
Bate-papo, on-line e ao vivo, foi mediado por Ni Brisant, sobre "Uma Nova Utopia: Editora Antofágica" A programação de 2021 trouxe no dia 19/01 um encontro com um dos fundadores da Editora Antofágica, Rafael Drummond, ao lado de Ni Brisant, poeta e editor da Editora Selin Trovoar. A discussão sobre “Uma nova utopia: Editora Antofágica” abordou sobre o momento em que o mercado de editoras está vivendo e a própria história da editora Antofágica. “Mesmo um mercado em crise, é possível evoluir, ter êxito através de boas ideias e feeling”, comentou Rafael Drummond. Para ele, o momento é do aparecimento de novos caminhos para contornar a situação de crise que o mercado atravessa. “Não acho que tudo isso seja uma nova utopia. Pelo contrário, é o momento de focar no trabalho e ter ideias boas, adaptando ao mercado atual e tentando fazer acontecer para que realmente aconteça”, explica. A conversa completa está disponível no canal do Youtube da Fundação do Livro e Leitura.

















