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  • Sarau dos Médicos abre agenda de março da Fundação do Livro e Leitura

    O Sarau do Grupo de Médicos Escritores e Amigos Dr. Carlos Roberto Caliento, liderado pelo médico e escritor Nelson Jacintho, recebeu poetas, músicos, escritores e não-escritores em mais um encontro que aconteceu na primeira quarta-feira do mês de março (1/3). Durante o encontro, Nelson Jacintho reforçou que o Sarau já foi responsável pelo surgimento de novos artistas em Ribeirão Preto, auxiliando no desenvolvimento de suas obras. “Algumas pessoas que não escreviam, passaram a escrever e publicar livros, graças ao nosso grupo”, destacou. A atividade é gratuita e aberta ao público, sempre realizada na primeira quarta-feira do mês. O próximo encontro já tem data marcada: acontece no dia 5 de abril, às 20h, na sede da Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto (Rua Professor Mariano Siqueira, 81, Jardim América).

  • Cine Fórum exibe “A noiva estava de preto”

    A segunda sessão do ano do Cine Fórum aconteceu no dia 11 de fevereiro (sábado), na sede da Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto. Nesta edição, os Gêmeos do Cinema, Marcos e André de Castro, escolheram o filme “A noiva estava de preto”, de 1968, dirigido pelo cineasta francês, François Truffaut. O longa é uma homenagem de François Truffaut ao diretor inglês Alfred Hitchcock, o mestre do suspense. O filme conta a história de Julie Kohler, que tem seu marido assassinado em seus braços, nos degraus da igreja, logo após o seu casamento. A partir desse ponto ela sai em busca dos responsáveis, encontrando os cinco culpados e começando um jogo de sedução e perseguição para se vingar. O filme é baseado no livro de mesmo nome, do escritor estadunidense Cornell Woolrich, publicado em 1940, e foi indicado ao Prêmio Globo de Ouro como melhor filme estrangeiro e ao Prêmio Edgar como melhor roteiro. Cada um pode ser um crítico de cinema Crítica de cinema é algo plural e diversificado, em que cada pessoa pode ter uma opinião sobre determinado filme. É com essa ideia que o projeto Cine Fórum oferece a oportunidade de assistir aos clássicos do cinema, com direito a um debate e várias discussões. “Todo filme é um grande entretenimento. Mas, certas obras quando acabam, é impossível ficar sem expor a visão de cada um sobre o filme. É isso que proporcionamos: transformar todos em críticos de cinema. Queremos ouvir opiniões e sensações que o filme transmite”, alerta Marcos de Castro.

  • Sarau do Grupo de Médicos Escritores é realizado na sede da Fundação

    A primeira atividade cultural da Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto do mês de fevereiro aconteceu no dia 01/02, na sede da entidade, com o Sarau do Grupo de Médicos Escritores e Amigos Dr. Carlos Roberto Caliento. O grupo recebeu escritores, músicos, poetas e não-artistas também que puderam apresentar trechos de obras próprias. “Nosso encontro é aberto para a população em geral. Queremos estimular, cada vez mais, o surgimento de escritores em Ribeirão Preto e região”, comentou Nelson Jacintho, médico e escritor que organiza o encontro. Ele lembrou ainda que muitos escritores da cidade surgiram nas rodas do sarau dos médicos. “Algumas pessoas que não escreviam, passaram a escrever e hoje publicam livros, graças ao nosso grupo”, destaca. Com 10 anos de atividades, o grupo está presente no calendário mensal da Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto. Um motivo de orgulho para o escritor: “somos o único grupo presente no calendário literário da cidade”, disse Nelson Jacintho.

  • Clube do Livro inicia agenda de 2023 com debate sobre a obra “Gilead”

    O tradicional encontro mensal de leitura da Fundação do Livro e Leitura - o Clube do Livro -, coordenado pela bibliotecária Gabriela Pedrão, já está com a lista completa dos livros que serão discutidos durante o ano de 2023. Neste mês de janeiro, o encontro aconteceu no sábado (21), de forma on-line, e debateu o livro “Gilead”, segundo romance de uma das mais brilhantes autoras americanas contemporâneas, Marilynne Robinson. O livro é aclamado pela crítica e pelo público, vencendo o Pulitzer de 2005. “Optamos pela escolha dessa obra em janeiro por ter uma mensagem mais positiva. É interessante começarmos o ano com uma leitura mais leve”, destacou Gabriela Pedrão. Gilead é o segundo romance de Marilynne Robinson e é uma declaração de amor incondicional à vida, mesmo assombrada por Deus e um lamento por sua brevidade. O livro tem em suas páginas a dimensão de obra que atingiu a maturidade plena e que conduz o leitor à sua própria plenitude. Os integrantes do grupo de leitura também já escolheram os próximos livros que compõem a agenda do ano. “Em novembro todos os integrantes fazem sugestões, selecionamos 12, de onde fazemos o calendário. Entramos no nosso sétimo ano de Clube do Livro e ainda não repetimos nenhum autor ou autora”, destaca a bibliotecária. Confira a lista do Clube do Livro para 2023: 21 de janeiro: “Gilead”, de Marilynne Robinson 25 de fevereiro: “Formas de voltar para casa”, de Alejandro Zambra 25 de março: “As alegrias da maternidade”, de Buchi Emecheta 29 de abril: “O falecido Mattia Pascal”, de Luigi Pirandello 27 de maio: “A porta”, de Magda Szabó 24 de junho: “A vida invisível de Eurídice Gusmão”, de Martha Batalha 29 de julho: “A ilha do dia anterior”, de Umberto Eco 19 de agosto (presencial na FIL) e 26 de agosto (virtual): “Tudo é rio”, de Carla Madeira 23 de setembro: “O quarto de Giovanni”, de James Baldwin 21 de outubro: “O verão em que mamãe teve olhos verdes”, de Tatiana Tibuleac 18 de novembro: “Afirma Pereira”, de Antonio Tabucchi 09 de dezembro: “Botchan”, de Natsume Soseki

  • Cine Fórum abre a temporada de atividades culturais de 2023

    A Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto inicia a programação cultural gratuita do ano de 2023 com a primeira edição do Cine Fórum de 2023 que aconteceu no dia 14 de janeiro, com a exibição e debate do filme de ficção científica “Blade Runner – O Caçador de Androides”, de 1982, do diretor Ridley Scott. O longa é baseado no livro “Androides Sonham com Ovelhas Elétricas?”, do autor Philip K. Dick, e se passa no Século 21 – com as projeções do século 20 – e retrata humanoides, conhecidos como replicantes, que foram criados para serem usados como escravos em colônias fora da Terra, até o início de um motim. “Esse é o maior filme de ficção científica da história do cinema. Exibimos um filme sem cortes e com o final alternativo”, disse um dos Gêmeos do Cinema, Marcos de Castro, que é coordenador do grupo, junto com seu irmão, André de Castro. “Blade Runner é um filme investigativo, um filme 95% de diálogo e 5% de ação. A proposta foi fazer um debate sobre vida após a morte, crenças religiosas, mas com uma beleza visual sublime”, destacou André de Castro. “Por ele ser uma grande riqueza visual e comunicativa, foi uma boa escolha para começar o ano de 2023 do Cine Fórum”, reforçou o irmão Marcos. A agenda do Cine Fórum já está programada para os meses de fevereiro (11/02) com a exibição de “A noiva estava de preto”, de François Truffaut, e em março (11/03), com a exibição de “O céu que nos protege”, de Bernardo Bertolucci.

  • Equipe da Fundação do Livro e Leitura participa de entrega de Prêmio de Cultura do Governo de SP

    Uma noite para celebrar grandes nomes do cenário da cultura do Estado de São Paulo. Assim foi o evento “Premiações da Cultura de São Paulo – 2021/2022”, realizado no dia 14 de dezembro, no Teatro Sérgio Cardoso, pelo Governo do Estado de São Paulo. Estiveram presentes representantes da equipe da Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto, realizadora da FIL – Feira Internacional do Livro - selecionada na categoria “Mostras, Festivais, Mercados e Eventos Culturais”, na pessoa de Dulce Neves, presidente da entidade. “Desta vez não levamos o prêmio, mas ficamos muito felizes por termos dividido espaço com nomes de tanto peso no cenário cultural, que estavam presentes nesta noite de celebração da arte, da cultura e da economia criativa do Estado de São Paulo. O prêmio referenciou diversas personalidades e grandes projetos do setor cultural. A todos os vencedores, nossos parabéns e admiração”, disse Dulce Neves sobre a indicação inédita ao prêmio. “A premiação reuniu nomes responsáveis pela gestão da cultura no Estado e que contribuem imensamente no dia a dia para o crescimento do setor. Foi muito gratificante estar presente e ver tanta gente reunida em prol da cultura. É muito significativo para mensurarmos os resultados do nosso trabalho”, complementa Adriana Silva, vice-presidente da Fundação do Livro e Leitura e curadora da FIL, que também esteve presente. Entre os vencedores, estavam Jader Rosa, pelos estudos e pesquisas do Itaú Cultura; o maestro João Carlos Martins, pelos 60 anos de seu primeiro concerto no Carnegie Hall; o escritor indígena Daniel Munduruku premiado por seu trabalho no Instituto Uka/Casa dos Saberes Ancestrais; a cantora Anelis Assumpção, por criar o Museu Itamar Assumpção; o ex-governador João Doria, pelo restauro e ampliação do Museu do Ipiranga e do Jardim Francês; Zita Carvalhosa, pela realização do Festival Internacional de Curtas de São Paulo; Paulo Tatit; Sandra Peres, pelas atividades realizadas pelo grupo musical infantil Palavra Cantada, entre outros. Na cerimônia, também foram entregues as medalhas Mário de Andrade, Tarsila do Amaral e do Mérito Museológico Waldisa Rússio Camargo Guarnieri para personalidades como o ator Odilon Wagner, o arquiteto Ricardo Ohtake, a deputada estadual Erica Malunguinho. Durante a cerimônia, o Secretário de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo, Sérgio Sá Leitão, destacou o valor dos projetos reconhecidos e a importância do trabalho em conjunto do setor em prol da cultura. “Juntos, provamos que o aporte público para a arte não é gasto. É investimento com alto potencial de retorno. Vocês são fundamentais. Juntos, mostramos que a arte é essencial. Estamos homenageando hoje àqueles que fazem e movimentam a arte, a cultura e a economia criativa em São Paulo”, disse. A premiação O Prêmio Governo do Estado de São Paulo para as Artes 2022 foi criado em 1950 pela Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo e, nessa edição, premiou representantes do setor que se destacaram ao longo de 2021, escolhidos pelo governador Rodrigo Garcia (PSDB) a partir de uma lista elaborada pela Secretaria de Cultura e Economia Criativa do estado. Os ganhadores de cada uma das 15 categorias receberam um troféu e R$ 30 mil. Houve também homenagens ao produtor cultural, Sérgio Ajzenberg; ao ex-diretor do Museu Afro-Brasil, Emanoel Araújo; ao jornalista, Jorge da Cunha Lima, que faleceram em 2022; além do arquiteto, Ruy Ohtake, no fim de 2021.

  • Cine Fórum encerra agenda do ano e retorna em janeiro com o filme Blade Runner

    O ano de 2022 trouxe uma programação fixa para os amantes do cinema em Ribeirão Preto: em fevereiro, o Cine Fórum anunciou a agenda de atividades, após oito anos de espera. Para essa retomada, o projeto teve um novo local: a sede da Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto. Durante o ano, os participantes do Cine Fórum debateram sobre diversos estilos cinematográficos, como terror, comédia, ficção e drama. Entre eles, “A Procura do Mr. Goodbar”, “O Beco das Ilusões Perdidas”, “Eles Atiram em Cavalos, Não Atiram?”, “Terror em Amityville”, “Christine”, “O Fio da Navalha”, “Solaris”, “Um Dia de Cão” e “Certas Mulheres”. Mais de 170 pessoas participaram dos encontros. Ao todo foram assistidos nove filmes, seguidos por debates. Na avaliação dos idealizadores do projeto, Marcos e André de Castro – os Gêmeos do Cinema – o Cine Fórum de 2022 teve um excelente resultado, com lotação do público em todas as sessões. “Os debates foram sempre bons, com um público aberto para novas conversas”, comenta Marcos de Castro, destacando a aceitação dos participantes com relação aos filmes exibidos. Agenda do próximo ano Para, 2023, os organizadores do Cine Fórum esperam realizar novos encontros durante todo o ano. “Estamos com a programação fechada até março, porém queremos trazer assuntos importantes e filmes que precisam ser vistos e que não são os mais famosos e mais encontrados por aí”, reforça Marcos. Até março, o Cine Fórum vai receber o tão aclamado “Blade Runner”; filmes do diretor italiano Bernardo Bertolucci e do francês François Truffaut. Último encontro A Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto recebeu o último encontro de 2022 no último sábado (3/12). A atividade debateu a obra “Certas Mulheres”, de 2016, que tem a direção da Kelly Reichardt e participação de atrizes premiadas, como Laura Dern (Laura Wells), Kristen Stewart (Beth Travis) e Michelle Williams (Gina Lewis). Segundo Marcos de Castro, a escolha do filme para encerrar o ano não foi por acaso. O trabalho de Kelly Reichardt foi aclamado em três dos principais festivais de cinema: de San Andrés, Toronto e Nova Iorque. “Como a produção não faz parte de um grande estúdio, as pessoas não conseguem encontrá-la nos streamings. Por isso, o momento foi perfeito para exibir ‘Certas Mulheres’ e encerrar a programação de 2022 do Cine Fórum”, conclui Marcos.

  • Livro resgata a história por trás dos cafezais paulistas

    Para além de variações de grãos, tipo de solo e temperatura da região de plantio e modos de preparo, a produção cafeeira na região de Ribeirão Preto foi testemunha de mudanças e transformações sociais, que alinhavam a história cultural de cidades formadas a partir dos seus carreadores. E, as novas realidades nascidas e fortalecidas pelos ventos que assopraram para fora das lavouras de café e circundavam a cidade são a base da pesquisa realizada pela jornalista Adriana Silva e pelas professoras Lilian Rosa e Sandra Molina na produção do livro “Sem pedir licença: a modernidade invade os cafezais paulistas”, lançado na 21ª FIL, no dia 26 de agosto. Durante oito meses, as autoras realizaram um extenso trabalho de pesquisa, leitura e entrevistas para contextualizar em artigos temáticos as mudanças e transformações sociais que a modernidade impôs a um sistema que vivia em torno da produção cafeeira, com todos os seus desdobramentos de relações entre as pessoas. “Modernidade é um processo que chega e se instala sem pedir bênção, com reflexos que se espalham e se apoderam das novas formas de configuração econômica, social e cultural da população”, explica Lilian Rosa. O trabalho, localizado entre a virada do século 19 até as décadas de 1950 e 60, oferece uma leitura envolvente sobre aspectos históricos que pontuam a vida contemporânea em Ribeirão Preto e municípios vizinhos, identificados no mapa como fortes produtores de café no Estado de São Paulo. “Conforme a modernidade se impõe, tudo vai se misturando, tanto no conceito, como na prática: gastronomia, arquitetura, religiosidade, produção artística, festas populares. Além de novas configurações sociais, essa mistura dá conta do que somos hoje. E muita gente não sabe e não conhece isso”, destaca Sandra Molina. O livro faz o leitor perceber que, tão importante e vital como era o movimento das peneiras altas para limpar os grãos de café e preservar sua qualidade, o conhecer, saber, compreender e ter orgulho de onde se vem é fundamental para o processo de cuidado e preservação histórico-cultural. “Em Ribeirão Preto e região, temos valores e uma história que nenhum outro grupo tem. Isso é especial e ter essa consciência gera o cuidado para que estátuas não sejam depredadas, casas não sejam destruídas e tesouros como a arte de Benedito Calixto na Catedral sejam preservadas, assim como as festas e a religiosidade dos pretos. É uma cidadania que se constrói com amor no processo de educação e que traz empoderamento ao ribeirão-pretano. Essa é a ideia e a intenção do livro: que os leitores tenham orgulho de onde vieram e de sua história, e cuidem dela com amor”, arrematou a professora Sandra. A obra conta também com pesquisa de Helena de Oliveira Rosa; prefácio da jornalista Dulce Neves; revisão de Viviane Gomes Drigo Alves; projeto gráfico de Rita Corrêa e impressão de São Francisco Gráfica e Editora. Esta edição conta com o patrocínio da Usina Alta Mogiana e integra o Projeto Plano Anual 2020: Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto, Código 29106, do ProAC ICMS – Programa de Ação Cultural do Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa. Todos os direitos desta edição estão protegidos pela Lei 9.610/1998 e reservados à Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto. O livro está disponível em versão PDF no link e também foi distribuído em escolas da região e instituições educativas. Realização Ministério do Turismo, Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa, Prefeitura Municipal de Ribeirão Preto, Usina Alta Mogiana, GS Inima Ambient e Fundação do Livro e Leitura apresentam a 21ª Feira Internacional do Livro de Ribeirão Preto (FIL). Patrocínio Diamante: Usina Alta Mogiana e GS Inima Ambient. Patrocínio Ouro: GasBrasiliano e Savegnago. Patrocínio Prata Passalacqua, Premier Pet, Pedra Agroindustrial, Ribeirãoshopping, Riberfoods, Usina Vertente,Tereos e Vittia. Patrocínio Bronze: Supermercados Gricki, MazaTarraf, Tracan, Santa Helena. Patrocínio: Madeiranit, Usina São Martinho, Tarraf. Instituição Cultural: SESC. Parceria Cultural: Fundação Dom Pedro II – Theatro Pedro II, Alma – Academia Livre de Música e Artes, Biblioteca Sinhá Junqueira, Centro Cultural Palace, Instituto do Livro, CUFA, A Fábrica, IPCCIC – Instituto Paulista de Cidades Criativas e Identidades Culturais, Teatro Municipal de Ribeirão Preto, AbaCare, Associação de Surdos, CAEERP, FADA, Fundação Panda, Ribdown, SOMAR. Apoio: ACIRP, Base Química , Cenourão, Combustran, DTEK, Durati Distribuidora, Lopes Material Rodante,Molyplast, Mialich supermercados, Santa Emília, Transmogiana,Tonin, Vantage – Geo Agro, ViaBrasil, Coderp, Transerp, Guarda Civil Municipal, Polícia Militar, Secretaria de Cultura e Turismo, Secretaria de Educação, Secretaria do Meio Ambiente, Secretaria de Infraestrutura. Apoio Cultural: Convention Bureau, Colégio Marista, Diretoria de Ensino – Região de Ribeirão Preto, ETEC – José Martimiano da Silva, Educandário, SESI, Barão de Mauá, Centro Universitário Moura Lacerda, Unaerp, NW3, Grupo Utam, Monreale Hotéis, Painew, Verbo Nostro Comunicação Planejada e Instituto Unimed. Sobre a Feira Internacional do Livro de Ribeirão Preto A 21ª edição da Feira Internacional do Livro de Ribeirão Preto (FIL), aconteceu de 20 a 28 de agosto, com a proposta de reflexão sobre o tema “Do Caburaí ao Chuí: a força da Literatura Brasileira”, proposição que embasou todas as mais de 200 atividades e debates do evento. Salões de ideias, conferências, palestras, mesas-redondas, oficinas, shows, espetáculos infantis, performances, contações de histórias, saraus e projetos educacionais, entre outras atividades – todas gratuitas.

  • Livro coletivo traz biografias de personagens dos séculos XIX e XX

    O melhor discurso é o bom exemplo. Essa foi a principal frase usada pela jornalista Adriana Silva para ilustrar ao público presente no auditório da Biblioteca Sinhá Junqueira, a importância histórica, social, cultural e econômica do livro “Histórias de Vida: homens e mulheres que marcaram seu tempo (1850 - 1929)”, lançado durante a Feira Internacional do Livro de Ribeirão Preto, no dia 26 de agosto. Reunindo 17 biografias escritas por 13 autores, a produção autoral coletiva reflete um período histórico de 80 anos, entre 1850, quando nasceu Francisco Schmidt, até 1929, ano de nascimento de Saulo Ramos, dois dos biografados. A proposta das 298 páginas é homenagear pessoas que, de alguma forma, contribuíram com o desenvolvimento industrial e humano em Ribeirão Preto e na região, inclusive com reflexos nacionais e internacionais, como é o caso de Alberto Santos Dumont. “Num primeiro momento, registrar trajetórias de pessoas importantes para uma localidade é uma homenagem porque faz o reconhecimento. Mas também é didático pela difusão de exemplos”, comenta a jornalista e educomunicadora, Adriana Silva, organizadora do livro. Plural, a publicação selecionou homens e mulheres de diferentes áreas, da política às artes plásticas, do universo jurídico à aviação, da vida eclesiástica ao jornalismo, do desenvolvimento econômico à cidadania, em meio a um Brasil em plena transformação. “Todos os biografados tinham muitas histórias e foi um grande desafio condensar tantas informações em artigos de tamanho limitado”, lembra Adriana Silva. O empresário Luiz Octavio Junqueira Figueiredo destacou em seu prefácio na obra que, além de todas as motivações, escrever um livro com biografias de homens e mulheres que transformaram suas vidas é um comprometimento com a história. “Localizar, no tempo, personagens reais, que interagiram de forma contundente para mudar percursos ou enfatizar rotas importantes, é uma forma de avaliar historicamente os muitos períodos, sejam organizados por décadas, ou séculos”, destacou. A historiadora e professora Sandra Molina pesquisou e escreveu sobre Theolina Zemila de Andrade Junqueira, a Sinhá Junqueira, que dá nome à antiga biblioteca Altino Arantes, mesma casa onde ela viveu. Para a autora, falar de uma mulher foi o que mais a emocionou, junto com as descobertas que fez sobre sua biografia. “O foco foi a mulher Theolina e não a Sinhá das benevolências. Uma mulher que, mesmo pertencendo à elite, passou por diferentes dificuldades, porque era alguém que tinha dinheiro, mas não tinha poder. Ela não teve acesso à educação, casou com um primo de maneira arranjada pela família e não teve filhos, o que era muito mal visto à época. E essa mulher conseguiu se empoderar, soube ler o mundo onde estava, identificar o lugar dela naquela cena e criar a personagem da Sinhá, por meio da qual lançou as bases de ações de cidadania em diferentes áreas”, comenta Sandra Molina. Para a historiadora, o livro traz o diferencial de levantar informações que ficam na academia e aproximá-las da população com uma linguagem mais suave. O lançamento ter sido feito na Biblioteca Sinhá Junqueira foi, para Molina, um presente à parte. “Muito especial entregar este trabalho na casa da Theolina, onde ela cuidava de toda a estrutura da rotina para que o marido pudesse cuidar das terras. Emocionante”, disse a professora. As curiosidades também pontuam os textos como, por exemplo, o fato de Amador Aguiar, fundador do banco Bradesco, ter dormido em bancos da praça XV de Novembro, exatamente em frente a uma das atuais agências da rede. Para compor uma obra com demanda tão extensa, a equipe de autores foi grande. Além de Adriana Silva e Sandra Molina, assinam os artigos: Amanda Colnaghi Nassorri, Helena de Oliveira Rosa, Luciana Barizon Luchesi, Luciana Squarizi, Nainôra Barbosa de Freitas, Leila Heck, José Manuel Lourenço, Lilian de Oliveira Rosa, Mônica Oliveira, Renata Sunega e Robson Mendonça Pereira. “Esse é um livro para pessoas interessadas em saber mais sobre outras pessoas”, resumiu Adriana Silva, comemorando o rápido retorno recebido de uma professora leitora que vai levar o livro para a sala de aula. “Esse é objetivo: disseminar as histórias desses homens e mulheres ícones em seus tempos”. A primeira edição de “Histórias de Vida: homens e mulheres que marcaram seu tempo (1850-1929)” conta com patrocínio da Usina Alta Mogiana e integra o Plano Anual da Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto (Pronac 193500), da Lei de Incentivo à Cultura do Governo Federal. Estão biografados Francisco Schmidt, Dom Alberto José Gonçalves, Coronel Quinzinho da Cunha, Washington Luís, Alberto Santos Dumont, Theolina Zemila de Andrade Junqueira (Sinhá Junqueira), Antônio Diederichsen, João Alves Meira júnior, Cândido Portinari, Amador Aguiar, Antônio Machado Sant’Anna, Zeferino Vaz, Nelson Rockefeller, professora Glete de Alcântara, capitã Altamira Pereira Valadares, Maurílio Biagi e Saulo Ramos. A produção contou com o projeto gráfico desenvolvido pela designer Rita Corrêa, revisão de Eva Barbosa e impressão de São Francisco Gráfica e Editora. Todos os direitos desta edição estão protegidos pela Lei 9.610/1998 e reservados à Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto. O livro não pode ser comercializado, mas após o lançamento na FIL, está disponível em versão PDF no site www.fundacaodolivroeleiturarp.com/. A obra também está sendo distribuída em escolas da região e instituições educativas. Realização Ministério do Turismo, Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa, Prefeitura Municipal de Ribeirão Preto, Usina Alta Mogiana, GS Inima Ambient e Fundação do Livro e Leitura apresentam a 21ª Feira Internacional do Livro de Ribeirão Preto (FIL). Patrocínio Diamante: Usina Alta Mogiana e GS Inima Ambient. Patrocínio Ouro: GasBrasiliano e Savegnago. Patrocínio Prata Passalacqua, Premier Pet, Pedra Agroindustrial, Ribeirãoshopping, Riberfoods, Usina Vertente,Tereos e Vittia. Patrocínio Bronze: Supermercados Gricki, MazaTarraf, Tracan, Santa Helena. Patrocínio: Madeiranit, Usina São Martinho, Tarraf. Instituição Cultural: SESC. Parceria Cultural: Fundação Dom Pedro II – Theatro Pedro II, Alma – Academia Livre de Música e Artes, Biblioteca Sinhá Junqueira, Centro Cultural Palace, Instituto do Livro, CUFA, A Fábrica, IPCCIC – Instituto Paulista de Cidades Criativas e Identidades Culturais, Teatro Municipal de Ribeirão Preto, AbaCare, Associação de Surdos, CAEERP, FADA, Fundação Panda, Ribdown, SOMAR. Apoio: ACIRP, Base Química , Cenourão, Combustran, DTEK, Durati Distribuidora, Lopes Material Rodante,Molyplast, Mialich supermercados, Santa Emília, Transmogiana,Tonin, Vantage – Geo Agro, ViaBrasil, Coderp, Transerp, Guarda Civil Municipal, Polícia Militar, Secretaria de Cultura e Turismo, Secretaria de Educação, Secretaria do Meio Ambiente, Secretaria de Infraestrutura. Apoio Cultural: Convention Bureau, Colégio Marista, Diretoria de Ensino – Região de Ribeirão Preto, ETEC – José Martimiano da Silva, Educandário, SESI, Barão de Mauá, Centro Universitário Moura Lacerda, Unaerp, NW3, Grupo Utam, Monreale Hotéis, Painew, Verbo Nostro Comunicação Planejada e Instituto Unimed. Sobre a Feira Internacional do Livro de Ribeirão Preto A 21ª edição da Feira Internacional do Livro de Ribeirão Preto (FIL), aconteceu de 20 a 28 de agosto, com a proposta de reflexão sobre o tema “Do Caburaí ao Chuí: a força da Literatura Brasileira”, proposição que embasou todas as mais de 200 atividades e debates do evento. Salões de ideias, conferências, palestras, mesas-redondas, oficinas, shows, espetáculos infantis, performances, contações de histórias, saraus e projetos educacionais, entre outras atividades – todas gratuitas.

  • Autores locais são destaque na 21ª Feira Internacional do Livro de Ribeirão Preto

    No Salão de Ideias do último dia da FIL, o jornalista e escritor João Augusto falou sobre “A beleza e a vida por trás das palavras” A participação dos autores locais em todas as edições da Feira Internacional do Livro de Ribeirão Preto sempre foi constante e primordial. “São figuras essenciais na FIL”, disse a curadora Adriana Silva. No domingo, 28/8, o jornalista e poeta João Augusto, autor local homenageado nesta 21ª edição da FIL, conversou com o público, em Salão de Ideias no período da tarde, sobre a força e a importância das palavras. “Não há nada que tenha sido criado pelo ser humano que não passa pela palavra”, disse o escritor, contando que companhia é sua palavra preferida. João Augusto também abordou questões como as diversas crenças que condicionam o entendimento da vida e a força da palavra como influência, interferência, ampliação e limite. “Junto com a poesia, a palavra nos faz pensar e sentir diferente. Com quais palavras costumamos conviver e passar o dia? Quais palavras oferecemos às pessoas que cruzam nosso caminho ao longo do dia?”, questionou, incentivando reflexões. Com cinco livros publicados, todos de poesia, João Augusto começou a escrever pela inadaptação ao que se chama de realidade. Sua escrita inicial não era com tinta e papel, mas com brinquedos que ele inventava na infância, para enganar a repetição dos dias. Além de jornalista e poeta, João Augusto cursa faculdade de Ciência Política. Mais talentos locais O Salão Mármore do Centro Cultural Palace, tradicional espaço dos autores locais para a venda e exposição dos livros e também ponto de encontro dos escritores da região durante a FIL, atraiu nesta 21ª edição 170 escritores. Durante os 9 dias de feira, foram 18 lançamentos e 40 sessões de autógrafos. Para o escritor Mauricio Affonso, psicanalista e escritor, através da FIL foi possível o lançamento de seu primeiro livro: “O Prefeito Perfeito”, resultado de sua trajetória profissional - ficção de um grupo de pessoas idealistas que combatem a corrupção em uma cidade, criando um novo candidato, com um ideal diferente. “Aqui é o espaço que precisamos. Como começaram os autores consagrados? Certamente, foi com o apoio de eventos como este. A Feira do Livro está fazendo um papel fantástico. Se não fosse este espaço seria muito difícil para que pudéssemos divulgar nosso trabalho”. O publicitário e escritor Luís Claudio de Souza Pereira trouxe também para o espaço seu primeiro livro: “América Latina 2051”. O livro conta a história de Aisha, uma afrodescendente, professora universitária de História latino-americana e de Kauê, um indígena da Amazônia, expert em inteligência de dados. Para o autor, estar no espaço e poder vender seus primeiros livros foi muito gratificante. “Estamos em um espaço privilegiado que promoveu e deu mais visibilidade aos escritores independentes. Este é o meu primeiro ano de forma presencial e estou muito satisfeito com a vendas”, declarou. Maris Ester de Souza, presidente da Casa do Poeta e do Escritor de Ribeirão Preto, disse que esta edição da FIL foi uma efervescência cultural. “Estamos muito felizes e com um maior número de escritores do que em edições passadas”. “Quando vi a placa anunciando a FIL, na entrada da Praça XV de Novembro, chorei de emoção. Todo mundo estava com saudade da Feira do Livro presencial. Foi tudo maravilhoso desde a participação dos autores, do público até a quantidade de contações de história para as crianças”, lembrou Helena Agostinho, Presidente da UEI - União dos Escritores Independentes Presidente. “A Feira do Livro este ano foi maravilhosa, ultrapassando todas as nossas expectativas. Aumentamos a rota de participação dos autores, atingindo agora 34 cidades da região metropolitana de Ribeirão Preto”, alertou o médico e escritor Nelson Jacintho, que é coordenador do estande dos autores locais durante a FIL. Sobre a Feira Internacional do Livro de Ribeirão Preto A 21ª edição da Feira Internacional do Livro de Ribeirão Preto aconteceu de 20 a 28 de agosto de 2022 e trouxe como proposta de reflexão o tema “Do Caburaí ao Chuí: a força da Literatura Brasileira”. A proposição embasou todas as atividades e debates do evento. A feira consagrou-se como um dos maiores eventos culturais do país: 21 anos de história e 20 edições realizadas. Em 2020, a feira tornou-se internacional e em 2021 realizou sua 20ª edição, pela primeira vez, no formato on-line, devido à pandemia do Coronavírus. Realização: Ministério do Turismo, Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa, Prefeitura Municipal de Ribeirão Preto, Usina Alta Mogiana, GS Inima Ambient e Fundação do Livro e Leitura apresentam a 21ª Feira Internacional do Livro de Ribeirão Preto (FIL). Patrocínio Diamante: Usina Alta Mogiana e GS Inima Ambient. Patrocínio Ouro: GasBrasiliano e Savegnago. Patrocínio Prata: Passalacqua, Premier Pet, Pedra Agroindustrial, Ribeirãoshopping e Riberfoods, Usina Vertente,Tereos e Vittia. Patrocínio Bronze: Supermercados Gricki, MazaTarraf, Tracan, Santa Helena. Patrocínio: Madeiranit, Usina São Martinho, Tarraf. Instituição Cultural: SESC. Parceria Cultural: Fundação Dom Pedro II – Theatro Pedro II, Alma – Academia Livre de Música e Artes, Biblioteca Sinhá Junqueira, Centro Cultural Palace, Instituto do Livro, CUFA, A Fábrica, IPCCIC – Instituto Paulista de Cidades Criativas e Identidades Culturais, Teatro Municipal de Ribeirão Preto, AbaCare, Associação de Surdos, CAEERP, FADA, Fundação Panda, Ribdown, SOMAR. Apoio: ACIRP, Base Química , Cenourão, Combustran, DTEK, Durati Distribuidora, Lopes Material Rodante,Molyplast, Mialich supermercados, Santa Emília, Transmogiana,Tonin, Vantage – Geo Agro, ViaBrasil, Coderp, Transerp, Guarda Civil Municipal, Polícia Militar, Secretaria de Cultura e Turismo, Secretaria de Educação, Secretaria do Meio Ambiente, Secretaria de Infraestrutura. Apoio Cultural: Convention Bureau, Colégio Marista, Diretoria de Ensino – Região de Ribeirão Preto, ETEC – José Martimiano da Silva, Educandário, SESI, Barão de Mauá, Centro Universitário Moura Lacerda, Unaerp, NW3, Grupo Utam, Monreale Hotéis, Painew, Verbo Nostro Comunicação Planejada e Instituto Unimed.

  • “Que a vida seja um processo de honra”

    Último dia da 21ª Feira Internacional do Livro de Ribeirão Preto trouxe salões de ideias, espetáculo teatral infantil, oficinas, contações de histórias, shows musicais, palestra sobre as dificuldades enfrentadas pelos surdos no meio cultural, entre outras O último dia da 21º FIL – Feira Internacional do Livro de Ribeirão Preto (28/8) trouxe várias reflexões, desde as diversas formas de escrita até a filosofia na literatura, passando pelas dificuldades que os surdos enfrentam no meio cultural. As famílias também se divertiram durante o dia: foram diversas contações de histórias, oficinas e apresentações musicais e teatrais, entre outras. O Salão de Ideias do domingo foi aberto com um papo sobre intimidade da escrita com a autora paulista Aline Bei, conduzido pela jornalista Daniela Penha. O momento ideal da publicação de um livro, as conduções da narrativa, os novos formatos de texto e a escrita como necessidade de expressão através da literatura foram algumas das temáticas do encontro com a escritora do romance “O Peso do Pássaro Morto” e “Pequena Coreografia ao Adeus”, que é formada em Letras pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo e em Artes Cênicas. “Toda escrita precisa de uma musculatura e, para isso, precisamos descobrir coisas por nós mesmos. Ser escritor é fazer escolhas e sem ter certeza alguma - assim como a vida, pois tudo o que a gente faz existe risco”. Em função da timidez, Aline teve uma infância bastante solitária, com dificuldades em lidar com o mundo e com as outras crianças e pessoas. Como alternativa, sempre se colocou dentro do livro como um lugar de vida. “Era uma fuga de vida e uma forma de buscar ferramentas para estar presente. Eu era muito tímida e hoje eu não me sinto tão tímida assim, pelo menos mais íntima da minha própria timidez. Mas, conquistei ferramentas e modo de estar presente. A literatura que proporciona isso: descobrir que os lugares mais interessantes são os lugares de dentro”, disse. Com 34 anos, Aline contou que já realizou um sonho: o de ser lida. “Nós escrevemos para ser leitura de outras pessoas. Precisamos descobrir coisas por nós mesmos e é preciso investigar com privacidade, porque um livro não nasce na frente de todos que irão ler”. Provocações reflexivas Num dos mais concorridos encontros da FIL, a filósofa, poeta e psicanalista Viviane Mosé amplificou a temática da Filosofia e Literatura e, em meio a declamação de poemas, pontuou falas poéticas e contundentes sobre temas diversos, com total envolvimento do público na conversa. A partir da palavra como eixo do bate-papo, Mosé abordou questões que foram desde o constante e contínuo movimento da vida até a guerra da comunicação - vista por ela como a terceira guerra mundial -, passando pela importância do resgate do pensamento do corpo, extinto pelo pensamento da razão. “A palavra é muito importante para mim e meu tema é vida e amor. A palavra é a solução e o inferno da nossa vida. Nos salva ou nos destrói. Comecei a escrever por necessidade de existência e é importante inventarmos a nossa vida de maneira mais alegre, mais afirmativa, mais saborosa e mais feliz”, disse Viviane. Para a filósofa, a humanidade vive a crise da razão, que exclui quem faz arte, quem sente e quem se emociona. “Sentir e se emocionar demais é visto como coisa de gente desequilibrada, doente, delirante, confusa. E esse conceito tem nos feito perder o ritmo da vida. Há uma urgência que nos obriga a sermos maiores do que somos, mais amplos, menos mesquinhos e menos medíocres”, enfatizou Mosé. “É um milagre estar vivo e precisamos acordar e levantar com dignidade, priorizando a colaboração e a prática da benevolência. A vida precisa ser um processo de honra”, completou. Viviane Mosé ainda provocou a plateia colocando que, em princípio, a Filosofia e a Literatura se opõem. “A Lilosofia trabalha com conceito e conceito é um círculo fechado onde o que tem dentro não sai. A literatura é uma caixa aberta”, explicou. Para a pergunta sobre a verdade, ela respondeu que “a diversidade é o contrário da verdade”. Literatura, música e inclusão A apresentação “Viola Bruta”, com os músicos e violeiros Carlos Melo e Jonathan, abriu as atividades do Centro Cultural Palace neste domingo, com uma boa dose de moda de viola, homenageando a cultura do sertanejo no interior. Na sequência, uma discussão sobre o caminha a literatura do século XXI tomou a cena do local. “De forma coletiva, o futuro da literatura é a união entre a modernidade e os livros”, disse o filósofo, escritor, especialista em linguagem e aprendizagem, Antônio Fais. O estande Diversidade também trouxe uma vivência na manhã do domingo (28/8) com o encontro “Tem um surdo na esfera cultural e agora?”, e depoimento de vida da psicóloga surda, Raissa Siqueira Tostes, com interpretação em Libras de Isabela Brito. “Nós, surdos, também somos pessoas que gostam de frequentar espaços públicos, mas esbarramos em problemas: existem lugares que não há intérpretes para o surdo acompanhar ou quando tem, estão mal colocados”. Sobre a Feira Internacional do Livro de Ribeirão Preto A 21ª edição da Feira Internacional do Livro de Ribeirão Preto aconteceu de 20 a 28 de agosto de 2022 e trouxe como proposta de reflexão o tema “Do Caburaí ao Chuí: a força da Literatura Brasileira”. A proposição embasou todas as atividades e debates do evento. A feira consagrou-se como um dos maiores eventos culturais do país: 21 anos de história e 20 edições realizadas. Em 2020, a feira tornou-se internacional e em 2021 realizou sua 20ª edição, pela primeira vez, no formato on-line, devido à pandemia do Coronavírus. Realização: Ministério do Turismo, Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa, Prefeitura Municipal de Ribeirão Preto, Usina Alta Mogiana, GS Inima Ambient e Fundação do Livro e Leitura apresentam a 21ª Feira Internacional do Livro de Ribeirão Preto (FIL). Patrocínio Diamante: Usina Alta Mogiana e GS Inima Ambient. Patrocínio Ouro: GasBrasiliano e Savegnago. Patrocínio Prata: Passalacqua, Premier Pet, Pedra Agroindustrial, Ribeirãoshopping e Riberfoods, Usina Vertente,Tereos e Vittia. Patrocínio Bronze: Supermercados Gricki, MazaTarraf, Tracan, Santa Helena. Patrocínio: Madeiranit, Usina São Martinho, Tarraf. Instituição Cultural: SESC. Parceria Cultural: Fundação Dom Pedro II – Theatro Pedro II, Alma – Academia Livre de Música e Artes, Biblioteca Sinhá Junqueira, Centro Cultural Palace, Instituto do Livro, CUFA, A Fábrica, IPCCIC – Instituto Paulista de Cidades Criativas e Identidades Culturais, Teatro Municipal de Ribeirão Preto, AbaCare, Associação de Surdos, CAEERP, FADA, Fundação Panda, Ribdown, SOMAR. Apoio: ACIRP, Base Química , Cenourão, Combustran, DTEK, Durati Distribuidora, Lopes Material Rodante,Molyplast, Mialich supermercados, Santa Emília, Transmogiana,Tonin, Vantage – Geo Agro, ViaBrasil, Coderp, Transerp, Guarda Civil Municipal, Polícia Militar, Secretaria de Cultura e Turismo, Secretaria de Educação, Secretaria do Meio Ambiente, Secretaria de Infraestrutura. Apoio Cultural: Convention Bureau, Colégio Marista, Diretoria de Ensino – Região de Ribeirão Preto, ETEC – José Martimiano da Silva, Educandário, SESI, Barão de Mauá, Centro Universitário Moura Lacerda, Unaerp, NW3, Grupo Utam, Monreale Hotéis, Painew, Verbo Nostro Comunicação Planejada e Instituto Unimed.

  • Ignácio de Loyola Brandão: “Ter um projeto pela frente me obriga estar vivo”

    Aos 86 anos, escritor diz na 21ª FIL que vai realizar o primeiro sonho de sua vida: escrever um roteiro para o cinema Nunca é tarde para realizar sonhos. Aos 86 anos, Ignácio de Loyola Brandão é prova viva disso. No sábado, dia 27/8, durante a 21ª FIL – Feira Internacional do Livro de Ribeirão Preto, o escritor revelou que foi convidado a escrever um roteiro para o cinema. “Será uma adaptação do meu livro “Dentes ao Sol”. Com isso, vou realizar o primeiro sonho que tive na vida, que é o de escrever para o cinema”, disse. Além deste, outro livro de Loyola deve virar filme pelas mãos do diretor José Eduardo Belmonte (de Alemão). E o convite veio ao mesmo tempo em que o escritor descobriu uma diabetes, após apresentar problemas no olho direito. “O médico disse que quase tive um AVC e escapei da cegueira. Mas ao mesmo tempo tenho a oportunidade de realizar um sonho. Ter um projeto pela frente me obriga estar vivo”, disse Loyola na conversa mediada por atriz e pedagoga, Laura Abbad. Com o tema “O Brasil que mora em mim”, a conferência do escritor fez parte da Sessão Mapa Literário. “Meu primeiro Brasil foi Araraquara, onde descobri a leitura observando meu pai, expressando emoções a cada livro que lia. Aprendi a importância de sonhar, de fantasiar, pelas mãos de minhas professoras Lurdes e Ruth. Fui realizar meus sonhos paulistanos graças ao professor Ulisses, de matemática, que me permitiu sonhar. Meu Brasil são os meus professores”, relembrou. Acostumado a percorrer feiras literárias por todo o País, Loyola contou histórias sobre suas passagens de Norte a Sul. Histórias de transformações de vidas por meio da literatura e da educação. “Vivemos um momento angustiante, de repressão à cultura e à educação, mas cada evento, cada feira literária, como a que vocês realizam há anos em Ribeirão Preto, é um movimento de resistência em curso no País”, disse. Sobre a Feira Internacional do Livro de Ribeirão Preto A 21ª edição da Feira Internacional do Livro de Ribeirão Preto aconteceu de 20 a 28 de agosto de 2022 e trouxe como proposta de reflexão o tema “Do Caburaí ao Chuí: a força da Literatura Brasileira”. A proposição embasou todas as atividades e debates do evento. A feira consagrou-se como um dos maiores eventos culturais do país: 21 anos de história e 20 edições realizadas. Em 2020, a feira tornou-se internacional e em 2021 realizou sua 20ª edição, pela primeira vez, no formato on-line, devido à pandemia do Coronavírus. Realização: Ministério do Turismo, Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa, Prefeitura Municipal de Ribeirão Preto, Usina Alta Mogiana, GS Inima Ambient e Fundação do Livro e Leitura apresentam a 21ª Feira Internacional do Livro de Ribeirão Preto (FIL). Patrocínio Diamante: Usina Alta Mogiana e GS Inima Ambient. Patrocínio Ouro: GasBrasiliano e Savegnago. Patrocínio Prata: Passalacqua, Premier Pet, Pedra Agroindustrial, Ribeirãoshopping e Riberfoods, Usina Vertente,Tereos e Vittia. Patrocínio Bronze: Supermercados Gricki, MazaTarraf, Tracan, Santa Helena. Patrocínio: Madeiranit, Usina São Martinho, Tarraf. Instituição Cultural: SESC. Parceria Cultural: Fundação Dom Pedro II – Theatro Pedro II, Alma – Academia Livre de Música e Artes, Biblioteca Sinhá Junqueira, Centro Cultural Palace, Instituto do Livro, CUFA, A Fábrica, IPCCIC – Instituto Paulista de Cidades Criativas e Identidades Culturais, Teatro Municipal de Ribeirão Preto, AbaCare, Associação de Surdos, CAEERP, FADA, Fundação Panda, Ribdown, SOMAR. Apoio: ACIRP, Base Química , Cenourão, Combustran, DTEK, Durati Distribuidora, Lopes Material Rodante,Molyplast, Mialich supermercados, Santa Emília, Transmogiana,Tonin, Vantage – Geo Agro, ViaBrasil, Coderp, Transerp, Guarda Civil Municipal, Polícia Militar, Secretaria de Cultura e Turismo, Secretaria de Educação, Secretaria do Meio Ambiente, Secretaria de Infraestrutura. Apoio Cultural: Convention Bureau, Colégio Marista, Diretoria de Ensino – Região de Ribeirão Preto, ETEC – José Martimiano da Silva, Educandário, SESI, Barão de Mauá, Centro Universitário Moura Lacerda, Unaerp, NW3, Grupo Utam, Monreale Hotéis, Painew, Verbo Nostro Comunicação Planejada e Instituto Unimed.

  • Mia Couto quer apagar o tempo que está na obra que o consagrou como romancista

    Autor moçambicano falou sobre “Terra Sonâmbula” e pediu mais esperança para o Brasil durante sua fala na FIL – Feira Internacional do Livro de Ribeirão Preto Depois de estrear no meio literário com o livro Raiz de Orvalho, em 1983, o escritor moçambicano seguiu pelo caminho da poesia até 1992, quando escreveu seu primeiro romance, “Terra Sonâmbula”. “Vivíamos uma guerra civil de 16 anos em Moçambique - uma guerra que matou um milhão de pessoas, que matou colegas e amigos. Eu queria pensar em outras coisas, sabia que não conseguiria escrever enquanto não houvesse paz, mas eu não conseguia dormir. Os mortos que tive me batiam à porta. Eu precisava escrever sobre aquele momento. Mas hoje não consigo entrar novamente em “Terra Sonâmbula”. Não reli sequer um capítulo desde o seu lançamento. Eu sempre quis apagar aquele tempo que está no livro”, disse. Em conversa mediada pela educadora, socióloga e poeta Neide Almeida, no auditório Meira Júnior, no Theatro Pedro II, Mia Couto participou de forma on-line, direto de Moçambique, de um salão de ideias no sábado, 27/8, dentro da programação da 21ª FIL – Feira Internacional do Livro de Ribeirão Preto. Vencedor de prêmios literários como o Nacional de Ficção, da Associação dos Escritores Moçambicanos (1995), União Latina de Literaturas Românicas (2007), Prêmio Camões (2013), e Albert Bernard (2021), Mia Couto elencou os autores brasileiros que mais o influenciaram. “Meu pai, também poeta, foi quem me apresentou nomes como Manuel Bandeira, Carlos Drummond de Andrade. Depois conheci a obra de Guimarães Rosa, de Manoel de Barros e, principalmente Jorge Amado – eu preciso dizer”, reforçou. Sobre o escritor baiano, Mia faz uma referência especial. “Jorge Amado foi fundamental para nós, escritores africanos. Ao libertar a África que existe no Brasil, ele libertou também a nossa escrita”. Mesmo reconhecendo a força da literatura brasileira, Mia Couto fez questão de ressaltar, em suas palavras, outra potência do Brasil. “Curiosamente, conheci a produção cultural brasileira, primeiro pela música e depois pelos livros. Me lembro de meu pai ouvindo Dorival Caymmi e como aquilo me encantou. O Brasil tem músicas belíssimas. ‘O que é, O que é’, de Gonzaguinha, é um hino à esperança, assim como ‘Volta por cima’, de Vanzolini”, elencou. Esperança que, segundo ele, espera que o brasileiro continue a ter. “Hoje percebo que erramos muito, até um passado recente, em romantizar o Brasil e o brasileiro, acreditar em uma alegria nata do país, enquanto se estava gestando um lado obscuro que passamos a conhecer nos últimos anos. De onde vivo e observo, estou envolvido neste novo destino que o Brasil pode e tem que ter, se livrando do peso que carrega agora”, finalizou. Sobre a Feira Internacional do Livro de Ribeirão Preto A 21ª edição da Feira Internacional do Livro de Ribeirão Preto aconteceu de 20 a 28 de agosto de 2022 e trouxe como proposta de reflexão o tema “Do Caburaí ao Chuí: a força da Literatura Brasileira”. A proposição embasou todas as atividades e debates do evento. A feira consagrou-se como um dos maiores eventos culturais do país: 21 anos de história e 20 edições realizadas. Em 2020, a feira tornou-se internacional e em 2021 realizou sua 20ª edição, pela primeira vez, no formato on-line, devido à pandemia do Coronavírus. Realização: Ministério do Turismo, Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa, Prefeitura Municipal de Ribeirão Preto, Usina Alta Mogiana, GS Inima Ambient e Fundação do Livro e Leitura apresentam a 21ª Feira Internacional do Livro de Ribeirão Preto (FIL). Patrocínio Diamante: Usina Alta Mogiana e GS Inima Ambient. Patrocínio Ouro: GasBrasiliano e Savegnago. Patrocínio Prata: Passalacqua, Premier Pet, Pedra Agroindustrial, Ribeirãoshopping e Riberfoods, Usina Vertente,Tereos e Vittia. Patrocínio Bronze: Supermercados Gricki, MazaTarraf, Tracan, Santa Helena. Patrocínio: Madeiranit, Usina São Martinho, Tarraf. Instituição Cultural: SESC. Parceria Cultural: Fundação Dom Pedro II – Theatro Pedro II, Alma – Academia Livre de Música e Artes, Biblioteca Sinhá Junqueira, Centro Cultural Palace, Instituto do Livro, CUFA, A Fábrica, IPCCIC – Instituto Paulista de Cidades Criativas e Identidades Culturais, Teatro Municipal de Ribeirão Preto, AbaCare, Associação de Surdos, CAEERP, FADA, Fundação Panda, Ribdown, SOMAR. Apoio: ACIRP, Base Química , Cenourão, Combustran, DTEK, Durati Distribuidora, Lopes Material Rodante,Molyplast, Mialich supermercados, Santa Emília, Transmogiana,Tonin, Vantage – Geo Agro, ViaBrasil, Coderp, Transerp, Guarda Civil Municipal, Polícia Militar, Secretaria de Cultura e Turismo, Secretaria de Educação, Secretaria do Meio Ambiente, Secretaria de Infraestrutura. Apoio Cultural: Convention Bureau, Colégio Marista, Diretoria de Ensino – Região de Ribeirão Preto, ETEC – José Martimiano da Silva, Educandário, SESI, Barão de Mauá, Centro Universitário Moura Lacerda, Unaerp, NW3, Grupo Utam, Monreale Hotéis, Painew, Verbo Nostro Comunicação Planejada e Instituto Unimed.

  • “Essa feira é resistência”, afirmou Ignácio de Loyola Brandão durante a FIL

    Em conversa saborosa e descomplicada, o escritor membro da Academia Brasileira de Letras e o diretor regional do SESC, Danilo dos Santos Miranda, participaram do programa Fim de Expediente, transmitido em rede nacional pela rádio CBN diretamente da Feira Internacional do Livro A programação da 21ª Feira Internacional do Livro de Ribeirão Preto (FIL), na sexta-feira, 26/8, teve encerramento com uma atividade inusitada. Diretamente do palco da sala principal do Theatro Pedro II, o ator Dan Stulbach, o escritor José Godoy e o economista Teco Medina comandaram o “Fim de Expediente”, programa semanal da rádio CBN, que recebeu nesta edição especial o escritor Ignácio de Loyola Brandão e o diretor regional do SESC São Paulo, professor Danilo dos Santos Miranda. O característico clima descontraído do programa - potencializado pela presença e participação da plateia -, entrecortado pela abordagem de temas atuais e nem sempre leves, ganhou humor e poesia nas falas de Loyola e reflexões incisivas na participação de Danilo Santos de Miranda. “O Brasil é um país que necessita de mudanças e a gente espera que isso aconteça em algum momento. Ainda guardo um pouquinho de esperança de melhoria”, iniciou o diretor do SESC. “Me entristeço em ver que, após 41 anos, a cidade de São Paulo se transformou na história que inventei. Nesses anos, não se evitou o pior. Mas eu amo esse país e vou amá-lo até o fim da minha vida”, emendou Loyola, em referência ao seu livro “Não Verás País Nenhum”, que já vendeu 1 milhão de exemplares e retrata a distopia de um país sem árvores, sem animais, sem cor e com sérios problemas ambientais. Com a pauta cultural na roda, Danilo Santos de Miranda não economizou em suas considerações. “A questão cultural é fundamental para a qualidade de vida das pessoas. O viés do entretenimento é válido, mas não é o suficiente. Por isso, é tão importante favorecer a democratização do acesso à cultura, que não é apenas o mundo das artes, assim como educação não é apenas o mundo da escola. A cultura tem que ser aberta, democratizada na prática e acolhedora na programação e no espaço físico onde ocorre”, pontuou Danilo. O diretor do SESC-SP festejou o retorno dos eventos culturais presenciais após dois anos de suspensão e comentou outros temas, como o papel dos espaços culturais institucionais no suprimento da falta de espaços públicos, a política de recursos públicos para a cultura, destacando a necessidade de aperfeiçoamento da Lei Rouanet, mas não de sua extinção, e anunciou a ampliação da unidade do SESC em Ribeirão Preto. Em sua vez, Ignácio de Loyola Brandão abordou a questão celebrando FIL. “É preciso formar leitores e leitores que se formam indo à escola. Mas cadê a escola no Governo que vivemos? Essa feira é resistência; o Sesc é de uma resistência espantosa. São movimentos subterrâneos que estão acontecendo pelo Brasil e promovendo essa resistência. Estou muito feliz de estar aqui”, disse o escritor, afirmando que a literatura sempre o salvou. E falando em resistência, Loyola, que tem 86 anos, contou que não pode viver sem um projeto e que está feliz por realizar, agora, um sonho de juventude. “Sempre quis ser roteirista da Vera Cruz e nunca aconteceu. Agora, dois livros meus foram vendidos para o cinema e os diretores e roteiristas me convidaram para escrever os roteiros junto com eles. Meu futuro é um projeto”, finalizou o escritor. Para Danilo Santos de Miranda, “o tempo só nos melhora e ter perspectiva de futuro independe da idade”, resumiu o diretor do SESC, de quase 80 anos. Destaques do Dia Quem visitou a FIL na sexta-feira (26) encontrou arte e cultura por todos os cantos desde às 9h da manhã. A programação do dia atraiu a população que se dividiu entre oficinas, apresentações artísticas, debates e lançamentos de livros e outras atividades. Todas gratuitas. Em salão de ideias no auditório da Biblioteca Sinhá Junqueira, a jornalista e escritora Eliana Alves Cruz falou sobre seus livros que misturam história e contemporaneidade, sobre as formas modernas de escravidão e a urgência social de se olhar para essa questão. Ela relatou suas experiências como jornalista e mulher negra em espaços como o universo da indústria audiovisual, onde integra a equipe de roteiristas da Viacom International Studios, e no site UOL Esportes, área do jornalismo ainda muito frequentado por homens. “O viés de raça e de gênero nas áreas onde atuo é bastante presente. No audiovisual, que é uma indústria muito rica, lidamos com estereótipos cristalizados no imaginário popular e que são reproduzidos por essa indústria. E é preciso um jogo de estratégias para mudar isso e essa mudança é um caminho sem volta”, comentou Eliana, que atualmente participa de roteiros de filmes sobre a vida de Anderson Silva e de Marielle Franco. Na área esportiva, a jornalista trouxe ao debate a questão do sentimento de meritocracia desvinculado da consciência de privilégios. “O esforço e a dedicação de atletas de alto rendimento são muito grandes e quando a medalha chega, a tendência que ainda vemos é o atleta se sentir totalmente merecedor deste prêmio em função de seu trabalho, que é, de fato, louvável. Porém, é escandaloso que num país rico como o Brasil, muitos atletas passem por situações como treinar futebol descalço ou surfar em pedaço de isopor, por não terem condições financeiras para comprar seus equipamentos e viver somente da dedicação aos treinos. Isso é um horror, é dor, é sofrimento. Quem pode viver somente para treinar é, sim um privilegiado”, refletiu Eliana. Ela ainda abordou o racismo no ambiente literário, “É mais complicado para autores negros chegarem às grandes editoras. Se afirmar como mulher, como negro, é um posicionamento necessário, mas as pessoas mais maliciosas nos empurram para um gueto onde só se fala sobre isso. E há, também, a constante desconfiança de que o sucesso de um escritor preto ocorre porque está na moda. Isso é cruel, dolorido e cansativo”, finalizou a jornalista, que também esteve no projeto Combinando Palavras. No quintal da Biblioteca Sinhá Junqueira, as escritoras Adriana Silva, Sandra Rita Molina e Lilian Rodrigues de Oliveira Rosa, conversaram com o público da FIL sobre o livro “Sem pedir licença - a modernidade invade os cafezais paulistas”. Em artigos temáticos, as autoras colocam o resultado de suas pesquisas, que trataram contextualizar as mudanças e transformações sociais que a modernidade impôs a um sistema que vivia em torno da produção cafeeira, com todos os seus desdobramentos de relações entre as pessoas. “O processo da modernidade não pede benção a ninguém. Ele apenas chega, se instala e não há como deter. E os reflexos disso vão se espalhando nas novas formas de configuração econômica, social e cultural”, comentou a professora Lilian Rosa. Para a também professora Sandra Molina, a modernidade se mistura com tudo e mistura tudo. “Quando chega aos cafezais, a modernidade mostra que uma parcela da sociedade não terá acesso a ela e que o tempo pertence a quem pode tê-lo. Em Ribeirão Preto, por exemplo, a igreja de São Benedito deixou de existir para os negros. Por outro lado, há a fusão do campo com a cidade e a mistura da modernidade com as festas, com as gentes, com a cozinha, a reza, os imigrantes e os negros apartados de alguns eventos sociais. Tudo vai se misturando”, completou Sandra. Atividades com foco no resgate da leitura e dos diálogos para contribuir com o emocional do leitor mostraram a força das palavras, como as Sessões de Biblioterapia para 60+ e para Jovens, ambas comandadas pela escritora, biblioterapeuta e diretora de operações do Observatório do Livro, Tatiana Brechani. Segundo ela, cada pessoa é um texto e a atividade resgatou experiências de cada um, mediados e orientados pela poesia, o conto e pela crônica. “Nestas sessões sempre há descobertas e redescobertas. Muitos dos participantes, depois da experiência passam a escrever, publicam seus livros; outros fazem amigos, mas principalmente o que percebemos é o quanto é importante este espaço de escuta para eles”, destaca. Outra atividade, a Oficina Tato da Thata, oferecida na Tenda SESC, com a poeta Thata Alves abordou a importância do auto-carinho, especialmente para as mulheres e propôs uma reflexão sobre o tempo que as mulheres não reservam para si mesmas. Sobre a Feira Internacional do Livro de Ribeirão Preto A 21ª edição da Feira Internacional do Livro de Ribeirão Preto aconteceu de 20 a 28 de agosto de 2022 e trouxe como proposta de reflexão o tema “Do Caburaí ao Chuí: a força da Literatura Brasileira”. A proposição embasou todas as atividades e debates do evento. A feira consagrou-se como um dos maiores eventos culturais do país: 21 anos de história e 20 edições realizadas. Em 2020, a feira tornou-se internacional e em 2021 realizou sua 20ª edição, pela primeira vez, no formato on-line, devido à pandemia do Coronavírus. Realização: Ministério do Turismo, Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa, Prefeitura Municipal de Ribeirão Preto, Usina Alta Mogiana, GS Inima Ambient e Fundação do Livro e Leitura apresentam a 21ª Feira Internacional do Livro de Ribeirão Preto (FIL). Patrocínio Diamante: Usina Alta Mogiana e GS Inima Ambient. Patrocínio Ouro: GasBrasiliano e Savegnago. Patrocínio Prata: Passalacqua, Premier Pet, Pedra Agroindustrial, Ribeirãoshopping e Riberfoods, Usina Vertente,Tereos e Vittia. Patrocínio Bronze: Supermercados Gricki, MazaTarraf, Tracan, Santa Helena. Patrocínio: Madeiranit, Usina São Martinho, Tarraf. Instituição Cultural: SESC. 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  • Nossas angústias expostas nas rimas do rap

    MC Marcello Gugu fez sua releitura de Angústia, de Graciliano Ramos, na Sessão Vestibular da FIL, na Fábrica – Instituto SEB Pegue um clássico da literatura nacional, como “Angústia”, de Graciliano Ramos, e transforme em uma linguagem próxima da realidade atual e, em especial, das periferias. O desafio, nada fácil, foi encarado em 2019 pelo MC e educador social paulistano Marcello Gugu. Convidado pelo SESC, ele recriou, a seu modo, nove obras indicadas para o vestibular da Fuvest. “Angústia, em especial, foi marcante. Se você parar para pensar, a quebrada dos anos 90 era muito angustiante. O medo, a violência, faziam parte do nosso dia a dia. E o rap sempre foi muito de expor isso em suas letras. Você pega o “Sobrevivendo no Inferno”, dos Racionais, aquilo é angustiante do começo ao fim”, disse Gugu na sexta-feira, 26/8, durante sua participação na Sessão Vestibular, na Fábrica – Instituto SEB, dentro da programação da 21ª FIL – Feira Internacional do Livro de Ribeirão Preto. A conversa teve mediação dos professores Luiz Cláudio Jubilato e Sérgio Degrande, do produtor cultural Elieser Pereira e alunos do projeto Nau Vestibular. Observado por uma plateia formada por jovens estudantes do ensino médio, Gugu fez sua releitura do clássico de Graciliano, uma narrativa sufocante, que mistura drama pessoal e crítica social. “Refazer uma obra é recriar sentimentos, é trazer este texto para uma nova perspectiva e estimular a aproximação dos jovens ao texto original”, afirmou o MC. Realizada durante quatro dias dentro da programação da FIL, a Sessão Vestibular reuniu autores e convidados para debaterem obras indicadas aos principais vestibulares do País. Além de Marcello Gugu, a atividade trouxe Toni C, artista multimídia, publicitário, pesquisador, editor, escritor e roteirista, que debateu com alunos do ensino médio a obra dos Racionais MC's, Sobrevivendo no Inferno. De maneira on-line, o escritor Milton Hatoum respondeu perguntas do público sobre o seu livro “Dois Irmãos”. E o autor Bernardo Carvalho esteve junto ao público para falar sobre a obra “Nove Noites”. “A parceria com a Feira do Livro abriu possibilidade de falar dos livros, trazer os autores, transformando esta programação em uma alavanca voltada à educação. A Sessão Vestibular possibilita isso, aproximar os jovens dos autores, criando uma motivação para que eles busquem a educação, que é o único caminho para resolver todos os problemas do País”, avalia o professor Tadeu Terra, coordenador do Projeto Nau Vestibular, do Instituto SEB. Sobre a Feira Internacional do Livro de Ribeirão Preto A 21ª edição da Feira Internacional do Livro de Ribeirão Preto aconteceu de 20 a 28 de agosto de 2022 e trouxe como proposta de reflexão o tema “Do Caburaí ao Chuí: a força da Literatura Brasileira”. A proposição embasou todas as atividades e debates do evento. A feira consagrou-se como um dos maiores eventos culturais do país: 21 anos de história e 20 edições realizadas. Em 2020, a feira tornou-se internacional e em 2021 realizou sua 20ª edição, pela primeira vez, no formato on-line, devido à pandemia do Coronavírus. Realização: Ministério do Turismo, Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa, Prefeitura Municipal de Ribeirão Preto, Usina Alta Mogiana, GS Inima Ambient e Fundação do Livro e Leitura apresentam a 21ª Feira Internacional do Livro de Ribeirão Preto (FIL). Patrocínio Diamante: Usina Alta Mogiana e GS Inima Ambient. Patrocínio Ouro: GasBrasiliano e Savegnago. Patrocínio Prata: Passalacqua, Premier Pet, Pedra Agroindustrial, Ribeirãoshopping e Riberfoods, Usina Vertente,Tereos e Vittia. Patrocínio Bronze: Supermercados Gricki, MazaTarraf, Tracan, Santa Helena. Patrocínio: Madeiranit, Usina São Martinho, Tarraf. Instituição Cultural: SESC. Parceria Cultural: Fundação Dom Pedro II – Theatro Pedro II, Alma – Academia Livre de Música e Artes, Biblioteca Sinhá Junqueira, Centro Cultural Palace, Instituto do Livro, CUFA, A Fábrica, IPCCIC – Instituto Paulista de Cidades Criativas e Identidades Culturais, Teatro Municipal de Ribeirão Preto, AbaCare, Associação de Surdos, CAEERP, FADA, Fundação Panda, Ribdown, SOMAR. Apoio: ACIRP, Base Química , Cenourão, Combustran, DTEK, Durati Distribuidora, Lopes Material Rodante,Molyplast, Mialich supermercados, Santa Emília, Transmogiana,Tonin, Vantage – Geo Agro, ViaBrasil, Coderp, Transerp, Guarda Civil Municipal, Polícia Militar, Secretaria de Cultura e Turismo, Secretaria de Educação, Secretaria do Meio Ambiente, Secretaria de Infraestrutura. Apoio Cultural: Convention Bureau, Colégio Marista, Diretoria de Ensino – Região de Ribeirão Preto, ETEC – José Martimiano da Silva, Educandário, SESI, Barão de Mauá, Centro Universitário Moura Lacerda, Unaerp, NW3, Grupo Utam, Monreale Hotéis, Painew, Verbo Nostro Comunicação Planejada e Instituto Unimed.

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