top of page

Resultados da Busca

357 resultados encontrados com uma busca vazia

  • Clube do Livro discute Amós Oz

    No mês de maio, o tradicional Clube do Livro, da Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto, debateu o livro “O mesmo mar”, do escritor israelense, Amós Oz. A mediadora do encontro, a bibliotecária, Gabriela Pedrão, explicou que o livro foi escolhido por se destacar pela poesia, uma das características do escritor. “É uma literatura bastante poética, intimista, uma história sobre conflitos internos e relações familiares, conversamos sobre essas questões mais intimas e interiores, relações familiares e como elas se desdobram”, disse Gabriela. O Clube do Livro é realizado mensalmente de forma on-line através da plataforma de reuniões Zoom. Para assistir o encontro completo, basta acessar o vídeo acima ou o canal no Youtube da Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto.

  • Crianças aprendem sobre Higiene Bucal

    No dia 13 de maio, a Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto e Usina Alta Mogiana - parceira da instituição - promoveram mais uma atividade de contação de histórias, dessa vez, na escola Sylvio Torquato Junqueira, em São Joaquim da Barra, interior de São Paulo. A atividade foi exclusiva para os alunos. “Botando a boca no trombone”, com a Cia Renda de Lenda, teve como principal enredo a importância da higiene bucal e o cuidado com os dentes. A Cia Renda de Lenda, nasceu em 2018, fundada pelos artistas Carol Capacle e Allê Trajan, para criar espetáculos voltados ao público infantil, contribuindo na formação cultural, social e educacional de crianças e adolescentes, através da contação de histórias, do teatro e da música.

  • Semana de Arte Moderna é tema de contação de história

    Os alunos da EMEF Professor Eduardo Romualdo de Souza, no bairro Vila Virgínia, em Ribeirão Preto, participaram de uma atividade exclusiva promovida pela Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto, no dia 6 de maio. A contação de histórias: “Ana e a Semana: pequena história do modernismo em 1922”, foi contada por Gracyela Gitirana. A proposta da atividade foi proporcionar uma nova visão de arte, a partir de uma estética inovadora inspirada nas vanguardas europeias. A contação fez parte da celebração dos 100 anos da Semana de Arte Moderna de 1922, evento que reuniu diversas apresentações de dança, música, recital de poesias, exposição de obras – pintura e escultura – e palestras.

  • “Eu não escrevo para incendiar casas, mas para acender faíscas aos olhos de quem me lê”, recitou Mel

    “Amplitude” foi o tema da roda de conversa com a escritora, poeta, slammer e produtora cultural brasileira, Mel Duarte O Revolução Poética na Fábrica Literária, em seu penúltimo dia (3/5), trouxe também a intervenção cênica de Palmira Osunwende, que apresentou uma livre interpretação do poema “Na Vastidão”, de Cora Coralina. Na sequência, foi a vez de Mel Duarte estabelecer trocas de ideias com as debatedoras da roda. Seu encontro com a poesia ainda na infância, a influência do pai grafiteiro e questionador social sobre sua construção como cidadã e mulher, o desejo de acolher as pessoas com sua escrita, as experimentações poéticas em saraus, o slam como plataforma para sua poesia e as várias personas femininas que a habitam foram alguns dos vários pontos tocados no bate-papo. Mel Duarte, que é escritora, poeta, slammer e produtora cultural brasileira, também falou sobre ancestralidade e a importância de todo mundo conhecer e entender sua própria história para poder definir o que se quer construir a partir da produção de “novos agoras”. “É impossível a gente passar desapercebido por tudo o que está acontecendo se a gente não tiver um pouco de conhecimento, capacidade de ouvir e de aprender com o próximo, e entender que precisamos muito da nossa linguagem e do respeito às novas diferenças”, destacou Mel Duarte, primeira poeta negra brasileira a lançar um disco de poesia falada (“Mormaço - Entre outras formas de calor”). Sobre a poesia de Cora Coralina, a escritora destacou a presença de muitas mulheres – e diversas – no cenário cultural brasileiro. “Acredito que amplitude é uma palavra que contempla muito a história de Cora Coralina. Mas, infelizmente, ainda precisamos, muitas vezes, passar por crivos e por pessoas, principalmente do sexo oposto, para que nosso trabalho seja considerado e que chegue até certos espaços. Acredito que hoje temos uma rede de mulheres, trabalhando e se conectando muito mais do que antes”, disse. Desde setembro de 2021, Mel Duarte escreve uma série de textos curtos para a plataforma Amazon, chamados de ‘Leitura Rápidas’. Sobre sua poesia e a amplitude de ser uma mulher negra escritora, ela destacou que muitas mulheres habitam em seus pensamentos e que, normalmente elas falam ao mesmo tempo – e que, por um tempo, foi difícil organizá-las. Mas, a poesia a ajudou neste processo. “Aprendi que se não soubesse me comunicar com o mundo eu não me faria entender. E eu queria me fazer entender e ser respeitada. A poesia me ajudou a encontrar esse caminho”, explicou. A agenda do Revolução Poética na Fábrica Literária trouxe oficinas, conversas literárias, debates e atividades artísticas. O evento celebrou o Dia da Literatura Brasileira, comemorado em 1º de Maio, com a proposta de revolucionar a poesia na contemporaneidade, reunindo artistas da atualidade a partir de seis poetas significativos da história da literatura brasileira: Carlos Drummond de Andrade, Clarice Lispector, Cora Coralina, Ferreira Gullar, Manoel de Barros e Paulo Leminski. Foram cinco dias de atividade intensa e gratuita, com a participação de 14 autores e programações artísticas variadas. O bate-papo completo com Mel Duarte pode ser conferido no link.

  • “Eu defendo a literatura como um direito humano”, afirmou José Falero

    Escritor participou do Festival de Ideias na Fábrica Literária no dia 30/4 O concerto de viola de 12 cordas do maestro e compositor José Gustavo Julião de Camargo trouxe à noite de sábado (30/4) do “Revolução Poética na Fábrica Literária” um requinte de sonoridades. O encontro com o músico levou a plateia a momentos de introspecção e sensibilidade, possibilitando novos conhecimentos que transitaram entre a música e a literatura. No repertório: composições de Tom Jobim, Vinícius de Moraes, músicos estrangeiros e autorais. Em seguida, o público esteve frente a frente com o escritor José Falero - que trouxe uma narrativa inspiradora às plateias presencial e virtual do festival. Logo no início da roda de conversa, o autor foi questionado pelo produtor cultural, Eliezer Pereira, com a pergunta: “em que mundo tu vive”? – uma referência direta ao seu mais recente livro. José Falero usou um trocadilho para responder: “é mais fácil dizer colocando em contraste com o mundo que não vivo. Sou um cara de Porto Alegre, não temos acesso ao Rio Guaíba; não há asfalto nas ruas; quando chega o verão, às vezes falta água semanas a fio – é muita precarização. O Estado não chega lá com educação, cultura e lazer, mas chega com a polícia. Esse é o mundo em que vivo”. Falero contou que seu primeiro contato com o livro aconteceu apenas aos 20 anos. Apesar de tardiamente, a leitura fez uma revolução em sua vida. “Foi minha irmã que me incentivou a ler”. Na avaliação dele, a oportunidade só surgiu por conta dos fatos que sua família vivenciou, como a separação dos pais. “Ela foi morar com meu pai e por conta do bairro teve mais oportunidades de estudo. Quando vinha nos visitar, sempre insistia que eu deveria ler”, lembra. A leitura foi trazendo novas inquietações ao jovem Falero, até ele perceber que podia escrever, expressar suas dores, reflexões e, definitivamente, ganhar um espaço reconhecido pelo coletivo: de ex-servente de pedreiro, supridor de gôndola de supermercado, hoje ele é um dos nomes citados como referência na nova literatura brasileira, tendo a sua obra “Os supridores” (Todavia, 2020) entre as finalistas do prêmio Jabuti. É também autor dos contos de “Vila Sapo” (Venas Abiertas, 2019) Sua mais recente obra é formada por crônicas que dão voz ao povo e ao universo que o rodeiam, “Mas em que mundo tu vive?” (Todavia, 2021). Durante o bate-papo, Falero lembrou como foi possível abandonar as suas atividades profissionais até se tornar exclusivamente escritor – tal como continua até hoje. Segundo ele, a drástica mudança profissional sempre causa surpresa nas pessoas. Lugar no mundo Para definir seu estilo de escrita, José Falero disse que começou a carreira de escritor usando uma expressão mais formal. “Eu era um preconceituoso linguístico. Meu processo de escrita era absolutamente elitizado. Eu via as coisas de uma maneira que hoje considero equivocada. Tudo o que eu escrevia era afastado da oralidade”, expôs. Depois, lembrou que conversava com outros escritores pelas redes sociais que tentavam o convencer para trazer o coloquial para os livros, mas no início ele se recusava. Só com o tempo e a prática, Falero percebeu a força deste caminho, o que na sua ótica, foi determinante para seu desenvolvimento na literatura brasileira. O autor se definiu como uma pessoa bastante curiosa, daí sua ligação com várias manifestações de expressão artística. Também confessou que a escola era hostil com ele e a luta contra todas as adversidades o levou para a literatura. “Sou um cara inquieto, sempre remoendo mil coisas e para mim, escrita é filosofia aplicada ao meu processo”. O escritor admitiu que nos tempos de escola detestava o Português e garantiu: hoje é apaixonado pelo idioma e sua gramática. “Quando comecei a escrever estava trabalhando em obra, meus colegas não podiam descobrir, eu tinha que esconder”. Depois que assumiu seu lugar no mundo, não desviou mais da rota literária. “Eu me sinto feliz quando termino um texto, muitas vezes eu choro e me curo. Me faz bem”, concluiu. A roda de conversa com José Falero pode ser acompanhada na íntegra neste link.

  • Para Assucena, “a contradição é o único caminho para a autocompreensão”

    Cantora e compositora abordou o processo de aceitação da família e amigos, além do tema do debate, a “Contradição” A terça-feira (3/5) marcou o último dia do Revolução Poética na Fábrica Literária. Para encerrar o circuito de atividades, a cantora, compositora, intérprete e atriz, Assucena, participou do debate “Contradição”, logo após a performance do Brilhe Circo Drag, que apresentou o show “Na Contramão”. A convidada da noite já conquistou duas vezes o Prêmio da Música Brasileira e foi indicada também duas vezes ao Grammy Latino, com sua primeira banda - As Bahias. Com o poema de Paulo Leminski, “Incenso fosse música - no trecho “Isso de querer ser exatamente aquilo que a gente é, ainda vai nos levar além” - Assucena relembrou de quando saiu de Vitória da Conquista, na Bahia, como uma fuga para o anonimato que uma cidade imensa como São Paulo, oferecia. “Cheguei em São Paulo em uma exposição de Fernando Pessoa, no museu da Língua Portuguesa. Tomei coragem de me atravessar e me encontrar comigo mesma”, lembrou a atriz, revelando que contou com o apoio da irmã. Mas, antes de externar o processo de transformação que estava passando, houve primeiro um momento de transição interna. “É quando você se redescobre e se aceita. Só depois acontece a externalização”, recordando que neste período ainda houve o impacto com a família e amigos. “Essa transição não é completa se o mundo não transacionar. Então vivemos nesse processo eterno”. Contradição foi o tema do debate e Assucena destacou a contradição como o único caminho da autocompreensão da sociedade. “Uma das grandes questões da filosofia é a contradição, o jogo entre o sujeito e o objeto. Esse debate será eterno. No tempo do capitalismo, prefiro me reencontrar com Karl Marx para tentar entender esse olhar de forma mais concreta”, mostrou. O papel da autoestima no processo de aprendizado - e o quanto ele é transformador, assim como a cultura e arte, sendo um facilitador neste processo – também foi assunto no palco das discussões. "Não existe educação sem cultura. Uma das coisas que mais marcou é que eu pude entrar na casa de várias pessoas com minha música, que jamais eu poderia estar. Eu pude acessar ouvidos, olhos e sensações de pessoas extremamente preconceituosas que jamais assistiriam uma travesti como um corpo possível. A arte tem esse papel de romper muros e portões”, desabafou. A agenda do Revolução Poética na Fábrica Literária trouxe oficinas, conversas literárias, debates e atividades artísticas. O evento celebrou o Dia da Literatura Brasileira, comemorado em 1º de maio, com a proposta de revolucionar a poesia na contemporaneidade, reunindo artistas da atualidade a partir de seis poetas significativos da história da literatura brasileira: Carlos Drummond de Andrade, Clarice Lispector, Cora Coralina, Ferreira Gullar, Manoel de Barros e Paulo Leminski. Foram cinco dias de atividade intensa e gratuita, com a participação de 14 autores e programações artísticas variadas. A roda de conversa com Assucena pode ser acompanhada na íntegra neste link.

  • A intensidade de Clarice Lispector na jovem produção literária brasileira

    Conversa com a escritora cuiabana Ryane Leão movimentou o último dia do evento Revolução Poética com falas potentes, questionamentos incisivos e muita poesia A segunda edição do festival de ideias Revolução Poética na Fábrica de Ideias terminou no dia 3/5, em alta temperatura, com debates inspirados nas obras de Clarice Lispector e Paulo Leminsk, dois dos autores mais intrigantes da história da literatura brasileira. A proposta do evento em celebrar o Dia da Literatura Brasileira teve, com a participação de Ryane Leão, mais um grande momento de realização desse objetivo. A poeta cuiabana abriu a agenda do último dia do evento, conversando com a jornalista, professora e escritora Carmem Cagno; com o músico, compositor e arranjador Jorge Nascimento; e com o produtor audiovisual, roteirista e fotógrafo Matheus Vieira, que produziu o vídeo “Coração em (r) excesso”, sobre Clarice Lispector, especialmente para esse encontro. Muito intensa, combinando com o primeiro tema em debate da noite, Ryane Leão trouxe ao público presente ao auditório do espaço A Fábrica e à plateia que acompanhou o debate online, um generoso compartilhamento sobre sua vida, o encontro com a poesia, a descoberta da produção poética profissional, seus processos criativos, a cura que encontra na literatura e seus projetos futuros. Autora dos livros “Tudo nela brilha e queima” e “Jamais peço desculpas por me derramar”, Ryane contou que apesar do interesse pela escrita ter se manifestado ainda na infância, a mudança de Cuiabá para São Paulo, aos 19 anos, foi um marco divisor para sua entrada integral no universo literário de forma intencional e direcionada. “Inicialmente, São Paulo me engoliu e a palavra se tornou minha maneira de estar viva naquele espaço maluco”, conta a poeta, que adotou o hábito de anotar num caderninho tudo o que lia e via nos muros da cidade. Sem pudores para afirmar que o tempo todo concorda e discorda com Clarice Lispector, Ryane Leão acredita nos impactos e nas alterações que a produção literária pode causar na vida das pessoas. “Não trilho o caminho da arte pela arte. Sempre tenho um objetivo e escrever profissionalmente é uma conquista”, disse a escritora que também é professora. Entre os pontos onde se sente próxima da autora de “Paixão Segundo GH” e “A Hora da Estrela”, Ryane não economizou na segurança: “Somos duas pessoas extremamente corajosas no que se diz e no que não se diz. Clarice Lispector não buscava e eu também não busco explicações para os meus poemas. Procuro ser e estar na literatura da forma em que me sinto confortável”, disse a poeta. Ela também incentivou o público a “enegrecer as estantes”. “As escritas negras são sempre escritas de possibilidades. Ampliem o conhecimento sobre autores negros”, pontuou. No início da carreira, publicando textos em blogues e redes sociais ao reconhecimento atual, Ryane festeja o momento que vive como escritora. “Quanto mais escrevo, mais revolucionária me torno. E quanto mais escrevo, mais me afasto da obrigatoriedade da revolução diária. A literatura me permite dialogar com diversos sentimentos e, a partir disso, chegar em algum ponto de cura”, arrematou, antes de finalizar sua participação com a leitura do poema “Depressão”. A agenda do Revolução Poética na Fábrica Literária trouxe oficinas, conversas literárias, debates e atividades artísticas. O evento celebrou o Dia da Literatura Brasileira, comemorado em 1º de Maio, com a proposta de revolucionar a poesia na contemporaneidade, reunindo artistas da atualidade a partir de seis poetas significativos da história da literatura brasileira: Carlos Drummond de Andrade, Clarice Lispector, Cora Coralina, Ferreira Gullar, Manoel de Barros e Paulo Leminski. Foram cinco dias de atividade intensa e gratuita, com a participação de 14 autores e programações artísticas variadas. A conversa com Ryane Leão pode ser acompanhada na íntegra neste link.

  • “A gente é palavra que pede encontro”, poetizou Luiza Romão

    Convidada da noite, a poeta movimentou a roda de conversa com falas cheias de responsabilidade, reflexões e questionamentos Uma potente noite feminina regada à poesia de Ferreira Gullar, um dos fundadores do neoconcretismo. Assim foi a penúltima noite no Revolução Poética, evento promovido pela Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto e Instituto SEB - A Fábrica, em celebração ao Dia da Literatura Brasileira, festejado em 1º de maio. As mulheres deram o tom das conversas literárias: a primeira delas foi em torno do tema Completude. Depois da abertura com a pulsante e vigorosa apresentação “Atalhos”, pela Cia. Pé na Tábua, de Ribeirão Preto, o palco do espaço A Fábrica foi ocupado pela poeta, atriz, slammer e autora dos livros ‘Sangria’ e ‘Coquetel motolove’, Luiza Romão. O poema “Traduzir-se”, de Ferreira Gullar, foi a baliza condutora da roda de conversa. Luiza Romão abriu a noite com uma intervenção poética declamando “Sangria”, poema autoral que aborda questões femininas, e ampliou o debate sobre a presença da mulher na poesia - desde o processo produtivo até a efetiva inserção na cena literária do país -, e nas batalhas de poetry slam - competição em que poetas leem ou recitam poesias -, em que a visibilidade feminina ainda é recente no Brasil. “Uma mulher descende do sol, ainda que forçada a sombra. Tem palavra que pede um pedaço da gente, que diz incompletude”, poetizou logo no início da conversa. Provocada pelos debatedores, Luiza Romão falou também sobre outras dimensões da poesia, como a de guerrilha, de resistência, de enfrentamento e da tradição da oralidade. "Quem são as gargantas de carne? Existe alguém que fala sem recorte de cor, de gênero, de raça, de geografia, de corpos padrões que impõem uma certa beleza padrão? Estamos em um momento que está sendo reivindicado espaços que historicamente foram negados. A identidade também se produz a partir das relações sociais", disse. A agenda do Revolução Poética na Fábrica Literária trouxe oficinas, conversas literárias, debates e atividades artísticas. O evento celebrou o Dia da Literatura Brasileira, comemorado em 1º de Maio, com a proposta de revolucionar a poesia na contemporaneidade, reunindo artistas da atualidade a partir de seis poetas significativos da história da literatura brasileira: Carlos Drummond de Andrade, Clarice Lispector, Cora Coralina, Ferreira Gullar, Manoel de Barros e Paulo Leminski. Foram cinco dias de atividade intensa e gratuita, com a participação de 14 autores e programações artísticas variadas. O bate-papo completo com Luiza Romão pode ser conferido no link.

  • Ausências, presenças e conexões literárias durante bate-papo com Marcelino Freire

    A partir de poema de Drummond, o rapper Vinícius Preto, o MC João D. Deus e o escritor Marcelino Freire debateram os reflexos e os impactos da literatura no cotidiano O poema “Ausência”, de Carlos Drummond de Andrade, foi a referência para a segunda roda de conversa do Revolução Poética na Fábrica Literária na noite de domingo (01/5). O rapper Vinícius Preto, o MC João D. Deus e o escritor Marcelino Freire abordaram a temática retratada num dos mais conhecidos poemas de Drummond, com música, literatura e as conexões entre essas linguagens. No terceiro dia do evento, Vinícius Preto e João D. Deus, amigos e parceiros musicais, escolheram sair do lugar comum de falar da ausência de quem se foi, para tratar da ausência de quem não pode estar. “Nossa perspectiva é a de quem vem da leitura e de quem está à margem, de quem não pertence. E falar de literatura nesse contexto é romper com a academia, porque é escrever fora das linhas”, ressaltou o MC João D. Deus, que tem uma história de mais de dez anos de trabalho com o hip hop e a música autoral independente por meio da Casa do Hip Hop Ribeirão Preto. Vinicius Preto, que é de Itaquera, São Paulo, é historiador e fundador do Zamba Rap Clube, com quem gravou dois discos e seis clipes, além de EP solo. Depois do som provocador da dupla de rapper e MC, o escritor pernambucano Marcelino Freire seguiu a conversa em torno da temática da ausência falando de suas próprias ausências pessoais, da forte referência e inspiração da mãe em sua escrita, das presenças que a ausência traz, da solidão no processo da escrita e do socorro das palavras. “Escrevendo eu compreendo o mundo à minha volta, mas é um momento onde estou muito sozinho. E as palavras me fazem uma espécie de abraço coletivo para me ajudar nesse processo”, disse o autor que é um dos principais nomes da literatura contemporânea brasileira, ganhador de um Prêmio Jabuti com o livro “Contos Negreiros”, em 2006. Para o escritor, a revolução está na poesia e a literatura é patrimônio humano. “Minha poesia é carregada das sonoridades do sertão nordestino, do repente, do falar cantado. E escrevo para dar vexame lírico. Tem o antes, o durante e o depois do poema”, sublinhou o poeta, que gosta de chamar de confluências - e não influências - as conexões literárias que as diferentes linguagens artísticas encontram pelo caminho. “É um contínuo desembocar de um no outro e a gente vai formando nosso repertório com nossos parceiros e parcerias. Uma poesia que desemboca numa música. Uma música que desemboca num filme e por aí vai”, pontuou. Movimentaram a roda de conversa com Marcelino Freire, a professora Heloísa Martins Alves, uma das criadoras do Combinando Palavras, projeto educativo que é destaque na FIL - Feira Internacional do Livro; o MC João D. Deus e o arquiteto e urbanista Cordeiro de Sá, que também é jornalista, gestor social e quadrinista. Vivendo em São Paulo há 30 anos, Marcelino Freire é curador do evento Balada Literária, que reúne artistas de diferentes expressões, e também ganhador do prêmio Machado de Assis com o romance “Nossos Ossos”. Promovido pela Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto e Instituto SEB - A Fábrica, o festival de ideias Revolução Poética na Fábrica Literária foi realizado neste ano em formato híbrido, com plateia presencial no auditório do espaço A Fábrica e transmissão online pelo canal da Fundação no YouTube. O encontro completo com Marcelino Freire pode ser conferido neste link no canal do YouTube.

  • Aline Bei, do palco para a literatura

    Escritora conversou com o público do Revolução Poética na Fábrica Literária sobre a luta para ganhar o espaço no mercado literário, no teatro e na internet Conversas literárias com várias ideias. Essa é a proposta do Revolução Poética na Fábrica Literária durante os cinco dias de realização, com programação híbrida e gratuita. No domingo (1/5), o evento trouxe Aline Bei, autora formada em Letras pela PUC-SP e em Artes Cênicas pelo Teatro Escola Célia Helena. Seu romance de estreia, "O Peso do Pássaro Morto" (de 2017), foi vencedor do Prêmio Toca de Literatura, de São Paulo. "Pequena Coreografia do Adeus" é seu segundo livro. A conversa, mediada pela jornalista Érica Amêndola, trouxe um pouco mais sobre o trabalho literário desta jovem escritora de 34 anos que começou fazendo teatro aos 14 anos, onde começou a contar histórias no palco que, segundo ela, teve a certeza que tinha encontrado o lugar que ficaria para sempre. “Mesmo que ainda nova, eu não estava errada. Mesmo migrado para a literatura, eu sinto que jamais abandonarei esse corpo que habitei em cima do palco para contar histórias”, contou. O modo como a autora enxerga o espaço, o chão do palco e da folha em branco sempre tiveram algo em comum. “Há uma ideia dessa folha em branco, como um espaço ameaçador, que convoca da gente alguma coisa que precisamos entregar. Sinto que ela é um espaço colaborativo”. A escrita, para Aline Bei, é esse lugar de descobrir as histórias para serem contadas, da autoanálise, da investigação do próprio corpo e das dores que cada um carrega. Contemporaneidade Para ela, que se considera profundamente inserida na atualidade, a literatura vem ganhando mais força e atingindo cada vez mais pessoas. “Hoje, ser uma mulher escritora, é algo que vem sendo mais acolhido pelas pessoas”, revelou. Segundo ela, durante a pandemia da Covid-19 as pessoas passaram a ler mais, buscando o livro como uma válvula de escape para os problemas encontrados no dia a dia, como o luto e a ausência. Influenciadora literária digital A escritora revela que sempre usou a internet como uma forma de divulgar as obras que escrevia. Mas, foi no Facebook, plataforma onde possuía um blog, que começou a escrever nas redes sociais. “Passei a imprimir meus textos e levar nos intervalos da universidade, para mostrar aos meus amigos. É a sede de compartilhamento, nós fazemos algo e queremos mostrar.” Para ela, a internet sempre foi considerada uma ferramenta, não o fim. “É uma possibilidade de comunicação com as pessoas que gostam da mesma coisa. Marcelino Freire conta, por exemplo, que a maior distribuidora no Brasil, é o ‘sovaco’ – é colocar o livro debaixo dos braços e entregar. Com a pandemia, não pudemos fazer isso, mas caminhamos com o livro no sovaco virtual”, brincou. A agenda do Revolução Poética na Fábrica contou com oficinas, conversas literárias, debates e atividades artísticas. O evento celebrou o Dia da Literatura Brasileira, comemorado em 1º de maio, com a proposta de revolucionar a poesia na contemporaneidade, reunindo artistas da atualidade a partir de seis poetas significativos da história da literatura brasileira: Carlos Drummond de Andrade, Clarice Lispector, Cora Coralina, Ferreira Gullar, Manoel de Barros e Paulo Leminski. Foram cinco dias de atividades intensa e gratuita, com a participação de 14 autores e programações artísticas variadas. O bate-papo completo com Aline Bei pode ser conferido neste link, no canal da Fundação no Youtube.

  • “Minha lágrima é um gatilho para a escrita”, desabafou Stefano Volp

    Escritor, roteirista, tradutor e produtor editorial, Volp falou sobre suas obras, sentimentos e experiências profissionais durante encontro mediado por Adonai Ishimoto e participação do público online e presencial no auditório do espaço A Fábrica Leveza na escrita, vivências, experiências e resistência. Esses foram os temas do bate-papo com Stefano Volp, no terceiro dia (01/05) do Revolução Poética na Fábrica Literária. Escritor de quatro livros de ficção (O Beijo do Rio, Homens Pretos (Não) Choram, O Segredo das Larvas e outros), Stefano Volp também atua com projetos audiovisuais, além de ser roteirista, tradutor, produtor editorial e fundador da editora Escureceu, que publica clássicos de autores negros inéditos. O encontrou foi conduzido pelo bibliotecário Adonai Ishimoto, a partir das 15h e aconteceu de forma híbrida. Trabalhando atualmente na plataforma Netflix, Stefano Volp detalhou, com bastante humor, alguns processos de sua escrita e rotina de trabalho. Formado em jornalismo, o escritor de 30 anos já atuou como repórter nas editorias de petróleo e gás, em agência de publicidade e hoje se dedica 100% à escrita profissional. “Viver de arte no Brasil é muito difícil. Preocupa qualquer família. Mas acreditei e trabalhei muito”. Uma de suas novas propostas profissionais é o Caixa Preta, iniciativa da Editora Escureceu que resgata e promove contos clássicos de ficção escritas por autores negros, com início em 2020. Masculinidade e sensibilidade Pontos potentes, complexos e com fantasia são destaques nas obras de Volp, além de abordagens visuais e narrativas estratégicas. “Tento trabalhar isso em mim: a tentativa da escrita ser visual, junto com uma ideia de profundidade nos meus personagens”, disse o escritor que não se intitula como um especialista das masculinidades negras. “Não construo uma narrativa linear, subjetiva ou multi explicativa, porque realmente nunca foi minha pretensão. Pretendo trabalhar com a masculinidade negra nos meus livros, mas sempre vou optar por contar histórias de ficção”. Choro de resistência Ao falar da sua vida pessoal, Volp relembrou que já teve muita vergonha de mostrar o choro e os sentimentos. “Já vivi situações em casa, de violência: meu pai era um homem bastante violento. E isso me fazia muito mal. Chorava muito”. E destacou que aquele choro, não podia ser de sofrimento – queria que fosse um choro de mudança. “Sou uma pessoa sonhadora. O sonho, para mim, sempre foi uma forma de fugir da realidade e proporcionar uma nova realidade para minha mãe, principalmente. Meu choro era resistência.” A agenda do Revolução Poética na Fábrica Literária contou com oficinas, conversas literárias, debates e atividades artísticas. O evento celebrou o Dia da Literatura Brasileira, comemorado em 1º de maio, com a proposta de revolucionar a poesia na contemporaneidade, reunindo artistas da atualidade a partir de seis poetas significativos da história da literatura brasileira: Carlos Drummond de Andrade, Clarice Lispector, Cora Coralina, Ferreira Gullar, Manoel de Barros e Paulo Leminski. Foram cinco dias de atividades intensa e gratuita, com a participação de 14 autores e programações artísticas variadas. O bate-papo completo com Stefano Volp pode ser conferido no canal do Youtube da Fundação.

  • Para a ciberativista Triscila Oliveira, “o trabalho doméstico tem cor e gênero”

    Resistência, racismo, preconceito e o poder das redes sociais foram alguns dos assuntos que a roda de conversa com a escritora trouxe. Sua recente obra, "Confinada", também esteve no centro das discussões No Dia da Literatura Brasileira (01/05), o Revolução Poética na Fábrica de Ideias, promovido pela Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto e Instituto SEB – A Fábrica, começou com uma roda de conversa com a ciberativista Triscila Oliveira – autora, ao lado de Leandro Assis - da HQ "Confinada" – obra que escancara as desigualdades enraizadas na história do Brasil ao colocar lado a lado, durante a pandemia, as personagens Fran (uma influenciadora digital) e Ju (uma empregada doméstica), em um confinamento expondo racismo e interesses econômicos que alimentam a injustiça social. O encontro foi mediado por Jéssica Machado, cientista social pela Unesp de Marília e criadora do projeto Negras Ginga. "Confinada" foi um dos lançamentos de 2021, considerado o mais relevante no mercado de HQs nacionais e tornou-se livro no início de novembro pela Editora Todavia. A obra é um relato da dor de viver no Brasil nos anos de 2020 e 2021, durante a pandemia, em especial para as classes mais marginalizadas. “Nos inspiramos em todos os episódios da pandemia, principalmente na falta de humanização das pessoas que tinham o privilégio de ficarem confinadas, mas que não queriam seguir sua rotina de luxo em casa. Por outro lado, os profissionais que estavam na linha de frente, que precisavam realmente trabalhar, foram desvalorizados. Isso conta a história do nosso país que não remunera dignamente os trabalhadores dos serviços essenciais que contribuem para que o País continue funcionando”, alertou a escritora em pleno Dia do Trabalho, também comemorado na data. Conflitos de classe Ao falar sobre “Confinada”, Triscila Oliveira detalhou as etapas de todo o enredo do livro – centrado no confinamento da patroa e empregada e na exaustão de um dos personagens a cada episódio - desde o confinamento, a contaminação por Covid-19, a demissão e todo o “perrengue” que a personagem vive e, claro, o protagonismo que ela ganha no final do livro. “O trabalho doméstico a gente sabe muito bem. Tem cor e tem gênero. São pessoas que vão morar no trabalho e ficam à disposição 24 horas para servir uma família, vendendo seu tempo sem viver com sua própria família. Não há nada mais colonial no Brasil do que isso”, desabafou. Racismo “Vivemos diariamente vendo nossa dor sendo comercializada, mas nossa alegria nunca é valorizada”, disse Triscila ao comentar o enredo do livro – o puro racismo. Para ela, a existência das pessoas pretas é combatida, exemplificando a diferença de uma pessoa branca e uma negra ao relatar sua existência nas redes sociais. “Vivemos em um país preconceituoso e racista, onde uma pessoa abertamente preconceituosa, ganha fama. Nós, que falamos de racismo todos os dias, vivemos um forte enfrentamento online. A nossa dor viraliza. Toda vez que uma pessoa preta mostra que ela é humana – o que sente, o que ela vive, que ama ou chora - as pessoas simplesmente não gostam. Mas, se você resolver “repostar” sobre a dor do racismo, ela vira entretenimento, ou seja, nossa alegria sempre é combatida”. A agenda do Revolução Poética na Fábrica Literária contuo com oficinas, conversas literárias, debates e atividades artísticas. O evento trouxe a proposta de revolucionar a poesia na contemporaneidade, reunindo artistas da atualidade a partir de seis poetas significativos da história da literatura brasileira: Carlos Drummond de Andrade, Clarice Lispector, Cora Coralina, Ferreira Gullar, Manoel de Barros e Paulo Leminski. Foram cinco dias de atividades intensa e gratuita, com a participação de 14 autores e programações artísticas variadas. O bate-papo completo com Triscila Oliveira pode ser conferido no canal no Youtube da Fundação.

  • Lola Salgado fala sobre suas obras, carregadas de representatividade

    Autora publicou seus primeiros livros na plataforma Wattpad. Na Amazon, suas obras ultrapassam 10 milhões de leituras O segundo dia do Revolução Poética na Fábrica Literária, no sábado (30/4), contou com a participação da escritora Lola Salgado para um bate-papo sobre o poder da literatura, cultura, histórias e um resgate de sua realidade pessoal. O encontro foi mediado pela bibliotecária Gabriela Pedrão. Lola Salgado, autora de "A Linguagem do Amor", "Sol e Júpiter", "Quanta coisa pode estar logo ali", entre outros, publicou seus primeiros livros na plataforma Wattpad – foi lá onde ganhou o prêmio internacional Wattys com uma de suas obras. Na plataforma Amazon, seus livros ultrapassam 10 milhões de leituras. Durante a roda de conversa, Lola Salgado relembrou sua infância, quando começou a escrever, ainda com 10 anos de idade, época que tinha como referência a banda emo “My Chemical Romance”. “Procurei um fórum dos fãs da banda e encontrei algumas fanfics, ainda não conhecia, mas fiz uma e mandei para a equipe. Me responderam que eu poderia melhorar, e esse foi o meu primeiro conselho na vida”, contou. Foi a partir desse momento que Lola passou a escrever com mais frequência - ainda na plataforma Orkut (rede social inativa no momento). Durante essa época, a escritora foi amadurecendo conforme recebia o feedback dos seguidores. Com o fim da rede social Orkut, Lola disse que chegou até a pensar em abandonar a carreira de escritora. Mas, após um tempo, retomou a escrita e, no primeiro momento, surfou na onda do sucesso de “50 Tons de Cinza” (2012), de Erika Leonard James. “Mas cada livro foi me aproximando um pouco mais de como eu queria ser como escritora, da voz que eu queria encontrar. Hoje em dia, eu nem gosto muito desse livro que eu escrevi, mas ele foi importante para minha carreira”, destacou. Hoje, Lola tem nove livros lançados. Inspirações Lola revelou ainda que quando jovem escrevia sobre pessoas mais velhas e após uma ida a Bienal do Livro no Rio de Janeiro, em 2019, mudou o foco para o público jovem. “Fui para divulgar meu livro e lá eu percebi que consegui conversar com os jovens que foram na Bienal. Quando cheguei em casa e pensei em tudo o que aconteceu, mudei minha linha.” Hoje, as obras de Lola Salgado são carregadas de representatividade da comunidade LGBTQIAP+ e dos jovens fanfiqueiros (que fazem "fanfics", do inglês - "história inventada”). Mas, a mudança de enredo ocorreu quando ela leu a obra “Por Lugares Incríveis” (2015), de Jennifer Niven. O livro conta a história de um personagem que tem transtorno bipolar, mesmo distúrbio que Lola sofre. “A identificação com a história me fez mudar de pensamento sobre as obras que escrevia. Eu queria que todos os meus leitores se sentissem contemplados, eu não queria escrever para um único tipo de pessoa”, disse. Plataformas digitais A escritora destacou que a internet é democrática por dar voz a vários pensamentos diferentes. Outro ponto favorável a web, é de facilitar o caminho para os escritores independentes e que, às vezes, não conseguem espaços nas editoras físicas. “Existem pessoas que encontram voz nas redes e para os adolescentes que não têm poder aquisitivo, eles encontram ali produtos gratuitos que os escritores disponibilizam”, lembrou Lola. A agenda do Revolução Poética na Fábrica Literária trouxe oficinas, conversas literárias, debates e atividades artísticas. O evento celebrou o Dia da Literatura Brasileira, comemorado em 1º de maio, com a proposta de revolucionar a poesia na contemporaneidade, reunindo artistas da atualidade a partir de seis poetas significativos da história da literatura brasileira: Carlos Drummond de Andrade, Clarice Lispector, Cora Coralina, Ferreira Gullar, Manoel de Barros e Paulo Leminski. Foram cinco dias de atividades intensa e gratuita, com a participação de 14 autores e programações artísticas variadas. O bate-papo completo com Lola Salgado pode ser conferido neste link.

  • Revolução Poética na Fábrica Literária ofereceu oficina de conto com Matheus Arcaro

    Atividade, com referências clássicas e dinâmicas práticas, aconteceu durante dois dias A oficina “Escrita Criativa para Conto”, com o escritor Matheus Arcaro, foi uma das atrações do Revolução Poética na Fábrica Literária, evento promovido pela Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto e A Fábrica – Instituto SEB. A atividade aconteceu de forma presencial, em dois dias: no sábado (30/4) e domingo (1/5). Dividida em dois momentos: teórico - mas com foco na história geral da literatura e as características essenciais do conto e prático, em que os participantes leram alguns autores e contos clássicos. “A proposta foi incentivar os participantes a escreverem alguns contos”, disse Matheus Arcaro. Para o escritor, eventos como o Revolução Poética na Fábrica Literária apresentam uma importância cultural e social, por promover o retorno social e a convivência das pessoas. “Inclusive para nossa saúde mental. É a arte e a cultura, a serviço da sociabilidade, em uma cidade como Ribeirão Preto que merece um evento desse porte”, destacando que a arte é fundamental para um dia a dia mais leve e fácil de lidar. “É uma forma de deixar os horrores e absurdos da existência mais suportáveis e fazer enxergar as possibilidades do mundo a partir da arte”, complementou. Matheus Arcaro é mestrando em filosofia contemporânea pela Unicamp. Pós-graduado em História da Arte. Graduado em Filosofia e também em Comunicação Social. É professor, artista plástico, palestrante e escritor, autor de cinco livros: dois de contos - “Violeta velha e outras flores” (Patuá, 2014) e “Amortalha” (Patuá, 2017); um romance - “O lado imóvel do tempo” (Patuá. 2016); um de poesia - “Um clitóris encostado na eternidade” (Patuá, 2019) e um de Filosofia “Nietzsche: verdade como metáfora, linguagem como dissimulação” (Amavisse, 2022). A agenda do Revolução Poética na Fábrica Literária trouxe oficinas, conversas literárias, debates e atividades artísticas. O evento celebrou o Dia da Literatura Brasileira, comemorado em 1º de maio, com a proposta de revolucionar a poesia na contemporaneidade, reunindo artistas da atualidade a partir de seis poetas significativos da história da literatura brasileira: Carlos Drummond de Andrade, Clarice Lispector, Cora Coralina, Ferreira Gullar, Manoel de Barros e Paulo Leminski.

  • “Ler é mais importante que escrever”, disse Jeferson Tenório durante evento literário

    No primeiro dia do evento, o autor de “O Avesso da Pele” conversou com público presencial e online direto do auditório do espaço A Fábrica, abordando temas como literatura, educação e negritude Crédito Foto: Ana Martinez A segunda edição do Revolução Poética, realizado neste ano em parceria da Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto e do Instituto SEB - A Fábrica, trouxe na noite desta sexta-feira (29), uma saborosa conversa literária com o escritor Jeferson Tenório sobre seu premiado romance “O Avesso da Pele” (Companhia das Letras, 2020). O evento, realizado presencialmente no auditório do espaço A Fábrica, no Centro da cidade, e com transmissão online em tempo real, contou com a participação do professor e pedagogo Marcelo Müller na condução do bate-papo. O escritor carioca radicado em Porto Alegre falou da alegria em estar no Revolução Poética na Fábrica Literária, festejando a literatura e, ressaltou a importância da sala de aula em sua construção como autor. “Me tornei escritor porque fui professor. As histórias vividas com meus alunos não só me tornaram uma pessoa melhor, como me trouxeram uma visão de mundo sem a qual eu não conseguiria escrever”, afirmou Tenório. Referência nacional e internacional por conta de “O Avesso da Pele”, o escritor contou que sua relação com a literatura não guarda tradições e o despertar para esse mundo veio da música. “Eu não era um leitor e meu letramento poético veio do rap. Minha escrita criativa começou com imitações de textos de autores que eu ia descobrindo e gostando”, contou Tenório, lembrando o Magma Rap, grupo que fez parte em Porto Alegre. Para ele - hoje doutorando em Teoria Literária pela PUCRS - a função essencial da literatura é formar leitores e sua escolha por privilegiar a linguagem acessível é focada nisso. “A escrita impacta o mundo, mas ler é mais importante que escrever”, afirmou o autor. A questão do racismo estrutural que permeia a sociedade brasileira em diferentes instâncias é o eixo em torno do qual se desenrola o enredo de “O Avesso da Pele” e, sobre o assunto, o escritor abordou alguns pontos centrais: educação, violência policial, religiosidade afro e humanidade negra. Racismo e descolonização Recentemente vítima de ameaças de morte em Salvador/BA, após anúncio de sua palestra numa escola, exatamente sobre o livro “O Avesso da Pele”, Jeferson Tenório reforçou a importância da literatura - e de todas as artes - no processo de transformação de mentalidades, embora não acredite na mesma como instrumento prático de mudanças rápidas nesse cenário. “A literatura age num outro tempo, que é subjetivo. A mudança é interna e demora. Por outro lado, a literatura é poderosa, como todas as artes, e incomoda as pessoas. Meu livro não é um manual antirracista, mas as pessoas podem ler e se dar conta de algumas coisas”, pontuou. Tenório também comentou a diferença de tratamento dispensada aos negros pela polícia, ponto central na história apresentada pelo romance em debate. “Infelizmente, a violência policial faz parte do cotidiano da população negra e vivemos num país onde se autorizou o discurso de ódio e a intimidação. Estamos num processo de descolonização das mentalidades e isso sempre é violento”, enfatizou o escritor. Religiosidade e afetos A referência às religiões de matriz africana na construção do personagem Pedro - protagonista do livro -, ao mesmo tempo em que tem caráter literário, também não deixa de ser um registro importante, já que o espaço que essa temática tem ganhado na mídia, em sua maioria, trata de situações de violência contra essas religiões. “É importante ressaltar que o que está no livro é literatura. É um arquétipo. E não religião. No entanto, há a realidade que nos cerca como, por exemplo, a do Rio Grande do Sul, um lugar contraditório nessa questão porque tem grande presença de espaços religiosos de matriz africana, mas é também um Estado que promove um apagamento da identidade negra, com muita ênfase ao orgulho da herança europeia”, explica Jeferson Tenório. Outro ponto abordado pelo autor foi a relação de afetividade que se desenvolve no romance, entre pai e filho negros. “Quanto tratamos das questões raciais, o mais importante não é a pele visível, mas o avesso dela, que é nossa humanidade, nossos afetos, nossos conflitos. Um lugar único, isolado, que ninguém tem acesso. É isso o que importa ser preservado na sobrevivência quando o mundo quer te reduzir à cor da sua pele”, concluiu Tenório. Tela grande A contundente denúncia à violência policial e à desigualdade racial que habita as estruturas sociais do Brasil deu ao livro “O Avesso da Pele” não somente o Prêmio Jabuti 2021 na categoria romance literário, como está em andamento o projeto de adaptação da história para o cinema. “Será uma outra obra, uma outra apropriação. Mas creio que o público vai gostar e se emocionar muito também”, adianta Jeferson Tenório, que tem a próxima obra formatada. Sem revelar detalhes, ele apenas deixou escapar que o ambiente do enredo será uma universidade e que o foco será na história intelectual dos negros. “O beijo na parede” e “Estela sem Deus” são outros títulos do escritor. A agenda do Revolução Poética na Fábrica Literária trouxe oficinas, conversas literárias, debates e atividades artísticas. O evento celebrou o Dia da Literatura Brasileira, comemorado em 1º de maio, com a proposta de revolucionar a poesia na contemporaneidade, reunindo artistas da atualidade a partir de seis poetas significativos da história da literatura brasileira: Carlos Drummond de Andrade, Clarice Lispector, Cora Coralina, Ferreira Gullar, Manoel de Barros e Paulo Leminski. A abertura completa do evento pode ser conferida no site no canal da Fundação no YouTube.

botao_fixo.png
logo.png
  • Instagram
  • Facebook
  • Preto Ícone LinkedIn
  • Twitter
  • YouTube

Rua Professor Mariano Siqueira, 81

Jardim América - Ribeirão Preto SP

Fale conosco

Telefone: (16) 3900-0284 | 3911-1050

WhatsApp: (16) 98201-2389

contato@fundacaodolivroeleitura.com.br

Horário de Funcionamento

De segunda a sexta, das 9h às 18h

*Consulte nossos horários especiais de funcionamento durante a Feira Internacional do Livro e demais eventos.

Receba nossa News e fique por dentro de todos nossos eventos e notícias

Obrigado pelo envio!

bottom of page