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- Revolução Poética na Fábrica Literária começa com eco à obra de Noel Rosa
Após breve cerimônia, o evento apresentou show de Jacque Falcheti em homenagem à extensa obra de Noel Rosa. Festival de Ideias segue até o próximo dia 3 de maio Crédito Foto: Ana Martinez “Quando uma ideia revoluciona, por si só, poetisa”. Essa é mais uma vez a mensagem central do “Revolução Poética na Fábrica Literária” para o público - que nesta edição pode acompanhar de forma presencial ou pela internet. O evento teve abertura na sexta-feira (29 de abril), a partir das 20h, no auditório do espaço A Fábrica, na presença da presidente da Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto, Dulce Neves, e do diretor do Instituto SEB – A Fábrica, José Luiz do Carmo, com mediação da jornalista Julia Baldin. O festival de ideias é realizado neste ano pela Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto e Instituto SEB – A Fábrica. As duas instituições uniram forças para celebrarem juntas a literatura nacional. Durante cinco dias (até o dia 3 de maio), o evento oferece uma programação intensa e gratuita: 14 autores se revezam para conversas literárias e debates com participação do público - presencialmente e online. Para oficializar a abertura, José Luiz do Carmo deu boas vindas à plateia. “Literários, poetas, sonhadores, sejam bem-vindos. De uma maneira inédita temos uma parceria para pulsar a comunicação, para viver a literatura, para degustar a poesia. Vamos fazer uma revolução!”, convidou. A presidente da Fundação, Dulce Neves, destacou a importância da parceria, lembrando o ditado, ‘um sonho que sonha sozinho é só um sonho; mas um sonho que se sonha junto é realidade’. Ela destacou o objetivo do evento de celebrar a literatura e democratizar o acesso ao livro e à leitura. “Escolhemos a poesia para efetivar esse propósito”, destacando o pensamento do sociólogo Edgar Morin em sua obra “A Via”, escritor que inspirou a criação do Revolução Poética. “A poesia é a palavra vestida de beleza, de arte, de sentimentos e sensações. O que precisamos trazer para esse momento é a reflexão. Que todos tenham uma grande revolução de ideias”, propôs aos participantes. Espetáculo Noel Cronista Para relembrar clássicos de Noel Rosa, a cantora Jacque Falcheti apresentou, na sequência, o show “Noel Cronista”, acompanhada pelos músicos Alan Silva, no violão de sete cordas, e Rafael Martelli, no cavaquinho. A cantora possui cinco CDs gravados, incluindo dois em tributo ao carioca Noel Rosa, e relembrou clássicos do poeta do morro, um dos maiores compositores brasileiros. Noel deixou um legado com mais de 250 letras musicais – a maioria escrita num espaço de cinco anos. Jacque mostrou parte deste acervo musical, com interpretações que traduziram o olhar e a sensibilidade do músico. Um repertório escolhido a dedo com músicas repletas de humor e da veia crítica, como “Com que roupa”, “Três apitos”, “Conversa de botequim”, “Último desejo”, entre outras. Crédito Foto: Ana Martinez O “Revolução Poética na Fábrica Literária” aconteceu no auditório do espaço A Fábrica, na rua Mariana Junqueira, 33, no centro de Ribeirão Preto, até o dia 3 de maio. O festival homenageou seis poetas brasileiros: Carlos Drummond de Andrade, Clarice Lispector, Cora Coralina, Ferreira Gullar, Manoel de Barros e Paulo Leminski. A produção deu destaque para um poema de cada escritor, utilizando-os como base para refletir sobre os sentimentos: incompletude, ausência, completude, amplitude, intensidade e contradição – temas chaves do encontro. A abertura completa do evento pode ser conferida no site no canal da Fundação no YouTube.
- Escola recebe contação de história sobre Ariano Suassuna
A programação do mês de abril da Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto foi aberta com uma contação de história pra lá de especial sobre a vida do escritor pernambucano Ariano Suassuna – autor homenageado neste ano pela 21ª FIL – Feira Internacional do Livro. No dia 9/4 (sábado), o músico e ator Márcio Bá apresentou “Histórias de Suassuna” para os alunos do Cemei Dr. João Gilberto Sampaio, na Vila Mariana, em Ribeirão Preto. A atividade foi exclusiva para os estudantes. As sessões de Contação de História são realizadas em parceria com escolas municipais de Ribeirão Preto e São Joaquim da Barra e com o projeto educacional “Educando para o Futuro”, criado pela Usina Alta Mogiana. Autor de “O Auto da Compadecida”, Ariano Suassuna deixou obras que, além da capacidade imaginativa, oferecem conhecimentos sobre o folclore nordestino. O poeta, romancista, ensaísta, dramaturgo, professor e advogado foi eleito em 1989 para a cadeira Nº 32 da Academia Brasileira de Letras. Em 1993, para a cadeira Nº 18 da Academia Pernambucana de Letras e em 2000 ocupou a cadeira Nº 35 da Academia Paraibana de Letras. Faleceu em 23 de julho de 2014, aos 87 anos, em Recife. Para conhecer outros projetos da Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto, acesse o canal do Youtube e a plataforma digital da entidade.
- São José da Bela Vista e São Joaquim da Barra ganham novas bibliotecas
Três novas bibliotecas da região foram revitalizadas e entregues nesta semana pela Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto e Usina Alta Mogiana, por meio do projeto Revitalização de Bibliotecas, que conta com o incentivo do Programa de Ação Cultural (Proac ICMS e Proac Editais) através da Lei de Incentivo à Cultura. No dia 5 e 6 de abril, as cidades de São José da Bela Vista e São Joaquim da Barra abriram as portas de seus novos espaços de leitura à comunidade, com a presença de diretores escolares, autoridades, professores, estudantes e convidados. O presidente da Usina Alta Mogiana, Luiz Octávio Junqueira Figueiredo, um dos grandes incentivadores do projeto, esteve presente nas inaugurações e deixou um recado importante aos estudantes: “para quem sabe ler e escrever, nada é impossível. Melhor dizendo, tudo é possível, para quem sabe ler e escrever”. O empresário também recomendou aos alunos que frequentem as escolas. “Aqui vocês vão se tornar cidadãos e conquistarão os seus sonhos”. Em São Joaquim da Barra foram duas reinaugurações. No dia 5 de abril, a entrega aconteceu na E.E. Profa. Elza Miguel Francisco. Durante a cerimônia, o diretor Washington Tapajós Floriano Rosa mencionou que a escola é feita de um trabalho árduo e necessita de parcerias, como as mantidas com a Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto e a Usina Alta Mogiana. Durante sua fala, lembrou da professora Maria Aparecida de Junqueira – mãe do presidente da Usina Alta Mogiana, Luiz Octávio Junqueira Figueiredo – também presente no evento. “Ela foi uma pessoa de destaque na nossa cidade e tive a satisfação de homenageá-la quando montamos uma sala com seu nome, que ficou aqui gravado”, afirmou. No dia 6, durante a entrega da Biblioteca Municipal - Dr. Carlos de Rezende Enout, o prefeito de São Joaquim da Barra, Wagner José Schmidt, mencionou que uma biblioteca representa tudo na vida de uma pessoa. “A prefeitura é a gestora da biblioteca, mas a parceria que tivemos com a Usina Alta Mogiana e a Fundação do Livro e Leitura é para somar e proporcionar mais estrutura e condições às nossas crianças”. O prefeito também anunciou sua parceria com a Fundação do Livro e Leitura no sentido de promover a Feira do Livro da cidade, que acontecerá no mês de setembro. A presidente da Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto, Dulce Neves, destacou que, quando um leitor abre um livro e se depara com as várias histórias, ele encontra algo dentro desse livro que, com certeza, o transformará. “Essa é nossa proposta: oferecer, através de parcerias, cada vez mais bibliotecas com acervos incrementados e espaços reformulados, para que a comunidade e os jovens se interessem em ler e em ampliar seu leque de oportunidades de contato com diferentes obras e autores”, disse. O projeto Revitalização de Bibliotecas Desde 2019, a Fundação mapeia espaços e bibliotecas. Com o início da pandemia, em março de 2020, a execução ficou para o segundo semestre de 2021. A instituição tem a intenção de atuar nas cidades da região e qualificar e otimizar o funcionamento dos espaços e aparelhos que apoiam o livro e a leitura. Para planejar a revitalização das bibliotecas é realizada uma pesquisa de levantamento de dados que norteia a ação através de um estudo do público atendido e o perfil da comunidade em que a biblioteca ou sala de leitura se encontra. Atividade na reinauguração Durante as três ações de lançamento foram realizadas contações de histórias com Fernanda Soto e Gabriel Galhardo, da Cia Zero, com a história “Malala para o mundo” - uma narrativa da paquistanesa e vencedora do prêmio Nobel da Paz, Malala Yousafzai, que ficou conhecida mundialmente após ser baleada por talibãs, ao sair da escola em outubro de 2012, quando tinha 15 anos.
- Semana de Arte Moderna foi tema de debate
A Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto sediou no dia 31/3 a palestra “Semana da Arte Moderna de 22: Ecos e Ressonâncias”, com a professora doutora Marisa Giannecchini. O evento foi promovido pela Alarp – Academia de Letras e Artes de Ribeirão Preto, em celebração aos seus 40 anos de existência. Marisa Giannecchini abordou a tradição e invenção da Semana de Arte Moderna de 1922. Da tradição do século XIX, com referências ao Simbolismo, Impressionismo, Sigmund Freud e a Psicanálise como porta de entrada para o século XX, no contexto nacional e internacional, foram alguns dos pontos da discussão, mesclando o centenário da Semana com a celebração dos 200 anos da Independência do Brasil (1822). “A Independência foi relevante do ponto de vista político, mas não de um movimento de independência: 100 anos depois aconteceu a Semana de 22. Vamos debater esses temas no contexto contemporâneo neste ano”, comentou a professora. Sobre o tema da palestra, Marisa explica que os ecos e ressonâncias da Semana de 22, vistos 100 anos depois, é o sincretismo cultural. “Estamos vivendo um tempo sem unilateralidades. O conhecimento é um todo de referência e a arte é a forma, modalidade elaborada de tentar traduzir por meio da ficção a nossa realidade”, completou Marisa. Para conhecer outros projetos da Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto, acesse o canal do Youtube e a plataforma digital da entidade.
- Biblioteca das Artes “Lucília Junqueira de Almeida Prado” é reinaugurada
Novo espaço cultural, que reúne mais de 4 mil títulos para públicos de todas as idades, já está aberto à população de Ribeirão Preto A Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto reinaugurou a Biblioteca das Artes Lucília Junqueira de Almeida Prado no dia 26/3 (sábado), instalada em um espaço totalmente reformulado dentro da sede da entidade (Rua Professor Mariano Siqueira, 81, Jd. América). Para marcar a reinauguração do espaço público foi realizada a atividade infantil “Histórias de Suassuna”, com o músico Márcio Bá. O evento contou com a presença da diretoria da Fundação do Livro e Leitura, além de pessoas ligadas ao universo cultural, educacional e social da cidade. A escritora infantojuvenil de Ribeirão Preto, Lucília Junqueira de Almeida Prado, de 98 anos e que dá nome à biblioteca, também esteve presente. Lucília foi nacionalmente premiada - inclusive com um Jabuti: é autora de mais de 60 livros publicados, além de 10 contos e um romance para o público adulto. “Nossa homenagem hoje é para essa escritora, que temos o prazer imenso de recebê-la aqui. Aprendi a ler com os livros dela, pois foi ali que descobri como a literatura era fantástica. Quando a Fundação do Livro resolveu homenagear a escritora, na primeira versão dessa biblioteca, sempre tivemos a absoluta certeza que essa era a mais bela e necessária homenagem”, destacou Adriana Silva, vice-presidente da entidade. A BIBLIOTECA Após um ano de obras, o projeto de revitalização do espaço transformou o próprio acervo da Fundação do Livro e Leitura em uma biblioteca, com nova pintura, novas estantes e adequação para receber o público também em atividades complementares à consulta dos livros, como teatro, música, cinema, palestras, contações de histórias, saraus, oficinas e lançamentos, com participação de artistas e escritores de Ribeirão Preto e cidades vizinhas. Viabilizada por meio do Edital ProAc 17/2020 – Manutenção e Modernização de Espaços Culturais Independentes no Estado de São Paulo, o trabalho de reestruturação e revitalização teve início em março de 2021. A biblioteca oferece um acervo físico com mais de 4.500 mil volumes, todos disponíveis para pesquisa e leitura no local, com foco na literatura produzida por autores de Ribeirão Preto e região, além de literatura de ficção, nacional e estrangeira. A biblioteca tem capacidade de receber 35 pessoas sentadas e 70 de público volante. “Toda biblioteca, seja ela pública ou privada, é um espaço que deve ser festejado, pois acreditamos que o livro exerce um papel fundamental na abertura de novos horizontes, no pensamento crítico, em novos vocabulários e como uma ferramenta importante para educação”, disse Dulce Neves, presidente da Fundação.
- Cinema, literatura e contação de história
A agenda de atividades culturais da Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto, no dia 19/3 (sábado), contou com várias atrações para diversos públicos. A primeira atividade do dia foi com o Clube do Livro, mediado pela bibliotecária Gabriela Pedrão, que discutiu a obra “Agnes Grey” (1847), de Anne Brontë. No romance, que retrata a era pós-Vitoriana e sua temática realista, a autora criou uma protagonista disposta a enfrentar as convenções sociais da época e se firmar como uma mulher corajosa e dona de si, contrapondo a ideia das “mocinhas românticas” do período. A obra narra a trajetória da caçula, governanta de famílias da classe aristocrática inglesa, suas lutas, questionamentos e a relação com o amor. O encontro aconteceu de forma remota, através da plataforma de reuniões ZOOM. Também às 16h, aconteceu a contação de histórias em homenagem a Mário de Andrade, com a contadora Thayene Alves, na Biblioteca Sinhá Junqueira, em Ribeirão Preto. Retratando a vida e obra do escritor, a história passou pelo folclore brasileiro, que tanto inspirou as obras de Mário de Andrade, que foi uma das figuras mais importantes da Semana da Arte Moderna de 22, autor de “Pauliceia Desvairada”. O último encontro do Cine Fórum também foi realizado no sábado (19/3), com o filme “O Beco das Ilusões Perdidas”, de 1947, que conta a história de Stanton Carlisle e da psicóloga Lilith, que aplicam golpes nos milionários da cidade, argumentando que podem ler mentes. Assim que a fraude é descoberta, com a traição da psicóloga, Stanton é perseguido pela polícia e acaba se tornando um alcoólatra sem perspectivas. O encontro foi mediado pelos Gêmeos do Cinema, André e Marcos de Castro. Para conhecer outros projetos da Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto, acesse o canal do Youtube e a plataforma digital da entidade.
- Áurea Laguna lança livro sobre Monteiro Lobato
Aconteceu no dia 10 de março, na sede da Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto, o lançamento do livro “Os Ilustradores das Obras de Monteiro Lobato”, de Áurea Laguna. A obra foi elaborada com a intenção de mostrar os perfis dos profissionais das artes que estiveram com Monteiro Lobato, no período de 1920 a 1947, além de um levantamento da relação do autor com seus ilustradores e da convivência dos artistas entre si. A autora Áurea Laguna é formada em Serviço Social e criou a Logus, primeira livraria de livros usados em Ribeirão Preto, em 1983. É especialista em Monteiro Lobato e desde 1998 publica artigos para jornais e revistas, além de projetos e oficinas literárias sobre o autor. Escreveu, em 2013, um livreto, “Homenagem a Monteiro Lobato”, e agora “Os Ilustradores das Obras de Monteiro Lobato”. Para conhecer outros projetos da Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto, acesse o canal do Youtube e a plataforma digital da entidade.
- Ni Brisant participa de oficina de mediação para estudantes e professores
A Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto realizou, nos dias 15 e 16 de março, uma oficina de leitura para o projeto social Sociedade Espírita Obreiros do Bem, em Ribeirão Preto, com o poeta Ni Brisant. Durante dois dias, estudantes e educadores da entidade participaram de uma dinâmica diferente que envolveu poesia e literatura. Nivaldo Brito é artista, professor, poeta, itinerante e possui diversos livros, como “Tratando Sobre o Coração das Ditas” (2011), “Para Brisa” (2013), “Se Eu Tivesse Meu Próprio Dicionário” (2014) e “Revolução dos Feios” (2016). Além disso, o poeta já se apresentou em diversos Estados brasileiros e países da América do Sul. Para conhecer outros projetos da Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto, acesse o canal do Youtube e a plataforma digital da entidade.
- Renan Inquérito leva “Parada Poética” para crianças e jovens de Ribeirão Preto
Atividade foi exclusiva para estudantes do projeto social Obreiros do Bem e no Marista Escola Social Ir. Rui, na zona Oeste da cidade Jovens do projeto social Sociedade Espírita Obreiros do Bem e do Marista Escola Social Ir. Rui tiveram uma experiência única nos dias 10 e 11 de março, em Ribeirão Preto. Em parceria com a Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto, o rapper, doutor em geografia e arte-educador, Renan Inquérito, levou seu projeto “Parada Poética” para os jovens das duas instituições. Mais de 200 alunos participaram das atividades. “Assim como as folhas das árvores fazem a fotossíntese e liberam o oxigênio, a poesia se torna um fôlego para esses estudantes. Quem lê alguma coisa, numa folha de papel, que vem de uma árvore, também é oxigenado. Acredito na poesia como uma fotossíntese, sem lida, não há escrita”, disse Renan Inquérito que define a escrita da poesia como um ato de libertação, lembrando a escritora Eliane Brum, “eu escrevo para não morrer, mas também para não matar”. Segundo ele, a ideia da Parada Poética é desmistificar a literatura como algo inacessível, acadêmico e erudito. “Tento apresentar para eles a literatura sem terno e gravata, longe da torre de marfim, da Academia Brasileira de Letras. A literatura simples, do dia a dia, para eles verem que tem poesia em tudo, nas músicas, nos grafites da cidade, nos para-choques de caminhões e portas de banheiros”. Para Renan Inquérito, o poder da poesia não é mudar o mundo, mas sim transformar os jovens, os responsáveis por mudarem o planeta ou mesmo a rua onde vivem. “Como diz Paulo Freire, ‘as palavras não mudam o mundo, as palavras mudam as pessoas e essas pessoas mudam o mundo’”. A mudança Para os estudantes do Marista Escola Social Ir. Rui, Evellyn Lima de Santana, 15 anos, e Hevelyn Palma Tobias, 16, a participação no projeto foi definida como emocionante e inspiradora. “Eu não entendia a importância dos poemas e poetas. Mas no momento que ele começou a falar, eu senti essa emoção e importância”, relatou Evellyn. Com a dinâmica do “Menor e Enorme”, o rapper propôs que todo “menor” – termo usado para identificar jovens com menos de 18 anos – na verdade, é “enorme” e ele deve se sentir assim. “Eu me inspirei muito, sobre o ‘menor e enorme’ e isso me motivou bastante”, contou Hevelyn. Os educadores Para Diego Bueno, coordenador pedagógico da Sociedade Espírita Obreiros do Bem, a “Parada Poética” ofereceu aos estudantes a oportunidade de contato mais próximo com a poesia. “Quando os escritores vêm até as instituições e nos bairros, eles promovem o desenvolvimento cultural da localidade. É essencial”, afirmou. O projeto existe há 42 anos no Parque Ribeirão Preto, na zona oeste da cidade – atende 150 estudantes (todos do bairro) e oferece atividades socioeducativas, habilidades socioemocionais, coral, judô, entre outras atividades culturais. Já a professora de literatura do Marista Escola Social Ir. Rui, Ester Moreira, destacou que os jovens não têm acesso ao lazer e entretenimento, apenas ao que é acessível no celular. “Quando há atividades com a presença de poetas, como o Renan Inquérito, ela se torna um complemento para as matérias dadas na sala de aula”, comentou a professora. A diretora do Marista Escola Social Ir. Rui, Neuzita de Paula Soares, destacou o fortalecimento e todas as possibilidades que os alunos podem ter com a atividade e ainda desconstruir os paradigmas que são impostos a eles. “Propostas como essa ampliam o repertório dos nossos estudantes e ampliam o repertório cultural fazendo com que eles compreendam a vida sob outros olhares”, destacou a diretora.
- Homenagem a Tarsila do Amaral
Em 2022 é celebrado o centenário da Semana da Arte Moderna de 1922. Com isso, a Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto preparou uma agenda especial de contações de histórias para a data, com a curadoria da produtora cultural e educadora, Carolina Leopoldo Gregório. O primeiro, aconteceu no dia 5/3 (sábado), na Biblioteca Sinhá Junqueira (Rua Duque de Caxias, 547, Centro), com a professora, escritora e contadora de histórias, Elis, homenageando uma das mais importantes artistas plásticas da primeira fase do Modernismo no Brasil, Tarsila do Amaral. Tarsila foi integrante do Grupo dos Cinco, junto de Anita Malfatti, Menotti Del Picchia, Mário de Andrade e Oswald de Andrade, os grandes influenciadores no movimento da arte moderna no Brasil. Inclusive, foi através da obra “Abaporu”, da artista, que Oswald – seu futuro marido – produziu o “Manifesto Antropófago”. Ela deixou 230 pinturas, centenas de desenhos, ilustrações, gravuras, murais e cinco esculturas. Para conhecer outros projetos da Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto, acesse o canal do Youtube e a plataforma digital da entidade.
- Segunda sessão do Cine Fórum discutiu filme de Sydney Pollack
O encontro de março do Cine Fórum debateu o filme “Eles Atiram em Cavalos, Não Atiram?" (1969), do diretor Sydney Pollack. A atividade aconteceu na sede da Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto, realizadora do projeto. (Rua Professor Mariano Siqueira, 81, Jardim América). Considerado um clássico da história do cinema, o filme é um dos mais representativos entre os lançados na época – na virada das décadas de 60 para os 70. Abordando a Grande Depressão, nos anos 30 nos Estados Unidos, onde a maioria da população procurava por uma vida digna, porém, sofrendo com o desemprego. Foi durante esse período que, entre outras oportunidades, apareceram os concursos de dança, onde testavam ao extremo a resistência dos competidores em troca de comida, roupas e alguns trocados. Como os participantes puderam notar, é uma severa crítica aos realities shows e suas provas de resistência. Último encontro Para encerrar a agenda de atividades do Cine Fórum, no dia 19 de março, às 18h, haverá a última exibição e debate, com o filme “O Beco das Ilusões Perdidas” (1947). O longa é baseado no livro com o mesmo nome, de William Lindsay Gresham. A reexibição da obra do século passado faz total sentido, quando o diretor Guillermo Del Toro lançou um remake do longa em janeiro – estrelado, ainda, nesta nova versão, por Bradley Cooper. Para conhecer outros projetos da Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto, acesse o canal do Youtube e a plataforma digital da entidade.
- Clube do Livro discute “Sul da Fronteira, Oeste do Sol”
A obra do escritor japonês, Murakami, “Sul da Fronteira, Oeste do Sol”, foi a escolhida para o encontro do dia 19/2 do Clube do Livro. O romance retrata a história de Hajime, no cenário pós-guerra do Japão, em 1951. No enredo, a personagem chegou à meia-idade tendo conquistado tudo aquilo que almejava: um bom casamento, duas filhas e uma carreira impecável como proprietário de dois clubes de jazz. Entretanto, mesmo diante de tantas conquistas, o homem não consegue se contentar e se desvencilhar da sensação de que nada daquilo o faz realmente feliz. Além disso, não para de rondar em seus pensamentos — e em seu coração — a memória de infância de uma certa garota inteligente e solitária. O livro é uma das mais aclamadas obras de Murakami e constrói um cenário propício para a discussão a respeito do poder que as lembranças e o desejo exercem sobre nós. O autor também é conhecido por escrever “Kafka à beira-mar”, “Minha querida Sputnik” e “1Q84”, obras surpreendentes que misturam o fantástico e o real de maneira única. Para conferir o encontro na íntegra acesse o canal do YouTube da Fundação.
- Fundação realiza sessão do Cine Fórum
Ainda era 2014 quando o antigo local que abrigava os Estúdios Kaiser, em Ribeirão Preto, recebia as últimas exibições de filmes e críticas do antigo Cine Clube, idealizado pelos Gêmeos do Cinema, Marcos e André de Castro. Vários anos depois e muitas solicitações para que o encontro voltasse a acontecer, os irmãos resolveram resgatar a ideia e retornam com o Cine Fórum, em nova versão e local: a primeira edição aconteceu no dia 5 de fevereiro (sábado), na sede da Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto, realizadora do projeto. Para a estreia de 2022, o filme escolhido foi “A Procura do Mr. Goodbar”, de 1977, baseado na obra literária “De Bar Em Bar”. Segundo um dos gêmeos, Marcos de Castro, o filme é difícil de encontrar e já foi exibido em edições antigas do Fórum e, para esse encontro, a ideia foi atingir os antigos e os novos participantes. Outra ideia dos idealizadores, é apresentar filmes inspirados em livros, pois o projeto acontece dentro da sede da Fundação, de forma presencial. Os novos encontros do Cine Fórum acontecem no dia 5/3), com a obra “Eles Atiram em Cavalos, Não Atiram?” (1969), do diretor Sydney Pollack. No dia 19 de março, será a vez da apresentação do filme “O Beco das Ilusões Perdidas”, de 1947.
- Primeiro encontro do ano do Clube do Livro discute obra de Lygia Fagundes Telles
O tradicional programa da Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto, o Clube do Livro, estreou 2022 discutindo a obra “Ciranda de Pedra”, da escritora brasileira Lygia Fagundes Telles. O encontro aconteceu, mais uma vez, de forma remota na plataforma de reuniões ZOOM, no dia 22 de janeiro, com mediação da bibliotecária Gabriela Pedrão. “Ciranda de Pedra” retrata a história de Virgínia, a partir da perspectiva da personagem, uma menina deslocada e solitária, com dramas ocultos da superfície polida da família. Temas como loucura, traição e morte são as forças que agitam o romance, que na época do lançamento, em 1954, chamou a atenção para o talento e originalidade da autora – característica que fez Lygia ser considerada a “dama da literatura brasileira”. Hoje, com 98 anos, é referenciada como a maior escritora brasileira viva. “Ciranda de Pedra”, obra deste próximo encontro, é considerada pelo sociólogo, crítico literário e professor universitário, Antônio Candido, a obra em que a autora alcança a maturidade literária. A escritora considera o romance o marco inicial de suas obras. A partir daí, surgiram “Histórias do Desencontro”, “Verão no Aquário”, “Antes do Baile Verde”, “As Meninas”, entre várias outras obras com prêmios nacionais. Para conferir o encontro na íntegra acesse o canal do YouTube da Fundação.
- Concerto sinfônico homenageia Semana de Arte Moderna de 1922
A USP Filarmônica e a Academia Livre de Música e Artes de Ribeirão Preto (Alma) iniciaram a temporada de 2022 com um concerto conjunto comemorativo ao centenário da Semana de Arte Moderna de 1922, em homenagem a Villa-Lobos. A apresentação, gratuita, aconteceu no dia 22 de janeiro, no auditório da Faculdade de Direito de Ribeirão Preto da USP. O concerto apresentou as Bachianas nº 5 (com soprano e orquestra de violoncelos), de estilo neoclássico, reverenciando a Johann Sebastian Bach, composta nos anos 30. Em seguida, os Choros nº 7, uma das composições mais experimentais do período em que Villa-Lobos esteve em Paris. Encerrando a atividade, o Concerto para Violão e Pequena Orquesta, dos anos 50, com três movimentos, que é um dos mais conhecidos e executados no mundo no gênero, também do período neoclássico do compositor carioca. Participaram da apresentação os convidados, a soprano Raquel Paulin, o violonista Gustavo Silveira Costa, além de professores parceiros da USP Filarmônica e da Alma. O evento foi apresentado pelo Ministério do Turismo, Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria Estadual de Cultura e Economia Criativa, Prefeitura Municipal, USP Ribeirão Preto e Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto.

















